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quinta-feira, 21 de abril de 2016

terça-feira, 15 de março de 2016

Escutamos: Garota de Ipanema com Vinicius de Moraes e Tom Jobim


Na 436° edição do programa radiofônico Alacazum Palavras Para Entreter, apresentado pela escritora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 8 de fevereiro de 2016, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 , prosseguimos com o tema abordado na edição anterior quando falamos da história de algumas músicas criadas por seus autores em homenagem às suas musas. Foi escolhida: Último desejo de Noel Rosa interpretado por Aracy de Almeida; Tarde em Itapuã por Vinicius de Moraes; O barquinho por Ronaldo Bôscoli; Travessia do Eixão de Nicolas Behr interpretado por Legião Urbana; Morena do Rio Vermelho por Osvaldo Fahel; Garota de Ipanema por Tom e Vinicius e Drão na voz de Gilberto Gil. A canção “ Garota de Ipanema foi composta no ano de 1962 autoria de Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim, inspirado em Helô Pinheiro que passava frequentemente em frente ao bar Veloso em Ipanema. Hoje, bar “Garota de Ipanema”. A garota de ipanema, Heloisa, morava na rua Montenegro, número 22 e somente 2 anos e meio depois, já com namorado, ficou sabendo que era a inspiração da canção.
A versão original da música, como o nome “ Menina que passa “ era diferente e continha a seguinte letra composta por Vinicius de Moraes:

Vinha cansado de tudo
de tantos caminhos
tão sem poesia
tão sem passarinhos
com medo da vida
com medo de amar
quando na tarde vazia
tão linda no espaço
eu via a menina
que vinha num passo

segunda-feira, 16 de março de 2015

Uma música que seja de Vinicius de Moraes


Na 392° edição do programa radiofônico Alacazum Palavras Para Entreter, apresentado pela escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 1 de março de 2015, das 8 às 9 h transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema: Aprendendo com música. Nesta edição foi eleita o samba: O surdo, autoria de Tontonho e Paulinho Resende na belíssima interpretação de Alcione.Apreciamos a leitura do texto: Uma música que seja de Vinicius de Moraes no livro Antologia Poética.


Uma música que seja de Vinicius de Moraes


... como os mais belos harmônicos da natureza. Uma música que seja como o som do vento na cordoalha dos navios, aumentando gradativamente de tom até atingir aquele em que se cria uma reta ascendente para o infinito. Uma música que comece sem começo e termine sem fim. Uma música que seja como o som do vento num enorme harpa plantada no deserto. Uma música que seja como a nota lancinante deixada no ar por u pássaro que morre. Uma música que seja como o som dos altos ramos das grandes árvores vergastadas pelos temporais. Uma música que seja como o ponto de reunião de muitas vozes em busca de uma harmonia nova. Uma música que seja como o voo de uma gaivota numa aurora de novos sons...

domingo, 17 de novembro de 2013

Isaura Garcia

Isaura Garcia

Na 327° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 10 de novembro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una  FM , divulgamos a música: água de beber, composição de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, do disco: A pedida do samba ( 1961) . Isaura ou Isaurinha Garcia nasceu em 26 de fevereiro de 1923 e faleceu em 30 de agosto de 1993. Considerada a Edith Piaf brasileira. Casada com o músico Walter Wanderley. Considerada como uma das maiores cantoras de música popular brasileira. Gravou mais de 300 canções.

Crédito da fotografia: Wikipédia

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Na 293° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Vinicius de Moraes.

NATAL

De repente o sol raiou
e o galo cocoricou:
- Cristo nasceu!

O boi no campo perdido
Soltou um longo mugido:
-Aonde? Aonde?

Com seu balido tremido
Ligeiro diz o cordeiro:
 Em Belém! Em Belém!

Eis senão quando, num zurro
se ouve a risada do burro:
-Foi sim que eu estava lá!

E o papagaio que é gira
Pôs-se a falar: - É mentira!

Os bichos de pena, em bando
Reclamaram protestando.

O pombal todo arrulhava:
- Cruz Credo! Cruz Credo!

Brava
a arara a gritar começa:
- Mentira? Arara. Ora essa.

-Cristo nasceu! - canta o galo
-Aonde? - pergunta o boi
- Num estábulo! - o cavalo
contente rincha onde foi.
Bale o cordeiro também
-Em Belém! Em Belém!

E os bichos todos pegaram
o papagaio caturra
E de raiva lhe aplicaram
Uma grandíssima surra.

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A arca de Noé de Vinicius de Moraes

Na 286° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura do poema: A arca de Noé de Vinicius de Moraes.


A arca de Noé

Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.

O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.

 E abre-se a porta da arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca

 Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva

Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: Boa terra
Para plantar minhas vinhas!

E sai levando a família
A ver. enquanto em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Na 253° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 253° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de janeiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos na abertura do programa a poesia: O relógio de Vinicius de Moraes.

O relógio

Passa, tempo, tic-tac
Tic-Tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac...



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Escutamos Vinicius de Moraes

Na 253° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de janeiro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música de Vinicius de Moraes, intitulada: Berimbau.

Quem é homem de bem
Não trai!
O amor que lhe quer
Seu bem!
Quem diz muito que vai
Não vai!
Assim como não vai
Não vem!...

Quem de dentro de si
Não sai!
Vai morrer sem amar
Ninguém!
O dinheiro de quem
Não dá!
É o trabalho de quem
Não tem!
Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...

Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...

Se não tivesse o amor (2x)
Se não tivesse essa dor (2x)
E se não tivesse o sofrer (2x)
E se não tivesse o chorar (2x)
Melhor era tudo se acabar (2x)


sábado, 20 de agosto de 2011

Na 232° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 232° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 , apreciamos a poesia de Vinicius de Moraes.

As Borboletas

Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ar (o vento ) de Vinicius de Moraes



Na 232° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o poema de Vinicius de Moraes, intitulado: O ar (o vento)


Estou vivo mas não tenho corpo

Por isso é que eu não tenho forma

Peso eu também não tenho

Não tenho cor.


Quando sou fraco

Me chamo brisa

E se assobio

Isso é comum

Quando sou forte

Me chamo vento

Quando sou cheiro

Me chamo pum!


Vinicius de Moraes

domingo, 14 de agosto de 2011

A arca de Noé de Vinicius de Moraes

Na 232° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 prosseguindo no tema: INFÂNCIA apreciamos poemas de Vinicius de Moraes contido no livro: A arca de Noé.


domingo, 15 de maio de 2011

Na 218° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: Dia das Mães, fizemos a leitura do poema: Repto de Vinicius de Moraes.

Repto
Vossos olhos raros
jovens guerrilheiros
aos meus, cavalheiros
fazem mil reparos...
Se entendeis amor
com vero brigar
combates de olhar
não quero propor.

Sei de um bom lugar
onde contender
e havemos de ver
quem há de ganhar.
Não sirvo justar
em pugna tão vã...
que tal amanhã
lutarmos de amar?
Em campos de paina
pretendo reptar-vos
e em seguida dar-vos
muita, muita faina
guerra sem quartel
e tréguas só se
pedires mercê
com os olhos no céu.
Exaustão de gozo
que tal seja regra
e longa a refrega
que aguardo ansioso
e caiba dizer-vos
que inda vencedor
sou, de vossos servos
o mais servidor...
Vinicius de Moraes

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes


Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 escutamos o soneto de fidelidade na voz de Vinicius de Moraes.


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.



terça-feira, 10 de maio de 2011

Música: Para viver um grande amor de Vinicius de Moraes e Toquinho

Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 escutamos na voz de Vinicius e Toquinho a música: Para viver um grande amor.

Para viver um grande amor
de Vinicius de Moraes e Toquinho

Cantado

Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia

;Falado

Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há que fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor

;Cantado

Eu não ando só,
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia

;Falado

Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista!
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?

;Cantado

Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia

;Falado

Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!

;Cantado

Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia .

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dica de Leitura: Para viver um grande amor, de Vinicius de Moraes

Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 oferecemos como dica de leitura: Para viver um grande amor de Vinicius de Moraes.


Fonte da fotografia:http://www.quebarato.com.br/para-viver-um-grande-amor-vinicius-de-moraes__2F9494.html

terça-feira, 5 de abril de 2011

Soneto do amor maior, de Vinicius de Moraes



Na 213° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 03 de abril de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 apreciamos o Soneto do amor maior de Vinicius de Moraes.


Soneto do amor maior


Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer- e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.


Oxford, 1938 - Vinicius de Moraes

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Boletim PNLL nº 194 - 15 a 21/02/2010‏



DICAS DE LEITURA

Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes


“Plutão (a voz aguda)Ninguém sai daqui sem ordem do rei! Aqui é o rei quem manda! Toca a música! Onde está a música? Cadê o bumbo o tamborim a cuíca o pandeiro o agogô? Toca o apito! Começa o samba! Não acabou o carnaval ainda não!ProsérpinaNão resolve... O homem tá de cara cheia. Deixa ele. (ri histericamente) Dor-de-cotovelo tá comendo solta! Dor-de-cotovelo tá comendo solta, minha gente!Orfeu (estonteado)Onde estou eu? Quem sou eu? Que é que vim fazer aqui? Como é que foi isso? Isso é o inferno e eu quero o céu! Eu quero a minha Eurídice! a minha mulata linda, coberta de sangue... Eu quero a minha Eurídice, que brincava comigo, a minha mulata do dente branco...”










O Elixir da Longa Vida, de Honoré de Balzac







“Nos começos da vida literária do autor, um seu amigo, morto há muito tempo, deu-lhe o assunto para este estudo, que mais tarde encontrou numa colecção publicada nos princípios deste século. Segundo as suas conjecturas, trata-se de uma fantasia devida a um tal Hoffman, de Berlim, publicada nalgum almanaque alemão e esquecida pelos editores das suas obras.A «Comédia Humana», é suficientemente rica de imaginação para que o autor possa confessar um inocente plágio. Não se trata, portanto, de uma dessas brincadeiras à moda de 1850, em que todos os escritores inventavam atrocidades para regalo das meninas da época.