terça-feira, 18 de agosto de 2009

Patrimônio da humanidade

O comitê internacional do programa Memory of the World (Memória do Mundo), criado pela Unesco, declarou A Canção dos Nibelungos, escrita por volta do ano 1200, patrimônio documental da humanidade. Como lembra a Deutsche Welle, "a epopeia medieval anônima inspirou artistas durante séculos - entre os quais o compositor Richard Wagner e o cineasta Fritz Lang".


Fonte: Boletim PNLL nº 168 - 10 a 16/08/2009‏

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Na 140° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, oferecemos a leitura inicial do conto: Duelo de João Guimarães Rosa, dois poemas da escritora paulistana Betty Vidigal; recebemos as ilustres visitas das estudantes de Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia -UNEB Campus XV Valença, Elaine Joice Brito e Camila Carvalho que falaram sobre a I Jornada Internacional de Cinema no Campus XV, apreciamos músicas de qualidade, oferecemos vários desafios musicais: Getúlio Vargas, canto do curió, personagem de desenho animado de TV popeye e a música do passado na voz de Paulo Sérgio. Ainda oferecemos uma música: Saxofone, por que choras? em homenagem ao dia dos país. Contamos mais uma vez com a participação do ouvinte-leitor e sorteamos a tradicional caixa de chocolate. O ALACAZUM agradece o carinho e respeito dos participantes e aguarda no próximo domingo com mais palavras para entreter.

ALACAZUM PARA VOCÊ!

Risco



Sempre correndo riscos.

Nunca choro.

Isto?

Não são lágrimas, não.

Foi só um cisco no meu olho, juro. (Eu adoro você, cara.)

Mais uma vez me arrisco:

encaro o salto no escuro.

Aterrisso nos seus olhos?

Não: Lá, no olho do vulcão, no fulcro do furacão, no centro da tempestade.

Um lado de mim tem os pés sempre no chão,

sonhos sensatos, maduros.

Um lado é a realidade.

O outro lado desvaria quando salta: entra em órbita em torno de Saturno e nunca volta à Terra. Nunca mais.

Provoco maremotos, à distância: diluo o seu olhar nos Oceanos.

Em conluio com a Lua,

desencadeamos você e eu essas marés azuis que têm invadido os continentes, provocando pânico.

Quero sim ser sua, e o resto do Universo que se dane.

(O Sistema Solar entra em pane)

Betty Vidigal

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pré-Jornada Internacional de Cinema da UNEB


A Universidade do Estado da Bahia promoverá, nos dias 20 e 21 de agosto de 2009, a Pré-Jornada Internacional de Cinema da Bahia na UNEB/CAMPUS XV. O principal objetivo da supracitada Pré-Jornada é contribuir para a ampliação e acesso ao cinema no interior do Estado, estimulando a criação de espaços alternativos de cinema e vídeo no âmbito universitário bem como a ampliação para a comunidade e ainda possibilitar o acesso às políticas de incentivo à produção audiovisual e a promoção do debate em torno da sétima arte a partir de mostras de filmes, mostra competitiva, oficina e mesas-redondas.

Tema: Cinema: Que arte é essa?

Quinta-Feira (20/08)
Manhã
Abertura da Pré-Jornada a partir das 08h (Auditório)
Palestrante: Luciana Souza (Atriz do Filme O PAI Ó)
Mostra após a palestra: “Cinema Paradiso” 09:30h (Auditório)
Mostra Infantil em salas da UNEB a partir das 08:30
Mini-Curso: Cinema e Educação (40 vagas) 09 às 12h
Ministrante: Marcos Gonçalves


Tarde
Mostras Infantis em salas da Universidade 14h
Exibição do filme “A máquina” com participação de Fernanda Beling (Filme A Máquina) 14h (Auditório)
Mostra no Centro de Cultura Olívia Barradas: “Romance” 14:00h


Noite
Mesa redonda: O Cinema documental: importância, desafios e possibilidades. 19h (Auditório)
Participação: Johny Guimarães (Historiador e Cineasta)
Paulo Coelho (TV UNEB)
Oficina de animação (20 vagas) 19h
Oficineiro: Murilo Deolino
Mostra: “O céu de Sueli” 20:30h (Auditório)
Mostra na comunidade: Praça da Lapa (?); COESVA (Juno)


Sexta-Feira (21/08)
Manhã
Palestra: Cinema em movimento: A experiência do olhar. 08:30 (Auditório)
Participação: Catia Milena Albuquerque (Jornalista e Crítica de Cinema)
Gil Felix (Projeto de cinema nos bairros em Salvador)
Comunicação e relatos de experiências


Tarde
Mostra no Auditório 14h
Mostra em salas da Universidade

Noite
Oficina de animação 19h
Oficineiro: Murilo Deolino
Exibição de curtas - Mostra competitiva 19h (Auditório)
Mostra na Praça da República 20h
Encerramento e entrega do prêmio da mostra competitiva (Praça da República)


DIÁLOGO DE OTHELLO E CORO






Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009 transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, oferecemos a poesia da escritora paulistana Betty Vidal.



OTHELLO:
- Desejo que todos saibam:
aquela mulher macia me pertencia.
Amava-me e nos momentos mais tranqüilos dividia comigo seus pensamentos sinuosos de enguia.
Eram meus os cachos doidos, indomáveis, e as carícias sempre prontas na pontas dos dedos frágeis.
Com que miragens me enternecia!
CORO:
- Quem? Que mulher é essa, que te pertencia?
Que mulher foi essa, que te pertenceu?
E quando?
Nas tarde de insônia?
Nas noites de frio?
E onde?
No mar, no chuveiro?
No escuro?
E como?
No mais puro e simples e perfeito e verdadeiro abandono?
O que?!
Então ninguém te disse, companheiro, que essa mulher não teve dono, mas prisioneiro?

Betty Vidigal: http://www.blassoc.com.br/poemas.php#DIÁLOGO%20DE%20OTHELLO%20E%20CORO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Paulo Sérgio



Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, oferecemos a música: "Última canção" na interpretação de Paulo Sérgio, para que o ouvinte-leitor descobrisse o nome do cantor. Segue algumas informações a respeito deste interprete:

Paulo Sérgio de Macedo, ou Paulo Sérgio, nasceu na cidade de Alegre, Espírito Santo, no dia 10 de março de 1944 e faleceu na cidade de – São Paulo no dia 29 de julho de 1980. Foi um cantor e compositor brasileiro.
Não fosse sua morte prematura, aos trinta e seis anos, em decorrência de um derrame cerebral, Paulo Sérgio certamente seria lembrado como um dos maiores nomes da música romântica nacional. O cantor e compositor capixaba iniciou sua carreira em 1968, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso Última Canção. O disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a oito milhões de cópias.


Fonte: Wikipédia

Última canção

Esta é a ultima canção
Que eu faço pra você
Já cansei de viver iludido
Só pensando em você
Se amanhã você me encontrar
De braços dados
Com outro alguém
Faça de conta
Que pra você
Não sou ninguém
Mas você
Deve sempre lembrar
Que já me fez chorar
E que a chance que você perdeu
Jamais vou lhe dar
E as canções tão lindas de amor
Que eu fiz ao luar
Para você, confesso
Iguais àquelas não mais ouvirá
E amanhã
Sei que essa canção
Você ouvirá
Num radio a tocar
Lembrará que seu orgulho maldito
Só me fez chorar
Por muito lhe amar
Peço não chore
Mas sinta por dentro
A dor do amor
Então você verá
O valor que tem o amor
E muito irá chorar
Ao lembrar o que passou
Composição: Carlos Roberto

Getúlio Vargas


Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, lançamos como desafio musical o discurso do 14° presidente do Brasil, Getúlio Vargas.

Getúlio Dorneles Vargas nasceu na cidade de São Borja, no dia 19 de abril de 1882 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 1954. Foi um político brasileiro, chefe civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha depondo seu 13º e último presidente Washington Luís.

Getúlio Vargas foi por duas vezes presidente da república do Brasil. Na primeira vez, de 1930 a 1945, governou o Brasil em três fases distintas: de 1930 a 1934, no governo provisório; de 1934 a 1937, no governo constitucional, eleito pelo Congresso Nacional; e de 1937 a 1945, no Estado Novo. Na segunda vez, de 1951 a 1954, governou o Brasil como presidente eleito por voto direto.
Getúlio era chamado, pelos seus simpatizantes, de "pai dos pobres" (título tirado do livro de Jó 29,16), e, por pessoas próximas, de "Doutor Getúlio". A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de getulismo ou varguismo. Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados getulistas.


Suicidou-se, em 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi o mais controvertido político brasileiro do século XX. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Fonte: Wikipédia

Curió


Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009 transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM oferecemos também como desafio musical o canto do Curió.

Oryzoborus angolensis, popularmente conhecido como curió, é uma ave passeriforme da família Emberizidae, nativa do Brasil e muito apreciada pelo seu canto. Mede cerca de 15 cm, sendo que o macho é preto na parte superior do corpo e castanho-avermelhado na parte inferior, sendo a parte interna das asas na cor branca. Criado em cativeiro, presta-se a torneios de canto.
Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude e florestas secundárias altamente degradadas.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela.

Fonte: Wikipédia

Popeye









Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical o desenho animado do Popeye.

Popeye é um personagem clássico dos quadrinhos, criado por E. C. Segar em 1929, e adaptado para desenhos animados em 1933 por Max Fleischer.


É um marinheiro carismático que está sempre tentando proteger sua namorada, Olívia Palito (em inglês Olive Oyl, e pronuncia-se: "Oláv Oiou"), das garras de seu eterno inimigo, Brutus (em inglês Bluto).


O significado do nome do Popeye é "olho estourado", ou também "olho arrebentado" "saltado" ou "arrancado", ele é chamado assim pelo fato de ser um marinheiro caolho. "Pop eye" quer dizer: "pop" = estouro ou saltar / arrancar, "eye" = olho, parecido um pouco com a palavra pipoca que é "popcorn" em inglês: "pop" = estouro, "corn" = milho, "milho estourado".

Um fato curioso é que originalmente Popeye era mesmo caolho e tinha o olho direito furado, mas a partir do final dos anos 40 essa característica foi tirada da personagem e ele passou apenas a ficar com um dos olhos fechados, sempre trocando de um para o outro, e as vezes mantendo os dois olhos abertos.


No Brasil, os quadrinhos do Popeye também se tornaram muito famosos, foram publicados pela primeira vez em 1936. Nessa época as personagens tiveram os seus nomes traduzidos nas primeiras edições. Popeye se chamava "Brocoió", Olívia "Sarafina", Gugu "Zezé" e Dudu "Pimpão". Porém os nomes não fizeram sucesso e acabaram mudando para os que são conhecidos até hoje em dia.

Fonte: Wikipédia




O Dia dos Pais

Na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre o dia dos pais comemorado no domingo dia 9 de agosto.


O Dia dos Pais tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai. Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia dos Pais em 1909, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais. Devido a história, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março. No Brasil, é comemorado no segundo domingo de Agosto. A criação da data é atribuída ao publicitário Sylvio Bhering, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. (dia que tambem se comemora o dia do padrinho segundo a tradição católica).



Fonte: Wikipédia

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quando a arte questiona o desperdício

Reportagem lida na 140° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 09 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM quando falamos sobre os desperdícios gerados por nossas atitudes insensatas.



Tania Menai, de Nova York



Ao caminhar pelo grande vão do segundo andar do MoMa - Museu de Arte Moderna de Nova York, os visitantes se deparam com... lixo! Ou melhor, objetos não-prerecíveis, que já tiveram seu uso e – como todos os outros – poderiam acabar em algum depósito de objetos esquecidos. Mas, desta vez, eles fazem parte do projeto “Waste Not” (Não disperdice), feito pelo artista chinês Song Dong, de 43 anos. O artista é famoso por trabalhar com videos, esculturas, fotografia e instalações que instigam os valores sociais. Esta exposição, que ocupa a área de maior prestígio do MoMa, faz parte de um projeto de artistas emergentes, que o museu promove. Ele criou a mostra usando a tranqueira acumulada na casa da própria mãe durante um período de 50 anos. São baldes, bacias, sapatos, caixas de remédio, vidros, caixas, gaiolas, canetas, animais de pelúcia, bolsas, botões, tampinhas, camisetas. Tudo, tudo que não estraga com o tempo; e que nos faz questionar: se um ser humano usa tudo isso, imagina a humanidade toda. Será que precisamos mesmo de todas estas bugigangas? O mais incrível é que a mãe de Dong, morreu no começo de 2009, aos 71 anos.


Boletim PNLL nº 167 - 03 a 09/08/2009‏

Distribuição de livros para professores em 2010

A FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) passará a distribuir livros que auxiliem professores da rede pública a planejar melhor suas disciplinas da Educação Básica. Caberá ao Ministério da Educação selecionar os livros que serão utilizados, sendo seus temas voltados para a atuação dos professores desde o ensino fundamental ao ensino médio, para crianças e adultos. As editoras devem inscrever seus títulos segundo as normas que constam no edital lançado no site da FNDE.

Destaque para a arte brasileira


O Ministério da Cultura organiza o novo programa de Promoção da Cultura Brasileira no Exterior. A iniciativa atenderá as artes de um modo geral, inclusive publicações literárias, mediante processo seletivo. O programa está disponível no Portal de Convênios do Governo Federal, no link Sistema de Gestão de Convênios e Contrato de Repasses (SICONV).

Fonte: Boletim PNLL nº 167 - 03 a 09/08/2009‏

Diário de Anne Frank passa a fazer parte do registro Memórias do Mundo da Unesco

O livro, que conta as dificuldades enfrentadas pela família de Anne, judia, durante as perseguições nazistas na Holanda, entrou para a lista de documentos importantes para a história do mundo organizada pela Unesco. A decisão, anunciada na sexta-feira, 31 de agosto, na página do projeto, integra mais 35 títulos à lista. O Programa Memórias do Mundo teve início em 1997, com o objetivo de preservar o acervo de arquivos e bibliotecas dos mais diversos países e disseminar seu conhecimento. Mais informações.


Fonte: Boletim PNLL nº 167 - 03 a 09/08/2009‏

sábado, 8 de agosto de 2009

Na 139° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM enfocamos o Brasil Literário final do século XIX e inicio do século XX com destaque a vida e obra do escritor brasileiro Lima Barreto e privilegiando a música da epoca com acrescimo de informações sobre as diferenças sociais que envolvem as pessoas com relação aos negros. Lima Barreto morreu em 1 de novembro de 1922 ano de explosão do modernismo no Brasil- movimento do qual foi o maior precursor e que viria a provar o seu valor. O abandono do modo artificial e erudito de escrever dominante em seu tempo foi a principal contribuição de Lima Barreto para a literatura contemporânea. Adotou em seus romances a informalidade estilistica própria do jornalismo e da fala cotidiana colaborando para frases soltas e descontraidas o que agradou parte dos escritores modernistas da semana de arte moderna de 1922. A obra de Lima Barreto revela fortes influencias do naturalismo de Aluisio Azevedo, Dostoievski e dos positivistas franceses como Taine e Brunetiere. Apesar dessas influencias foi um dos autores mais independentes de nossa ficção. Partilha a ideia de que a literatura devia expressar diretamente os sentimentos e as ideias pessoais do escritor. Por isso quase todos os seus romances possuem lances autobiograficos. Julgava ainda que a função primordial da literatura é UNIR os SERES HUMANOS e desmascarar os falsos valores e as instituições que exploram a INCONSCIÊNCIA POPULAR.


O ALACAZUM agradece a você caro-ouvinte leitor pela participação e te aguardamos no próximo domingo com mais palavras para entreter.
ALACAZUM PARA VOCÊ!

Buscar, quem sabe, um mundo mais perfeito?



Poema retirado do livro: Clara dos Anjos de Lima Barreto, quando o programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER falou sobre o Brasil Literário final do século XIX e inicio do século XX tendo como base a vida deste escritor.

Prostrado nesta enxerga, sinto a vida
Ir, pouco a pouco, procurando o nada;
Pra mim não há mais sol de madrugada,
Mas sim tremor das luz amortecida.

Prazeres onde estais? Longa avenida
De amores, que trilhei nesta jornada?
Tudo acabou. É justa esta pousada,
Antes que dobre o sino da partida.

Feliz quem tem família! Tem carinho
De mãe, de esposa e, em derredor do leito,
Não sofre o horror de achar-se tão sozinho.

Porém ao meu destino estou sujeito;
Devo, batendo as asas, sem ter carinho,
Buscar, quem sabe, um mundo mais perfeito?

Fonte da imagem:http://lucmartini.blogspot.com/2009_03_01_archive.html

Lima Barreto viveu na primeira República Brasileira

Lima Barreto viveu na primeira República Brasileira normalmente chamada de República Velha. – que foi o período da história do Brasil que se estende da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889 até a Revolução de 1930. Com a Proclamação da República nas últimas décadas do século XIX e inicio do século XX o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais, provenientes do crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado. Entre 1872 e 1890 sua população duplicou passando de 274 mil para 522 mil habitantes. O aumento da pobreza agravou a crise habitacional traço constante na vida urbana do Rio de Janeiro desde meados do século XIX. O epicentro desta crise, era ainda e cada vez mais, o miolo central - a cidade velha e suas adjacências onde se multiplicavam as habitações coletivas e eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera. Muitas campanhas de erradicação perpetradas pelos governos da época não foram bem recebidas pela população carioca a exemplo da Revolta da Vacina em 1904.

Lima Barreto




Na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 kHZ AM, cujo tema foi: O Brasil Literário de final do século XIX e inicio do século XX, enfocando o escritor Lima Barreto.





Afonso Henriques de Lima Barreto, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 1881 e faleceu na mesma cidade do Rio de Janeiro no dia 1 de Novembro de 1922, melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros.
Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1º à 4º séries. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

Fonte da imagem e informação: Wikipédia

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Clara dos Anjos de Lima Barreto




Fragmentos retirados do livro: Clara dos Anjos de Lima Barreto, quando o programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER falou sobre o Brasil Literário final do século XIX e inicio do século XX tendo como base a vida deste escritor. Neste caso queríamos demonstrar o modo de vestir desta época.

(...) Clara estava bem vestidinha. Era inteiramente de crepom o seu vestido, com guarnição de renda de indústria caseira, mas bonita e bem trabalhada; o pescoço saía-lhe nu e a gola do casaco terminava numa pala debruada de rendas. Calçava sapatos de verniz e meias. Nas orelhas tinha grandes africanas e penteara-se de bandos, rematando o penteado para trás, na altura do pescoço, um coque, fixado por um grande pente de tartaruga ou coisa parecida.
Quando ela foi beber água, seguiu-lhe a sua amiga Etelvina, uma crioulinha espevitada, sua antiga colega de colégio. Vestia-se esta com um mau gosto de aborrecer. Todo o vestido era azul-celeste, com rendas pretas; os sapatos amarelos e as meias cor de abóbora. Ao redor da cabeça, dividindo a testa ao meio, uma fita vermelha, de um vermelho muito berrante. Os gregos chamavam este adorno feminino de stephané; e, ao que parecem, as portadoras eram lá tidas como virtuosas.


"Cassi um rapaz de pouco menos de trinta anos, branco, sardento, insignificante, de rosto e de corpo; e, conquanto fosse conhecido como consumado “modinhoso”, além de o ser também por outras façanhas verdadeiramente ignóbeis, não tinha as melenas do virtuose de violão, nem outro qualquer traço de capadócio. Vestia-se seriamente, segundo as modas da rua do Ouvidor; mas, pelo apuro forçado e o degagé suburbanos, as roupas chamavam a atenção dos outros, que teimavam em descobrir aquele aperfeiçoadíssimo “Brandão”, das margens da Central, que lhe talhava as roupas. A única pelintragem, adequada ao seu mister, que apresentava, consistia em trazer o cabelo ensopado de óleo e repartido no alto da cabeça, dividido muito exatamente ao meio – a famosa “pastinha”.Não usava topete nem bigode. O calçado era conforme a moda, mas com os aperfeiçoamentos exigidos por um elegante dos subúrbios, que encanta e seduz as damas com o seu irresistível violão."

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As mulheres negras ocupam posição maior nos trabalhos domésticos

Na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz Am, cujo tema foi: O Brasil Literário final do século XIX e inicio do século XX, enfocando a vida do escritor Lima Barreto, oferecemos os seguintes dados:


Segundo o IBGE (2002) as mulheres negras ocupam posição maior nos trabalhos domésticos (19,2%) outras não-remuneradas (10,5%) bem maior que a dos homens (0,8% e 5,5%0 respectivamente). As mulheres se inserem mais tarde no mercado de trabalho formal, o que nos confirma a tese de que as mulheres ainda estão ocupando espaços históricos como o trabalho doméstico que é historicamente considerado de responsabilidade da mulher. Culturalmente definido como “lugar de mulher” de dona-de-casa, esposa, mãe. A maior inserção das mulheres negras no trabalho doméstico revela um traço desvantajoso na situação em que estas se encontram. O emprego doméstico é uma das formas mais antigas de trabalho assalariado, sendo exercido pelos trabalhadores masculinos e femininos no decorrer dos últimos dois séculos.

Outros dados mostram que há mais mulheres trabalhando como militares ou estatutárias (9,3%) do que os homens (5,1%) o que pode ser explicado pela grande quantidade de mulheres profissionais de saúde e educação do setor público incluídas nessa categoria profissional ainda hoje consideradas femininas.






As desigualdades no mercado de trabalho entre negros e não-negros


Na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, cujo tema foi: O Brasil Literário final do século XIX e inicio do século XX enfocando a vida do escritor Lima Barreto, informamos sobre o racismo e preconceito racial e social contra os negros.

A comparação das taxas de desemprego nas diferentes regiões mostra que, em Salvador, a taxa de desemprego entre os negros é 45% maior que entre os não-negros, apresentando cerca de 8 pontos percentuais de diferença (25,7% entre os negros e 17,7% entre os não-negros). Em São Paulo, ocorre fenômeno semelhante, com uma distância de 40% entre as taxas de desemprego entre as duas raças. Ainda que em proporções elevadas, os menores diferenciais ocorrem no Distrito Federal e em Recife.
No total das regiões, 50% dos desempregados são negros, o que corresponde a 1.479.000 pessoas, em 1998. Em Salvador, os negros são 86,4% dos desempregados e, em Recife e no Distrito Federal, cerca de 68%. Já em Porto Alegre, representam 15,4% do total de desempregados. Em São Paulo os negros desempregados são 650 mil pessoas e representam 40% dos desempregados desta região metropolitana.




Desigualdade de gênero e raça

Na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz Am, cujo tema foi: O Brasil Literário final do século XIX e inicio do século XX, enfocando a vida do escritor Lima Barreto, oferecemos alguns dados sobre a desigualdade de gênero no Brasil:

Na desigualdade de gênero e raça não há novidade sobre o fato das mulheres negras ganharem menos aue os homens em todos os estados brasileiros e em todos os niveis de escolaridade. Elas saem do mercado mais tarde, se aposentam em menores proporções que os homens e há mais mulheres negras idosas que não recebem nem aposentadoria nem pensão. Quanto aos indices de escolaridade, nota-se diferenças expressivas entre homens e mulheres. Mesmo que ambos tenham a mesma média de anos de estudos, os homens ganham mais que as mulheres.



O que escutamos na 139° edição do ALACAZUM

Na 139° edição do programa ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, escutamos as seguintes músicas:


1- Casinha pequenina- Cascatinha e Inhana
2- Mestre sala dos mares - João Bosco
3- Ô Suzana -Al Jolson
4- Tico- tico no fubá - Altamiro Carrilho
5- O trenzinho do Caipira - Villa Lobos
6- Boi Barrroso - Folclore Gaúcho
7- BG -Tico- tico no fubá - Pixinguinha
8- 1xo- Pixinguinha

terça-feira, 4 de agosto de 2009

SOBRE A PERMISSIVIDADE DO OLHAR:


-Você tem um olhar permissivo, disse.
- Você diz imoral?
O teu olhar permissivo diz:
Eu concedo que você me olhe
Que você aprecie meu sorriso
Que invente histórias sobre mim
Mas só no espaço da virtualidade.


O teu olhar
Que envolve permissão
Que insinua permissividade
Autoriza o desfrute
O deleite
Consente pousar o olhar “sobre”
Mas só no espaço da virtualidade.


Entre o teu permissivo olhar
E o desfrutar do outro
Existe um infinito trilho
Onde percorre o tempo.
O tempo
Imprevisto
Impreciso
Impossível.


A concessão para usufruir a permissividade de teu olhar
Traz conexão.
O contrário,
É o trem no trilho que leva embora o tempo do milagre
O tempo que não retornará jamais


Entre uma conexão e outra
Entre uma desconexão e outra
Ainda existe o trilho que separa as plataformas “A” e “B”



O teu olhar nada tem de imoral
Ao contrário
Traz a nostalgia de um fragmento do passado
Que insisto em preservar
Mas que se esgota no cotidiano
E que só resgato no inicio de todas as tardes
Quando sigo para a estação
E lá te encontro do lado oposto
Porém
É neste aguardar
Que me deparo com teu olhar permissivo que diz:
Eu concedo que você me olhe
Que você aprecie o meu sorriso
Que invente histórias sobre mim
Mas só do outro lado da plataforma


E o trem passa
E o TEMPO PASSA
E nova desconexão.


Escrito por Celeste Martinez na madrugada do dia 03 de agosto de 2009 entre as 23 e 24 horas.

Como é?

Crônica de Lima Barreto lida na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM.


Noticiam os jornais que a polícia prendeu dois vadios e, de acordo com as leis e o código, processou-os por vadiagem.

Até aí a coisa não tem grande importância. Em toda a sociedade, há de haver por força vadios.

Uns, por doenças nativa; outros por vícios.

Tem havido até vadios bem notáveis.

Dante foi um pouco vagabundo; Camões, idem; Bocage também; e muitos outros que figuram nos dicionários biográficos e têm estátua na praça pública.

Não vem, tudo isso ao caso; mas uma idéia puxa outra...

O que há de curioso no caso de polícia de que vos falei, é que os tais vadios logo se prontificaram a prestar fiança de quinhentos-réis, cada um, para se defenderem soltos. Como é isto? Vagabundo possuidores de tão importante quantia? Há muito homem morigerado e trabalhador por aí, que nunca viu tal dinheiro.

Deve haver engano, por força.

De resto, se não o há, sou de parecer que a tal lei está mal feita.

O legislador nunca devia admitir que vadios, homens que nada fazem, portanto, não ganham, pudessem dispor de dinheiro, e dinheiro grosso, para se afiançarem.

Ou eles o têm e obtiveram-no por meios e, portanto, não são vadios; ou, tendo-o e não trabalhando, são coisas muito diferentes de simples vadios.

Quem cabras não tem e cabritos vende...

Não sou, pois bacharel, jurista, nem rábula e fico aqui.


Marginalia, s.d.

A lei

Crônica de Lima Barreto lida na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM.


Este caso da parteira merece sérias reflexões que tendem a interrogar sobre a serventia da lei.

Uma senhora, separada do marido, muito naturalmente quer conservar sua companhia a filha; e muito naturalmente também não quer viver isolada e cede, por isto ou aquilo, a uma inclinação amorosa.

O caso se complica com uma gravidez e para que a lei, baseada em uma moral que já se findou, não lhe tire a filha, procura uma conhecida, sua amiga, a fim de provocar um aborto de forma a não se comprometer.
Vê-se bem que na intromissão da “curiosa” não houve nenhuma espécie de interesse subalterno, não foi questão de dinheiro. O que houve foi simplesmente camaradagem, amizade, vontade de servir a uma amiga, de livrá-la de uma terrível situação.

Aos olhos de todos, é um ato digno, porque mais do que o amor, a amizade se impõe.

Acontece que a sua intervenção foi desastrosa e lá vem a lei, os regulamentos, a polícia, os inquéritos, os peritos, a faculdade e berram: você é uma criminosa! Você quis impedir que nascesse mais um homem para aborrecer-se com a vida!

Berram e levam a pobre mulher para os autos, para a justiça, para a chicana, para os depoimentos, para essa via-sacra da justiça, que talvez o próprio Cristo não percorresse com resignação.

A parteira, mulher humilde, temerosa das leis, que não conhecia, amedrontada com a prisão, onde nunca esperava parar, mata-se.

Reflitamos, agora; não é estúpida a lei que, para proteger uma vida provável, sacrifica duas?

Sim, duas, porque a outra procurou a morte para que a lei não lhe tirasse a filha. De que vale a lei?




Vida urbana, 7-1-1915

Quase doutor

Crônica de Lima Barreto lida na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 02 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM.

A nossa instrução pública cada vez que é reformada, reserva para o observador surpresas admiráveis. Não há oito dias, fui apresentado a um moço, aí dos seus vinte e poucos anos, bem posto em roupas, anéis, gravatas, bengalas, etc. O meu amigo Seráfico Falcote, estudante, disse-me o amigo comum que nos pôs em relações mútuas.

O senhor Falcote logo nos convidou a tomar qualquer coisa e fomos os três a uma confeitaria. Ao sentar-se, assim falou o anfitrião:

-Caxero traz aí quarqué cosa de bebê e comê.

Pensei de mim para mim: esse moço foi criado na roça, por isso adquiriu esse modo feio de falar. Vieram as bebidas e ele disse ao nosso amigo:

- Não sabe Cunugunde: o veio ta o.

O nosso amigo comum respondeu:

-Deves então andar bem de dinheiros.

-Quá ele ta i nós não arranjá nada. Quando escrevo é aquela certeza. De boca, não se cava... O veio óia, óia e dá o fora.

Continuamos a beber e a comer alguns camarões e empadas. A conversa veio a cair sobre a guerra européia. O estudante era alemão dos quatro costados.

-Alamão, disse ele, vai vencer por uma força. Tão aqui, tão em Londres.

-Qual!

-Pois óie: eles toma Paris, atravessa o Sena e é um dia inguelês.

Fiquei surpreendido com tão furioso tipo de estudante. Ele olhou a garrafa de vermouth e observou:

-Francês tem muita parte... Escreve de um jeito e fala de outro.

-Como?

-Óie aqui: não está vermouth, como é que se diz “vermute”? Pra que tanta parte?

Continuei estuporado e o meu amigo, ou antes, o nosso amigo parecia não ter qualquer surpresa com tão famigerado estudante.

-Sabe, disse este, quase fui com o doto Lauro.

-Por que não foi? Perguntei

-Não posso andá por terra.

-Tem medo?

-Não. Mas óie que ele vai por Mato Grosso e não gosto de andá pelo mato.

Esse estudante era a coisa mais preciosa que tinha encontrado na minha vida. Como era ilustrado! Como falava bem! Que magnífico deputado não iria dar? Um figurão para o partido da Rapadura.

O nosso amigo indagou dele em certo momento:

-Quando te formas?

- No ano que vem.

Caí das nuvens. Este homem já tinha passado tantos exames e falava daquela forma e tinha tão firmes conhecimentos!

O nosso amigo indagou ainda:

-Tens tido boas notas?

- Tudo. Espero tirá a medáia.



Careta, 8-5-1915

Boletim PNLL nº 166 - 27/07 a 02/08/2009


Manifesto por um Brasil Literário


Circula na internet o Manifesto por um Brasil Literário, que pretende ampliar o debate em torno do livro e da literatura no país. Lido por Bartolomeu Campos de Queirós durante a FLIP, o documento conta com o autógrafo do diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, de Marisa Lajolo, secretária de Educação do Município de Atibaia, além de diversos escritores e pessoas ligadas ao universo do livro e da leitura. Para conhecer o Manifesto na íntegra e assiná-lo, clique aqui.

Pontos de Leitura são entregues para comunidades de todo o país




O Ministério da Cultura está entregando kits de leitura para 164 das 514 iniciativas selecionadas pelo Concurso Pontos de Leitura. Cada kit contém 650 livros, mobiliário, computador e centenas de gibis da Turma da Mônica. Em nota do site do MinC, o diretor nacional de Livro, Literatura e Leitura, Fabiano dos Santos, explica que "a partir de agora, por meio dos editais estaduais, será possível ter uma abrangência nacional mais adequada, selecionando projetos de pessoas físicas e jurídicas, que receberão prêmio de R$ 20 mil para investirem em acervos e atividades que estimulem e qualifiquem a leitura". Para ver a programação de saída de caminhões para sua cidade, clique aqui.



Fonte: Boletim PNLL nº 166 - 27/07 a 02/08/2009

Lula envia ao Congresso projeto de lei que cria o Vale-Cultura

O Projeto de Lei que institui o Vale-Cultura está sendo encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, com a expectativa de ser aprovado ainda em 2009. Segundo nota do Ministério da Cultura, o funcionamento será similar ao do tíquete-alimentação. "Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês, por trabalhador, a ser utilizado no consumo de bens culturais", como livros, CDs e ingressos para museus, shows, cinema e teatro. Lula e Juca Ferreira falaram sobre o Vale-Cultura no programa Café com o Presidente - clique aqui para escutar.


Fonte: Boletim Pnll nº 166 - 27/07 a 02/08/2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Lima Barreto

Fragmento lido na 139° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER quando falamos do Brasil literário final do século XIX e início do século XX, enfocando a vida do escritor brasileiro Lima Barreto. Este fragmento foi retirado do livro: A vida de Lima Barreto de Francisco de Assis Barbosa, refletindo sobre o preconceito vivido pelo autor.

(...) Não há dúvida que Lima Barreto sofria por ser mulato e pobre. “E triste não ser branco”, segredava numa das páginas de seu Diário Íntimo. Um dia, porém, desabafou-se em confidência ao companheiro de quarto, o bom Nicolao Ciancio.

Em poucas linhas, o caso pode ser resumido. Uma noite, por falta de céu, deixou de haver exercícios práticos de astronomia. Sem ter o que fazer, um grupo de estudantes desceu ruidosamente a ladeira do Observatório, então localizado nas alturas do morro do Castelo. Eram muitos, e no meio deles Lima Barreto, Bastos Tigre e Nicolao Ciancio. Chegando à planície, o bloco caminhou em direção do Teatro Lírico.

Bastos Tigre, o chefe do bando, lembrou aos companheiros que a Companhia Italiana, chegada ao Rio havia pouco, ensaiava a Aída. E propôs que todos pulassem o mudo dos fundos do velho teatro para assistirem ao espetáculo, de “carona”. Foi o mesmo que uma ordem de comando. Nem o cão enorme que guardava o edifico conseguiu deter a arremetida juvenil. Em menos de cinco minutos, alegres e ofegantes, os rapazes estavam aboletados nas galerias do Lírico, ouvindo: Ramfis, que cantava os primeiros acordes da ópera de Verdi.


“Si: corre você che L´Etiope ardisca
Sfidarci âncora, e del Nilo la valle
E tebe minacciar”.


Todos haviam topado a estudantada. Todos, menos Lima Barreto. Este não tivera coragem de pular o muro. Depois do ensaio geral, Nicolao Ciancio teve de ira sozinho para casa – a pensão de Madame Parisot. E ali chegando, cantarolando, como bom italiano, os últimos trechos da Aída, encontrou o amigo deitado, lendo. O diálogo logo que se seguiu e vai adiante transcrito foi reconstituído pelo próprio Nicolao Ciancio. Ei-lo, sem alteração de uma só vírgula:


- Por que você não veio?

- Para não ser preso como ladrão de galinhas!

- ?!

- Sim, preto que salta muros de noite só pode ser ladrão de galinhas!

- E nós, não saltamos?

- Ah! Vocês, brancos, eram rapazes da Politécnica. Eram “acadêmicos”. Fizeram uma “estudantada”... Mas eu? Pobre de mim. Um pretinho. Era seguro logo pela polícia. Seria o único a ser preso”.

sábado, 1 de agosto de 2009

Na 138° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Professora Virginia Negreiros (primeiro plano) com cartaz de uma de suas peças teatrais, Celeste Martinez (do ALACAZUM) e o empresário Reinaldo Mercês.










Na 138° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 28 de julho de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, contamos com a participação de ilustres visitantes: a professora Virginia Lúcia de Sousa Negreiros, ela que é formada em História pela Universidade Federal da Bahia -UFBA, três graduações na área de História e ministra aulas de História, Filosofia e Sociologia na Escola Estadual Gentil Paraiso Martins na cidade de Valença Bahia e contamos também com a visita do empresário Reinaldo Santos Mercês. Ambos participaram da vida cultural da cidade de Valença Bahia em tempos em que a cidade fomentava a arte e cultura integrando varios grupos teatrais e a comunidade na participação e ocupação de espaços culturais. A professora Virginia Negreiros nos contou das temáticas reveladas em muitas das suas peças teatrais como a abordagem ao operário da fábrica, o pescador, o agricultor e personagens folcloricos de nossa cidade. Tivemos belos momentos de recordação. O ALACAZUM agradece a participação e contribuição dos ilustres convidados.


O que escutamos na 138° edição do ALACAZUM

Na 138° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 28 de julho de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz Am, escutamos as seguintes músicas:


BG Bachianas Brasileiras com Yamandú Costa
A praça na interpretação de Ronnie Von
Canzone Per te com Nico Fidenco
Giramundo com os Incríveis
Eu daria a minha vida na interpretação de Martinha

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Martinha


Na 138° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER escutamos a música: Eu daria a minha vida na voz da cantora Martinha.

Desafio Musical

Na 138° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, oferecemos como desafio musical a música: Eu daria a minha vida.


Eu daria a minha vida
Para te esquecer
Eu daria a minha vida
Pra não mais te ver
Já não tenho nada
A não ser você comigo
Sei que é preciso esquecer
Mas não consigo
Eu daria a minha vida
Para te esquecer
Eu daria a minha vida
Pra não mais te ver
Digo a todo mundo
Nunca mais verei
Aqueles olhos tristes
Que eu tanto amei
Mas existe em mim
Um coração apaixonado
Que diz
Só pra mim
Que eu daria a minha vida
Pra você voltar
Que eu daria a minha vida
Pra você ficar
Mas existe em mim
Um coração apaixonado
Que diz
Só pra mim
Que eu daria a minha vida
Pra você ficar
Que eu daria a minha vida
Pra você voltar
Composição: Martinha

Cassiano Ricardo



Cassiano Ricardo Leite, nasceu na cidade de São José dos Campos no dia 26 de julho de 1895 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 14 de janeiro de 1974 Foi um jornalista, poeta e ensaísta brasileiro.
Representante do modernismo de tendências nacionalistas, esteve associado aos grupos Verde-Amarelo, Anta e foi o fundador do grupo da Bandeira. Pertenceu às academias paulista e brasileira de letras.
Formou-se em direito no Rio de Janeiro, em 1917. Rumando para São Paulo, trabalhou como jornalista em diversas publicações, e chegou a fundar alguns jornais. Aproximou-se de Menotti Del Picchia e Plínio Salgado, à época da Semana de Arte Moderna de 1922. Em 1924 fundou A Novíssima, revista modernista. Em 1928 publica sua grande obra, Martim Cererê, experiência modernista que se coloca lado a lado com Macunaíma (de Mário de Andrade) e Cobra Norato (de Raul Bopp).
Afastando-se das idéias de Plínio Salgado, que por essa época já começavam a descaracterizar-se com nacionais e pareciam-se mais com imitações imperfeitas de dogmas nazistas, Cassiano Ricardo funda com Menotti del Picchia o grupo da Bandeira, em 1937. Neste ano ainda foi eleito para a cadeira número 31 da Academia Brasileira de Letra, sendo o segundo modernista aceito na instituição (o primeiro havia sido Guilherme de Almeida, que foi encarregado de recebê-lo).
Em 1950 foi eleito presidente do Clube da Poesia de São Paulo, e entre 1953 e 1954 foi chefe do Escritório Comercial do Brasil em Paris, vindo a ocupar outros cargos públicos nos anos seguintes.
Sua obra passa por diversos momentos; inicialmente apresenta-se presa ao Parnasianismo e ao Simbolismo. Com a fase modernista, explora temas nacionalistas e depois restringe-se mais, louvando a epopéia bandeirante. Por fim detém-se em temas mais intimistas, cotidiano.


Fonte: Wikipédia

Rotação

a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
de novo a esperança
na esfera
a esfera
em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera a nova
espera me ensina
uma nova esperança
na esfera
a esfera em torno de si mesma
me ensina a espera
a espera me ensina
a esperança
a esperança me ensina
uma nova espera
a nova espera
me ensina uma nova esperança
na esfera
Cassiano Ricardo

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Na 138° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Celeste Martinez (apresentadora do ALACAZUM) e a professora Virginia Lúcia de Souza Negreiros, graduada em História pela Universidade Federal da Bahia - UFBA, 3 graduações na área de História participante do movimento cultural de Valença na década de 1980 com suas peças teatrais.


Reinaldo Mercês esteve conosco na 138° edição do ALACAZUM quando relembrou belos momentos da vida cultural da cidade de Valença, Bahia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

VOU-ME EMBORA PRO PASSADO


Jessier: mestre da “poesia matuta”
"No rastro da Bandeira de Manuel"


Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas “daqui, ó!”
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willys, Maverick
Tem Gordini, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.


Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.


Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
“Tá Com a Pulga na Cueca”
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.


Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas “quebrando”
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.


E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.


Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.


Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.


No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.


Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.


Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo “Vovô Viu o Ovo”
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.


Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
“- Será que sou feia?
- Não é não senhor!
- Então eu sou linda?
- Você é um amor!...”

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: “Passando,
Que é pra não enganchar!”
“Achou ruim dê um jeitim!”
“Pise na flor e amasse!”
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de “tudo X”
E sai dizendo “Ó Maré!”
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.


No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.


Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado


Quer ouvir a música no Programa Café Brasil? Clique aqui

Quer ver Jessier interpretando “Vou-me Embora” no YouTube? Clique aqui

Boletim PNLL Edição nº 165 - 20 a 26/07/2009


Google Books utiliza Twitter para trazer pessoas para leitura


O Google Books está utilizando o Twitter para publicar excertos de 140 caracteres de obras que estão em seu banco de dados. A escolha das passagens se dá pela lista dos livros mais populares lidos e ao final do tweet (nome dado à postagem no Twitter), o link para a própria fonte é disponibilizado. Para conferir as passagens selecionadas até o momento, clique aqui.

50 anos da Turma da Mônica


Foi inaugurada a Exposição 50 Anos de Maurício de Souza, no MuBE, para homenagear o criador da Turma da Mônica e inúmeros personagens que estão no imaginário de crianças de todas as idades. Na ocasião, o presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, representando o ministro da Cultura Juca Ferreira, ressaltou a contribuição de Maurício para a divulgação de valores próprios da cultura brasileira e para a educação e formação de uma sociedade leitora. O secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, também compareceu ao evento.

Fonte: Boletim PNLL Edição nº 165 - 20 a 26/07/2009

MEC vai criar a Biblioteca do Professor


O Ministério da Educação irá criar a Biblioteca do Professor, cujo acervo será composto por obras que ajudam o professor em seu cotidiano. A biblioteca será montada a partir de um edital do FNDE que convoca editoras que desejarem inscrever seus livros. De acordo com o portal do MEC, "o lançamento do edital, a seleção e a reprodução das obras acontecerão neste ano e a distribuição, em 2010".

Fonte: Boletim PNLL Edição nº 165 - 20 a 26/07/2009

Vale Cultura

O presidente Lula lança oficialmente nesta quinta, dia 23, o projeto de lei que institui o Vale Cultura. Segundo a revista IstoÉ Dinheiro, a expectativa é de que cerca de R$ 700 milhões sejam direcionados para atividades culturais todo mês. Ou seja, em um ano, o Vale Cultura teria o impacto de oito Leis Rouanet e com a vantagem de que "o benefício gerado em nome de um trabalhador de um rincão do Nordeste ficaria lá mesmo e não em uma sala de espetáculo do Sudeste, subsidiando a diversão da classe A".

Fonte:Boletim PNLL Edição nº 165 - 20 a 26/07/2009

sábado, 25 de julho de 2009

Na 137° edição do ALACAZUM

Na 137° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de julho de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM contamos com a presença da Violeta Martinez que esta fazendo o curso de Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, UFRB, Brasil, e que participou no ano de 2007 e 2008 do quadro: “A sétima arte” do ALACAZUM, ela nos brindou com a leitura de dois belos textos. Neste dia só tivemos 1 hora de programa devido a transmissão da missa do Sagrado Coração de Jesus , padroeiro da cidade de Valença, Bahia. A produção continua sendo do Gugui Martinez. Agradecemos o carinho e respeito do ouvinte-leitor ALACAZUM e aguardamos você no próximo domingo com mais palavras para entreter.

ALACAZUM PARA VOCÊ!

Hino à AMIZADE!

Mas a raposa retomou a seu raciocínio.

− Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

Fragmento do livro: O pequeno príncipe de Antoine de Saint-Exupery


Na 137° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de julho de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, louvamo à AMIZADE conquistada pelo ALACAZUM nestes quase 3 anos de existência. Nesta publicação, brindamos as amizades além fronteiras: Monique Gueritte, Daniele Leda Rodrigues de Carvalho, Erik e família e muitos outros nas diferentes esferas geográficas entretanto permanecem irmanados na imensidão do universo da amizade.



ALACAZUM PARA VOCÊ!



Fonte da imagem:http://poebra.blogspot.com/2009/02/nuances-da-amizade.html




Na 137° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de julho de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, fizemos a leitura de um dos capítulos do livro: “O pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry. A leitura foi realizada por Violeta Martinez que esta fazendo o curso de Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, UFRB, Brasil, e que participou no ano de 2007 e 2008 do quadro: “A sétima arte” do ALACAZUM.

E foi então que apareceu a raposa:

− Bom dia – disse a raposa.

− Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe que, olhando à sua volta, nada viu.

− Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...

− Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...

− Sou uma raposa – disse a raposa.

− Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...

− Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. . – Não me cativaram ainda.

− Ah! Desculpa – disse o principezinho.

Mas, após refletir, acrescentou:

− Que quer dizer “cativar”?

− Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?

− Procuro os homens– disse o pequeno príncipe. − Que quer dizer “cativar”?

− Os homens – disse a raposa. – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também.

É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinha?

− Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

− É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...

− Criar laços?

− Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras pessoas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

− Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. − Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

− É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...

− Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

− Num outro planeta?

− Sim.

− Há caçadores nesse planeta?

− Não.

− Que bom! E galinhas?

− Também não.

− Nada é perfeito– suspirou a raposa.

Mas a raposa retomou a seu raciocínio.

− Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então, será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

− Por favor... Cativa-me! − disse ela.

− Eu até gostaria − disse o principezinho- as não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.




Fragmento do livro: “O pequeno Príncipe” de Antonine de Saint-Exupéry