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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Na 256° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a bela poesia de Olavo Bilac, A alvorada do Amor.



domingo, 2 de outubro de 2011

Na 238° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER


Na 238° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de setembro de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o poema: A iara de Olavo Bilac.


Vive dentro de mim, como num rio,

Uma linda mulher, esquiva e rara,

Num borbulhar de argênteos flocos, Iara

De cabeleira de ouro e corpo frio.

Entre as ninféias a namoro e espio:

E ela, do espelho móbil da onda clara,

Com os verdes olhos úmidos me encara,

E oferece-me o seio alvo e macio.

Precipito-me, no ímpeto de esposo,

Na desesperação da glória suma,

Para a estreitar, louco de orgulho e gozo...

Mas nos meus braços a ilusão se esfuma:

E a mãe-d'água, exalando um ai piedoso,

Desfaz-se em mortas pérolas de espuma.



BILAC, Olavo. Poesias. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 23ª edição. 1964, p.290.

Fonte: www.nilc.icmc.usp.br


sábado, 12 de fevereiro de 2011

ONTEM, DE OLAVO BILAC

Na 206° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de fevereiro de 2011, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, cujo tema: Poemas que viraram música, apreciamos o soneto: Ontem de Olavo Bilac, após desfrutamos de outro soneto do autor, musicado pela banda Kid Abelha, na belíssima voz da Paula Toller.


Ontem

Ontem - néscio que fui - maliciosa
disse uma estrela, a rir, na imensa
altura: Amigo, uma de nós, a mais
formosa,
de todas nós a mais formosa e pura,
faz anos amanhã.
Vamos, procura a rima de ouro
mais brilhante, a rosa de cor mais viva
e de maior frescura!
E eu murmurei comigo: mentirosa!
E segui. Pois tão cego fui por elas,
que, emfim, curado pelso seus enganos,
já não creio em nenhuma das estrelas.
E, mal de mim- eis-me, a teus pés,
em pranto...
Olha, se nada fiz para os teus anos,
culpa as tuas irmãs
que enganaram tanto.

Olavo Bilac