terça-feira, 13 de outubro de 2009

Boletim PNLL nº 176 - 05 a 11/10/2009‏

Na 149° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 11 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM ofertamos várias informações do Boletim PNLL (plano nacional do livro e leitura) inclusive a dica de leitura.



Dicas de Leitura


Cancioneiro, de Fernando Pessoa

“Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços E chama-me teu filho. Eu sou um rei que voluntariamente abandonei O meu trono de sonhos e cansaços.Minha espada, pesada a braços lassos, Em mãos viris e calmas entreguei; E meu cetro e coroa — eu os deixei Na antecâmara, feitos em pedaçosMinha cota de malha, tão inútil, Minhas esporas de um tinir tão fútil, Deixei-as pela fria escadaria.Despi a realeza, corpo e alma, E regressei à noite antiga e calma Como a paisagem ao morrer do dia.”


Políticas Culturais para o Livro e Leitura



Começou em Brasília no dia 7 de outubro, o Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados e Municípios. A realização é do PNLL, dos ministérios da Cultura e da Educação e do Instituto Pró-Livro (IPL). Segundo Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do MinC, "esse não é apenas um evento que se realiza em Brasília. Trata-se de um grande acontecimento que abrange várias discussões importantes e ainda a disponibilização de um portal e a publicação de um guia específicos, com todos os dados importantes para a criação e a implantação dos planos". Clique aqui para conhecer toda a programação.

Fonte:Boletim PNLL nº 176 - 05 a 11/10/2009‏

Fundación Benedetti


Passados três meses da morte de Mario Benedetti, um dos nomes mais representativos da literatura uruguaia, já começa a funcionar a fundação idealizada pelo escritor. No patrimônio da recém-formada Fundación Mario Benedetti estão os direitos autorais de suas mais de 80 obras, incluindo La Tregua e o poema Te quiero.

Fonte:Boletim PNLL nº 176 - 05 a 11/10/2009‏

Premiados no Jabuti 2009


Os vencedores das 21 categorias Prêmio Jabuti foram divulgados na última terça-feira, 29. Entre os premiados estão o Manual da Paixão Solitária de Moacyr Scilar (Romance), O Livro Amarelo do Terminal de Vanessa Bárbara (Reportagem), Monterio Lobato: livro a livro (Teoria/Crítica Literária), com organização de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, e O Conde de Monte Cristo (confira os links sobre Alexandre Dumas em Favoritos), traduzido por André Telles e Rodrigo Lacerda, que ganhou na categoria especial Tradução de Obra Literária Francês-Português, homenagem que integra o calendário do Ano da França no Brasil. As obras vencedoras em Ficção e Não-Ficção, as categorias mais importantes, serão anunciadas somente no dia 4 de novembro, durante a cerimônia de premiação na Sala São Paulo.

Fonte:Boletim PNLL nº 176 - 05 a 11/10/2009‏

Cultura e Educação no Fundo Social do Pré-Sal

O projeto de lei que cria o Fundo Social do Pré-Sal tramita em caráter de urgência na Câmara dos Deputados. Em audiência pública realizada na última terça-feira, 29, tomaram a palavra os ministros da Cultura, Juca Ferreira, e da Educação, Fernando Haddad. Ferreira apontou o fato de que "menos de 10% dos brasileiros foram alguma vez a um museu, só 17% compram livros e mais de 80% dos municípios não têm cinema e nem teatro" como justificativa para que também a sua pasta receba os investimentos advindos da exploração de Petróleo. O ministro Fernando Haddad fez coro ao discurso quando disse que "a Cultura sempre andou junto com a Educação. Uma pessoa que não esteja em um bom ambiente cultural não aprende. É a Cultura que ajuda a fixar o aprendizado".


Fonte:Boletim PNLL nº 176 - 05 a 11/10/2009‏

sábado, 10 de outubro de 2009

Na 148° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER- PONTO DE LEITURA NO BRASIL

Salvador Dalí
Um sonho
Eu tive um sonho esta noite que não quero esquecer,
por isso o escrevo tal qual se deu:
era que me arrumava pra uma festa onde eu ia falar.
O meu cabelo limpo refletia vermelhos,
o meu vestido era num tom de azul, cheio de panos, lindo,
o meu corpo era jovem, as minhas pernas gostavam
do contato da seda. Falava-se, ria-se, preparava-se.
Todo o movimento era de espera e aguardos, sendo
que depois de vestida, vesti por cima um casaco
e colhi do próprio sonho, pois de parte alguma
eu a vira brotar, uma sempre-viva amarela,
que me encantou por seu miolo azul, um azul
de céu limpo sem as reverberações, de um azul
sem o "z" que o "z" nesta palavra tisna.
Não digo azul, digo bleu, a ideia exata
de sua seca maciez. Pus a flor no casaco
que só para isto existiu, assim como o sonho inteiro.
Eu sonhei uma cor.
Agora, sei.
Adélia Prado

Na 148° edição do ALACAZUM presença da professora Rosiane Costa

Celeste Martinez (apresentadora do ALACAZUM com a professora Rosiane Costa (Pedagoga pela Universidade do Estado da Bahia UNEB CAMPUS XV Valença, Pós-Graduada em Psicopedagogia e especialista em Educação Matemática


Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM contamos com a marcante presença da professora Rosiane Costa, Pedagoga pela Universidade do Estado da Bahia UNEB CAMPUS XV Valença, Pós-Graduada em Psicopedagogia pela Faculdade de Ciências Educacionais -FACE e especialista em Educação Matemática. A professora Rosiane Costa foi convidada para participar desta edição do ALACAZUM por que na edição 147° constatamos no público jovem uma disparidade de informações quando questionados na resolução de questão matemática da mais simples. A professora Rosiane Costa com muita propriedade esclareceu as costumeiras causas e as dificuldades por ela constatada em sala de aula. Após, foi lançado novo questionamento onde se destacou o jovem Matheus Assis filho da professora Dalmaris e José Assis que vivem no bairro da Graça Valença Bahia Brasil. O ALACAZUM agradece a colaboração da professora Rosiane Costa e lhe deseja muita paz, saúde, felicidade para que nos honre novamente com sua valorosa presença. ALACAZUM PARA VOCÊ!






190 ANOS DO VAPOR DE CACHOEIRA



Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre a data história de navegação do primeiro barco a vapor a fazer a primeira viagem a Cachoeira reconcâvo baiano. 190 anos, pois foi exatamente no dia 04 de outubro de 1819 que o Marquês de Barbacena (Felisberto Caldeira Brant Pontes ) mandou vir da Inglaterra uma máquina e fez construir no estaleiro Prequiça um barco movido a vapor que fez a primeira viagem a Cachoeira no rio Paraguaçú levando a bordo o governador e capitão-general, conde de Palma, o marquês e seus sócios.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Agora é Lei: 12 DE OUTUBRO DIA NACIONAL DA LEITURA


Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 11.899, DE 8 DE JANEIRO DE 2009.

Institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o São instituídos o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, a serem anualmente celebrados, em todo o território nacional.

§ 1o O Dia Nacional da Leitura será comemorado em 12 de outubro.

§ 2o A Semana Nacional da Leitura e da Literatura será aquela em que recair o Dia Nacional da Leitura, nos termos do § 1o deste artigo.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 8 de janeiro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Roberto Gomes do Nascimento

Este texto não substitui o publicado no DOU de 9.1.2009

04 de outubro: Dia de São Francisco de Assis


Desenho de Siu

Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM, data em que se homenageia a São Francisco de Assis, buscamos textos para reflexão tipo: Será o homem uma ilha? de John Donne; dica de cinema e leitura: Por que os sinos dobram; poema: Eu sei, mas não devia da Marina Colasanti; música: por que os sinos dobram com Raul Seixas.

São Francisco de Assis nascido Giovanni Battista di Pietro Bernardone, (Assis, Verão ou Outono - junho/dezembro de 1181 ou 1182 — 3 de Outubro de 1226) foi um frade católico, fundador da "Ordem dos Frades Menores", mais conhecidos como Franciscanos. Foi canonizado em 1228 pela Igreja Católica.
Por seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente: as igrejas católicas costumam realizar cerimônias em honra aos animais próximas à data que o celebram, dia 4 de outubro.

Fonte: Wikipédia

Quadro: A hora da Poesia

Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como leitura refletindo o dia dedicado a São Francisco de Assis, o poema: Eu sei mas não devia" da Marina Colasanti.



Eu sei que a gente se acostuma.


Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(1972)


Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.



Desafio musical: Lady Zu



Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical para identificar de quem é essa voz, a música: A noite vai chegar com Lady Zu, nome artístico de Zuleide Santos Silva, cantora brasileira, nascida na cidade de São Paulo no dia 7 de maio de 1958.


Surgiu no cenário musical em 1977, com o compacto simples "A Noite Vai Chegar", que vendeu 1 milhão de cópias, e entrou para a trilha da novela Sem Lenço, Sem Documento, elevando-a ao título de "Rainha das Discotecas Brasileiras". Emplacou diversos sucessos nas paradas, antes de se afastar da indústria fonográfica por uma década.


Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Quadro: A hora da poesia

Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM ofertamos o belíssimo poema: Será o homem uma ilha? de John Donne.




Meditation 17 (original)
(excerpt)
No man is an island, entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main; if a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friend’s or of thine own were; any man’s death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee

Meditação 17 (tradução)

(trecho)

Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar dos teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano, e por isso não me perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

Dica de Cinema



Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como dica de cinema o filme: Por que os sinos dobram direção Sam Wood, produção E.U.A. no ano de 1943, duração 2:36min com Gary Cooper, Ingrid Bergman, Akim Tamiroff, Arturo de Córdova, Vladimir Sokoloff.


Sinopse:

Um idealista americano luta contra o exército franquista na Espanha. Lá ele conhece uma jovem que teve seus pais mortos pelo exército, que decide ajudá-lo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DIA 12 DE OUTUBRO: DIA NACIONAL DA LEITURA

No próximo domingo dia 11 de outubro o ALACAZUM fará uma grande festa no Rádio quando comemorará o Dia Nacional da Leitura e Dia da Criança antecipadamente por que os programas acontecem somente aos domingos. Muitos jovens que vivem na cidade de Valença Bahia e que participam como ouvintes-leitores dos programas dominicais foram convidados para participarem deste momento quando levarão leituras diversas. Agora é lei, o governo federal instituiu 12 de outubro como o Dia Nacional da Leitura. A Lei n.º 11.899, que prevê ainda a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, está na edição do Diário Oficial da União.

Sintonize:
650 KHZ AM Rádio Clube de Valença.
VAMOS TRANSFORMAR O BRASIL NUM PAÍS LEITOR!

Dica de Leitura:For Whom the Bell Tolls

Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como dica de leitura o livro: "Por que os sinos dobram" de Ernest Hemingway. O livro narra a história de Robert Jordan, um jovem norte-americano das Brigadas Internacionais. Professor de Inglês que se tornou conhecedor do uso de explosivos, Jordan recebe a missão de explodir uma ponte por ocasião de um ataque simultâneo à cidade de Segóvia.


Hemingway usa como referência sua experiência pessoal como participante voluntário da Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos e faz uma análise ácida, com críticas à atuação extremamente violenta das tropas de ambos os lados: a direita auxiliadas pelo governo fascista italiano e nazista alemão e a esquerda pelas brigadas internacionais e URSS. Critica também a burocratização e o panôrama de privilégios rapidamente instaurado no lado da República.
Acima de tudo o livro trata, no entanto, da condição humana. O título é referência a um poema, e invoca o absurdo da guerra, mormente a guerra civil, travada entre irmãos. "Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade".Em várias passagens do texto os personagens estranham e se estranham desempenhando os papéis bizarros que se viram forçados a assumir durante a guerra, e fraquejam ao ver nos inimigos seres humanos que poderiam estar de qualquer dos lados da guerra.



Fonte: Wikipédia

O que escutamos na 148° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM escutamos as seguintes músicas:


BG Bachianas Brasileiras com Yamandú Costa
BG Primavera de Vivaldi
A noite vai chegar com Lady Zu
Por que os sinos dobram com Raul Seixas
Cafetín de Buenos Aires com Astor Piazzola
Ofertorium de Mozart
Cold Seed Tiamat
Años com Mercedes Sosa e Fagner
Chopin

Você sabe a origem da palavra "sincera"?

Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos a informação sobre a origem da palavra: 'Sincera'.


A palavra SINCERA foi inventada pelos romanos. Eles fabricavam certos vasos de uma cera especial. Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Em alguns casos, chegava-se a se distinguir um objeto - um colar, uma pulseira ou um dado -, que estivesse colocado no interior do vaso. Para o vaso assim, fino e límpido, dizia o romano vaidoso:
- Como é lindo! Parece até que não tem cera!
"Sine cera" queria dizer "sem cera", uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes e da antiga cerâmica romana. O vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado. Sincero, é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os nobres sentimentos de seu coração. SINCERA é uma palavra doce e confiável, é uma palavra que acolhe... E essa é uma palavra que deveria estar no vocabulário de toda alma."


Fonte: Amigos do Livro

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tango é declarado patrimônio cultural da humanidade

BUENOS AIRES, 30 SET (ANSA) - A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) declarou o tango Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O anúncio foi feito durante a quarta reunião do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, que acontece em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. A candidatura do tango foi apresentada em conjunto pela Argentina e pelo Uruguai, que compartilham o nascimento e a tradição da dança.

(ANSA) 30/09/2009 13:49


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Marcha mundial pela paz e pela não-violência


Dia 2 de outubro de 2009, milhões de pessoas participaram da "Marcha Mundial pela Paz e pela não-violência" que partiu de Nova Zelândia. O destino final dessas pessoas será na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, na Argentina, em 2 de janeiro de 2010. Durante 90 dias, essa equipe passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. São mais de 160 mil quilômetros, a serem percorridos por diversos meios como ônibus, trem, bicicleta, barco e avião.

Dica de site





Acaba de entrar no ar o site do livro Inércia: clique aqui

Lá vocês econtram entrevistas, resenha, uma amostra grátis do livro.

Boletim PNLL nº 175 - 28 a 04/09/2009‏

Fórum Nacional Mais Livro Mais Leitura nos Estados e Municípios


O estímulo à criação de planos estaduais e municipais de leitura está elencado como um dos principais objetivos do PNLL. No Dia do Livro, 7 de outubro, dirigentes estaduais e municipais de educação e cultura, assim como demais interessados no desenvolvimento da leitura no Brasil, estarão reunidos em Brasília para o lançamento do projeto O Livro e a Leitura nos Planos Estaduais e Municipais - PELL e PMLL, que ocorre durante o Fórum Nacional Mais Livro Mais Leitura nos Estados e Municípios. Trata-se trabalho desenvolvido em parceria pelo PNLL, os ministérios da Educação e Cultura e o Instituto Pró-Livro (IPL). Informações e inscrições no site do IPL.

Charles-Pierre Baudelaire

Charles-Pierre Baudelaire (1821 - 1867)

"Fundamentando os escritos de Baudelaire está a antiga ideia de que o conhecimento é culpa. Sua alma é aquela de Adão, para quem Eva (o mundo) uma vez ofereceu a maçã, da qual ele comeu. Desde então, o espírito o baniu do jardim [do Éden]. Saber sobre o mundo não havia sido o suficiente para ele; ele queria conhecer também sobre seus lados bons e maus."


Trecho de The writer of modern life: essays on Charles Baudelaire (O escritor da vida moderna: ensaios sobre Charles Baudelaire), de Walter Benjamin

Trechos do livro Baudelaire, de Jean-Paul Sartre (versão em inglês)
Revista eletrônica especializada em Baudelaire
Biografia (em francês)
Biografia (em inglês)

Obras

Pequenos poemas em prosa (O spleen de Paris)
Les Fleurs du Mal
Tês poesias de As Flores do mal em português
Trechos de tradução inglesa para As Flores do mal
Journaux intimes
Les épaves
Alguns poemas de Baudelaire em português
La Fanfarlo

Multimídia

Le Paris caché de Charles Baudelaire, vídeo da TF1
Leitura do poema Une charogne
Poema Les Femmes Damnées interpretado por Damien Saez
Poema Les bijoux interpretado por Léo Ferré
Charles Baudelaire - de l`essence du rire
Fonte:Boletim PNLL nº 175 - 28 a 04/09/2009‏

Divulgada lista nacional para o programa Memória do Mundo da Unesco


O Comitê nacional do Programa Memória do Mundo do Brasil escolheu os dez documentos que passarão a constar como registros de relevância para a memória coletiva dos brasileiros. Entre os vencedores, constam o Acervo Documental da Guerra do Paraguai, Livros de Registro/Matrícula dos Imigrantes e uma coleção de Registros de Enterros de Escravos. O programa visa preservar essa documentação histórica, assim como já faz com outros arquivos indicados em anos anteriores.



Fonte:Boletim PNLL nº 175 - 28 a 04/09/2009‏

domingo, 4 de outubro de 2009

LatinoAmérica perde "La Negra"

Mercedes Sosa


Na 148° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 04 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre a perda da nobre cantora argentina Mercedes Sosa conforme relato do jornal El Clarín:



"La cantante, símbolo de la cultura popular argentina, tenía 74 años y desde hacía 13 días estaba internada en terapia intensiva a raíz de un problema hepático. Además de familiares, amigos y artistas, cientos de admiradores arman largas filas sobre Callao para ingresar al Congreso. Una voz inigualable y su gran ductilidad le permitieron alternar géneros como folklore, tango y rock.


Fonte:

sábado, 3 de outubro de 2009

Na 147° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER - PONTO DE LEITURA NO BRASIL

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos a leitura do conto: O Hacker de Lucineide Lopes do Rio Grande do Norte; Pinóquio e a Menina-de-Lata de Marcos Vinicius Almeida, o poema: Ser Brasileiro da poetiza valençana Luiza Alves, música de qualidade, dica ecólogica, dica de leitura e a participação do público que interagiram, pesquisaram e comentaram sobre a programação do ALACAZUM que a cada dia se destaca. O ALACAZUM agradece o carinho do público e aguarda você no próximo domingo com mais palavras para entreter. ALACAZUM PARA VOCÊ!

Rio de Janeiro 2016

A cidade do Rio de Janeiro foi a escolhida pelo Conselho Olímpico Internacional (COI) para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Isto aconteceu na sexta-feira dia 02 de outubro de 2009, em Copenhague, Dinamarca. Parabéns a todas as autoridades brasileiras, especialmente aquelas ligadas ao esporte (Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro e Itamaraty) que juntamente com o Presidente Luis Inácio Lula da Silva dignificam o Brasil elevando-o mais uma vez mundialmente. Parabéns Brasil! Parabéns América!

Quadro: A hora da Poesia

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM ofertamos a leitura do poema: Retrolâmpago de Ricardo Cassiano.

A manhã ainda nua,
saiu da montanha
com a coroa de plumas
vermelhas à cabeça.

Depois, por sua vez,
é o dia Português
que salta das ondas
qual pássaro branco
ruflando a asa enorme
das velas redondas...
Por último é a Noite
africana que chega
no porão do navio,
tremendo de frio,
com os seus orixás,
com os seus amuletos,
e é trazida pra terra
nos ombros dos pretos.
E os heróis, ainda obscuros,
nascidos na Terra:
o gigante tostado
pelo sol da manhã;
o gigante marcado
com o fogo do Dia;
e o gigante criado,
com o leite da Noite,
todos três
calçam as botas sete-léguas
e era uma vez...
E a paroara, o caucheiro,
o matuto cearense;
valentões, pla ao ombro,
chilenas de prata
arrastadas no chão
com o barulho das botas;
topetudos de todos os naipes;
tabaréus, canhamboras,
cpangas, jagunços,
caborés, curimbabas,
piraquaras, caiçaras,
boiadeiros, laranjos,
canoeiros agrestes,
caboclos, cafuzos,
vararam a terra
pra Oeste, pro Sul
e pro Norte
Crianças do mato
brincando com a morte!
E o Brasil ficou sendo o que é, liricamente.
E o Brasil ficou tendo
a forma de uma harpa,
geograficamente.
E o Brasil é este poema
menino
que acontece na vida da gente.

Enquete

Esta semana o blog ALACAZUM apresentou enquete cuja pergunta foi: Você concorda ou discorda do Projeto de Lei n° 480 de 2007 do Senador Cristovam Buarque sobre a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014? O público internauta disse o seguinte:

71% disse que sim

28% disse que não



Autor: SENADOR - Cristovam Buarque
Ementa: Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Data de apresentação: 16/08/2007
Situação atual:
Local: 02/09/2009 - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
Situação: 17/04/2009 - AGUARDANDO INSTALAÇÃO DA COMISSÃO

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quadro: A hora do Conto: “O HACKER”

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM realizamos a leitura do conto: O Hacker de Maria Lucineide Lopes. Natal- Rio Grande do Norte integra o blog: http://contosimpossveis.blogspot.com



Ele estava muito nervoso naquela manhã. Não no sentido ruim, mas no sentido de ansioso mesmo, de estar preste a dar o grande golpe. Finalmente descobrira o seu talento. Seria um hacker; e um particularmente perigoso.De cara decidiu invadir o Pentágono. E aí veio sua primeira dificuldade: ele não entendia inglês; não mesmo. Fica difícil você invadir um poderoso órgão governamental estrangeiro se não domina o idioma. Pensou em invadir o site das forças armadas brasileiras, mas a burocracia o desanimou. Teve então a idéia de invadir um banco, mas por alguma razão mal explicada não havia nenhum passo a passo disponível no Google explicando o processo. Ele ficou irritado. Afinal, sabia que tinha capacidade, faltava-lhe apenas prática. Foi aí que a idéia surgiu. Iria começar com uma coisa simples, realmente fácil. Isso não alimentava seu orgulho mas, afinal, era só o início. Decidiu hackear uma comunidade, algo que até ele, sem ofensa, conseguiria fazer. Procurou de imediato uma que possuísse muitos membros e encontrou sem dificuldade uma comunidade chamada Cantadas de Pedreiro que reunia impressionantes sessenta e um mil e trezentas e quarenta pessoas. Mas essa era uma comunidade a qual ele era particularmente afeiçoado de modo que procurou outra. Acabou escolhendo uma comunidade literária. Isso lhe deu certo prazer porque jamais gostara de ler e às vezes tinha a impressão de que seus colegas da escola o consideravam meio burro. Para o cúmulo da maldade, transformou a comunidade em um clube cujo objetivo era incentivar mulheres sem nada na cabeça e muita coisa no peito a brigar pelo privilégio de ser a gata do mês. Cometeu a atrocidade e foi para casa com a sensação do dever cumprido.Mal havia se jogado sobre a cama quando percebeu um cheiro de rosas e outras flores que ele não conseguia identificar porque cheiros agradáveis não eram habituais em seu quarto. Abriu os olhos e viu de repente ao seu lado um notebook de última geração com internet móvel; e ao lado do notebook um homem alto, bem apessoado, elegantemente vestido em um terno preto. O rapaz saltou da cama como um raio e foi logo gritando:

- Aí, federal, nunca vi esse computador na minha vida. Juro que não fui eu que roubei!O homem olhou para ele confuso e então para a própria roupa, soltando em seguida um suspiro desanimado.

- Me desculpe, é que eu estava na Europa; não ando muito pela América do sul. Isso aqui é quente como o Inferno.


Um trovão rugiu lá no alto, o que foi estranho porque o dia estava ensolarado e sem nuvens. O homem limitou-se a olhar para cima e dizer com um suspiro:- Desculpe, mestre.E com um gesto mudou seu vestuário para uma regata de malha branca e uma bermuda de linho.O hacker arregalou os olhos de susto e apontou para as roupas do homem como se não acreditasse no que estava vendo.

- É, eu sei - disse o homem mal humorado. - Eu preferia jeans, mas consideram informal para o trabalho.

- Quem é você? – balbuciou o rapaz assustado.

- Sou sua segunda chance. Senta sua bunda na frente do computador e devolve aquela comunidade que você haqueou.

- Não sei do que está falando – disse o hacker com um tremor na voz.

- Não me faça perder a paciência rapaz – o homem parecia realmente irritado. - O mestre gosta muito de literatura e sempre dá uma olhada em algumas comunidades que ele acha que vale a pena. Então qual foi a Sua surpresa quando ao entrar hoje cedo numa comunidade a qual Ele é afeiçoado, embora não participe ativamente, no lugar de boa literatura se viu olhando pra uma loura em trajes sumários. O que você estava pensando? Se Ele quisesse ver isso entrava no site da playboy!

- Isso tudo tá muito estranho – disse o hacker criando coragem.

– Eu não tô entendendo nada mermão. Quem você pensa que é, e quem é esse mestre aí. Eu não trabalho pra traficante não.

O homem deu-lhe um safanão que o fez ver estrelas, o que foi estranho, pois ele estava do outro lado da cama e não pareceu ter se movido.

- Olha o respeito moleque. O mestre a que me refiro é o filho do Homem. Eu sou Tomé, um dos apóstolos.

O garoto, ainda sem acreditar, mas querendo provar que não era de todo ignorante disse:

- Ei, eu te conheço, você é o cara que negou Jesus Cristo.O homem pareceu profundamente ofendido.

- Não, esse foi Pedro. Eu sou o que disse que só acreditava que Ele havia ressuscitado vendo. E é por isso que estou aqui. Assim que o mestre viu que a comunidade havia sido substituída pelo clube da Barbie disse “eu não acredito”, e imediatamente lembrou de mim. Então desfaz logo isso aí rapaz que a minha paciência é curta.O rapaz fez uma careta de preocupação.

- Mas eu não posso devolver assim... Como fica a minha moral?

- Você não tem nenhuma – lembrou-lhe Tomé.

- Eu não sei... Talvez se eu fizer alguma ameaça, sabe como é, pra não deixar em branco...

- Tudo bem. É justo. Afinal, até agora já ti chamaram de vagabundo, fdp, m..., c...

Um trovão soou novamente interrompendo Tomé.

- Você entendeu – disse Tomé lançando ao alto um olhar entediado.

O rapaz fez tudo rapidamente e quando terminou o apóstolo começou a recolher o computador.

- Não posso ficar com ele? – perguntou o hacker esperançoso.


- Está maluco rapaz. Acha que vou deixar um computador de última geração com um amador que nem sabe como invadir o Pentágono? Fique feliz porque fui eu que vim. Podia ter sido pior...

- Não vejo como! – exclamou o rapaz mal humorado.

- Muita gente acessava aquela comunidade – disse Tomé com um sorriso assustador no rosto. - Tem um anjo chamado Acsa que está pensando em mandar um tal Sr. Morte atrás de você.E o apóstolo riu tanto com essa perspectiva que, mesmo após se desmaterializar, sua risada ainda ecoou no quarto por alguns segundos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Expressão Popular: Erro Crasso

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como informação o significado da expressão popular: Erro Crasso


Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante em sua vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros que caíram. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, chamamos de "Erro Crasso".


Fonte: amigos do livro

Quadro: A hora da Poesia

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM realizamos a leitura do poema: Sou brasileiro da poetiza valençana Luiza Alves


Essa mistura de raças
que trago no sangue e na vida
É preciso ter raça
Para participar dessa grande mentira
em se orgulhar de um país político
que favorece aos ricos
e exclui pobres, negros e indíos
Bato no peito sem medo
de gritar a Pátria Amada
Minha grande nação
Sou brasileiro sem preconceito
sou branco,
sou negro,
sou indio,
sou mestiço
E mereço todo respeito
Desses maus políticos
frios, hediondos, sem coração
Que não sabem ser direitos
Que não sabem ser amigos
Que não sabem ser irmãos!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Curiosidades


Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos algumas curiosidades a respeito do escritor Machado de Assis. Você sabia que...




Machado de Assis era miope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Nova Friburgo. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina (Carolina Augusta Xavier de Novaes).


A Carolina
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

O que escutamos na 147° edição do ALACAZUM

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650KHZ AM, escutamos as seguintes músicas:




BG Primavera de Vivaldi

BG Bachianas Brasileiras com Yamandú Costa

BG Between The Shadowe com Loreena Mckennit

BG Himekami com Yas-Kaz

Somenhere over the rainbow com Israel Kamakawiwoole

Texas Flood com Stevie Ray Vaughan

Arretação com mestre Salustiano

Sarah Brigtman

Chopin com Teatro Mágico

domingo, 27 de setembro de 2009

Quadro: A hora do conto

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão da Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM fizemos a leitura do conto: Pinóquio e a menina-de-lata de Marcos Vinícius Almeida.


Era um vez, num reino não muito distante, de vastos quintais e muitas estrelas, um menino chamado Pinóquio. O menino, embora não mentisse, não esticasse o nariz, e não fosse de madeira, também não era todo de verdade. Faltava-lhe algo, um pequeno detalhe, que mesmo ele, às vezes diante do espelho pela manhã, nunca soube descobrir; assim, toda tarde, enquanto observava o Sol se pôr no horizonte, sentia uma tristeza esquisita tomar conta de seu coração. “O que me falta?” - pensava o menino. “Tenho amigos sinceros, pessoas em quem posso confiar, trabalho, uma boa família... O que me falta?”- perguntou mais uma vez.Com o anoitecer, o jovem Pinóquio, pensou que se conhecesse os mistérios do mundo, poderia apagar essa tristeza. Seu pai, contratou os melhores professores do reino, e encheu o quarto do menino de livros de poesia, ciências, filosofia, literatura e tudo que havia de mais significativo sobre todas as coisas. Pinóquio passava noites e noites em claro, aprendendo tudo sobre o mundo, e de alguma forma, aquela estranha tristeza não mais o afetava. Porém, era só um alívio passageiro, pois quando finalmente aprendeu tudo que os mestres puderam lhe ensinar, Pinóquio foi tomado por aquela inquietude de um jeito ainda mais forte. “O que me falta? Conheço as coisas que podem ser conhecidas, sei fazer contas de cabeça e calcular a distância dos planetas; sei de tantas coisas quanto podem ser sabidas, e ainda sim, meu coração não está em paz?”


Foi então que o impulso brotou dentro de si: ele queria ter voz, tinha coisas a dizer, tinha que expressar o modo como mundo lhe afetava. Sentindo umas formiguinhas alvoradas na sua alma, recolheu uma velha máquina de escrever no porão de sua casa, e decidiu escrever. Durante muito tempo o jovem Pinóquio construiu um mundo de palavras onde finalmente sentiu um pouco de paz. Noites a fio, ele arrancava das folhas em branco, lugares, pessoas, imagens e pensamentos que passaram a existir fora dele. Mas isso também era ilusão, quando vinha o pôr-do-sol, aquele aperto esquisito comprimia seu peito.


Certa manhã, uma ventania invadiu o reino de supetão, derrubando árvores, e atiçando cachorros. A janela do quarto de Pinóquio estava aberta, sendo assim, aquele sopro de ar roubou-lhe um pequeno fragmento de folha, que plainou pelo céu até sumir, sem que ele percebesse.


A vida do menino continuou a mesma: saia com seus amigos, arranjava namoradas, trabalhava, e escrevia toda a noite na velha máquina de escrever. Num belo dia, no entanto, enquanto observa as coisas da janela de sua casa, avistou um pombo correio no céu bater asas na sua direção. Quando a ave pousou na sua janela, o jovem garoto ficou curioso, e rapidamente retirou a mensagem que dizia:

Pinóquio,
Suas palavras chegaram até mim, através do vento.
Confesso que adorei seu modo de ver as coisas.
Sua fã
Menina-de-Lata


Meio sem saber o que fazer, o jovem garoto coçou a cabeça e colocou-se a pensar. Prendeu o pombo debaixo do braço, caminhou até a máquina, puxou uma folha e escreveu um pequeno bilhete:


Menina-de-Lata,
Você é muito gentil.
Minhas palavras são tão minhas, que às vezes não fazem sentido sequer para mim mesmo.
Mas já que lhe agradam, lhe enviarei mais.
Pinóquio

O pombo partiu das mãos do menino e desapareceu no céu. Pinóquio sentou-se na cama e teve uma estranha sensação. Não uma sensação como aquela de todas as tardes, de certa forma era seu exato contrário que começava a nascer. Durante algum tempo eles trocaram breves mensagens, depois viram a foto um do outro, até que um dia, Pinóquio não conseguiu dormir. Ficou olhando as estrelas durante toda noite. A imagem da Menina-de-Lata não saia de sua cabeça. Lembrou-se então, de um antigo encanto que lera num livro de alquimia. Chamava-se “A Janela”. Segundo constava no livro, as pessoas distantes podiam se ver, através de dois espelhos. Pinóquio escreveu as instruções num bilhete que o pombo levou ligeiro pelo céu, como se soubesse da importância daquela mensagem.


A meia-noite, exatamente, Pinóquio e a Menina-de-Lata, deveriam pronunciar o nome um do outro sete vezes diante do espelho. Quando o sino da Igreja bateu as doze badaladas, ambos com os espelhos posicionados, Pinóquio viu, lentamente, seu reflexo ser substituído pela imagem da menina. Como o encanto trazia só a imagem da pessoa ausente, para se comunicarem, cada um, havia de usar um caderno, onde as mensagens eram escritas e mostradas para outro através do espelho. E de alguma forma, naquele silêncio o menino tinha a impressão de ouvir a voz da moça brotar das letras e ecoar dentro de si.


Infelizmente, a duração do feitiço era breve: quando o relógio bateu uma hora, a imagem da menina sumiu no espelho e Pinóquio tentou inutilmente agarrar-lhe pra junto de si, encontrado apenas o vidro frio e o próprio reflexo.


Daquele momento em diante, o jovem se viu tomado por uma coisa que nunca havia experimentado em toda sua vida. Sentiu-se estranho e ridículo, porque percebeu, que era a Menina-de-Lata, a desconhecida admiradora, que ele havia presenciado apenas o reflexo, que lhe faltava. E aquela tristeza esquisita, inefável, que lhe consumia todos os dias, no pôr-do-sol, que nada podia preencher, era ausência dela que já estava presente nele desde sempre. Era saudade daquela desconhecida, que ele sentia, foi como recuperar uma memória distante.O jovem então jogou uma mochila nas costas, desceu correndo as escadas da casa, e partiu em sua bicicleta, pela estrada de terra, cercada de grama, e pequenos arbustos: enquanto o sol se punha no horizonte. Pinóquio contemplou o céu alaranjado e sorriu.



Retirado do blog:http://prosacom.blogspot.com/search/label/Pin%C3%B3quio%20e%20a%20Menina-de-Lata

COP-15

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre A COP- 15.



A COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro deste ano, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.


Não é exagero. De acordo com o 4º relatório do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, órgão que reúne os mais renomados cientistas especializados em clima do mundo, – publicado em 2007, a temperatura da Terra não pode aumentar mais do que 2º C, em relação à era pré-industrial, até o final deste século, ou as alterações climáticas sairão completamente do controle.


Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.


Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.




Saiba mais: http://planetasustentavel.abril.com.br/especiais/cop15/

Sidónio Muralha



Sidónio Muralha - escritor português (1920-1982).


Integrou o movimento neo-realista e os agrupamentos lisboetas desta corrente literária, onde em conjunto com Armindo Rodrigues foi uma das figuras de proa. Fez também parte do chamado Novo Cancioneiro, que reuniu obras de vários autores, onde se contestava o regime salazarista.


Além da poesia de resistência escreveu também para crianças. Entre outras obras publicou Beco (1941), Passagem de Nível (1942), Companheiro dos Homens (1950), Bichos, Bichinhos e Bicharocos, Os Olhos das Crianças (1963) e 26 Sonetos (1979).


Fonte: Wikipédia

Quadro: Hora da Poesia

Na 147° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM fizemos a leitura do poema: Todas as crianças da terra de Sidónio Muralha.



Um capacete de guerra tem um ar carrancudo.
Muito mais bela é uma flor.
Uma flor tem tudo
para falar de paz e de amor.
Mas se virarmos o capacete de guerra
ele será um vaso, e é bem capaz
de ter uma flor num pouco de terra
e falar de amor e de paz.
A paz é uma pomba que voa.
É um casal de namorados.
São os pardais de Lisboa
que fazem ninho nos telhados.
E é o riacho de mansinho
que saltita nas pedras morenas
e toda a calma do caminho
com árvores altas e serenas.
A paz é o livro que ensina.
É uma vela em alto mar
e é o cabelo da menina
que o vento conseguiu soltar.
E é o trabalho, o pão, a mesa,
a seara de trigo, ou de milho,
e perto da lâmpada acesa
a mãe que embala o seu filho.
A paz é quando um canhão
muito feio e de poucas falas,
sente bater um coração
e dispara cravos, em vez de balas.
E é o abraço que dás
no dia em tu partires,
e as gotas de chuva de paz
no balanço do arco-íris.
A paz é a família inteira
na alegria do lar,
bem juntinho da lareira
quando o inverno chegar.
A paz é a onda redonda
que da praia tem saudades
e muito mais do que a onda
a paz é a vida sem grades.
A paz são aquelas abelhas
que nos dão favos de mel
e todas as papoulas vermelhas
que eu desenho no papel.
Ventoinha, ventarola,
moinho que faz farinha,
meninos que vão à escola,
a paz é tua e é minha.
É luar de lua cheia
tocando as casas e a rua,
são conchas, búzios na areia,
a paz é minha e é tua.
É o povo todo unido
no mundo, de norte a sul,
e é um balão colorido
subindo no céu azul.
A paz é o oposto da guerra,
é o sol, são as madrugadas,
e todas as crianças da terra
de mãos dadas, de mãos dadas,
de mãos dadas.

Boletim PNLL nº 174 - 21 a 27/09/2009‏

Dica de Leitura


Histórias da Meia-Noite, de Machado de Assis

"Há cerca de dezesseis anos, desembarcaram no Rio de Janeiro, vindo da Europa, o Sr. Camilo Seabra, goiano de nascimento, que ali fora estudar medicina e voltava agora com o diploma na algibeira e umas saudade no coração. Voltava de uma ausência de oito anos, tendo visto e admirado as principais coisas que um homem pode ver e admirar por lá, quando não lhe falta gosto nem meios. Ambas as coisas possuía, e se tivesse também, não digo muito, mas um pouco mais de juízo, houvera gozado melhor do que gozou, e com justiça poderia dizer que vivera."



Blog Pró-Leitura


O Ministério da Cultura lançou, na última semana, uma nova ferramenta para quem quiser acompanhar as novidades vinculadas ao Fundo Pró-Leitura, desde notícias sobre sua tramitação no Congresso a matérias publicadas em veículos (jornais, revistas, sites, redes de rádio e televisão) sobre os avanços no projeto. Para acessar o blog, clique aqui.



Fonte:Boletim PNLL nº 174 - 21 a 27/09/2009‏

sábado, 26 de setembro de 2009

Na 146° edição: Festa de 3 anos do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER- PONTO DE LEITURA NO BRASIL

Na 146° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 20 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM foi comemorado os 3 anos de existência do ALACAZUM. Presença de amigos, música ao vivo, torta recheada com muito amor, confeccionada pela ouvinte-leitora Linda de Queiroz. O ALACAZUM agradece ao público em geral e aos parceiros culturais pelo apoio. ALACAZUM PARA VOCÊ!.



O livro e a América

Na 146° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 20 setembro de 2009, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM oferecemos a leitura do poema: "O livro e a América" de Castro Alves para brindar os 3 anos de existência do ALACAZUM.



Talhado para as grandezas,
Pra crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir.
— Estatuário de colossos
—Cansado doutros esboços
Disse um dia Jeová:
"Vai, Colombo, abre a cortina"
Da minha eterna oficina...
"Tira a América de lá".
Molhado inda do dilúvio,
Qual Tritão descomunal,
O continente desperta
No concerto universal.
Dos oceanos em tropa
Um — traz-lhe as artes da Europa,
Outro — as bagas de Ceilão...
E os Andes petrificados,
Como braços levantados,
Lhe apontam para a amplidão.
Olhando em torno então brada:
"Tudo marcha!...
Ó grande Deus!As cataratas — pra terra,
As estrelas — para os céus
Lá, do pólo sobre as plagas,
O seu rebanho de vagas
Vai o mar apascentar...
Eu quero marchar com os ventos,
Com os mundos... co'os firmamentos!!!
"E Deus responde — "Marchar!"
"Marchar! ...
Mas como?...
Da GréciaNos dóricos Partenons
A mil deuses levantando
Mil marmóreos Panteons?...
Marchar co'a espada de Roma
— Leoa de ruiva coma
De presa enorme no chão,
Saciando o ódio profundo. . .
— Com as garras nas mãos do mundo,
— Com os dentes no coração?...
"Marchar!...
Mas como a Alemanha
Na tirania feudal,
Levantando uma montanha
Em cada uma catedral?
...Não!
... Nem templos feitos de ossos,
Nem gládios a cavar fossos
São degraus do progredir...
Lá brada César morrendo:
"No pugilato tremendo"
Quem sempre vence é o porvir!"
Filhos do sec’lo das luzes!
Filhos da Grande nação!
Quando ante Deus vos mostrardes,
Tereis um livro na mão:
O livro — esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo...
Eólo de pensamentos,
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade voou...
Por uma fatalidade
Dessas que descem de além,
O sec'lo, que viu Colombo,
Viu Guttenberg também.
Quando no tosco estaleiro
Da Alemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovês salta os mares...
Busca um ninho entre os palmares
E a pátria da imprensa achou...
Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeiaLivros...
livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar,
Vós, que o templo das idéias
Largo — abris às multidões,
Pra o batismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse "rei dos ventos"
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz! ...
Bravo!
a quem salva o futuro
Fecundando a multidão!
...Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.
Como Goethe moribundo
Brada "Luz!" o Novo Mundo
Num brado de Briaréu...
Luz! pois, no vale e na serra...
Que, se a luz rola na terra,
Deus colhe gênios no céu!...

Castro Alves

Dica de cinema: “Un Perro Andaluz”



Na 146° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 20 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, oferecemos como dica de cinema o filme:“Un Perro Andaluz”. Leia comentário de André Silva.


“Un Perro Andaluz” é uma curta-metragem muda de 17 minutos, escrita, produzida e dirigida por Luís Buñuel em 1929, com a colaboração de Salvador Dali. Considerado como o primeiro filme surrealista do cinema. “Un perro andaluz” teve como principal objectivo provocar um impacto moral no espectador, através de imagens agressivas. Remete constantemente ao sonho e à loucura, tanto nas imagens produzidas, como na não utilização de uma sequencia cronológica. Socialmente simbólica e vanguardista, esta obra é considerada como uma das mais famosas da história do cinema. A utilização de temas como a violência, a brutalidade e a sexualidade fizeram aumentar a polémica deste primeiro filme do realizador, precisamente devido à contrariedade à normalidade dos típicos filmes mudos da época. As ideias de Buñuel e Dali chocaram o público europeu ao romper com as formalidades cinematográficas do tempo, o tradicionalismo e o conservadorismo a que o período estava habituado. Servindo-se de imagens que oscilam entre o erótico, o assustador, o engraçado, o estranho, e o simbólico, “Un Perro Andaluz” foi escrito em apenas uma semana, seguindo apenas uma regra muito simples, a de não aceitar ideias ou imagens que pudessem dar lugar a uma explicação racional, psicológica ou cultural. Para sempre imortalizada no cinema a imagem do corte do olho com uma navalha, esta obra nasceu da convergência dos sonhos de Buñuel e Dali. Obra de arte e do ensaio cinematográfico. “Un Perro Andaluz” é um filme de culto único, resultado da extraordinária imaginação de dois jovens na altura, Luís Buñuel com 29 anos e Dali com 25 anos, portadores de um singular talento. Por ultimo, como nos disse o jovem realizador Luís Buñuel: “Opino que una película, salvo que sirva sólo para pasar el rato, siempre debe defender y comunicar indirectamente la idea de que vivimos en un mundo brutal, hipòcrita e injusto. Y exactamente eso es lo que no suele hacer el cine”. Sem duvida uma obra muito interessante, recheada de misticismo e imaginação, que nos faz alargar os limites da própria criatividade humana.


autor: André Silva Fonte:http://cineclubefdup.blogspot.com

Desafio musical: De quem é essa voz?



Na 146° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 20 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio, a múscia: "Deus como eu te amo" na interpretação da cantora brasileira Cláudia Barroso que iniciou carreira no disco nos anos 60, gravou "Nenhum de vocês" e "Dio, come ti amo!", sem muito sucesso. No início dos anos 70 ficou nacionalmente conhecida como jurada do programa Silvio Santos, ainda na TV Globo.

Nessa época teve um romance com o cantor Waldick Soriano. Quando voltou a gravar fez incrível sucesso, com seu temperamento forte e sem meias palavras; seus grandes sucessos são "Ah se eu fosse você", "Quem mandou você errar", "Por Deus eu juro", "A vida é mesmo assim", "Mentiroso" , "O gavião", entre outros. No ano 2000 gravou um cd ao vivo. Segundo palavras da Própria Claudia, não houve romance com Waldick Soriano, apenas os trabalhos eram semelhantes, trabalharam juntos, gravaram juntos e são amigos até hoje.

Fonte: Wikipédia

Abelha



Na 146° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 20 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre o ciclo de vida das abelhas comparando-as com o tempo de existência do ALACAZUM que no dia 3 de setembro de 2009 completou 3 anos. Leia um pouco sobre a vida das abelhas.

A abelha-rainha vive até 4 anos e o ALACAZUM completou 3 anos de vida no dia 3 de setembro de 2009.

Abelha é a denominação comum de vários insetos pertencentes à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, subgrupo Anthophila, aparentados das vespas e formigas. O representante mais conhecido é a Apis mellifera, oriunda do Velho Mundo, criada em larga escala para a produção de mel.


As espécies de abelhas nativas das Américas (Novo Mundo) não possuem ferrão. A maioria destas pertence à tribo Meliponini.


Uma abelha visita dez flores por minuto em busca de pólen e do néctar. Ela faz, em média, quarenta vôos diários, tocando em 40 mil flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e guardam-no numa bolsa localizada na garganta. Depois voltam à colmeia e o néctar vai passando de abelha em abelha. Desse modo a água que ele contém se evapora, ele engrossa e se transforma em mel.


A abelha tem cinco olhos. São três pequenos no topo da cabeça e dois olhos compostos, maiores, na frente.


Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano, para produzir um quilo de mel, as abelhas precisam visitar 5 milhões de flores.


Uma colmeia abriga até 80 mil abelhas. Tem uma rainha, alguns zangões e milhares de operárias. Se nascem duas rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. A abelha-rainha vive até 4 anos, enquanto as operárias não duram mais de um mês e meio.


Apenas as abelhas fêmeas trabalham. Os machos podem entrar em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas. A única missão dos machos é fecundar a rainha. A rainha voa o mais que pode e é fecundada pelo macho que conseguir ir ter com ela. Depois de cumprirem essa missão, eles não são mais aceitos na colmeia. No fim do verão, ou quando existe pouco mel na colmeia, as operárias fecham a porta da colmeia e deixam os machos morrerem ao frio e à fome.

Fonte: Wikipédia

Cigarra



Na 146° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 20 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre a vida de alguns insetos e comparamos o tempo de existência destes e a vigência do ALACAZUM nestes 3 anos completados no dia 3 de setembro de 2009. Leia o que diz sobre a vida da cigarra:

Enquanto as ninfas das cigarras vivem na terra por 4 a 17 anos (dependendo a espécie) o ALACAZUM completou 3 anos de existência.

O termo cigarra é a designação comum aos insetos homópteros da família dos cicadídeos, que reúne os maiores representantes da ordem. São notáveis devido à cantoria entoada pelos machos, diferente em cada espécie e que é ouvida no período quente do ano. Os machos destes insetos possuem aparelho estridulatório, situado nos lados do primeiro segmento abdominal, emitindo cada espécie som característico. As ninfas vivem na terra por 4 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes.


Depois desse período, elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.


As cigarras também são reconhecidas pela forma característica e pelo tamanho grande, que varia cerca de 15 milímetros até pouco mais de 65 milímetros de comprimento. Possuem um "bico" comprido para se alimentar da seiva de árvores e plantas onde normalmente vivem.




Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Márcia Theóphilo



Márcia Theóphilo nasceu em Fortaleza, Ceará, Brasíl, em 1940. Antropóloga, estudou música na Europa. Toda a sua obra se inspira à floresta amazônica, seus povos, seus animais, suas árvores, seus mitos, e à denuncia da sua destruição e ao empenho de salvar o patrimônio natural de cultural da floresta.

Página da autora: http://www.theophilo-amazonia-e-poesia.info/