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segunda-feira, 4 de abril de 2011

OBA! LIVROS!





"Quando o carteiro chegou e meu nome gritou com a carta na mão..." Esse tema do samba-canção chamado: Mensagem, autoria de Aldo Cabral e Cícero Nunes, não se adequa a este momento vivido por mim mas compõem poeticamente falando a sensação de felicidade partilhada quando recebemos alguma correspondência. Hoje, dia 04 de abril de 2011, exatamente as 11:30 da manhã abri a porta para o carteiro munido de um pacote enorme que meu prescentimento dizia: 'Livros". Não deu outra. Quatro belos livros estão comigo aguardando meus olhos ávidos e minha alma faminta em degustá-los e partilhar com outros amigos amantes do livro. Sabe quem enviou estes adoráveis companheiros de caminhada? A escritora Tereza Yamashita com quem mantenho diálogo na rede do Facbook. Obrigada amiga pelo lindo presente que será socializado em minha pizzaria OS MARTINEZ e no meu programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

Quer saber mais sobre esta escritora? Acesse:http://yamashitatereza.wordpress.com/


terça-feira, 29 de março de 2011

Abraços Dobrados, Tereza Yamashita

Para a Hora do Planeta 2011 comemorado na Pizzaria OS MARTINEZ (Rua Quintino Bocaiúva, 57, Valença -Bahia. Tel: 75-3641-9416/8131-1416) o ALACAZUM (também participante) enviou mensagem a vários escritores solicitando poemas para serem recitados. Enviaram poemas: Galeno Amorim (atual presidente da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro); Nicolas Behr, Tereza Yamashita; Myriam Rozenberg e Angela Lago. Segue a mensagem enviada pela escritora Tereza Yamashita.


Oi, Celeste.
Gosto muito deste conto/poema.
Se apreciar, fique a vontade para recita-lo em seu sarau.
Parabéns e sucesso pra você.
Obrigada pelo convite e divulgação.
Ah, por favor, mande o seu endereço físico, mandarei uns livros.
Abraços Dobrados,
Tereza


21 horas e 30 minutos

Mãe, fala “boa noite, Grace”.

Boa noite, Grace.

Boa noite.

Sempre que sinto medo minha mãe me recita uma poesia.

Hoje estou com muito medo. Acabo de perder um amigo.

Estamos no hospital, estou com leucemia. Aqui todos têm câncer.

Minha mãe disse que viemos só para uma consulta de rotina, coisa boba, e acabei sendo internada. Meu nariz estava sangrando.

Tenho nove anos e um irmão de cinco. Ele é muito traquina. Hoje ele pegou o triciclo e percorreu toda a ala pediátrica. Atropelou enfermeiros, pacientes e arrancou olhares curiosos de todos.

Meninos sempre são mais levados que as meninas, eu acho.

A minha médica é superlegal e carinhosa. Ela tem uma pulseira linda, com um coração e muitos pingentes, ela diz que ganhou de um velho amigo. Acho que foi do seu ex-marido, ela estava triste.

Estou sentindo muitos calafrios e estou chamando o Hugo a toda hora. As crianças dizem assim, aqui, quando vomitam muito, é divertida a expressão. É a quimioterapia. Vou ficar careca. Eu sei onde comprar uma peruca.

A doutora diz que sou muito corajosa.

Minha mãe foi levar o meu irmão pra ficar alguns dias com a minha tia, em outra cidade, ele está muito gripado.

Ela sempre se despede de mim com um selinho. Te amo mãe!

Meu nariz está sangrando, chamei o Hugo outra vez, e outra, e outra.

Uma hora e meia de choques e mais choques. O meu coração parou, a médica inconformada foi obrigada a marcar o horário do meu óbito.

Mãe, você recita lindamente as poesias, mesmo de longe, escutei sua voz e o medo passou.

Mãe, fala “Boa noite, Grace”.

Boa noite, Grace.

Boa noite.

Obs: O poema já foi publicado em: Escritoras Suicidas e Um Olhar.

Curiosidade: A História de Sadako Sazaki

Quando a bomba de Hiroshima foi lançada, Sadako Sasaki estava prestes a completar dois anos. Apesar de se encontrar apenas a três kms do “ground zero” (ponto de impacto), escapou aparentemente ilesa. Na fuga com a mãe e o irmão, foi encharcada pela chuva radioativa que caiu ao longo do dia.

Até aos doze anos, Sadako parecia uma criança saudável. Estudava e brincava como outras crianças e uma das coisas de que mais gostava era de correr. Um dia, durante uma corrida na escola sentiu-se mal e caiu, ficando estendida no chão. Sadako estava com leucemia. Muitas outras crianças de Hiroshima começaram a apresentar os mesmos sintomas decorrentes da radiação provocada pela bomba. Quase todas morriam e Sadako ficou assustada, pois não queria morrer.

Ouvindo falar na lenda dos pássaros, segundo a qual aquele que dobrar mil aves de origami será curado das suas doenças, Sadako resolveu tentar. Enfraquecida, não teve força para dobrar os mil pássaros, e em 25 de outubro de 1955 faleceu rodeada pela família.

Seus amigos dobraram os tsurus restantes a tempo para seu enterro. Mas eles queriam mais, desejaram pedir por todas as crianças que estavam morrendo em conseqüência da explosão da Bomba Atômica. Então formaram um clube e começaram a pedir dinheiro para um monumento.

Estudantes de mais de três mil escolas no Japão e de nove outros países contribuíram, e em cinco de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianças foi inaugurado no parque da Paz de Hiroshima. Todos os anos no Dia da Paz (06/08) pessoas do mundo inteiro enviam tsurus de papel para o Parque. As crianças desejam espalhar ao mundo a mensagem esculpida à base do monumento de Sadako:

Este é nosso grito

Esta é nossa oração:

Paz no mundo

Dessa forma a sua mensagem de Paz está sendo transmitida ao mundo todo.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Recordando

Experimentem o que aconteceu após eu escrever um texto sobre o Dia Internacional da Mulher contextualizando alguns pensamentos de escritores, poetas e músicos... inclusive o da escritora Tereza Yamashita. Ela simplesmente divulgou o blog ALACAZUM no seguinte endereço eletrônico:
yamashitatereza.wordpress.com


http://yamashitatereza.wordpress.com

Da: Celeste Martinez (www.alacazum.blogspot.com)
Olá, Tereza Yamashita. Visite o meu blog. Escrevi um texto sobre o dia Internacional da Mulher e contextualizei com tua poesia.

Eu já não me lembrava mais. Celeste, obrigada pela recordação e parabéns pelo seu trabalho na rádio. A crônica foi publicada no site das Escritoras Suicidas.

[mulheres criam sapos e sonham com príncipes]
(pequena crônica tipo conto de fadas)


terça-feira, 8 de março de 2011

Hoje, DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

Não se mirem naquelas mulheres da Àfrica Sub- Saariana, por que apesar de resistirem as injustiças sociais elas continuam parindo homens e mulheres. Continuam amamentando crias que serão tão injustiçadas quanto elas e que quiçá sobreviverão naquelas terras. Não se mirem "naquelas mulheres de Atenas" como reza a canção do Chico por que a submissão entre os gêneros nunca manifestou qualquer laço de carinho entre os casais. Revelou sim, medo e afastamento, atraindo mentiras e dissimulações. Sim, existe um calendário mundial que nos lembra a cada ano este episódio trágico na carreira profissonal das mulheres de um determinado local mas também nesta data, o levante de encomendas do mercado, nos empurra para as compras de última hora. Ir ao shopping comprar fragâncias importadas, modelitos da última estação, sapatos, roupas íntimas... que serão presenteados as nossas mulheres (seja mãe, tia, irmã, prima, amiga, avó) em gratidão a vida que através dela respiramos. E somos seduzidos pelo consumo que se manifesta como redentor da auto estima e prolifera em nós, dentro de nossos intestinos, dentro de nossos cérebros, a fantasia de que somos poderosos e auto suficientes desde que compramos em demasia. E assim segue a humanidade a cada ano comemorando o Dia Internacional da Mulhere. Não que a data não seja importante de ser lembrada. Mais já repararam que a cada ano crescem os indices de violência contra a mulher? E as leis não estão sendo praticadas por que ainda impera nas mentes a velha concepção de submissão e do respeito que as mulheres devem ter aos seus maridos, seus namorados, seus... desde que seja do gênero masculino, é a figura do homem que prevalesce como mandatário e mantenedor do lar. A escritora Tereza Yamashita diz: " mulheres criam sapos e sonham com principes(...) Hoje, 08 de março de 2011, também data do carnaval brasileiro, a festa mais cobiçada em todo ano e que estimula muitas pessoas a trabalharem regularmente com a finalidade de criar sua fantasia para o grande espetáculo na avenida Sapucaí... traz-nos mais um paradoxo: reverenciar a mulher em detrimento da data que se comemora (O dia internacional da Mulher) e desmoralizar a mulher por outra data que tambem se comemora ( O carnaval). Consagrar o corpo da mulher em homenagem a função divina de parir homens e mulheres e profanar o mesmo corpo em função do estimulo consumista em que mais vale a imagem do que o conteúdo. E que a fantasia que desfila na passarela ante os olhos da platéia excitada não é a mulher imaculada, idolatrada, salve, salve". È uma lata de cerveja, uma fruta, uma palavra obsena, uma forma avolumada dos seios e nadegas...
Hoje também o noticiário, informa que a Suprema Corte da índia nega eutanásia a mulher em estado vegetativo desde 1973 enquanto outras mulheres ceivam a vida inconscientemente pelas pressões sociais e desequilibrios emocionais, esta mulher aparentemente morta é mantida sob aparelhos e custódia da Justiça. E outras mortas vivas mulheres seguem errantes pela estrada da vida, arrastando na barra da saia crias desnutridas, analfabetas e alienadas aguardando oportunidade para subir na escala das estatisticas, que poderiam um dia, divulgar as seguintes notícias:

"Mulher negra ganha tão bem quanto homem negro"; ou
"Desde o ano de 2012 já não se relata mais a violência física e psicologica contra a mulher por que agora todos os homens devido as experiências cientificas realizadas começaram a ingerir cápsulas que elevam a porção mulher que eles guardavam em si (segudo a canção: Super-homem do Gil).

Será que seria necessário a ingestão de cápsulas para se obter uma paz, uma igualdade, uma cumplicidade entre os seres humanos já que eles são detentores da razão, da eloquência, do discurso premeditado e o único que sabe exatamente por que trabalha?


Celeste Martinez- escritora
Apresentadora do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
que vai ao ar aos domingos das 8 às 9 da manhã pela Rio Una Fm 87,9
Acesse: www.riounafm.com

P.S. O texto da Tereza Yamashita "
mulheres criam sapos e sonham com príncipes (pequena crônica tipo conto de fadas) você encontra no site:http://www.escritorassuicidas.com.br/edicao8_4.htm#terezayamashita8