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terça-feira, 18 de março de 2014

Armazém do Folclore de Ricardo Azevedo

Na 343º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 9 de março de 2014, das 8 às 9 h da manhã; apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez; transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema versou sobre o livro: Casa Grande e Senzala do escritor brasileiro Gilberto Freyre;  também aproveitamos o livro: Armazém do Folclore do Ricardo Azevedo, utilizando as quadras como incentivo para a participação popular.


Quadras

A roseira quando nasce
Toma conta do jardim
Eu também ando  buscando
Quem tome conta de mim.

Dois beijos tenho na boca
Que jamais esquecerei
O primeiro que me deste
O primeiro que te dei.

Eu amo a quem não me quer
E desprezo a quem me ama
Fujo de quem me procura
Quero bem a quem me engana.

O fiado já morreu
Foi com o dono enterrado
Quem quiser beber cachaça
Só pagando adiantado.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

A Iara de Ricardo Azevedo

Na 338° edição do Alacazum palavras para entreter, apresentação de Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 2 de fevereiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema : Lembranças da cidade de Valença Ba, fizemos um recorte no espaço urbano da Rua Dr. R. Leal onde antigamente existia um mercado de carne e peixe e tentamos mobilizar o público ouvinte-leitor para as recordações através da música: Fuscão Preto com Almir Rogério, Princesa com Amado Batista e Baião com Luiz Gonzaga, o imaginário das pessoas que viveram durante este período. Infelizmente não foi possível desenvolver o trabalho com exito por que o telefone estava com defeito impossibilitando o público de participar e demonstrar o seu conhecer. Por ser o dia 2 de fevereiro, fizemos a leitura da história: A Iara de Ricardo Azevedo, retirado do livro: Armazém do Folclore.

Segundo a lenda, a Iara abriu os braços para Jaguarari, sorriu e desapareceu no escuro profundo. Desde aquele dia, Jaguarari nunca mais foi o mesmo. Não queria mais saber de conversa. Não tinha fome. Passava as noites andando sem rumo. Não conseguia arrancar aquela moça encantada do pensamento. Um dia, desesperado, pegou a canoa e partiu para o meio do rio. Dizem que a Iara apareceu. Jaguarari mergulhou com ela e nunca mais voltou.
Na verdade, em todos os cantos do mundo, existem histórias de mães-d´-água.
Na Europa, elas são as famosas sereias, descritas como mulheres loiras e lindas, às vezes metade mulher, metade peixe, que vivem nos rios e nos mares penteando a cabeleira, admirando-se diante dos espelhos, cantando e fazendo os navegantes perderem o juízo.
Por vezes, as sereias conseguem seduzir os  homens contando histórias do fundo do mar. Outras vezes, conseguem fazer com que os viajantes, distraídos com seus encantos, larguem o controle dos barcos e acabem se espatifando nas pedras rochosas.
Histórias muito antigas, vindas da África, contam que no fundo do mar habita uma deusa, Iemanjá muito poderosa, capaz de influenciar as coisas e os rumos de nossa vida. Até hoje existe o costume de levar presentes, perfumes, colares, pentes, sabonetes, essas coisas de que as mulheres gostam, à rainha do mar. Muitos pescadores garantem que é essa deusa quem determina se sua rede vai voltar vazia ou cheia de peixes. Tal como a Iara e as sereias, a poderosa  Iemanjá, se quiser, também pode levar homens embora para sempre.
Na Grécia Antiga, contava-se a história do astuto Ulisses, o herói dos mil ardis. Durante sua viagem de volta à Itaca, onde morava, viu-se obrigado a cruzar a perigosa Terra das Sereias. Acontece que Ulisses era atrevido. Resolveu que ia conhecer o canto daquelas verdadeiras feiticeiras aquáticas e, para isso, seguiu os conselhos de sua amiga Circe: primeiro, tapou com cera os ouvidos de seus companheiros de viagem. Depois, pediu a eles que o amarrassem, bem amarrado, no mastro do navio. Assim, graças a esse estratagema, o guerreiro dos mil disfarces passou pertinho das sereias e, maravilhado, quase enlouquecido pôde admirar suas maravilhas e ouvir seu canto indescritível, sem correr o risco de ser levado, antes do tempo, para o abismo inevitável da morte.
Iaras, sereias, mães-dá-água.
Pensando bem, talvez representem algo presente na alma de todo ser humano: a vontade secreta d experimentar o novo, mesmo correndo riscos. O sonho de encontrar, no desconhecido, o paraíso e a felicidade perdida.
O mito de Ulisses em todo caso, nos ensina que existe um meio-termo: é possivel, sim, experimentar e sobreviver ao canto extraordinário da sereia. Basta ter coragem e, claro, saber usar a cabeça.

Ricardo Azevedo em Armazém do Foclore

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Expressão:Ficar tudo por isso mesmo

Na 236° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 10 de setembro de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a expressão: Ficar tudo por isso mesmo, retirado do livro: Armazém do Folclore de Ricardo Azevedo.

Ficar tudo por isso mesmo se diz quando uma coisa, em geral errada, ficou do jeito que estava, não foi corrigida, ninguém tomou uma providência ou quis consertar. As ruas da cidade estão cheias de buracos. Disseram que iam dar um jeito, mas até agora ficou tudo por isso mesmo. Outro exemplo: Gilberto brigou na festa, quebrou tudo e ninguém fez nada. No fim, teve um bate-boca mas acabou ficando tudo por isso mesmo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Armazém do Folclore de Ricardo Azevedo


Na 222° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 05 de junho de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 apreciamos algumas quadras e trava- línguas contidas no livro: Armazém do Folclore de Ricardo Azevedo. Este livro utilizado pelo ALACAZUM pertence ao KIT PONTO DE LEITURA conquistado no I CONCURSO PONTOS DE LEITURA 2008: HOMENAGEM A MACHADO DE ASSIS DO GOVERNO FEDERAL.