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domingo, 16 de fevereiro de 2014
Canção de junto do berço de Mário Quintana
Na 340º edição do Alacazum palavras para entreter
apresentação de Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 16 de fevereiro de 2014
das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,
apreciamos mais uma vez outro poema de Mário Quintana: Canção de junto do
berço, na belíssima interpretação da atriz Irene Ravache.
Canção de junto ao berço
Não te movas
Dorme.
Dorme o teu soninho tranqüilo.
Não te movas
Diz-lhe a noite
Que inda ta cantando um grilo
Abre os teus olhinhos de ouro
O dia lhe diz baixinho
É tempo de levantares que já canta um passarinho
Sozinho o que pode um grilo
Quando já tudo é revoada
E o dia rouba o menino
No manto da madrugada
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Cantiguinha de Verão, de Mário Quintana

Na 249° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de dezembro de 2011, das 8 ás 9 h da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Mário Quintana.
Cantiguinha de Verão
Anda a roda
Desanda a roda
E olha a lua a lua a lua!
Cada rua tem a sua roda
E cada roda tem a sua lua
No meio da rua
Desanda a roda: Oh,
Ficou a lua
Olhando em roda...
Triste de ser uma lua só!
Mário Quintana
Crédito da imagem: Google
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Presença de Mário Quintana

Na 230° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 31 de julho de 2011, transmissão Rio Una Fm 87,9 cujo tema: SAUDADE, apreciamos o poema: Presença do Mário Quintana.
PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
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