quinta-feira, 21 de abril de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Escutamos: Garota de Ipanema com Vinicius de Moraes e Tom Jobim
segunda-feira, 16 de março de 2015
Uma música que seja de Vinicius de Moraes
domingo, 17 de novembro de 2013
Isaura Garcia
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Na 293° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
A arca de Noé de Vinicius de Moraes
A arca de Noé
Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: Boa terra
Para plantar minhas vinhas!
E sai levando a família
A ver. enquanto em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Na 253° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

domingo, 5 de fevereiro de 2012
Escutamos Vinicius de Moraes

sábado, 20 de agosto de 2011
Na 232° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
Na 232° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 , apreciamos a poesia de Vinicius de Moraes.
As Borboletas
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.
Borboletas brancas
São alegres e francas.
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O ar (o vento ) de Vinicius de Moraes
Na 232° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o poema de Vinicius de Moraes, intitulado: O ar (o vento)
domingo, 14 de agosto de 2011
A arca de Noé de Vinicius de Moraes
domingo, 15 de maio de 2011
Na 218° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: Dia das Mães, fizemos a leitura do poema: Repto de Vinicius de Moraes.Repto
jovens guerrilheiros
aos meus, cavalheiros
fazem mil reparos...
Se entendeis amor
com vero brigar
combates de olhar
não quero propor.
onde contender
e havemos de ver
quem há de ganhar.
Não sirvo justar
em pugna tão vã...
que tal amanhã
lutarmos de amar?
pretendo reptar-vos
e em seguida dar-vos
muita, muita faina
guerra sem quartel
e tréguas só se
pedires mercê
com os olhos no céu.
que tal seja regra
e longa a refrega
que aguardo ansioso
e caiba dizer-vos
que inda vencedor
sou, de vossos servos
o mais servidor...
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes

Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 escutamos o soneto de fidelidade na voz de Vinicius de Moraes.
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Música: Para viver um grande amor de Vinicius de Moraes e Toquinho
Para viver um grande amor
de Vinicius de Moraes e Toquinho
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
;Falado
Para viver um grande amor, preciso
É muita concentração e muito siso
Muita seriedade e pouco riso
Para viver um grande amor
Para viver um grande amor, mister
É ser um homem de uma só mulher
Pois ser de muitas - poxa! - é pra quem quer
Nem tem nenhum valor
Para viver um grande amor, primeiro
É preciso sagrar-se cavalheiro
E ser de sua dama por inteiro
Seja lá como for
Há que fazer do corpo uma morada
Onde clausure-se a mulher amada
E postar-se de fora com uma espada
Para viver um grande amor
;Cantado
Eu não ando só,
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
;Falado
Para viver um grande amor direito
Não basta apenas ser um bom sujeito
É preciso também ter muito peito
Peito de remador
É sempre necessário ter em vista
Um crédito de rosas no florista
Muito mais, muito mais que na modista!
Para viver um grande amor
Conta ponto saber fazer coisinhas
Ovos mexidos, camarões, sopinhas
Molhos, filés com fritas, comidinhas
Para depois do amor
E o que há de melhor que ir pra cozinha
E preparar com amor uma galinha
Com uma rica e gostosa farofinha
Para o seu grande amor?
;Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia
;Falado
Para viver um grande amor, é muito
Muito importante viver sempre junto
E até ser, se possível, um só defunto
Pra não morrer de dor
É preciso um cuidado permanente
Não só com o corpo, mas também com a mente
Pois qualquer "baixo" seu a amada sente
E esfria um pouco o amor
Há que ser bem cortês sem cortesia
Doce e conciliador sem covardia
Saber ganhar dinheiro com poesia
Não ser um ganhador
Mas tudo isso não adianta nada
Se nesta selva escura e desvairada
Não se souber achar a grande amada
Para viver um grande amor!
;Cantado
Eu não ando só
Só ando em boa companhia
Com meu violão
Minha canção e a poesia .
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Dica de Leitura: Para viver um grande amor, de Vinicius de Moraes
Na 218° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 08 de maio de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 oferecemos como dica de leitura: Para viver um grande amor de Vinicius de Moraes.terça-feira, 5 de abril de 2011
Soneto do amor maior, de Vinicius de Moraes

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer- e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Boletim PNLL nº 194 - 15 a 21/02/2010

Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes
“Plutão (a voz aguda)Ninguém sai daqui sem ordem do rei! Aqui é o rei quem manda! Toca a música! Onde está a música? Cadê o bumbo o tamborim a cuíca o pandeiro o agogô? Toca o apito! Começa o samba! Não acabou o carnaval ainda não!ProsérpinaNão resolve... O homem tá de cara cheia. Deixa ele. (ri histericamente) Dor-de-cotovelo tá comendo solta! Dor-de-cotovelo tá comendo solta, minha gente!Orfeu (estonteado)Onde estou eu? Quem sou eu? Que é que vim fazer aqui? Como é que foi isso? Isso é o inferno e eu quero o céu! Eu quero a minha Eurídice! a minha mulata linda, coberta de sangue... Eu quero a minha Eurídice, que brincava comigo, a minha mulata do dente branco...”

“Nos começos da vida literária do autor, um seu amigo, morto há muito tempo, deu-lhe o assunto para este estudo, que mais tarde encontrou numa colecção publicada nos princípios deste século. Segundo as suas conjecturas, trata-se de uma fantasia devida a um tal Hoffman, de Berlim, publicada nalgum almanaque alemão e esquecida pelos editores das suas obras.A «Comédia Humana», é suficientemente rica de imaginação para que o autor possa confessar um inocente plágio. Não se trata, portanto, de uma dessas brincadeiras à moda de 1850, em que todos os escritores inventavam atrocidades para regalo das meninas da época.

