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quinta-feira, 6 de março de 2014

Escutamos: O violeiro com Elomar

Na 341° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 23 de fevereiro de 2014, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema foi baseado no livro: A menina, a Guerra e as Almas de Conceição Senna. O livro utilizado para a leitura dos textos foi oferecido ao Alacazum pelo cineasta e atual ( 2014) diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia - IRDEB- Polla Ribeiro. Escutamos para a finalização do programa a música: O violeiro com Elomar.

Vô cantá no canturi primero
as coisas da minha mudernage
qui mi fizero errante e violêro
Eu falo sêro e num é vadiage
E pra você que agora tá mi ôvino
Juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria que ôve o qui eu digo
Si for mintira mi mande um castigo

Apois pro cantadô violerô
Só hái treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nuca dinherô
Viola, furria, amor, dinherô não

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Escutamos: Curvas do Rio com Xangai

Na 341° edição do Alacazum palavras para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 23 de fevereiro de 2014 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: A menina, a Guerra e as Almas, livro da escritora Conceição Senna; apreciamos a leitura de um fragmento do livro e após desfrutamos da belíssima poesia musicada por Elomar na voz de Xangai.



Curvas do rio de Elomar cantado por Xanzai

Vô corrê trecho
Vô percurá  u´a terra
preu pudê trabaiá
pra vê se dêxo
essa minha pobre terra
véia discansá
foi na monarca
a primeira dirrubada
dêrna d´ientão é sol é fogo
é tái de inxada
mi ispera asunta bem
intê a bôca das água qui vem
num chorâ conforma mulé
eu volto se assim Deus quisé
Tá um apêrto
mais qui tempão de Deus
no sertão catingêro
vô dea um fora
só dano um pulo agora
in San Palo Tring´minêro
é duro moçô
êsse mosquêro na cozinha
a corda pura e a cuia sem
um grão de farinha
A benção Afiloteus
te dêxo intregue
nas guarda de Deus
Nocença ai sôdade viu
pai volta prás curva do rio
Ah mais cê veja
num me resta mais creto
prá um furnicimento só eu caino
nas mãos do véi Brolino
mêrmo  a deis pur cento
é duro môço
ritirá prum trecho alei
c´ua pele no osso e as alma
nos bolso de véi
mi ispera, asunta viu
sô imbuzerô das berâ do rio