domingo, 21 de outubro de 2007

" SI SUPIERAS" SE SOUBESSES....











Celeste Martinez arriscando alguns passos de "LA CUMPARSITA" juntamente com Horacio Martinez. Ela bailou? OH! MAMÁ MIA!!!!!!

QUADRO: A 7ª ARTE



Violeta Martinez, comentando sobre o filme "A LIBERDADE É AZUL" direção do polonês Krzysztof Kielowski, na 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

QUADRO: A NOSSA SAÚDE (dos Ouvintes-Leitores e dos nossos Parceiros Culturais)




Celeste Martinez, idealizadora, produtora e apresentadora do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, brindando a sáude dos ouvintes-leitores e dos parceiros culturais. TIM TIM!!!!!!e ALACAZUM PRA VOCÊ!!!!!!!!!!!!!!!


ASSIM NASCEU "LA CUMPARSITA" o mais famoso tango com seus 91 anos de existência!!!!!!!

Em visita ao caderno cultural A TARDE de 13 de agosto de 1994, um excelente artigo escrito pelo jornalista e professor estudioso da música portenha e colecionador de tangos, Gilberto Santos, este nos diz: " Em 1916, o maestro Roberto Firpo, autor dos clássicos "El Amanecer" e "Fuegos Artificiales", apresentou-se com seu quarteto no café "La Giralda", de Montevidéu." Neste ambiente um jovem uruguaio, entrevista o maestro Firpo e ao despedir-se, entrega-lhe um manuscrito solicitando que ele desse "uma vista d´olhos". Acontece que Roberto Firpo, não se limitou a olhar, realizou alguns retoques e poucos dias depois, estreiou a peça no mesmo café com o título de "LA CUMPARSITA". Em pouco tempo a letra caiu no agrado do povo e Carlos Gardel, em 1924, sob o título "Si supieras" levou ao disco aquele clássico. Matos Rodriguez só depois de morto teve reconhecido sua obra e os direitos autorais recuperados pelos seus familiares. O paradoxo é que Roberto Firpo projetou mundialmente "LA CUMPARSITA", o mais famoso tango com seus 91 anos de existência.

Horacio Martinez, artista plástico com várias exposições internacionais e ganhador de muitos prêmios, inclusive do Mercosul, falando de tango, na 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER. Visita o fotolog do Horacio: www.fotolog.com/horacio_martinez

QUADRO: A HORA DA CRÔNICA


Violeta Martinez interpretando a crônica: " No aquário e na rua" do professor e jornalista bahiano Adroaldo Ribeiro Costa, na 55ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

"Stamos em pleno mar... Castro Alves

Celeste Martinez, idealizadora, produtora e apresentadora do programa radiofônico: ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, declamando fragmentos de " O Navio Negreiro" de Antonio de Castro Alves, na 54ª edição do dia 14 de outubro de 2007.
I
'Stamos em pleno mar...
Doudo no espaço Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar...
Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar...
Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . .
Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

QUADRO: A HORA DA CRÔNICA

Violeta Martinez
Celeste Martinez

O texto interpretado foi " Meu amigo Anacleto" do professor Adroaldo Ribeiro Costa, cronista e jornalista bahiano, na 54ª edição do dia 14 de outubro de 2007.

QUADRO: A HORA DA CRÔNICA

Celeste Martinez

Violeta Martinez



Meu amigo Anacleto



Há coisas que põem a gente fora dos eixos e desafiam paciência de santo. Uma delas é contar um caso a Anacleto. Vocês não conhecem Anacleto e eu não vou dizer muito sobre ele para não identificá-lo, pelo que naturalmente todos já descobriram que lhe dei um nome suposto. Direi apenas que Anacleto é um rapaz direito, amável, trabalhador, é um poço de virtudes. Mas, como ouvinte, é de morte! Outro dia conversávamos e veio a talho de foice contar-lhe um caso:

- Lembrei-me agora de um caso curioso ocorrido comigo há alguns anos. Eu saía do antigo cinema "Glória"...

- Quantos anos tem isso?

- Não me lembro bem... Mas já tem muitos anos...

- Diga um número aproximado...

- Sei lá... Uns quinze anos talvez...

- Então não pode ser. Nesse tempo o cinema já se chamava "Tamoio".

- Não. Quando aconteceu o caso de que me lembrei, o nome do cinema ainda era "Glória". Tenho certeza.

- Então você está fazendo errada a conta dos anos...

- Ora, isso não tem importância...

- Como não tem importância?

- Para o desenvolvimento do caso, não tem nenhuma. Qualquer que fosse o nome do cinema, o fato era que eu saía de lá...

- Mas eu ainda vou procurar saber em que ano exatamente foi que o " Glória" virou "Tamoio". E lhe direi...

- Pois, muito bem, faça sua pesquisa. Agora, quanto ao caso, você está ou não interessado em que eu o conte?

- Claro que estou. Conte.

- Como eu estava dizendo, eu saía do cinema quando encontrei o Tibúcio...

- Que Tibúcio?

- Tibúcio, filho do velho Teodorico...

- Sei. Mas não era filho: é sobrinho...

- Como, sobrinho, senhor? Pois se eu já o ouvi chamar várias vezes o Teodorico de pai!...

- Chama, porque foi criado por ele. Mas o pai é outro. Mora em Minas Gerais...

- Vá lá que seja...

- Pode assegurar que é.

- Está bem. Mas o fato é que encontrei o Tibúcio...

- Não interrompendo, o Teodorico era um sujeito sovina danado, não era?

- Nunca reparei nisso.

- Então você não conheceu o velho Teodorico...

- Ora se conheci! Pois se fui até vizinho dele!

- Onde?

- Na Rua das Flores.

- Não é "das Flores": é Rua Flores, em homenagem a Flores da Cunha...

- Não seja teimoso, homem! Pois se eu morei na rua e todo dia olhava a placa!

-

domingo, 7 de outubro de 2007

QUADRO: ECOTÓPICOS

Professor Tony é Biólogo e Mestre em Geoquímica e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Bahia, leciona em colégios particulares de Valença e cidades circunvizinhas, integra a equipe do curso pré vestibular Exemplo e faz o quadro: ECOTÓPICOS do ALACAZUM aos domingos. Professor Tony e Celeste Martinez

1º TEMA: LIXO E COLETA RECICLÁVEL.
No programa foi discutida uma alternativa sobre a coleta e destinação do lixo. Para minimizar problemas de acúmulo de lixo nas avenidas, perfuração e destruição dos sacos plásticos ou contêineres durante a segregação de materiais feita ocasionalmente por coletores de lixo reciclável e pelos animais de rua, como urubus, ratos e cachorros que abrem os mesmos, foi discutida a mobilização da população no sentido de promover, na residência, a separação do lixo em duas porções diferenciadas tipo, lixo seco (materiais recicláveis como vidros, plásticos, metais e papéis) e lixo úmido (cascas de frutas, restos de alimentos, folhas, fezes de animais domésticos, etc.).
A separação poderia ser útil sobre vários aspectos: o lixo úmido poderia ser enterrado no próprio quintal para decomposição e remineralização da matéria servindo de adubo para as plantas; a procura pelos catadores seria agilizada evitando a abertura dos sacos e a sujeira provocada pelos coletores descuidados; mesmo havendo a mistura na caçamba ou no caminhão de coleta, os catadores do lixão (badameiros), teriam uma chance de remover esses materiais mais facilmente, antes da compactação realizada no local.

2º TEMA: POLUIÇÃO SONORA.
Um dos grandes problemas ecológicos que atingem a sociedade humana nas grandes cidades é a poluição sonora. Foi aberta uma discussão, no programa, sobre os limites de suporte da audição humana regulamentada em 65 decibéis (dB) durante o dia e 60 dB durante a noite em áreas residenciais (Norma Regulamentar Brasileira nº 10151 e n° 001/90 CONAMA), e também sobre índices que resultam em lesão auditiva (85dB), traumas como surdez (100dB), lesão do nervo auditivo (120dB) e destruição do tímpano (140dB). A exposição prolongada, acima dos níveis de suporte, pode levar o indivíduo a ter dificuldade de se comunicar, ter insônia, aumento da pressão sanguínea, complicações estomacais, fadiga física e mental, e impotência.
Os problemas mais freqüentes com a poluição sonora na nossa cidade ficam a encargo dos bares, casas de shows, carros de som, igrejas e vizinhos desrespeitosos.

3º TEMA: POSICÃO DO HOMEM NA CADEIA ALIMENTAR.
A própria visão do homem ao classificar os seres vivos no âmbito ecológico leva-nos a imaginar que cada um ser vivo representa um elo numa cadeia alimentar. São três níveis tróficos de classificação dos organismos: produtores, consumidores e decompositores. Daí surge a pergunta: Qual é a real posição do homem nessa classificação?
A espécie humana já passou pela posição de consumidor herbívoro durante um provável estágio de sua evolução. A grande prova disso seria a presença de uma arcada dentária formada, em grande parte, por dentes abaulados com superfície extensa para a melhor maceração das ervas, e pelo apêndice, órgão desenvolvido em outros mamíferos herbívoros, mas vestigial no homem. Durante algum ponto da evolução, ocorrido antes de 250000 mil anos atrás, hábitos antropofágicos ou talvez escassez de alimentos, levaram o ser humano a trocar, parcialmente, as ervas por carne na sua dieta. A presença de dentes pontiagudos e cortantes na região frontal da arcada dentária e a produção de proteases estomacais, enzimas que digerem proteínas, são argumentos a favor dessa hipótese. A verdade é que essa mudança nos propiciou uma maior reserva de proteínas necessárias para o desenvolvimento do cérebro, órgão que nos torna racionais.
Em fim, somos herbívoros ou carnívoros? Bom, somos coluna do meio, onívoros; essa posição nos torna vulneráveis a problemas como: se comer só ervas, não temos intestino tão comprido, exigido para um melhor aproveitamento de nutrientes essenciais produzidos pelas plantas, nem enzimas ou microorganismos para digerir a celulose, fonte principal de energia na dieta de herbívoros; se comer só carne, nosso intestino é comprido demais e, carnes fibrosas como a carne vermelha, entram em putrefação no intestino e liberam resíduos tóxicos ao organismo gerando prisão de ventre, gases e outros efeitos indesejáveis dessa dieta.
A solução, no entanto, reside em comer carnes brancas como de peixe e frango, que são mais facilmente digeríveis, e aproveitar apenas alguns tipos de sementes, frutas e raízes de reserva, partes da planta onde os nutrientes necessários à sobrevivência do homem são encontrados.

4º TEMA: DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA.
O parasitismo é uma das relações ecológicas mais fascinantes e melhor estudadas. Seu fundamento básico está no fato de duas espécies viverem em estado desarmônico, mas manterem-se vivas. O parasita se beneficia de seu hospedeiro sem matá-lo, pois isso significaria, na maioria das vezes, sua morte também. Porém, um pequeno desequilíbrio na relação, pode se tornar fatal para um dos simbiontes.
A água, principal substância dos seres vivos, é um dos principais meios de veiculação de parasitoses para os seres humanos. Os principais parasitas transmitidos direta ou indiretamente pela água são: as bactérias como salmonela, leptospira e coliformes fecais; vírus como os causadores de hepatite e dengue; protozoários como giárdia e amebas; e vermes como esquistossomo e lombriga.
O quadro sintomático mais freqüente em casos de pessoas infectadas por essas doenças é de náuseas, mal-estar, vômitos, diarréia, crescimento anormal do abdome, flatulência, manchas e edemas na pele, alterações de pigmentação das mucosas, etc. Qualquer um desses sintomas pode ser motivo de encaminhar o indivíduo até um posto de saúde para exames clínicos apropriados.
A forma de prevenir essas enfermidades é fácil de ser administrada, até mesmo em crianças. Hábitos como beber água fervida e/ou filtrada, lavar cuidadosamente frutas e verduras, cozinhar bem os alimentos, comer carnes bem passadas, andar sempre com pés calçados, lavar as mãos sempre antes das refeições e após o uso do sanitário, manter unhas cortadas e limpas e manter instalações sanitárias em boas condições de higiene, resolvem, na maioria das vezes, complicações com parasitoses de veiculação hídrica.

5º TEMA: MANGUEZAIS.
Os manguezais são ecossistemas caracterizados pela vegetação típica, formada por troncos finos, raízes aparentes, folhas abundantes e coriáceas, e pelos sedimentos lodosos, finos e ricos em matéria orgânica. Seu posicionamento ao longo da costa brasileira pode ser explicado pelas regiões de anulação da energia do oceano por barreiras específicas, ao longo da costa, ou também pelas regiões estuarinas de encontro da foz de um rio com o oceano.
Embora o manguezal seja visto, pela grande maioria das pessoas, como uma zona feia e fétida, sua importância suplanta qualquer desejo de vê-lo soterrado e destruído. São zonas berçário para a maioria das espécies que vivem ali como caranguejos, siris, camarões, ostras, lambretas, sururus e chumbinhos, e outras espécies marinhas, principalmente as de peixes. Os nutrientes ali produzidos pela intensa decomposição da matéria orgânica são essenciais para o crescimento das algas, base de toda a cadeia alimentar marinha.
A cidade de Valença tem mais da metade de sua área construída em zonas de soterramento de manguezais. Bairros como Bolívia, Brasília, Loteamento Bahia, Graça, Jacaré, Tento, etc. foram construídos em áreas onde antes era manguezal. A própria orla do rio Una é o retrato dessa realidade.
As alternativas mais urgentes para minimizar esse impacto histórico sobre as valiosas regiões de manguezais da nossa cidade seriam o reassentamento das famílias que vivem nas regiões mais próximas aos manguezais e a recanalização do esgoto dessas áreas para as linhas do esgoto central da cidade, já que a liberação direta de rejeitos humanos nessas áreas perdura por mais tempo pela falta da energia da maré em retirá-los, ação que é minimizada pela atividade do rio. Por outra parte, a canalização e bombeamento do esgoto para uma estação de tratamento de efluentes, parecem sonho, mas pode vir a tornar-se realidade. Resolveriam em grande parte os problemas de impactos diretos e indiretos da liberação do esgoto no rio. Vamos mobilizar os nossos gestores!

POEMA QUE BRINDA O AMOR NO PROGRAMA ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Let Us Make It Run

O meu amor
Tem asas
O teu
É um anfíbio.
O meu amor
É um moinho de palavras
O teu São chicletes.
O meu amor
Perambula
O teu
É um ainda.
O meu amor
São guizos
O teu
São chamadas rápidas.
O teu amor
São ouvidos
O meu são histórias.
O teu amor
São silêncios
O meu amor
É um livro.
Judith Grossman

ORIGEM E SIGNIFICADO

ORIGEM E SIGNIFICADO DOS BRINDES COM COPOS
O costume de brindar começou com os gregos antigos já no século XII a.c. Era uma maneira de provar que a bebida não estava envenenada. O som dos copos completa o ciclo dos sentidos envolvidos no ato de beber: paladar, olfato, tato, visão e audição. Ao longo dos anos os copos foram substituidos pelo vidro veneziano. Para realçar o som do brinde foi adicionado ao copo óxido de chumbo. É por isso que a palavra "TIM TIM" em muitos brindes de países europeus servem para reproduzir o som dos copos tinindo.
ORIGEM DO APLAUSO
Tem origem desconhecida mas existe há, pelo menos 3 mil anos. Nessa época o gesto era essencialmente religioso, popularizado em rituais pagãos de diversos povos como um barulho destinado a chamar a atenção dos deuses. No teatro clássico grego, tornou-se então, a forma pela qual os artistas pediam a platéia que invocassem os espiritos protetores das artes. O costume chegou ao império romano onde passou a ser comum nos discursos políticos. Preocupado com a repercussão de suas aparições públicas, o imperador Nero carregava uma claque com mais de 5 mil soldados e cavaleiros. Dalí, o costume espalhou-se para o resto do mundo. Nos séculos XVIII e XIX, quase todos os teatros de Paris contratavam pessoas que tinham uma única função na platéia: APLAUDIR.
ORIGEM DA COMEMORAÇÃO (ANIVERSÁRIO)
Os vários costumes de celebração de aniversários natalícios das pessoas hoje em dia têm uma longa história. Suas origens acham-se no domínio da mágica e da religião. Os costumes de dar parabéns, dar presentes e de celebração - com o requinte de velas acesas - nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante de demônios e garantir segurança no ano vindouro. Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão. Os gregos criam que cada um tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Este espírito tinha uma relação mística com o deus em cujo aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também endossavam essa idéia. O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos. Bolos de mel redondos como a lua e iluminados com velas eram colocados nos altares do templo de Ártemis. As velas de aniversário, na crença popular são dotadas de magia especial para atender pedidos. Acreditava-se também que as saudações natalícias tinham poder para o bem ou para o mal, porque a pessoa neste dia supostamente estava perto do mundo espiritual.

UM GRITO RASGADO...

Celeste Martinez, apresentadora do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER recitando sua poesia

Um grito rasgado, agudo, reto e ascendente corta o céu.
Abre com seu canto, desperta a neutralidade.
Um grito rasgado, dolorido, agudo e ascendente corta o céu.
Anuncia que é chegada a hora para o puro silêncio.
Ele vai, transcende.
Um grito rasgado, dolorido, agudo, reto e ascendente.
No escuro.
GRPÁGRETFKIUYHKGH
VBDFRETADSQEWWJHKYU
Eu destilo loucuras dosadas,
tragam-me um verso,
tragam-me
tragam-me.
Eu destilo loucuras dosadas.
Um pouco.
Eu expulso loucuras dosadas.
O que vai além do frio?
A necessidade de aquecer-se.
Vejo o frio da insensibilidade
o frio da rotina
Hábitos
Hábitos
Hábitos
Vejo o frio da insensibilidade
e a diferença que faz com o cérebro e penso:
Vou processar estes destritos através das minhas lentes.
Petrifico minha alma
7532cr 33457800
QWERTUIOP-ASDFGHJKLÇZXCVBNM,.:??
Petrifico minha alma
e fico só.
Celeste Martinez
Poesia retirada do livro " Valenciando" Antologia de Escritores de Valença-Bahia

BANDA STACATUS


Juan, compositor e vocalista da Banda Stacatus juntamente com o "Maestro", ao vivo no ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, neste domingo 7 de outubro

QUADRO: A HORA DA CRÔNICA

Violeta Martinez














Daniel de Queiroz Crispim


Peça Infantil

Luiz Fernando Verísimo

domingo, 30 de setembro de 2007

52ª EDIÇÃO DO ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Neste último domingo do mês de setembro, lua cheia, estação primavera, contamos com a presença do vocalista da banda ET2, Etevaldo da Conceição, que num bate papo descontraido nos falou de sua predileção à literatura de ficção, do escritor norte-americano, Edgar Allan Poe.
Foi dramatizado a crônica: "Uma cena de novela" do Adroaldo Ribeiro Costa, teatrólogo, escritor, compositor, professor e jornalista. Nasceu em Salvador no dia 13 de abril de 1917. Viveu a infância, a adolescência, a juventude e parte da mocidade em Santo Amaro da Purificação, por isso era considerado por muitos, santamarense. Fez os cursos primário e ginasial em Santo Amaro. Diplomado em Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Bahia.Ainda menino, Adroaldo gostava de teatro, rádio e, sua primeira iniciativa, aconteceu em Santo Amaro da Purificação. Professor no Maristas e na escola Reminghton, lecionava História na Faculdade de Ciências Econômicas. Foi então convidado pelo general Renato Onofre Aleixo, então interventor da Bahia, para ocupar o setor de rádio-teatro da Rádio Sociedade da Bahia. Ele se propõe a realizar quatro programas: um para as crianças, outro para a juventude, o terceiro para os universitários e o último para professores. Foi ao ar aquele dedicado às crianças, com o estímulo do secretario de Educação, Aristides Novis. A Hora da Criança foi criada como um programa de rádio a 25 de julho de 1943 e era levado ao ar com a participação das próprias crianças e com o som do maestro Agenor Gomes. No campo do teatro apresentou peças que atraíam caravanas de vários pontos do país, como Infância, Enquanto nós Cantarmos, Monetinho (a última peça, representada em 1975, no TCA, tratava do abandono da criança no próprio lar), Timidi, Nossa Árvore Querida, entre outras. Durante 20 anos, editou o tablóide A Tarde Infantil - começou em 1955 -, apresentou duas séries de programas na TV Itapoan, organizou o I Salão Infantil Baiano de Artes Plásticas, gravou três elepês - os 20 Anos da Hora da Criança, Navio Negreiro e Hora de Cantar.Além de teatrólogo, escritor, professor, Adroaldo Ribeiro Costa era jornalista por vocação e durante longos anos ocupou o posto de editorialista do jornal A Tarde, sempre com equilíbrio, muita inteligência e bravura no emitir opinião e sustentá-las em quaisquer circunstâncias. Era o que se pode chamar um jornalista nato. Foi, durante 30 anos, o cronista que publicou diariamente sua Conversa de Esquina. Fez parte da diretoria da ABI no período de 1978/84 e diretor da Casa de Ruy Barbosa de 1976/78. Começou a assinar uma crônica diária, a princípio sob o título de Conversa de Esquina. Em 1968 ele reuniu 50 crônicas e lançou no livro Conversas de Esquina (pela Editora Itapuã), em seguida publicou Oração à Juventude e em 1982, Igarapé- História de uma Teimosia, narrando seu trabalho junto à criança.Durante 35 anos, o programa Hora da Criança foi escutado por milhares de pessoas da capital e do interior do estado. Paralelo ao sucesso radiofônico, o projeto educacional infantil se abalizava no teatro, dança, música e artes plásticas. O último programa de rádio foi transmitido aos baianos pela Rádio Cultura, em 1978. A notícia da morte do professor Adroaldo Ribeiro Costa provocou profunda consternação na cidade. Ele faleceu no dia 27 de fevereiro de 1984 e foi sepultado no Campo Santo. Adroaldo caracterizou sua atuação na imprensa, no teatro, na música, no esporte, na história, nas letras e na intransigente defesa do nosso patrimônio com irrepreensível honestidade, aliado a este predicado a bondade, o espírito público e o notável bom senso.
Apreciamos o belo poema de amor (nº 15) do poeta chileno Pablo Neruda

POEMA 15
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

Poesias do escritor gaúcho, Mario Quintana.

Poeminha do Contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

AH!!!! QUE AROMA DAS FLORES DO CAJUEIRO!








Seu nome científico é Anacardium occidentale mais poderíamos simplesmente apresentá-lo como cajueiro. Na língua tupi “acayu”. Em italiano é anarcardio, em holandês kaschu, em alemão kaschunuss. Na Argentina, o fruto popularizou-se como acayouba, sendo merey ou mereke em El-Salvador. Moçambique, mecaju ou mepoto, Venezuela, merey. O berço do caju é o Brasil, de onde foi disseminado para a Ásia e África.Em alguns países da América Latina é chamado maranon provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão no meio norte do Brasil. O tipo comum pode atingir entre 5 a 10 metros de altura. O maior cajueiro do mundo encontra-se em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, conforme comprovado pelo Guiness Book na década de 1980. Seu fruto muito apreciado nos refrescos e sua amendoa, depois de seca e torrada tanto serve para moer confeccionando uma deliciosa fécula tanto serve para deglutir sua amendoa. A casca da árvore é também utilizada como adstringente e tônico. Produz uma resina amarela, usada como goma-arábica. Sua madeira, durável e de coloração rosada é também apreciada. As flores.... AH! as flores além de propriedade tônica, já que contém anacardina, um anti-coagulante, são enebriantes, envolventes, sedutoras e inspiradoras. São ao meu parecer a parte essencial da árvore pois me traz belas recordações da infância. Você alguma vez já parou para apreciar o aroma das flores de um cajueiro? Se tiver oportunidade, faça! Por este mês de setembro, caminhando pelas ruas de nossa cidade podemos encontrar, muitos vendedores de frutas com seus carrinhos coloridos de cajus. Diferentes cores e formas. Mais com um inigulável aroma a campo, a vida, a estimulo, a sorrisos, a felicidade.

Celeste Martinez

domingo, 23 de setembro de 2007

PROGRAMA ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER DO DIA 23 SETEMBRO DE 2007. PRIMAVERA!!!!

Celeste Martinez declamando sua poesia

Todas as mulheres fogem.
Ameaçadas, entram na jaula,
apagam a luz da realidade e rezam,
cantam hinos de misericórdia,
rogam milagres,
abortam paixões sonolentas e sangram homens.
Todas pensam o "eu" livre mas todas têm úteros.
Todas têm mães e são madres.
Face da mesma face.
Todas as mulheres são pares.
Todas estão feridas e aguardam a chance do grito
do canto
do riso.
Mas todas voltam para o quarto e por três estações ficam preenchidas.
Todas são estátuas da liberdade e calabouços de amor.
Todas as mulheres vestem luto,
todas choram,
fingem o gozo,
matam o macho e fazem aborto.
Todas as mulheres mentem e falam verdades.
Todas são cruéis quando traídas
quando iludidas
quando menosprezadas.
Todas as mulheres matam:
um dia,
uma vida,
um amor,
uma chance,
um segundo de paixão.
E todas as mulheres envelhecem
perdem o sabor
ficam estéreis
ressecadas e frias.
Todas as mulheres morrem,
por um fio- filho.
Por uma ponte- homem.
E todas ressucitam quando querem.
Mas só algumas são virgens,
mártires.
Todas as mulheres são universos
em terra,
em água,
em si,
no talvez,
na certeza,
em sonho.
(Todas) pecam,
padecem.
(Sâo) subversivas submersas subalternas (Mulheres)
Mas só algumas são damas,
rainhas,
esfinges,
um jogo.
Mulheres são,
mulheres vão,
mulheres não - começo.
Só mulheres gozam.
Só fêmeas parem.
Só esposas são obedientes.
Só amantes são eternas.
Só Vênus AMOR
Só Helena GUERRA.
Só Circe VENENO.
Só Medusa TORMENTO.
Só mulheres parem HOMENS
e mulheres amam homens
e mulheres... e mulheres... e mulheres.

Celeste Martinez
Retirado do livro Valenciando Antologia de escritores de Valença

Nesta primavera 2007, foram declamados, 3 poemas da escritora argentina Myriam Rozenberg. Abaixo os poemas traduzidos por Celeste Martinez.


ESSA QUE DISTINGO NO REFLEXO
NÃO SOU EU.
CARETAS GESTOS GARRANCHOS.
DESDOBRAMENTO.


O DE FORA É MARCA INÚTIL.
O DE DENTRO:
TRILHA
EM ESPIRAL
AO INFINITO.


(pág 11 do livro)




A VIDA É CANÇÃO QUE NÃO TE ENSINAM.
SE APRENDE DE OUVIDO.
TE ASSOBIO?


(pág 47 do livro)




ME VI CHORANDO
DIANTE DE UM HOMEM QUE BAILAVA
NO CARNAVAL
UMA DANÇA DE ESPELHOS.



MINHAS LÁGRIMAS TECERAM
UMA GAROTA PERDIDA
NO ALFABETO DOS PASSOS.


(pág 44 do livro)

Blog da Myriam Rozenberg: http://www.elescaramujo.blogspot.com/

Celeste Martinez declamando a poesia da escritora argentina Myriam Rozenberg.


QUADRO: A HORA DA CRÔNICA COM GUGUI E VIOLETA MARTINEZ






Pedindo uma pizza em 2009
Luiz Fernando Veríssimo

- Telefonista: Pizza Hot, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar pizzas...
- Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
- Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é6102-1993-8456-54632107.
-Telefonista: Obrigada, Sr.Lacerda. Seu endereço é Av. Paes de Barros, 1988 ap. 52 B, e o número de seu telefone é 5494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Seguros é o 5745-2302 e o seu celular é 9266-2566.
- Cliente: Como você conseguiu essas informações todas?
- Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...
- Cliente: O quê?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
- Cliente: É, você tem razão! O que você sugere?
- Telefonista: Por que que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
- Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?
- Telefonista: O Sr. consultou o site "Recettes Gourmandes au Soja" da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
- Telefonista: É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
- Cliente: Quanto é?
-Telefonista: São R$49,99.
- Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo no banco.
- Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpas, mas reparei aqui que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar... não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
- Cliente: (Silêncio)
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não, é só isso... não, espere... não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!
- Telefonista: E machucar o joelho? O Sr. mora no andar térreo!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O VOÔ DO BESOURO


A trilha sonora de abertura do programa radiofônico ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER: "O voô do besouro", foi escrita por Nicolai Rimsky Korsakov juntamente com Vladimir Bielsky, para celebrar o centésimo aniversário de nascimento do escritor Alexander Pushkin. Naturalmente os dois escolheram um dos contos do próprio Pushkin, A história do Czar Saltan. Nela um menino transforma-se temporariamente num besouro, a fim de poder voar até seu pai, o czar, atrair-lhe a atenção e conseguir ao mesmo tempo, ferroar sua malvada madastra. Na orquestração original, a sibilante melodia cromática é executada por uma flauta.


Nicolai Rimsky Korsakov
(Tikhvine 1844 - Liubensk 1908)

O VOÔ DO BESOURO



O VOÔ DO BESOURO


A trilha sonora de abertura do programa radiofônico ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER: " O Voô do besouro", foi escrita por Nicolai Rimsky Korsakov juntamente com o autor russo Vladimir Bielsky, para celebrar o centésimo aniversário de nascimento do escritor Alexander Pushkin. Foi baseado no conto " A história do Czar Saltan". Pushkin quis cadenciar e rimar a história tal como a ouviu de sua babá Arina Rodionovna. E deve ter conseguido, uma vez que esses versos embalam todas as crianças russas, assim como embalaram o poeta em sua infância. A primeira publicação desses versos, foi no ano de 1831, cujo título, bastante extendo, conforme costume da época: "Conto do Czar Saltan de seu filho nobre e poderoso guerreiro, o príncipe Guidon Saltanovitch e da bela princesa cisne". Os versos são Nicolai Rimsky Korsakov


heptassílabos ( de 7 sílabas ) ou em redondinha maior (Tikhvine 1844 -Liubens 1908)


que como o nome indica, é "redondo", de fácil


assimilação popular. São em dísticos - isto é, as rimas são sempre duas a duas. Não por acaso, Pushkin assim o decidiu. É óbvio que isso facilita em muito, a memorização.




quinta-feira, 20 de setembro de 2007

QUADRO: HISTÓRIAS DAS RUAS DE VALENÇA

"A nomeclatura dos logradouros de uma cidade está tão incorporada no nosso cotidiano, que muitas vezes não nos apercebemos do que isso representa, quais as relações ou questões históricas embutidas nessa questão maior"
O quadro: Histórias das ruas de Valença, que integra o programa radiofônico: ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, nasceu da necessidade de resgatar a memória local e também fundamentado em um dos objetivos do projeto ALACAZUM.
Segue a sequência dos primeiros logradouros visitados e investigados.
1-AVENIDA DENDEZEIROS (nome tradicional) ou AVENIDA AURELINO RIBEIRO NOVAIS (nome oficial) localização, bairro da Graça. O nome avenida dendezeiros foi devido as inúmeras palmeiras existentes naquele local. Aurelino Ribeiro Novais foi o cidadão que implantou a Rádio Clube de Valença nesta cidade.
2-2ª TRAVESSA OLDACK NASCIMENTO OU ULISSES MELGAÇO PALMA (ambos nomes oficiais) localização bairro da Graça. "Oldack se destacou principalmente na luta pelos direitos trabalhistas dos operários de Valença, mesmo tendo pouca escolaridade, mas se tornou um grande orador e que dizia o que realmente na época se precisava ouvir. Se destacou ainda como presidente do Sindicato dos Operários em Valença. Ele sofreu uma série de críticas e várias foram as famas que lhe foram imputadas, como por exemplo, o de comunista, tendo até que fugir da cidade, pois foi ameaçado de prisão várias vezes, porém não deixou de lado a sua luta tenaz em favor do trabalhador. Foi também vereador por várias legislaturas na década de 60, sendo bastante atuante. Foi uma figura muito reconhecida por seu valor político e humano, tendo como recompensa, uma considerável margem de votos durante as eleições. E o que é mais importante, nunca se deixou corromper pelas vantagens oferecidas, inúmeras vezes, por seus patrões. Os principais grevistas de Valença foram: Clemeus Sampaio ( Delegado do Trabalho), Oldack Nascimento ( Presidente Sindical), Arquibaldo Teixeira, Izidoro Rocha, Waldemar Mazzei de Souza, Pedro Tertuliano dos Reis, Artur Miguel Ribeiro e Waldick Tourinho"
Fonte: Valença Memória de uma cidade do Araken Vaz Galvão
Ulisses Melgaço Palma foi pescador e morador da rua anteriormente chamada 2ª travessa Oldack Nascimento e pai da professora Celidalva Palma.
3- AVENIDA TANCREDO NEVES (nome oficial) supostamente em homenagem ao político. Mais informações, consulte o wikpédia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A SÉTIMA ARTE COM VIOLETA MARTINEZ


O termo sétima arte para designar o cinema foi criado por Ricciotto Canudo no Manifesto das Sete Artes em 1911. Essa referência é apenas indicativa, cada uma das artes é caracterizada pelos elementos básicos que formatam sua linguagem e classificadas da seguinte forma:

1- ARTE MÚSICA (som)
2 -ARTE PINTURA (cor)
3- ARTE ESCULTURA (volume)
4- ARTE ARQUITETURA (espaço e tempo)
5- ARTE LITERATURA (palavra)
6- ARTE COREOGRAFIA (movimento)
7- ARTE CINEMA (integra os elementos das artes anteriores)
8 - ARTE FOTOGRAFIA
9- ARTE SEQUENCIAL (quadrinhos)



Violeta Martinez, comentárista do quadro a Sétima Arte do Programa Radiofônico: ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, que vai ao ar todos os domingos das 11 às 12 pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM.


Até o momento foram comentados os seguintes filmes:
1- Volver de Pedro Almodovar
2- Diários de Motocicleta de Walter Sales
3- O carteiro e o poeta de Michael Radford
4- Tempos Modernos de Charles Chaplin
5- Brilho eterno de uma mente sem lembranças de Michel Gondry
6- 21 gramas de Alejandro González Iñarritu
7- Babel de Alejandro González Iñarritu
8- Frida de Julie Taymor
9-2001 uma odisséia no espaço de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke
10-Taxi Driver de Martin Scorsese



RÁDIO NOVELA

O dia 5 de junho de 1941 ficou na história do rádio brasileiro como a data mais importante do rádio-teatro. Exatamente às dez e meia da manhã, Aurélio Andrade anunciou ao microfone da Rádio Nacional do Rio de Janeiro: " Senhoras e Senhores, o famoso creme dental Colgate, apresenta.... o primeiro capítulo da empolgante novela de Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins... EM BUSCA DA FELICIDADE". Um vento de emoção varreu o país de norte a sul. Era a primeira autêntica história seriada radiofônica, que haveria de durar 2 anos e que marcaria uma época, assinalando novos rumos, abrindo novos horizontes, expandindo negócios e as oportunidades artísticas e que perduram até hoje nas novelas televisivas. Alguns artistas dessa rádio-novela fizeram carreira na TV e no cinema, como Rodolfo Mayer e Brandão Filho. Principais atores dessa rádio-novela: Rodolfo Mayer, Zezé Fonseca, Isis de Oliveira, Floriano Faissal, Yara Sales, Lourdes Mayer, Saint Clair Lopes, Brandão Filho, Victor Costa e Maria Helena, a locutora e narradora que relembrava os acontecimentos dos capítulos anteriores da novela e remarcava os argumentos que justificavam o prestígio dos produtos Colgate.
Fonte: Radioclaret.com.br
Primeira rádio-novela ALACAZUM
A primeira experiência radiofônica do programa ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, utilizando a rádio-novela, ocorreu no dia 16 de setembro de 2007 em sua 50ª edição. Participaram da apresentação os seguintes atores: GUGUI MARTINEZ, VIOLETA MARTINEZ, DANIEL DE QUEIROZ CRISPIM, o sonoplasta GATO e CELESTE MARTINEZ, idealizadora, produtora e apresentadora do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER. Foi transmitido através da Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM. Adaptação de um texto do Barão de Itararé, " O LOBISOMEM" que foi publicado no jornal " A MANHÃ" no primeiro semestre de 1955 onde parodia Nelson Rodrigues, " A VIDA COMO A VIDA É..."

domingo, 16 de setembro de 2007

NO AR: PROGRAMA ALACAZUM

Da esquerda para direita:
Danielle Dias ONG Transparência Valença, Celeste Martinez apresentadora do programa ALACAZUM e Prof. Toni que faz o quadro : Ecotópicos do ALACAZUM e parceiro cultural -Curso Pré-Vestibular Exemplo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

NO AR: PROGRAMA ALACAZUM

Horacio Martinez artista plástico, Deodoro Lemos sonoplasta ALACAZUM e Celeste Martinez apresentadora do programa ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER

NO AR: PROGRAMA ALACAZUM

Benita Guimarães, mãe da apresentadora e Celeste Martinez do ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER
Celeste Martinez apresentadora do programa ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER e Daniel de Queiroz Crispim.

Benita Guimarães, mãe da apresentadora (no plano anterior), Linda de Queiroz da Sport Ciclo (parceiro cultural) e Celeste Martinez apresentadora do programa ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER

NO AR: PROGRAMA ALACAZUM

Torta ALACAZUM com duplo sabor, salpicado com estrelas coloridas, mãças, cobertura de chocolate e 1 vela cor de rosa e muito... muito... mais muito amor. Foi acompanhado por suco sabor acerola, dica da enfermeira Fátima de Queiroz diretamente de Salvador- Bahia. A torta foi confecionada por Linda de Queiroz da Sport Ciclo (parceiro cultural)

Da esquerda para a direita:
Gilmar Menezes Crispim da Sport Ciclo (parceiro cultural) Professor Toni do Curso Pré-Vestibular Exemplo (parceiro cultural) e participante do quadro Ecotópicos ALACAZUM; Celeste Martinez apresentadora do programa ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER, Luciano e Danielle Dias do Restaurante Comida Caseira (parceiro cultural) na festa de primeiro ano do ALACAZUM.


Celeste Martinez apresentadora do programa ALACAZUM, PALAVRAS PARA ENTRETER e Ana Carolina Magalhães do informativo O FAROL na festa do primeiro ano do ALACAZUM.

Olor a rosas

Para Violeta Martinez
De repente, olor a rosas invadiu o ambiente. Despertei os olhos para que enxergassem, mais estes incomodaram os passos e me desloquei em vários sentidos. Primeiro o sentido de localizar a fragância, depois o sentido de deliciar-se com o cheiro. Inebriante perfume a rosas. E segui a percepção aguçada pelos olhos, compassada pelos passos. Mais eis que subitamente me deparo não com a aparência física das rosas e sim com a presença humana da Violeta. Uma menina flor... uma flor em meu jardim, que inesperadamente debutou no ofício de ser poeta e roteirista. A fragância a rosas vindo de uma Violeta, é simplesmente a apaixonante sensação de sentir-se vivo e livre. De repente, o ambiente de casa ficou embriagado de magia, contagiando a todos, inclusive despertando meu desejo adormecido em falar com as palavras novamente.
Celeste Martinez