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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Infância de Carlos Drummond de Andrade

Na 402° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 10 de maio de 2015, das 8 às 9 h transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema versou sobre o Dia da Mãe, apreciamos a poesia:Infância na voz de Carlos Drummond de Andrade.

Infância

Meu pai montava a cavalo ia para o campo
Minha mãe ficava sentada cosendo
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... não acorde o menino
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro, que susto.

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que a minha história
era mais bonita que a de Robson Crusoé.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 1 de abril de 2014

" E eu não sabia que a minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé"


Celeste Martinez contando história para as crianças do Colégio Social de Valença-BA 
parceiro cultural do Alacazum palavras para entreter.


No dia 31 de março de 2014, o Alacazum palavras para entreter - programa radiofônico voltado para o incentivo a leitura, com mais de oito anos de atuação na cidade de Valença Ba e conquistado edital do Governo Federal - MinC como Ponto de Leitura no Brasil, conforme publicação em Diário Oficial da União Portaria 92 de 18 de dezembro de 2008, que vai ao ar aos domingos das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM - foi convidado pelo Colégio Social de Valença- BA instituição de ensino privado, para abrilhantar a abertura do Projeto: Leitura e Companhia. A professora Leo Porto, que fez o convite, pediu para contar uma história. Pensei: que história poderia prender a atenção das crianças sendo criativa e inovadora? A caminho fui pensando e na cabeça apareceu o livro: Robinson Crusoé de Daniel Defoe. Logo em seguida a poesia: Infância de Carlos Drummond de Andrade. Pronto, estava apreendido a ideia. Levei o livro de poesia do Drummond e muitas alegrias no coração. Ao apresentar-me , a professora Leo Porto perguntou quantas crianças ali conheciam o programa Alacazum palavras para entreter. E para surpresa, muitas levantaram os braços. Até, que Cláudio Paulo - filho do Defensor Público Carlos Vasconcelos Maia Filho e Tati, levantou-se dizendo que conhecia e foi ele que anunciou a minha chegada. Quanta emoção. E foi assim, entre a leitura de Infância de Drummond que introduzi a minha história, digo, a história fascinante do Alacazum palavras para entreter.

" E eu não sabia que a minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé " Carlos D. Andrade 

domingo, 7 de agosto de 2011

O Menino Azul da Cecília Meireles




Celeste Martinez, escritora e apresentadora do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 231° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 7 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema: INFÂNCIA apreciamos a leitura do livro: O menino azul da Cecília Meireles.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Infância, de Carlos Drummond de Andrade

Celeste Martinez- apresentadora do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER com o livro: Carlos Drummond de Andrade- Antologia Poética- este livro pertence ao KIT PONTOS DE LEITURA conquistado pelo ALACAZUM quando do I CONCURSO PONTOS DE LEITURA 2008: HOMENAGEM A MACHADO DE ASSIS do GOVERNO FEDERAL.


Na 219° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia15 de maio de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 cujo tema: Dia Internacional da Família, apreciamos a poesia: Infância de Carlos Drummond de Andrade.

Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé.
Comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da sensazala - e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu... Não acorde o menino
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.


Carlos Drummond de Andrade