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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Na 277° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 277° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos como leitura: A bela e a fera na versão de Luis da Câmara Cascudo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A preguiça, conto de Luis da Câmara Cascudo

Na 251° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de janeiro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM , apreciamso o conto: A preguiça de Luiz da Câmara Cascudo, retirado do livro: Contos tradicionais do Brasil.


Estando a filha com dor de parir, saiu a preguiça em busca da parteira.
Sete anos depois ainda se achava em viagem, quando deu uma topada. Gritou muito zangada:
- Está no que deu o diabo das pressas.
Afinal, quando chegou em casa com a parteira, encontrou os netos da filha brincando no terreiro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O sapo com medo d´água, contos tradicionais do Brasil de Câmara Cascudo

Na 234° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 28 de agosto de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o conto: O sapo com medo d´água de Luis da Câmara Cascudo na interpretação de Lucas Mendonça de Souza , Licencaindo em Computação pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Bahia.

O sapo é esperto. Uma feita o homem agarrou o sapo e levou-o para os filhos brincar. Os meninos judiaram dele muito tempo e, quando se fartaram, resolveram matar o sapo. Como haviam de fazer?
- Vamos jogar o sapo nos espinhos!
- Espinho não fura meu couro - dizia o sapo.
- Vamos queimar o sapo!
-Eu no fogo estou em casa!
-Vamos sacudir ele nas pedras!
-Pedra não mata sapo!
-Vamos furar de faca!
-Faca não atravessa!
-Vamos botar o sapo dentro da lagoa!
Aí o sapo ficou triste e começou a pedir, com voz de choro:
-Me bote no fogo! Me bote no fogo! N´água eu me afogo! N´água eu me afogo!
-Vamos para a lagoa! gritaram os meninos.
Foram, pegaram o sapo por uma perna e t´xim bum, rebolaram lá no meio. O sapo mergulhou, veio em cima d´água, gritando, satisfeito:
- Eu sou bicho d´água" Eu sou bicho d´água!
Por isso quando vemos alguém recusar o que mais gosta, dizemos:
- É sapo com medo d´água....

Contado por Ana da Câmara Cascudo em Natal, Rio Grande do Norte.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Caboclo e o Sol


Na 226° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 3 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o conto: O caboclo e o sol de Luis da Câmara Cascudo, retirado do livro: Contos tradicionais do brasil para jovens, livro que faz parte do KIT PONTOS DE LEITURA do ALACAZUM conquistado em edital de 2008 em I CONCURSO PONTOS DE LEITURA homenagem a MACHADO DE ASSIS do Governo Federal.

Um fazendeiro apostou com um caboclo tantos para quem em primeiro lugar visse, de manhã, o primeiro raio de sol nascente. Ambos foram de madrugada para o terreiro da fazenda. Estava escuro. O branco ficou de pé, olhando o nascente, à espera. O caboclo sentou-se numa pedra de costas para ele, olhando o poente. Intimamente, o fazendeiro ria da asneira do outro. De repente, o caboclo grita:
- Meu amo, o sol! O sol!
Espantado que o outro visse o sol nascer no poente, o fazendeiro volta-se e, com efeito, um brilho de luz clareava ao longe, vindo do nascente por sobre as nuvens amontoadas, os talhados de granito das serras. Era o primeiro raio do sol. O caboclo ganhou a aposta.

Registrado por Gustavo Barroso em Ao som da Vida, p. 415, Rio de Janeiro: 1921.