domingo, 11 de novembro de 2007

O QUE É O QUE É?

Porque a coca-cola e a fanta sempre se deram bem?R.:porque se a fanta quebra, a coca cola.
Qual a semelhança entre a nuvem e o chefe?
R- Quando eles somem o dia fica lindo
Por que a manga cai do pé?R.: porque ela não sabe descer.
Por que o abominável homem das neves nunca ganha na loteria?R.: porque ele é pé-frio.
O que é que tem escamas, mas não é peixe, tem coroa, mas não é rei?R.: o abacaxi.
O que aconteceu na briga entre um dentista e uma manicure?R.: lutaram com unhas e dentes.
O que tem debaixo do tapete do hospício?R.: louco varrido!
O que as ostrinhas querem ser quando crescer?R.: ostronautas
Por que as estrelas não fazem miau? R.: por que "astro-no-mia".
Sabe por que a água foi presa?R.: porque matou a sede.
Por que a comida foi presa?R.: porque matou a fome.E onde ela foi presa?R.: na cadeia alimentar.
Um dia duas caixas de leite estavam atravessando a rua, passou um carro e atropelou a duas. Por que só uma xícara morreu?R.: porque o leite da outra era "longa vida".

UUUUUUUUUAUAUAUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!

O artista plástico, Horacio Martínez, imitando o uivo do lobisomem, quando da interpretação do conto "Lobisomem" da Monica Stahel, na 58ª ediçaõ do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER.

"O BEM SE PAGA COM O BEM" do Luís da Câmara Cascudo


















A onça caiu numa armadilha preparada pelos caçadores e, por mais que tentasse escapar, ficou prisioneira.
Resignara-se a morrer, quando viu passar um homem.
Chamou-o e lhe pediu que a libertasse.
- Deus me livre! – disse o transeunte. – Se você ficar solta, vai me devorar.
A onça jurou que seria eternamente agradecida, e o homem desatou as cordas que seguravam a tampa do alçapão e ajudou a onça a deixar a cova. Logo que esta se encontrou livre, agarrou seu salvador por um braço, dizendo: -Agora você é meu jantar. Debalde o homem pediu e rogou. A onça, finalmente, decidiu: -Vamos combinar uma coisa. Ouvirei a sentença de três animais. Se a maioria for favorável ao meu desejo, eu o como. O homem aceitou e saíram os dois. Encontraram um cavalo, velho, doente, abandonado. A onça narrou o caso. O cavalo disse: - Quando eu era moço e forte, trabalhei e ajudei o homem a enriquecer. Qual foi o meu pagamento? Largaram-me aqui para morrer, sem um auxílio. O bem só se paga com o mal. Adiante depararam-se com um boi. Consultado, opinou pela razão da onça. Contou sua vida de serviços ao homem e, quando julgava que ia ser recompensado, soube que fora vendido para ser morto e retalhado pelo açougueiro. O bem só se paga com o mal. O homem, triste, acompanhava a onça que lambia o beiço, quando viram um macaco. Chamaram o macaco e pediram seu parecer. O macaco começou a rir. E saltava, fazendo caretas e rindo. A onça ia-se zangando: - Por que tanta risada, camarada macaco? - Não é fazendo pouco- explicou o macaco- é que eu não acredito que o homem caísse na armadilha que ele mesmo preparou. - Ele não caiu. Quem caiu fui eu- contava a onça. - Foi você? Então como é que esse homem fraquinho pôde libertar um bicho tão grande e forte como a camarada onça? A onça, despeitada pelo macaco julgá-la mentirosa, foi até o alçapão e saltou para o fundo do fosso, gritando lá de baixo: - Está vendo? Foi assim! Mais que depressa o macaco empurrou o engradado de varas pesadas que fazia de tampa e a onça tornou a ficar prisioneira. -Camarada onça – sentenciou o macaco - O BEM SÓ SE PAGA COM O BEM . E você fez o mal, receba o mal. E se foi embora com o homem, deixando a onça na armadilha.

Do livro: Contos tradicionais do Brasil para crianças de Luís da Câmara Cascudo

VIVA O FOLCLORE BRASILEIRO!!!!!

O Dicionário do Folclore Brasileiro é um livro do Luís da Câmara Cascudo publicado em 1952.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

QUADRO: A HORA DA POESIA

Celeste Martinez, declamando sua poesia na 57ª edição do ALACAZUM










Papoulas guardam o céu de Hórus
e no palco do Tártaro
a sede não é nada para Tântalus.



Lanço discos de sol
em minha boca
e nasce Aton.



E no ventre de Íris
o filho de Orfeu
traz poemas sacros
óraculos.


Quero desvestir
o leito
negro
ébano
onde os titãs se escondem.



Quero miosótis azuis em Gaia
Quero úteros de flores
palpitando um novo homem
Quero no vinte e um
no sétimo mês
do sétimo dia
à hora sétima
sete vezes
revelado nas estrelas
o sonho de uma nova primavera.

DEUS
ZEUS
GAIA
TERRA.
Celeste Martinez, do livro VALENCIANDO antologia de escritores de Valença-Bahia

CANTO ÓRFICO DE CARLOS DRUMMOND

La danza ya no suena,
la música dejó de ser palabra,
el cántico creció del movimiento.
Orfeo, dividido, anda en busca
de esa unidad áurea que perdimos.
Mundo desintegrado, tu esencia
reside tal vez en la luz, más neutra ante los ojos
desaprendidos de ver; y bajo la piel,
¿qué turbia imporosidad nos limita?
De ti a ti, abismo; y en él, los ecos
de una prístina ciencia, ahora exangüe.
Ni tu cifra sabemos. Ni aun captándola
tuviéramos poder de penetrarte.
Yerra el misterioen torno de su núcleo.
Y restan pocosencantamientos válidos. Quizás
apenas uno y grave: en nosotros
tu ausencia retumba todavía, y nos estremecemos
R una pérdida se forma de esas ganancias.
Tu medida, el silencio la ciñe, la esculpe casi,
brazos del no-saber. Oh fabulos
oudo paralítico sordo nato incógnito
la raíz de la mañana que tarda, y tarde,
do la línea del cielo en nosotros se esfuma,
tornándonos extranjeros más que extraños.
En el duelo de las horas, tu imagen
atraviesa membranas sin que la suerte
se decida a escoger. Las artes pétreas
recógense a sus tardos movimientos.
En vano: ellas no pueden ya.
Amplio
vacío un espacio estelar contempla signos
que se harán dulzura, convivencia,
espanto de existir, y mano anchurosa
recorriendo asombrada otro cuerpo.
La música se mece en lo posible,
en el finito redondo, donde se crispa
una agonía moderna.
El canto es blanco
,huye a sí mismo, ¡vuelos! palmas lentas
sobre el océano estático: balanceo
del anca terrestre, segura de morir.
Orfeo, reúnete! llama tus dispersos
y conmovidos miembros naturales
y límpido reinaugura
el ritmo suficiente que, nostálgico,
en la nervadura de las hojas se limita,
cuando no forma en el aire, siempre estremecido,
una espera de fustes, sorprendida.
Orfeo, danos tu número
de oro, entre apariencias
que van del vano granito a la linfa irónica.
lntégranos, Orfeo, en otra más densa
atmósfera del verso antes del canto,
del verso universo, lancinante
en el primer silencio,
promesa del hombre, contorno aún improbable
de dioses por nacer, clara sospecha
de la luz en el cielo sin pájaros,
vacío musical a ser poblado
por el mirar de la sibila, circunspecto.
Orfeo, te llamamos, baja al tiempo
y escucha:
sólo al decir tu nombre, ya respira
la rosa trimegista, abierta al mundo.
Versión de Jorge Gaitán Durán y Dina Moscovich
Este poema foi uma contribuição da escritora Uruguaia Laura Verônica Alonso, (visita o blog)http://www.depalabranofunciona.blogspot.com/ para a 57ª edição do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER quando falamos da cultura grega e a história de Orfeu.

NA 57ª EDIÇÃO DO ALACAZUM, FALAMOS DE OVÍDIO


Publius Ovidius Naso, poeta latino mais conhecido nos paísess de Língua Portuguesa, nasceu em 20 de março de 43 a. c. na Itália. Sua obra mais famosa: Metamorfoses. Dante,Milton e Shakespeare foram influenciados por ele. Ovídio é um clássico que exerceu grande influência na revitalização da poesia bucólica e mitologica do Renascimento.
Metamorfoses é uma obra onde em quinze livros este descreve a criação e história do mundo segundo o ponto de vista da mitologia greco-romana. Foi escrita em torno do ano XIV.
Foi uma dos mais populares livros sobre mitologia chegando a ser a obra mais conhecida pelos escritores medievos tendo, portanto, exercido grande influência na literatura do período.

DANÇA GREGA





Celeste Martinez arriscando passos da dança grega. Será mesmo dança grega? O certo é que ela bailou muitooooooooooo! Isto na 57ª edição do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER.

MITOLOGIA GREGA: ORFEU E EURÍDICE PARTE 1

Na mitologia grega, Orfeu era um poeta e um músico, filho da musa Calíope. Era o mais talentoso músico que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo.Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou.Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta.Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol. Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o. Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram.

domingo, 4 de novembro de 2007

MITOLOGIA GREGA: ORFEU E EURÍDICE PARTE 2




Violeta e Celeste Martinez dramatizando a história mitológica de Orfeu e Euridice, na 57ª ediçaõ do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER.

QUADRO: A SÉTIMA ARTE





Violeta Martinez, comentando a respeito do filme "Alexandre o Grande", na 57ª edição do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER.

domingo, 28 de outubro de 2007

QUADRO: A NOSSA SAÚDE ! TIM TIM!!!!!

Sempre, a cada programa o ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, brinda a saúde dos ouvintes- leitores e dos parceiros culturais. A partir deste momento, estamos oportunizando a qualquer empresário o espaço para a divulgação do seu produto. Teremos a enorme satisfação de testemunhar a qualidade do precioso líquido (a água) em nossos momentos de alegria. TIM TIM!! A NOSSA SAÚDE!!!Endereços de contatos: alacazum@hotmail.com ou telefone: (75) 8133 6005

QUADRO: A HORA DA POESIA





















Celeste Martinez declamando sua poesia: ESTRADA DECOLORES

CONTEXTUALIZANDO.... Argentina e Valença




















Neste domingo, 28 de outubro de 2007, 56ª edição do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, Horacio Martinez, artista plástico com várias exposições nacionais e internacionais e ganhador de inúmeros prêmios, inclusive do MERCOSUL, comenta sobre as eleições na Argentina e da importância da mulheres no campo político ao mesmo tempo em que a apresentadora Celeste Martinez faz alusão à festa do Amparo, padroeira da cidade de Valença.

QUADRO: A SÉTIMA ARTE
















Nesta 56ª edição do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, Violeta Martinez concluiu a trilogia das cores, com o filme: " A igualdade é branca" do diretor polonês Krzysztof Kielowski

HORA DA CRÔNICA















Violeta Martinez, interpretando o texto : "Sexa" de Luiz Fernando Veríssimo, na 56ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

AS MÃOS FALAM.... PARTE 1

Registro fotográfico de Violeta Martinez
Quer arriscar no palpite sobre a provável fala das mãos da Celeste Martinez? Faça o comentário. Registre.

AS MÃOS FALAM.... PARTE 2

Registro fotográfico de Violeta Martinez

E agora? O que está dizendo? Deixa seu comentário.

AS MÃOS FALAM.... PARTE 3

Registro fotográfico de Violeta Martinez

O que estavam dizendo as mãos da Celeste Martinez? Arrisca! Faça seu comentário.

DICA DE LEITURA: ORIXÁS Santos e Festas do Dr. Vilson Caetano de Sousa Júnior




QUADRO: ECOTÓPICOS


Professor Tony(Biólogo e Mestre em Geo química e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Bahia) informando sobre a necessidade de se preservar o grande patrimonio natural da nossa cidade: o rio Una. Na 54ª edição do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER.


6º TEMA: RIO UNA.

Aspectos históricos explicam a importância do Rio Una para a cidade de Valença, comportando-se hoje, análogo à espinha dorsal de um organismo vertebrado, em uma cidade geograficamente desenvolvida a partir de suas margens e foz.

As utilidades históricas do rio iniciaram-se com fornecimento de água para abastecimento da cidade; com a energia hidráulica-mecânica para mover as duas turbinas da fábrica têxtil Todos os Santos, fundada em 1844, a primeira dessa magnitude, na América do Sul; com a energia hidráulica-elétrica da usina Candengo no início do século XX; como via de acesso ao oceano Atlântico, hoje usada mais intensamente para as ilhas de Boipepa e Tinharé; e como fonte de alimentação sendo ali encontradas as mais diversas espécies de mariscos e peixes.

Entre as agressões ao rio pode-se destacar a eliminação de efluentes domésticos como sabões, fezes, urina, etc; a liberação de lixo sólido com plásticos, pneus, restos de embarcações abandonadas, etc; água pluvial recolhida pelas bocas-de-lobo durante as chuvas; óleo das embarcações, principalmente liberado pelo escapamento e pelo sistema de refrigeração dos motores; e efluentes gerados pelo beneficiamento da matéria-prima e resfriamento das caldeiras, nas empresas situadas no município.

As soluções mais urgentes para as questões ambientais do rio seriam a remoção do lixo sólido das margens, executada durante marés-baixas de sizígia e remoção da vegetação flutuante que retarda o fluxo normal da água na zona urbana. Questões mais importantes de saneamento seriam resolvidas com a construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), semelhante à construída pela Valença Têxtil, com sistema de floculação (decomposição aeróbica), decantação e desmineralização, removendo resíduos sólidos, para fertilização na agricultura e liberação de resíduos tratados no próprio rio.

domingo, 21 de outubro de 2007

QUADRO: A HORA DA POESIA

Celeste Martinez, recitando sua poesia nesta 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

O ÚLTIMO SOLDADO
DA PENÚLTIMA BATALHA
LANÇOU SOBRE O ABISMO
GRANADAS DE FLORES
E ABRIU-SE UM CLARÃO
DE NOVAS POSSIBILIDADES.
O PENÚLTIMO ATENTADO
CONTRA O PUDOR
ACONTECEU HOJE
E A ÚLTIMA VÍTIMA RESSUSCITOU.
O ANTEPENÚLTIMO DIA
DE NOSSAS DESAVENÇAS
FOI NO SÉCULO PASSADO
E O PENÚLTIMO DIA PARA RECORDAR FOI ESQUECIDO.
MORRI
NA ÚLTIMA BATALHA
E ESTE FOI O PENÚLTIMO DIA PARA LEMBRAR
O ÚLTIMO PARA ESQUECER
O PRÓXIMO PARA VIVER
O PRÓXIMO PARA AMAR
PARA AMAR...
O PRÓXIMO ESQUECIDO.
Celeste Martinez

" SI SUPIERAS" SE SOUBESSES....











Celeste Martinez arriscando alguns passos de "LA CUMPARSITA" juntamente com Horacio Martinez. Ela bailou? OH! MAMÁ MIA!!!!!!

QUADRO: A 7ª ARTE



Violeta Martinez, comentando sobre o filme "A LIBERDADE É AZUL" direção do polonês Krzysztof Kielowski, na 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

QUADRO: A NOSSA SAÚDE (dos Ouvintes-Leitores e dos nossos Parceiros Culturais)




Celeste Martinez, idealizadora, produtora e apresentadora do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, brindando a sáude dos ouvintes-leitores e dos parceiros culturais. TIM TIM!!!!!!e ALACAZUM PRA VOCÊ!!!!!!!!!!!!!!!


ASSIM NASCEU "LA CUMPARSITA" o mais famoso tango com seus 91 anos de existência!!!!!!!

Em visita ao caderno cultural A TARDE de 13 de agosto de 1994, um excelente artigo escrito pelo jornalista e professor estudioso da música portenha e colecionador de tangos, Gilberto Santos, este nos diz: " Em 1916, o maestro Roberto Firpo, autor dos clássicos "El Amanecer" e "Fuegos Artificiales", apresentou-se com seu quarteto no café "La Giralda", de Montevidéu." Neste ambiente um jovem uruguaio, entrevista o maestro Firpo e ao despedir-se, entrega-lhe um manuscrito solicitando que ele desse "uma vista d´olhos". Acontece que Roberto Firpo, não se limitou a olhar, realizou alguns retoques e poucos dias depois, estreiou a peça no mesmo café com o título de "LA CUMPARSITA". Em pouco tempo a letra caiu no agrado do povo e Carlos Gardel, em 1924, sob o título "Si supieras" levou ao disco aquele clássico. Matos Rodriguez só depois de morto teve reconhecido sua obra e os direitos autorais recuperados pelos seus familiares. O paradoxo é que Roberto Firpo projetou mundialmente "LA CUMPARSITA", o mais famoso tango com seus 91 anos de existência.

Horacio Martinez, artista plástico com várias exposições internacionais e ganhador de muitos prêmios, inclusive do Mercosul, falando de tango, na 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER. Visita o fotolog do Horacio: www.fotolog.com/horacio_martinez

QUADRO: A HORA DA CRÔNICA


Violeta Martinez interpretando a crônica: " No aquário e na rua" do professor e jornalista bahiano Adroaldo Ribeiro Costa, na 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

"Stamos em pleno mar... Castro Alves

Celeste Martinez, idealizadora, produtora e apresentadora do programa radiofônico: ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, declamando fragmentos de " O Navio Negreiro" de Antonio de Castro Alves, na 54ª edição do dia 14 de outubro de 2007.
I
'Stamos em pleno mar...
Doudo no espaço Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar...
Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar...
Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . .
Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

QUADRO: A HORA DA CRÔNICA

Violeta Martinez
Celeste Martinez

O texto interpretado foi " Meu amigo Anacleto" do professor Adroaldo Ribeiro Costa, cronista e jornalista bahiano, na 54ª edição do dia 14 de outubro de 2007.