
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Joel Pizzini
Recebeu inúmeros prêmios por seus filmes, entre eles o Prêmio Internacional de Cinema da Bahia, por Enigma de um Dia, e o Prêmio de Melhor Filme do Festival de Cinema de Brasília, por 500 Almas (2004).
É casado com Paloma Rocha, filha de Glauber, e co-diretor do projeto de restauração dos filmes de Glauber Rocha. Colabora com o Tempo Glauber, projeto de preservação da memória do cineasta baiano.
4° momento do ALACAZUM

Aviso da Lua que menstrua
Este poema da Elisa Lucinda foi declamado pela atriz e poetiza Valquíria, na 100° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.
Há que se ter cautela com essa gente que menstrua...
imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia
barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na “vera”
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos...
às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a “cidade secreta”
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Elisa Lucinda
http://cadernodepoesia.zip.net/arch2006-05-14_2006-05-20.html
Entre a 100° edição e os filhotes de cães
Filhotes de Cães
Goiabas

Na 100° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, oferecemos informações a respeito do fruto da goiabeira, árvore da espécie Psidium guajava, da família Myrtaceae. O fruto é constituído de uma baga, carnoso, casca verde ou amarelada ou roxa, com superfície irregular, cerca de 8 centímetros de diâmetro.
Em seu interior há uma polpa rosada ou branca ou dourada, contendo dezenas de pequenas sementes duras, mas que podem ser ingeridas sem problemas. Somente as variedades de polpas brancas e vermelhas são comercializadas.
As 4 sépalas da flor estão normalmente presentes em uma das extremidades da goiaba.
Existem duas variedades: a branca, de casca esverdeada e interior amarelo-esverdeado pálido e a vermelha, de casca amarelada e interior rosado.
Algumas moscas utilizam a goiaba para depósito de seus ovos. As larvas dessas moscas são popularmente chamadas de bicho-da-goiaba.
As goiabas são consumidas principalmente in natura ou em forma de doce, chamado goiabada. Compotas, geléias e sucos também são comuns. São muito ricas em vitamina C, com de 180 a 300 miligramas de vitamina por 100 gramas de fruta (mais do que a laranja ou o limão).
A goiaba não é ácida e, assim, pode substituir o tomate na confecção de molhos salgados e agridoces, mas sobretudo para pessoas com restrições à acidez deste último.
Essa fonte de saúde é utilizada em diferentes produtos derivados, tais como goiabadas, doces, compotas, sucos, sorvetes e molhos salgados e agridoces. Conhecida por ter muita vitamina C, apresentando a goiaba vermelha níveis dessa vitamina de 4 a 5 vezes superiores aos da laranja, possui quantidades razoáveis de vitaminas A e do complexo B, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.
Fonte: Wikipédia
Brasil: maior produtor de Goiabas vermelhas
5° momento ALACAZUM
Entre a 100° edição e o vôo do beija flor
Beija Flor
Dica de Leitura
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Origem da Feijoada
Por quê a combinação feijão com arroz
A conjunção arroz e feijão, tão cara aos brasileiros de todos os estados é, por sua vez, devida aos maranhenses e ao fomento da produção de arroz em suas terras para a exportação ainda no século XIX. Precursores da produção desse cereal oriundo da Ásia, os maranhenses foram logo apelidados de papa-arroz. Mal sabiam eles que estavam lançando as bases da mistura mais trivial da história da alimentação de nosso país.
Fonte:http://opensadorselvagem.org/gastronomia/antropofagia/uma-breve-historia-do-feijao.html
terça-feira, 14 de outubro de 2008
99° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
Na 99° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 12 de outubro de 2008 (via on line), cujo tema foi: " Feijão", fizemos a leitura inicial do texto: " Feijão Maravilha" do jornalista, radialista e professor de História, J Menezes, de Juazeiro-Bahia, oferecemos receita de Feijoada com Frutos do Mar, uma novidade da Aline Neme, de Vitória- ES, ficamos sabendo um pouco da história do feijão, leitura do poema: " Não Há Vagas" do escritor brasileiro Ferreira Gullar, apreciamos também: "Catar Feijão", poema do João Cabral de Mello Neto; "Sobre Feijão e Fadas", texto do JG Gouveia de Leopoldina- Minas Gerais. Como dica de leitura, o romance: " O feijão e o Sonho" de Orígenes Lessa. Prestigiamos a banda " Feijão de Bandido" e escutamos as seguintes músicas: " Saco de Feijão" com Beth Carvalho; "Feijão de Corda" com Daniela Mercury; "O feijão de dona Nenen" com Zeca Pagodinho e " Feijoada Completa" com Chico Buarque.
Alacazum selecionado pelo VIVALEITURA
Esta primeira semana do mês de outubro do ano de 2008 foi realmente muito importante para o programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER por que sinalou através de parecer do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Cultura (MinC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o prêmio tem realização e o patrocínio da Fundação Santillana, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Que a proposta cultural criada pelo ALACAZUM é válida e agora com respaldo nacional. Ficamos na lista das 41 melhores experiência de incentivo a leitura do Brasil. O Prêmio Vivaleitura faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). O sucesso do ALACAZUM é devido ao ouvinte-leitor ALACAZUM e nossos parceiros culturais que estão conosco nestes 2 anos de existência. Agradecemos a todos, inclusive aos meios de comunicação da cidade de Valença-Bahia, que divulgaram a notícia: A Valença Fm e o jornal Valença Agora.
Linken:http://www.valencaagora.com/x/b/bs.php?bl=1&menu=2138
Agenda Internacional ALACAZUM
O comunicador Sérgio Teixeira do programa radiofônico: Radionovela diz:
Na emissão do passado Domingo, dia 12 de Outubro, ouvimos Peninha, Paulo Gonzo, TT e Nuno Guerreiro, Raul Seixas e muitos outros...
Neste programa, teve em destaque o cantor Ney Matogrosso que vai estar em Portugal para uma série de concertos.
DATAS DOS CONCERTOS de NEY MATOGROSSO EM PORTUGAL:
18.10.2008 - Casino de Espinho - Espinho
19.10.2008 - Coliseu - Porto
21.10.2008 - Coliseu dos Recreios - Lisboa
22.10.2008 - Coliseu dos Recreios - Lisboa
24.10.2008 - Teatro das Figuras - Faro
26.10.2008 - Centro de Artes do Espectáculo - Figueira da Foz
Ouve aqui a emissão do dia 12 de Outubro de 2008.
http://www.zshare.net/audio/205508109e2dcbf4/
Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.
http://69.80.255.209/download/205508109e2dcbf4/
O poeta português Euclides Cavaco, através de mensagem eletrônica para o correiro ALACAZUM participa o lançamento do seu mais recente livro: "Horizonte da Poesia" a ocorrer no seguinte endereço:
EM LONDON
dia 19 de Outubro às 14:00
NO ELEGANTE AUDITÓRIO DA GALERIA LONDON
WOLF PERFORMANCE HALL
251 Dundas Street - London
O ALACAZUM parabeniza ao poeta por mais esta conquista.
ALACAZUM PARA VOCÊ!
Feijão de Bandido

Na 99° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, prestigiamos a banda: "Feijão de Bandido" que "junta num mesmo espetáculo diversos estilos e influências musicais, poéticas e performáticas; de colocar, sob um mesmo teto, o regional e o cosmopolita, o urbano e o rural, sempre com ênfase na cultura brasileira surgiu o FEIJÃO DE BANDIDO. Não é de se espantar que num mesmo show possamos ouvir música pop, rock e, ao mesmo tempo, o xote, o baião, frevo, reggae, salsa, dentre outros tantos elementos. Aliado a esta variedade, há uma preocupação com o lado visual e cênico, oferecendo ao público performances circenses, boneca de mamulengo, além de um bem cuidado figurino. Sem falar nas idéias trabalhadas em suas poesias e letras de músicas que mostram um grupo antenado e consciente de sua época. "
Mais informações: http://www.feijaodebandido.blogspot.com/
1° momento ALACAZUM

Brindando o primeiro momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 99° edição, após informações a respeito das leguminosas e leitura do texto: "Feijão Maravilha" do jornalista JM, de Juazeiro- Bahia, escutamos a música: "Feijão Maravilha" na interpretação do conjunto musical: "As Frenéticas".
Feijão Maravilha
"Bota água no feijão que chegou mais um".
O trecho do samba brasileiro nunca esteve tão atual. Com o preço elevado ficou mais complicado fazer feijoada ou outros pratos típicos. O grão símbolo da alimentação brasileira está se tornando um artigo de luxo. O consumidor brasileiro está sendo obrigado a desembolsar, entre R$ 4,50 a 6,00 para comprar um quilo de feijão carioca.
No Vale do São Francisco "os desavisados de plantão", achavam que com as chuvas os preços iriam cair, mas não estamos mais naquela realidade de 15 ou 20 anos atrás quando o feijão era cultivado, não só nas áreas de sequeiro como também nas irrigadas. O custo de produção e o aumento de pragas desanimaram os pequenos produtores.
A região de Irecê que era considerada um "termômetro" do produto para o Nordeste, também reduziu a área de plantio. Em 2006 era possível comprar um quilo de feijão carioca por R$ 2,99, em maio de 2007 o preço caiu para R$ 1,96. Em novembro de 2007 o preço subiu para R$ 3,25. Segundo a CONAB – Central Nacional de Abastecimento, questões como estiagem em regiões produtoras no segundo semestre de 2007, o aumento do consumo no país podem ter influenciado no preço, mas descarta que terras usadas para o plantio do grão tenham sido destinadas à produção de cana, reduzindo a oferta como foi especulado na mídia.
Outra questão descartada seria "o ganho extraordinário dos produtores" em detrimento dos preços elevados. A CONAB já anunciou que a colheita 2007/2008 será inferior a safra de 2006/2007. Isso significa que dificilmente os preços podem cair. Diante da situação como fica a população de baixa renda que tem no feijão um produto básico da alimentação? Assim nunca mais as frenéticas vão poder cantar: "dez entre dez brasileiros preferem feijão".
"Feijão Maravilha" de José Sebastião Menezes da Silva - J.Menezes 41 anos Professor de História, Radialista, Pós-Graduado em Ensino de Comunicação Social e Estudante de Comunicação Social - Jornalismo Multimeios
Feijão

Feijão é um nome comum para uma grande variedade de sementes de plantas de alguns gêneros da família Fabaceae (anteriormente, Leguminosae).
O seu cultivo é bastante antigo. Há referências a ele na Grécia antiga e no Império romano, onde feijões eram utilizados para votar (um feijão branco significava sim, e um feijão preto significava não).
Três espécies de feijão são muito cultivadas no Brasil:
1-Phaseolus vulgaris, o feijão comum, cultivado em todo o território;
2-Vigna unguiculata, vulgarmente chamado de feijão de corda, feijão macassa, caupi e outros, predominante na região Nordeste e na Amazônia e
3-Cajanus cajan, feijão-guandu ou andu, comum no nordeste, principalmente em sua variedade arbórea.
Fonte: Wikipédia
Leguminosas: Um pouco de história

Leguminosas: você sabe o que são?
Embora muitas pessoas acreditem que leguminosas são legumes, isto não é correto, na realidade, leguminosas são: feijões (preto, mulatinho, manteiga, carioca), grão-de-bico, ervilha, soja, lentilha, fava e tremoço. Para simplificar, todos os grãos produzidos em vagens são conhecidos como leguminosas. Se você aprecia estes alimentos, saiba que a tradicional combinação "feijão com arroz" do dia-a-dia é mais nutritiva e balanceada do que se imagina.
As leguminosas são mesmo nutritivas?
As leguminosas são importantes por conterem carboidratos, que garantem energia para o funcionamento do corpo e do sistema nervoso e, também, proteínas, que são 'construtoras de tecidos' no organismo. Mas, as vantagens das leguminosas não acabam por aqui, seu alto teor de ferro, vitaminas tipo B e fibras - que fazem o seu intestino funcionar bem - tornam este alimento muito nutritivo.
Que o feijão é um alimento fonte de ferro é verdade, porém, cabe uma consideração: por ser de origem vegetal, ele é pouco aproveitado pelo organismo. Procure, portanto, sempre consumi-lo com alimentos fontes de vitamina C, como suco de frutas cítricas (laranja, limão, acerola, goiaba), pois esta vitamina dá 'um empurrãozinho' para o ferro ser absorvido no intestino. O valor calórico deste alimento não é alto, considerando suas ótimas propriedades nutricionais.
Mas, tenha cuidado ao preparar grão de bico, lentilhas, ervilhas ou feijão, pois eles são geralmente consumidos com ingredientes muito gordurosos como bacon e lingüiça (paio), que aumentam muito o valor energético da receita, além de fornecer gorduras saturadas e colesterol, grandes inimigas da sua saúde. Prefira, assim, prepará-los com cebola, alho, sal e temperos de sua preferência.
Origem e História do Feijão I
2° momento ALACAZUM

Brindando o segundo momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 99° edição, após leitura do poema: "Não há vagas" do escritor brasileiro Ferreira Gullar e mais curiosidades sobre a história do feijão II, escutamos a música:" Feijão de Corda" na interpretação da cantora baiana Daniela Mercury.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Não há vagas
não cabe no poema.
O preço do arroz
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome.
Sua vida fechada em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerilha seu dia de aço e carvão
nas oficinas escuras.
O poema senhores,
não fede
nem cheira.
História do Feijão II
Não era, é claro, um alimento de regular utilização entre os helenos. Tanto é que não consta entre as heranças gastronômicas legadas pelos conterrâneos de Sócrates, Platão e Aristóteles aos romanos. Também estava presente entre os produtos vendidos nos mercados de Roma, a Cidade Eterna. Era, no entanto, apenas uma leguminosa a mais e não uma variedade verdadeiramente incorporada aos cardápios de então.
Novas histórias em que o feijão se torna protagonista voltam a aparecer somente na Idade Média. Nessa época essa leguminosa e também a fava, o grão de bico, o cizirão e a ervilha juntam-se ao centeio, a cevada, a aveia, ao sorgo, a espelta e ao milhete como concorrentes do trigo, o grande campeão de plantio durante o Império Romano. São alimentos considerados inferiores ao cereal de preferência dos romanos, no entanto exigiam menos cuidados em seu plantio e eram mais rentáveis em termos de produtividade.
O plantio de feijão entre os europeus medievais se verifica com maior incidência especialmente na baixa Idade Média. Há plantações espalhadas por toda a Europa, com maior destaque, no entanto, para as produções alemãs e inglesas. Sabe-se também que essa leguminosa era plantada tanto em campos abertos quanto em hortas. Essa particularidade quanto ao local de produção esclarece que o destino das safras variava, no primeiro caso destinando-se aos nascentes mercados das cidades medievais e, no segundo, das hortas, a subsistência dos camponeses.
No Império Bizantino a importância do feijão e de alguns outros alimentos, assim como as preocupações quanto aos direitos sobre a terra e a produção fizeram com que surgissem leis severas e punições duras a todos aqueles que ousassem invadir propriedades e roubar alimentos. Previam-se chicotadas, indenizações em valores de mercado para os produtos roubados (ou ainda pagando-se o dobro do prejuízo causado) e, se isso fosse impetrado por funcionários do dono das terras, esse trabalhador perderia o direito ao recebimento de seu salário.
A preocupação com as colheitas e também com o abastecimento de seus mercados levava os bizantinos a definir os períodos de plantio regular de seus alimentos, entre os quais se destaca a presença marcante do feijão, cuja semeadura deveria acontecer no mês de fevereiro, juntamente com cebolas, cenouras e alguns tipos de hortaliças. Essa determinação também esclarece que para os cristãos do Oriente a agricultura planejada era a garantia de estoques alimentares nos períodos de escassez. Nesse sentido o feijão, alimento que pode ser armazenado por um bom período de tempo, ganhava vulto na dieta bizantina.
Também os árabes fizeram uso regular do feijão como alimento a partir das definições de suas bases culturais na Idade Média. Não eram os feijões que seriam encontrados na América, mas sim variedades africanas e orientais, na maior parte dos casos, consumidas ainda verdes. São suplantadas nas dietas mulçumanas pelas lentilhas e favas e competem com as ervilhas enquanto alimento secundário. Foram formas encontradas pelos povos da antiga Ásia Menor para combater a escassez de cereais em seus períodos de entressafra. Seduzidos pelo sabor do feijão desde seus primórdios enquanto civilização, o mundo árabe sucumbe, anos depois, ao poder das variedades dessa iguaria importados da América também os incorporando ao seu cardápio. São tradições que se renovam.
Os judeus do medievo igualmente se apropriam do feijão verde e o incorporam a sua dieta. Fazem uso desse alimento para a produção de caldos, sopas e pães (utilizando-o enquanto legume seco). O feijão também é secundário na dieta semita (como já havíamos observado em sua trajetória histórica anterior, desde os gregos até os mulçumanos), tendo sido suplantado pelo grão de bico nas receitas locais. O importante é perceber que, apesar de estar sempre legado a um espaço discreto nos cardápios das civilizações anteriores à modernidade, o feijão existe e está presente nesse enredo.
Fonte:http://opensadorselvagem.org/gastronomia/antropofagia/uma-breve-historia-do-feijao.html
3° momento ALACAZUM
Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidare
as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
"Catar Feijão", são 48 poemas, escritos por João Cabral de Melo Neto, fizemos a leitura das duas primeiras estrofes no programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 99° edição.
Comentário:
O poeta seleciona, vê e revela, mesmo disfarçando, o que seus olhos percebem. Numa postura inovadora: a pedra dando à frase seu grão mais vivo; o prazer mais vivo.O verbo catar assume o sentido de escolher. Porque catar feijão é, como catar palavras, recolher, retirar o que não é feijão ou não é feijão bom ,o que não é palavra adequada ou não é palavra boa. Nota-se que o rigor de escolha é mesmo exemplar. Conquanto haja o propósito de conceituar o ato de escrever, com a importância fundamental que lhe dá de ser dada, o poeta usa o verbo limitar para estabelecer proximidades (e não igualdade) entre comparante e comparado: "Catar feijão se limita com escrever", e não é o mesmo que catar feijão é como escrever.
O poema Catar Feijão faz parte do livro A Educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto, cuja primeira edição foi publicada em 1965.No poema João Cabral de Melo Neto revela sua concepção do ato criador.
História do Feijão III
Para os portugueses o feijão era (e continua sendo) o parceiro ideal para seus caldos, sopas, dobradinhas e até mesmo pastéis. A incorporação de variedades provenientes das colônias americanas realça e valoriza pratos que já eram tradicionais desde a Idade Média entre a população lusa. No Brasil, o feijão divide as atenções inicialmente com a mandioca e o milho. Somente o advento das expedições de desbravamento do território nacional rumo ao interior, em busca de bugres, ouro e diamantes é que fará o feijão brilhar na gastronomia brasileira.
As facilidades relativas ao seu transporte em farnéis; a possibilidade de rápido plantio de suas variedades ao longo das rotas que levavam as “Geraes”, Goiás, Mato Grosso e outras localidades; a durabilidade do produto; a facilidade de cozimento e o seu sabor delicioso quando adicionado à farofa faziam do feijão o melhor companheiro para os bandeirantes paulistas e demais viajantes que se aventuraram em direção ao centro do nosso país-continente.
Fonte:http://opensadorselvagem.org/gastronomia/antropofagia/uma-breve-historia-do-feijao.html
4° momento do ALACAZUM

Brindando o quarto momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 99° edição, após dica de leitura e apreciarmos o primeiro capítulo do romance: "O feijão e o Sonho" do escritor brasileiro Orígenes Lessa, escutamos a música: "O feijão de dona nenen" na interpretação do Zeca Pagodinho.
O feijão e o Sonho
Era o mais difícil!
- Por que não deita mais cedo, seu tranca? Fica lendo feito idiota até não sei que horas, ou dando prosa com esses vagabundos, e depois, quando tem que fazer alguma coisa, pega no sono que nem Cristo acorda!
E resmungando e imprecando, vassourão aqui, pano molhado ali- "não mexa aí, menino!" - Maria Rosa continuava a peleja.
-Parece que eu caí da cadeira, no dia em que fiquei noiva desse coisa-à- toa! Pra ter esta vida! Pra passar vergonha!
Arrumou uma toalhinha de crochê no aparador humilde.
- Largue esse copo, Joãozinho! Largue já! Largue, estou dizendo!
E ameaçadora, para o garoto lambudo que sorria feliz:
- Menino! Menino! Ponha já o copo na mesa! Olhe o que estou dizendo!
O pequeno continuava a negacear com o corpo, o copo muito sujo, uma das mãos mergulhadas na água.
- Não molhe o chão, criatura! A gent vive feito uma burra, tentando limpar a casa, vem um coisinha desses emporcalha tudo! Você apanha, Joãozinho! Traga o copo aqui!
-Eu quelia bebê água!
-Não quer beber coisa nenhuma! Você quer é chunelo! Venha cá!
- A senhóia bate na gente!
-Não bato! Venha aqui direitinho, me entregue o copo, que a mamãe não bate.
Fragmento do romance "O Feijão e o Sonho" lido no programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, em sua 99° edição.
Dica de Leitura
Na 99° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, oferecemos como dica de leitura o romance: "O feijão e o Sonho" de Orígenes Lessa. Escritor brasileiro, nascido em Lençois Paulista, no ano de 1903. É o primeiro romance a obter repercussão nacional. Foi publicado em 1938. O romance, conta a história de um casal cuja vida é marcada por um profundo contraste - já sugerido pelo título da obra. A mulher, Maria Rosa, prática e realista é simbolizada no feijão - o alimento de base da cozinha brasileira. E o homem, Campos Lara, poeta, sonhador e um tanto ingênuo - está simbolizado no sonho. Vale conferir!5° momento do ALACAZUM

Brindando o quinto momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 99° edição, após apresentação de receita de Feijoada da Aline Neme- Vitória ES e leitura da crônica: Sobre Feijão e Fadas do JG Gouveia de Leopoldina - Minas Gerais, escutamos a música: Feijoada Completa na interpretação do Chico Buarque.
Feijão Branco com frutos do mar ou simplesmente Feijoada de Frutos do Mar
INGREDIENTES
500 gr de feijão branco cozido (reserve a água do cozimento)
Cozinhe o polvo com a lula em panela de pressão por 7 min e reserve. Cozinhe o feijão por 25 min e deixe a panela fechada até sair toda a pressão.Em uma panela de barro grande, doure os alhos e a cebola em duas colheres de azeite, após refogue as lulas rapidamente, acrescente o polvo e o camarão, quando o camarão ficar rosado junte o sururu, o siri desfiado, o suco de 1 limão, misture bem. Adicione o tomate, o pimentão e o colorau, refogue mais um pouco. Pode ainda acrescentar a páprica picante e o açafrão se quiser. Acrescente o feijão branco. Deixe cozinhar em fogo brando por 5 minutos. Aos poucos vá acrescentando a água do cozimento do feijão, caso seja necessário. Finalize acertando o sal e a pimenta do reino e acrescentando o cheiro verde. Sirva com arroz branco e farofa.
O rendimento da receita inteira é para 10 pessoas famintas.
O valor da receita?
A Aline Neme garante que esta delícia não ultrapassa o valor de R$ 30,00 (trinta reais)
http://moquecacompimenta.blogspot.com/
Sobre Feijão e Fadas
Numa das vezes em que bateram feijão no terreiro da fazenda aconteceu um fato que ainda me ensina alguma lição de lógica — mas para que você possa entender o que foi, talvez seja necessário explicar primeiro o que é “bater feijão”. Após a colheita o feijão era trazido para o terreiro, onde era espalhado sobre uma lona para que as sementes fossem separadas da ramagem. Os adultos pegavam longas varas e batiam contra a rama, rompendo as vagens e obtendo os feijões. Depois da “bateção” a palha era removida e o feijão, ensacado. Não era uma técnica rigorosa, sempre ficavam algumas vagens não estaladas ou com grãos presos. Estas eram empilhadas num canto para as crianças “brincarem” de achar os feijões que ficavam para trás. Uma brincadeira útil. Os pequeninos investigavam a maçaroca de folhas e talos em busca dos grãozinhos teimosos e das vagens resistentes. O fruto dessa busca de brincadeirinha era posto dentro de sacos e vendido junto com o resto. O pagamento das “horas de brincadeira” era sempre algum doce ou um carrinho de brinquedo. No ano em questão tratou-se de uma torta de abacaxi e uma garrafa de refrigerante de um litro, um luxo naquela época.
Éramos alguns colegas de escola e filhos de empregados, todos brincando de procurar feijões — ainda que comê-los não fosse do gosto comum. Enquanto buscávamos grãos e vagens, João — um de meus amigos — mostrou-me uma vagem “diferente”:
— Veja esta vagem, Vadinho.
— O que tem ela, João?
— Olha como é diferente.
— Não vejo nada diferente. Para mim é uma vagem igual às outras.
— Não vê a cor? Não vê como é macia?
— Deve estar verde ainda, ou é de outro tipo de feijão.
— Não, senhor! É uma vagem mágica, do tipo que tem fadinhas dentro.
— Nunca ouvi falar de fadinhas de feijão. — Pois elas existem e eu já vi.
— Não tem fadinhas dentro dessa vagem!
— Como você sabe? Eu ainda não abri a vagem!
— Mas se abrir vai ver que são apenas sementes de feijão que estão aí dentro.
— Mas se eu abrir eu vou matar as fadinhas porque elas ainda não estão prontas para nascer!
— Não vai matar nada porque fadinhas não existem; e se existem, não existem dentro de vagens de feijão.
— Se fadinhas existem, elas podem estar em qualquer lugar!
— Lá isso é verdade — tive de admitir.
Tentei tomar a vagem de sua mão para abrir e mostrar-lhe que havia apenas feijões nela, mas ele a protegeu ferozmente e eu nunca fui muito vigoroso nem amigo de brigas. Deixei que ele ficasse com a vagem e com suas fadinhas. A brincadeira continuou e João não deixou nunca de me olhar receoso, com medo de que eu estalasse a vagem e matasse as fadinhas – ou talvez com medo de que eu a estalasse e ficasse provado que havia apenas feijões.
João nunca me deixou estalar aquela vagem para saber se de fato haviam fadinhas dentro mas, como cético que sou desde menino, tenho a certeza prática de que, a exemplo de todas as outras saídas do mesmo feijoal, o que ela continha eram apenas sementes de feijão, no máximo de uma outra cor.
http://www.leopoldina.com.br/~jggouvea/Contos/FeijaoEFadas.html
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
ALACAZUM selecionado pelo VIVALEITURA

Iniciativa do Ministério da Educação (MEC), do Ministério da Cultura (MinC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o prêmio tem realização e o patrocínio da Fundação Santillana, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O Prêmio Vivaleitura faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
RADIONOVELA: EMISSÃO DO DIA 5 DE OUTUBRO
Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.
http://www.zshare.net/download/2009486273584fb1/
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
VIVA ALACAZUM !
http://www.premiovivaleitura.org.br/default1.asp?page=2008_selecionados.asp
domingo, 5 de outubro de 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Vota BRASIL
Agenda Internacional ALACAZUM
O comunicador português Sérgio Teixeira diz:
Na emissão do passado Domingo, dia 28 de Setembro, tivemos o especial com "AS MELHORES NOVELAS DA TVI", recordando as músicas das novelas mais votadas na Gala do passado dia 26, organizada pelo 4º canal de Televisão Portuguesa.
Tivemos ainda tempo para ouvir a familia Jobim, Avô (Tom Jobim), Neto (Daniel Jobim) e Filha (Luiza Jobim) e muito mais...
Agenda Internacional ALACAZUM
Olá amigos especiais
AMÁLIA A VOZ DO FADO, é o poema desta semana com que recordo a passagem de mais um aniversário da triste despedida da nossa maior Diva do Fado que foi AMÁLIA RODRIGUES.Veja e ouça o poema declamado em poema da semana ou aqui neste link:http://www.euclidescavaco.com/Recitas/Amalia_a_Voz_do_Fado/index.htm







