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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Iniciativa Portuguesa para venda de hortaliças " tipo feias "


Na 439° edição do programa radiofônico Alacazum Palavras Para Entreter, apresentado pela escritora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 28 de fevereiro de 2016, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apoio cultural: Jornal Valença Agora, Colégio Social e Pizzaria Os Martinez. O tema versou sobre: O que há de errado com a minha cara? Baseado no projeto homônimo criado por produtores agrícolas franceses para promover a venda de frutas que não agradam visualmente o consumidor.



Informação retirada do site da UOl

O trabalho de uma cooperativa sediada em Lisboa serve como modelo de reaproveitamento desses alimentos. A Cooperativa Fruta Feia conta atualmente com 480 associados e já conseguiu evitar o desperdício de 81,1 toneladas de alimentos desde 2013, quando foi criada. No empreendimento lisboeta, os consumidores se inscrevem previamente junto à cooperativa e informam previamente a quantidade frutas que desejam levar para casa. 

sábado, 6 de agosto de 2011

230° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER


Na 230° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 31 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: SAUDADE, apreciamos a belíssima canção: Beijo de Saudade na divina interpretação de Mariza cantora portuguesa e Tito Pares cantor caboverdiano.

Ondas sagradas do Tejo
Deixa-me beijar as tuas águas
Deixa-me dar-te um beijo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Nha terra ê quêl piquinino
È Cabo Verde, quêl quê di meu
Terra que na mar parcê um minino
È fidjo d'oceano
È fidjo di céu
Terra di nha mãe
Terra di nha cretcheu

Nas tuas ondas cristalinas
Deixa-me dar-te um beijo
Na tua boca de menina

Deixa-me dar-te um beijo, óh Tejo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade
Para levar ao mar e o mar à minha terra

Na bôs onda cristalina
Na tua boca de menina
Um beijo de mágoa
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra
Pá bô levá mar, pá mar leval'nha terra

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mar Português de Fernando Pessoa


Na 230 edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 31 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: SAUDADE apreciamos o belíssimo poema de Fernando Pessoa.

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa -Antologia Poética

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saudades da minha terra com Sérgio Reis


Na 230° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 31 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: SAUDADE, apreciamos a música: Saudades da minha terra na interpretação de Sérgio Reis.

Composição: Goiá / Belmonte

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus, paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão quero voltar
Ver a madrugada, quando a passarada
Fazendo alvorada começa a cantar
Com satisfação arreio o burrão
Cortando o estradão saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
Sabiá cantando no jequitibá

Por nossa senhora, meu sertão querido
Vivo arrependido por ter te deixado
Esta nova vida aqui na cidade
De tanta saudade, eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem
Mas não me convém, eu tenho pensado
Eu fico com pena, mas essa morena
Não sabe o sistema que eu fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando
Alguém está chorando com o rádio ligado

Que saudade imensa do campo e do mato
Do manso regato que corta as campinas
Aos domingos ia passear de canoa
Nas lindas lagoas de águas cristalinas
Que doce lembrança daquelas festanças
Onde tinham danças e lindas meninas
Eu vivo hoje em dia sem ter alegria
O mundo judia, mas também ensina
Estou contrariado, mas não derrotado
Eu sou bem guiado pelas mãos divinas

Pra minha mãezinha já telegrafei
E já me cansei de tanto sofrer
Nesta madrugada estarei de partida
Pra terra querida, que me viu nascer
Já ouço sonhando o galo cantando
O inhambu piando no escurecer
A lua prateada clareando a estrada
A relva molhada desde o anoitecer
Eu preciso ir pra ver tudo ali
Foi lá que nasci, lá quero morrer

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Tela: Saudade de Almeida Júnior

Saudade (1899) de Almeida Júnior

Quando a saudade se expressava na ausência física e as cartas eram os caminhos do encontro...


Presença de Mário Quintana


Na 230° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 31 de julho de 2011, transmissão Rio Una Fm 87,9 cujo tema: SAUDADE, apreciamos o poema: Presença do Mário Quintana.

PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

Mário Quintana


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Era tanta saudade com Djavan

Na 230° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 31 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: SAUDADE, escutamos após leitura do poema: Ars Poética de Wally Salomão, a música: Era tanta saudade de Chico Buarque e Djavan, na belíssima interpretação de Djavan.

Era tanta saudade
É pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
A saudade mata a gente
A saudade mata a gente

Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem
Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

Mas voltou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
É, deixa estar
A saudade engole a gente
A saudade engole a gente, menina

Ai amor, miragem minha
Minha linha do horizonte
É monte atrás de monte, é monte
A fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço
Aquele poço não tem fundo
É um mundo e dentro um mundo
E dentro um mundo e dentro um mundo
E dentro é o mundo que me leva



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Com fúria e raiva, de Sophia de Mello Breyner Andresen


Na 224° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de junho de 2011, transmissão pela Rio Una Fm 87,9 apreciamos a beleza da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, poetisa portuguesa.


Com Fúria e Raiva

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"


sábado, 24 de outubro de 2009

Na 150° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER - PONTO DE LEITURA NO BRASIL



Na 150° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de outubro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM vivemos a poesia da poetiza Florbela Espanca na abertura do programa.



ESCREVE-ME...
Escreve-me! ainda que seja só
uma palavra, uma palavra apenas,
suave como o teu nome e casta
como um perfume casto de açucenas!
Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu, já e no mundo aos pobres mortos
ninguém nega uma frase de oração.
"Amo-te!" cinco letras pequeninas,
folhas leves e tenras de boninas,
um poema de amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então... brandas... serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...
Florbela Espanca 27/04/1916

domingo, 27 de setembro de 2009

Sidónio Muralha



Sidónio Muralha - escritor português (1920-1982).


Integrou o movimento neo-realista e os agrupamentos lisboetas desta corrente literária, onde em conjunto com Armindo Rodrigues foi uma das figuras de proa. Fez também parte do chamado Novo Cancioneiro, que reuniu obras de vários autores, onde se contestava o regime salazarista.


Além da poesia de resistência escreveu também para crianças. Entre outras obras publicou Beco (1941), Passagem de Nível (1942), Companheiro dos Homens (1950), Bichos, Bichinhos e Bicharocos, Os Olhos das Crianças (1963) e 26 Sonetos (1979).


Fonte: Wikipédia