domingo, 23 de março de 2008

O que escutamos no ALACAZUM 73º edição



























GÍRIAS "HIPPIES": EUTÔQUETÔQUENEMTÔDETANTOQUETÔ

As gírias "hippies" surgiram no Brasil principalmente os anos 70 e 80. Curta algumas delas.
BARRA- difícil
BICHO- amigo
BICHO GRILO- alguém mal vestido
BODE- confusão
PODES CRER- acredite
REPETECO- repetição
JOIA- tudo bem
DAR O CANO- quebrar compromisso
EUTÔQUETÔQUENEMTÔDETANTOQUETÔ- eu estou bem

ENQUETE

A enquete realizada pelo ALACAZUM entre os dias 16 a 23 de março de 2008 foi a seguinte:
O movimento "HIPPIE" surgiu nos E.U.A. indo de encontro a que acontecimento?
1- Guerra do Vietnã
2- Guerra Fria
3- Guerra das Malvinas
4- Embargo econômico a Cuba

A resposta foi a seguinte:
1- Guerra do Vietnã
100% dos internautas fizeram a opção correta. Parabéns e obrigada pela audiência!

QUADRO: A HORA DO BRINDE

TIM TIM! A NOSSA SAÚDE!!!!!!!!!!!!!!

Água Mineral Natural DIAS D'ÁVILA, nosso parceiro cultural. Presente na 73º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

DICA DE LIVRO

O livro "On the road" pé na estrada em português, de Jack Kerouac, da geração "Beat", conta a história de um jovem que vive com sua tia em Nova Jersey, Estados Unidos enquanto tenta escrever um livro entretanto conhece um andarilho com as mesmas afinidades e resolvem juntos, atravessar os Estados Unidos. Deparam-se com os mais variados tipos de pessoas numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto numa viagem de auto-conhecimento. O livro tem 384 páginas e foi traduzido para o português por Eduardo Bueno, pela Brasiliense em 1984.

QUADRO: A SÉTIMA ARTE

Na 73º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, Violeta falou sobre o filme "Platoon" de 1986 do diretor Oliver Stone, ex-combatente. Platoon foi a primeira parte de uma trilogia sobre a guerra do Vietnã. Logo em seguida: Nascido em 9 de julho (1989), com Tom Cruise e "Entre o céu e a terra" (1993), com Tommy Lee Jones.

QUADRO: ARTES VISUAIS




Na 73º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, Horacio Martínez falou sobre Andrew Warhol ou Andy Warhol, nascido em Pittsburgh em 6 de agosto de 1962. Filho de imigrantes do norte de Eslováquia. Começou nos anos 60 a pintar produtos americanos famosos como as latas de sopa Campbells e Coca-Cola ou icones de popularidades como Marilym Monroe, Elvis Presley, Jackeline Kennedy, etc. É de sua autoria a expressão: " Um dia todos terão 15 minutos de fama"

QUADRO: A HORA DA POESIA

Apreciamos o poema "Margens" de Raimundo Fontenele, nascido em Pedreiras- MA, no dia 28 de agosto de 1948. Hippie nos anos 60, militante de esquerda nos anos 70. Raimundo Fontenele é uma espécie de poeta goliardo ou vagante moderno, cuja poesia tem pontos de confluência com a poesia hippie, beat, pé-na-estrada, de Allen Ginsberg e Jack Kerouac. É um dos fundadores do movimento Antroponáutica.

Margens




O pequeno animal, não nascido
para coisas absurdas.
Fome de todas as cores: a originalidade.
O demônio pinta com palavras
as crateras da lua, as ruas
por onde se desce.
Vais passar uma noite de cão.
Vais sentar sobre o formigueiro.
Vais te enrolar em palavras e novelos.
O vento a velocidade a pêra
enchem-me de náusea
a boca do estômago
a pêra o vento a velocidade
à boca do estômago
náusea pêra vento
à toda velocidade: ah, as pêras
do Ferreira
Vida de artista e prostituta
Vida de artista ou marginal
Vida de artista é tudo igual
Então vida é só isso?
Uma pedra no meio do caminho?
O barco azul, os passarinhos do Quintana,
migalhas, migalhas, migalhas?
Deus no pasto?
O diabo no inferno?
O homem na enxada enterrando vítimas?
Vida é menos que isso: a barata na sala,
o temor do vizinho, um barulho estúpido,
o gole de vinho?
Nadas, coisinhas, titicas
vida vida vida
Quer saber mais sobre o Fontenele?

domingo, 16 de março de 2008

DÉCADA DE 40

O tema da 72º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER versou sobre a década de 40. O fato marcante deste período foi sem dúvida a 2ª Guerra Mundial.

Restos de destróier alemão da II Guerra Mundial são descobertos na Austrália

16/03/2008 - 02h49

da Efe, em Sydney

O primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, anunciou neste domingo (16) que foi encontrado um navio de guerra alemão da época da Segunda Guerra Mundial que afundou em 1941, informou a imprensa local.
O "DKM Kormoran" naufragou no dia 19 de novembro de 1941 após conseguir afundar a embarcação australiana "HMAS Sydney" após uma batalha a cerca de 150 quilômetros a oeste de Shark Bay, em frente à costa do estado da Austrália Ocidental.
Nenhum dos 645 homens a bordo do "HMAS Sydney" sobreviveu, mas 315 dos 397 tripulantes do "DKM Kormoran", que se camuflaram de embarcação comercial para penetrar em águas australianas, puderam remar nos navios salva-vidas até terra firme, onde foram detidos.
Mergulhadores especializados em operações a altas profundidades estão a duas semanas procurando o "HMAS Sydney", em um projeto financiado com US$ 3,9 milhões fornecidos pelo Governo de Rudd.
Rudd disse que a descoberta do destróier alemão é um "grande passo" para encontrar o "HMAS Sydney".

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u382368.shtml

PARTICIPAÇÃO DO OUVINTE-LEITOR DA ARGENTINA

Nesta 72º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER contamos com a participação dos ouvintes-leitores da cidade de Campana, província de Buenos Aires-Argentina. A advogada Carla Echarzaretta, Pablo Jara, Erik Martínez, Julia, Lucio, Sofia e Benicio. Obrigada pela participação e contribuição.

PRINCIPAIS AUTORES DO PÓS-MODERNISMO NA EUROPA








Simone de Beauvoir, Jean Paul Sartre e Albert Camus

PRINCIPAIS AUTORES DO PÓS-MODERNISMO NO BRASIL

Ariano Suassuna, Geir Campos, Lêdo Ivo, Nelson Rodrigues, Ferreira Gullar, Clarice Lispector, Guimarães Rosa , João Cabral de Melo Neto, Mauro Mota, Péricles Eugênio da Silva Ramos























A Passagem
Que deixem pasar- eis o que peço
diante da porta ou diante do caminho.
E que ninguém me siga na passagem.
Não tenho companheiros de viagem
nem quero que ninguém fique ao meu lado.
Para passar, exijo estar sozinho,
somente de mim mesmo acompanhado.
Mas caso me proíbam de passar
por ser eu diferente ou indesejado
mesmo assim passarei.
Inventarei a porta e o caminho.
E passarei sozinho.
Aviso aos Urubus ameaçados de morte
Aviso aos poetas
que cantam as estações:
nas favelas do Brasil
não há primavera.
Em São Gonçalo,
na grande Niterói,
não há cotovias
nem rouxinóis.
Só urubus
que disputam com os homens
o pão dos monturos.
Cuidado, urubus,
com as turbinas dos jactos
no céu azul.
Lêdo Ivo- jornalista e escritor. Participante do Pós-Modernismo no Brasil


MÚSICAS DESTACADAS NO BRASIL NA DÉCADA DE 40

Privilegiamos algumas músicas que foram sucesso na década de 40 no Brasil como:
1-Atire a primeira pedra. Letra de : Mario Lago e Música de Ataulfo Alves na interpretação de Orlando Silva. É um samba de 1944
2-Chuvas de Verão. Composição de Fernando Lobo e Alberto Ribeiro na interpretação de Silvio Caldas. É um samba-canção de 1949
3- Ave Maria do Morro. Música de Herivelto Martins na interpretação de Baby Consuelo. Samba de 1942.
4- Marina- Letra e Música de Dorival Caymmi na interpretação de Dorival Caymmi e Nana Caymmi

Visita o site:http://www.paixaoeromance.com/40decada/aber40/40musicas.htm

PARTICIPAÇÃO DO OUVINTE-LEITOR

Nesta 72ºedição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER contamos com a participação do estudante e também técnico em informática, Fábio Costa. Ele visitou o blog ALACAZUM e respondeu corretamente a enquete realizada entre os dias 9 e 16 de março de 2008. A pergunta foi a seguinte: Qual o episódio marcante da década de 40 que necessitou da improvisação de um hospital de sangue na cidade de Valença, Bahia, Brasil? Fábio investigou e enviou a resposta correta:
"Na 2º Guerra Mundial, submarinos alemães torpedearam ao largo da costa do arquipelágo de Tinharé os navios "Itajibá" e "Irará" cujos passageiros foram salvos pelo barco "Araripe" e os feridos levados para o hospital de sangue funcionando improvisadamente no prédio do sindicato dos trabalhadores nas industrias de fiação e tecelagem de Valença. A bela Recreativa. Por esse gesto Valença, recebeu o nome de a "Hospitaleira".

QUADRO: A SÉTIMA ARTE

Na 72º edição do ALACAZUM, Violeta Martínez falou sobre o filme Casablanca

QUADRO: ARTES VISUAIS

Na 72º edição do ALACAZUM, Horacio Martínez falou sobre a vida do artista Jackson Pollock.

QUADRO: ARTES VISUAIS

Na 72º edição do ALACAZUM, Horacio Martínez falou sobre o artista visual Jackson Pollock.

HOMENAGEM AO NOSSO REBELDE APAIXONADO: CASTRO ALVES




No dia 14 de março, dia Nacional da Poesia também se comemora o nascimento de um dos maiores nomes da literatura brasileira em todos os tempos: Antonio Frederico de Castro Alves, o poeta dos Escravos, do povo e da liberdade.

"Mocidade e Morte"

Eu sinto em mim o borbulhar do gênio.
Vejo além um futuro radiante:
Avante! - brada-me o talento n' alma
E o eco ao longe me repete- avante!

domingo, 9 de março de 2008

Registro fotográfico de Celeste Martínez
Registro fotográfico de Violeta Martínez
Na 71º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, contamos com a valorosa presença do advogado PEDRO GERALDO da OAB - Valença, Bahia.

QUEM FOI JUDITE?

Na 71º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER fizemos a leitura do texto sobre a personagem bíblica Judite, uma colaboração do Pe. Almir Urbano, vigário da Paroquia do Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Valença, Bahia, Brasil. O texto foi transcrito na integra.


JUDITE


Antes de mais nada, gostaria de deixar claro, que a personagem Judite é uma história fictícia que representa uma outra realidade além daquela que lemos no seu livro na Bíblia. Portanto, é uma obra de ficção.
Para entendermos a personificação dessa mulher conhecida por nome Judite é preciso conhecer algo do contexto histórico e geográfico presente nessa obra.
O livro começa dizendo que a história aconteceu no décimo segundo ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Assíria, em Ninive. Ele se tornou também rei da Babilônia lugar onde o povo de Deus foi levado como escravo- Exílio.
Na Babilônia começa a história dessa grande mulher.
O nome Judite, significa "mulher Judia", representa todo povo Judeu oprimido e escravizado, representa também o protagonismo das mulheres e todos aqueles que lutam resistindo contra todo tipo de dominação. Representa toda pessoa corajosa, resistente e lutadora.

Entendamos:
O livro Judite conta a história da pequena nação Judaíca que num tempo de sofrimento, perseguição política, cultural e religiosa enfrenta o poderoso exército enviado pelo rei Nabucodonosor com a missão de que todo o povo Judeu prestasse culto a ele. Os Judeus considerados desobedientes ao rei que desejava ser cultuado como um deus ficam sitiados em uma cidade por nome Betúlio -"Casa de Deus" sem receber mantimentos e com água cortada. Diante disso, o povo se rende ao rei.

Nessa situação aparece Judite. Uma jovem viúva, bela, esperta, piedosa e dedicada, que vencerá o desalento do povo e o exército do rei. Ela reprova os chefes do povo, por sua falta de confiança em Deus. Recolhe-se em sua casa, num clima de penitência e oração. Depois se arruma toda e sai da sua casa acompanhada de duas empregadas. Ela entra no acampamento inimigo e faz-se conduzir perante ao militar do rei que a convida para banquetear-se com ele. Ela faz valer o seu poder de sedução e o conquista. Judite aceita o convite, mas evita comer das comidas servidas pelo militar e só se alimenta com a comida levada pelas empregadas delas. Ao ficar sozinha com o militar embriagado, ela pega da espada dele e, depois de uma oração suplicando que Deus lhe dê forças, corta-lhe a cabeça. Tomados de pânico, o exército todo foge de medo e o povo exalta a Judite e se dirige a Jerusalém para uma solene ação de graças.

A partir da atitude de Judite os judeus tomam consciência que Deus será sempre aliado daqueles que lutam para conquistar a liberdade e a vida.

No momento em que ninguém oferece uma alternativa, que já não tem mais esperança e que acreditava que Deus havia abandonado a eles, a mulher por nome Judite oferece algo novo, colocando em risco sua própria vida. Ela simboliza a fé, que não dispensa os meus políticos na luta para eliminar os mecanismos centrais de repressão. Alguém capaz de levantar a moral e o animo do povo em momentos de riscos e angustias. Ela demonstra que o inimigo é vencido pela fidelidade, confiança e obediência a Deus. Armadas dessas virtudes, os frageis vencerão os fortes.

Assim como Judite, encontramos na Bíblia outras mulheres defensoras da vida, como as parteiras do Egito, Débora, Jael e Ester e etc.

Pe. Almir Urbano, vigário da Paroquia do Sagrado Coração de Jesus, Valença, Bahia. Religioso da Congregação dos Missionários Seletinos. 05 anos de sacerdote.

QUADRO: A SÉTIMA ARTE

Registro fotográfico de Celeste Martínez
Na 71º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, Violeta Martínez falou sobre o filme " Ontem, Hoje e Amanhã direção de Vittorio De Sica um dos mais importantes diretores e atores do cinema italiano. Como ator ele estreou em 1932 na fita " Dois Corações Felizes", já como diretor sua estréia foi em 1939 com o filme "Rosas Escarlates". Em 42 anos de carreira recebeu três prêmios Oscar de melhor filme estrangeiro: em 1946 por Sciuscia, em 1948 por Ladrões de Bicicletas e em 1971 por " O jardim dos Finzi Contini". Ele é considerado o precursor do neo-realismo italiano e seu último filme foi " A Viagem" com Richard Burton e Sophia Loren que estreou dias depois de sua morte em Paris. Os protagonistas do filme : " Ontem, Hoje e Amanhã" são Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Vale conferir!

QUADRO: A HORA DA POESIA

Maria Bonita
Myriam Fraga

Esta noite em Angico
a brisa é calma.
No silêncio farfalham
minhas anáguas
como farfalham asas
E no escuro minha carne
cheira a mato.
Vem meu amor e lavra
este roçado
como quem quebra
um cântaro,
como quem lava
a casa;
Águas frescas na tarde.
Tuas límpias carícias,
teus dedos como pássaros
e teu corpo que arde
como estrelas
no espaço.
Não quero tua candeia,
só meus sonhos acesos
e eu te direi de nácar
terciopelo.
coisas antigas, pelo de
leoa; voz de cego na feira,
Não quero teu braseiro,
tua intensa
cintilação que queima
meus vestidos
Só quero a tua volta,
tua presença
iluminando a noite
que me cerca
como uma luz acesa
no postigo.
Que sabes de minha vida
além da morte
inquieta que me ronda?
Que sabe desta chita
destes panos
que envolvem minha nudez
como uma chama?
São teus olhos
carvões que me devoram,
são teus beijos
fosforescências de mel,
travo forte das frutas.
Teus dedos como setas
apontam meu destino:
meu caminho,
na planta de teus pés;
meu horizonte,
no risco de tuas mãos
e meus cabelos
esparsos sobre a relva
em que me habitas.
Sou teu medo, teu
sangue,
sou teu sono,
tua alpercata
de couro,
teu olho cego, miragem
dos vidros
com que miras
a mira do mosquete.
Sou teu sabre,
fação com que degolas.
Sou o gosto de sal,
veneno que espalharam
no prato.
Sou a colher de prata
azinhavrada. Sou teu
laço
Teu lenço
no pescoço.
Sou teu chapéu de
couro
constelado
com estrelas de prata
sou a ponta
do teu punhal buscando
o peito dos macacos.
Sou teu braço,
a cartucheira cruzada
sobre o peito,
sou teu leito
de angico e alecrim
Sou a almofada
em que deitas a face,
O cheiro agreste
Dos homens que
mataste.
Sou a bainha
e a lâmina é meu
resgate.
Sou tua fera.
Sussuarana
No escuro- bote e salto.
Jaguatirica acesa nestes
altos
mundéus de teu alarme.
Sou o parto
da morte que te
espreita.
Sou teu guia
tua estrela, teu rastro, tua
corja.
Sou tua mâe que chora,
sou tua filha. Teu
cachorro fiel,
tua égua parida.
Sou a roseta na carne,
o lombo nas esporas.
Sou montaria e cavalo,
fúria e faca.
Ferro em brasa na espádua
sou teu gado,
tua mulher, tua terra,
tua alma,
tua roça. Coivara
que incendeias e apagas.
Tua casa.
Areia no sapato.
Sou a rede
aberta como um fruto,
sou soluço. Fome escura
de poço. Sou a caça
abatida. Lebre e gato,
coisas quentes ao tato.
Vem, meu dono, meu
sócio,
meu comparsa.
Desarma o teu cansaço,
desata a cartucheira,
a noite é farta
como besta no cio.
A noite é vasta.
Vem devagar
e habita meu silêncio
como se habita
um claustro.
Lâminas. Como espadas.
Pasto de aves meu corpo
que trabalhas
como quem corta e lavra.
Desata a cartucheira,
teu campo de batalha
sou eu.
Por um momento
esquece o que te mata
- fúria e falta -
e enquanto a noite é
calma
Vem e apaga
na pele do meu peito
esta fome sem data.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Amália Grimaldi fazendo leitura de um de seus poemas.



"Gosto de pintar com palavras... procuro ler fractais no orvalho, projeções de réstias de luz ...na minha rotina de escritora, procuro abrir janelas de ilusão em salas esvasiadas de formas prefiguradas, procurando enxergar paisagens de desejos e de possibilidades, em busca de verdades...
AMÁLIA GRIMALDI- escritora



PERFORMANCE POÉTICA


Celeste Martinez fez a performance poética de sua poesia "MULHERES" na 70º edição do ALACAZUM PALAVRA PARA ENTRETER.

HORA DA POESIA

Quero pintar uma rosa.
Rosa é a flor feminina que se dá toda e tanto que para ela só resta a alegria de se ter dado. Seu perfume é mistério doido. Quando profundamente aspirada toca no fundo íntimo do coração e deixa o interior do corpo inteiro perfumado. O modo de ela se abrir em mulher é belíssimo. As pétalas têm gosto bom na boca- é só experimentar. Mas rosa não é it. É ela. As encarnadas são de grande sensualidade. As brancas são a paz do Deus. É muito raro encontrar na casa de flores rosas brancas. As amarelas são de um alarme alegre. As cor-de-rosa são em geral mais carnudas e têm a cor por excelência. As alaranjada são produto de enxerto e são sexualmente atraentes. Já o cravo tem uma agressividade que vem de certa irritação. São ásperas e arrebitadas as pontas de suas pétalas. O perfume do cravo é de algum modo mortal. Os cravos vermelhos berram em violenta beleza. Os brancos lembram o pequeno caixão de criança defunta: o cheiro então se torna pungente e a gente desvia a cabeça para o lado com horror. Como transpantar o cravo para a tela? O girassol é o grande filho do sol. Tanto que sabe virar sua enorme corola para o lado de quem o criou. Não importa se é pai ou mãe. Não sei. Será o girassol flor feminina ou masculina? Acho que masculina.

Extraído do livro: Água Viva da Clarice Lispector

quarta-feira, 5 de março de 2008

A artista e sua obra de arte!





















Linda de Queiroz ( parceira cultural da Sport Ciclo ) foi autora da deliciosa torta que foi apreciada por todos os convidados presentes na 70º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.






SEMANA DA MULHER ALACAZUM

Celeste Martinez (apresentadora do ALACAZUM) Amália Grimaldi (artista visual e escritora), Linda de Queiroz (parceira cultural da Sport Ciclo) e Giovana Manfredi (Fisioterapeuta e parceira cultural da Clínica de Saúde e Estética Santé Belle)Presenças marcantes na 70º edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

DESDE ARGENTINA

"Que bueno que todo haya salido muy bien! Me alegro mucho. Recien me metí en el sitio de internet y dice en construcción, asi que espero que para el próximo domingo este todo listo así desde aqui podamos escucharte y sentirnos mas cerca, acompañándote en esta labor que tanto te gusta y que tanto amor le pones. Y para que además tus nietos puedan escuchar en vivo el programa de la abuela celeste. Te mandoun beso enorme. Mucha fuerza!Carla"
Carla Echazarreta é advogada da U.B.A. e apreciadora da arte.

ALACAZUM EM SUA 70º EDIÇÃO

Presença do professor Toni, ele que é Biólogo e Mestre em Geoquímica e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Bahia e também parceiro cultural do ALACAZUM (Curso pré-vestibular Exemplo Site: www.prevestibularexemplo.com.br )
Presença de Giovana Manfredi, Fisioterapeuta Especialista em dermato-funcional (Estética) da Clínica de Saúde e Estética SANTÉ BELLE. Rua Marechal Floriano nº 108 tel: (75) 3641-2498

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Em busca de verdades...

Salvador Dalí


Dobrei o alvo lençol


permeando dúvidas...


Tive a míope certeza


de que máculas


alí não haviam...


Abrí a gaveta.


Divergências do pensar


lá estavam...


Estendí meu corpo cansado


na cama macia,


mirei o branco teto,


vazio de significados...


Um peso consciente...


Acomodei minha cabeça


no travesseiro de plumas.


Busquei em vão


alcançar verdades perdidas...


Dormí.


Aí sonhei com um mundo tranparente


sem sombra de dúvidas...


onde perguntas,


necessária não eram...


Acordei,


botei os pés no chão...


seguí os caminhos


de pedras e cactos


em busca de verdades,


crescendo bolhas nos pés...


Por fim,


alcanço em regozijo


prais de águas calmas


de vontades do meu ser...


onde respostas encontro


à perguntas necessárias...



amália grimaldi

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Ventos de Ontem...

Praia de Guarapuá, Cairu, Bahia, Brasil


Ontem à noite,
o vento soprou forte.
De manhã,
à praia voltei.
Dunas se formaram
suavemente ondulando
a linha plana
do caminho...
Na areia,
apagaram-se
as marcas dos pés...

Nova paisagem...

Ontem à noite,
preocupada estava.
Nem pude dormir direito.
Mas hoje,
ao falar com você,
tudo mudou...

As marcas na areia...

Hoje,
voltarei à praia
de águas calmas
do meu pensamento
em idílico devaneio,
cavalgarei dunas oníricas,
sopradas pelos ventos
de ontem...


Amália Grimaldi

"Olhai as mangas dos quintais..."






















domingo, 10 de fevereiro de 2008

Parabéns VIOLETA!!!!!!!!!!!!!!

Violeta Martinez,que faz o quadro: A SÉTIMA ARTE, no programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, foi selecionada para ingressar na Universidade Federal de Cachoeira- Bahia (UFRB)no curso Cinema e Videodocumentário. O ALACAZUM aproveita hoje, 10 de fevereiro de 2008, para parabenizá-la pelo seu Aniversário ao mesmo tempo que deseja muito mais muitooooooooooooo sucesso nesta carreira. ALACAZUM PRA VOCÊ VIOLETA!!!!!!!!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

SUGESTÃO DE LEITURA


Dentre os vários livros por mim comprados em Buenos Aires, Argentina, vale conferir a leitura "A ÚLTIMA LÁGRIMA" do escritor Stefano Benni. http://www.lenguadetrapo.com/00006-OL-ficha.html

domingo, 3 de fevereiro de 2008

PINTURAS DE BENITO QUINQUELA MARTÍN

"Día Luminoso" de Benito Quinquela Martín
"Día de trabajo en la Boca" Benito Quinquela Martín

"Barcos a pleno sol" pintura de Benito Quinquela Martín

"Os marinheiros criaram os portos para amarrar seus barcos. Quinquela criou um porto para abrigar a magia da cor. Seu porto foi o da Boca do Riachuelo, um famoso lugar da capital da Argentina"
Este fragmento de texto foi retirado de uma mensagem enviada pelo locutor nacional Daniel Cheruna que faz o programa radiofônico "EL LECTOR" na rádio AM 1110, (http://radiodelaciudad.gov.ar/) em Buenos Aires Argentina após encontro que tivemos quando lhe falei da impressão deixada quando vi por primeira vez as obras do grande pintor Benito Quinquela Martín. Obrigada Daniel!