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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

XX Encontro Internacional de Capoeira Angola


Contra- Mestra Gege Poggi, Horacio Martinez - artista visual e Mestre Cobra Mansa


Na 415° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER apresentado pela escritora Celeste Martinez no dia 9 de agosto de 2015, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 o tema versou sobre a XX Encontro Internacional de Capoeira Angola, promovido pela FICA- Fundação Internacional de Capoeira Angola, representado pelo Mestre Cobra Mansa que coordena o Kilombo Tenondé em Bomfim, zona rural da cidade de Valença Bahia. Nesta edição tivemos a honra de entrevistar o Mestre Cobra Mansa e a Contra-Mestra Gege Poggi.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O bosque encantado de Lucinha Teles

Na 285° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 28 de outubro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo, Rio Una FM 87,9 apreciamos mais uma vez, a história criada pela Dona Lucinha Teles, ouvinte-leitora do ALACAZUM e que vive na cidade de Valença Bahia. Este texto foi criado por Dona Lucinha para a sua outra neta, chamada Beatriz.



O bosque encantado

Era uma vez uma menina que se chamava Linda Rosa. Ela era muito, muito, muito bonita. Parecia um botão de rosa, isto é, parecia com Beatriz.
Linda Rosa, morava em uma floresta com os seus pais. Nesta floresta tinha um bosque encantado com muitos animais. Todos os bichinhos que viviam na floresta eram amigos e quando eles queriam conversar iam todos para o bosque e lá eles brincavam até ficarem cansados. Então todos voltavam para as suas tocas para dormir.
Quando Linda Rosa começou a andar e a falar ficou amiga dos animais. Ela ia para o bosque tomar banho no riacho. Lá todos os peixinhos, pituzinhos, caranguejinhos e outros bichinhos vinham brincar e tomar conta dela. As borboletas pousavam nos cabelos e no vestido fazendo lindos arranjos.
Os pirilampos, as joaninhas, até as lagartinhas queriam enfeitar Linda Rosa. E ela ficava horas e horas brincando com seus amiguinhos.
Certo dia, quando ela estava indo para o bosque, viu no chão pegadas muito estranhas. Ela pensou, pensou e disse:
- Tem algo muito estranho aqui na floresta!
Chamou o seu amigo Corcinha, montou nele e foi correndo chamar o seu pai que era guarda-florestal.
O pai de Linda Rosa descobriu que eram pegadas de caçadores que usavam botas, ( porque na floresta todos andavam descalços). Então Linda Rosa não conhecia pegadas de botas. Ela começou a chorar e perguntou:
- Papai o que vamos fazer para defender meus amiguinhos?
O pai de Linda Rosa pensou, pensou... E mandou que ela chamasse todos os bichinhos para irem ao bosque encantado.
Chegando lá, ele disse:
- Vocês vão ficar escondidos nas suas tocas, só vão sair meia-noite. Cheguem bem perto da tenda dos caçadores e comecem todos a falar ao mesmo tempo e bem alto para assustá-los, Não vamos precisar usar de violência.
Quando chegou meia-noite, os macacos, micos, papagaios, onças, lobos, veados, coelhinhos, todos os bichos falavam ao mesmo tempo.
Os caçadores tremiam de medo e não esperaram nem o dia amanhecer para sair dali correndo e avisar aos outros caçadores que não fossem naquela floresta que era mal-assombrada. Mas ela era encantada! Encantada pela beleza, bondade e carinho. E mais ainda  pelo grande amor de Linda Rosa (Bia) pelos animaizinhos.

Esta história é criação da D. Lucinha Teles para a sua neta Beatriz. Criada nas noites de insônia e de muita saudade da neta querida.

domingo, 4 de março de 2012

Mulheres, de Celeste Martinez

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia, Mulheres de Celeste Martinez.


Todas as mulheres fogem
ameaçadas entram na jaula
apagam a luz da realidade e rezam
cantam hinos de misericórdia
rogam milagres
abortam paixões sonolentas
e sangram homens.
Todas pensam o "EU" livre
mais todas têm úteros
todas têm mães
e são madres
face da mesma face
Todas as mulheres são pares.
Todas estão feridas e aguardam a chance do grito
do canto
do riso.
Mas todas voltam para o quarto e por três estações ficam preenchidas.
Todas são estátuas da liberdade e calabouços de amor.
Todas as mulheres vestem luto,
todas choram,
fingem o gozo,
matam o macho e fazem aborto.
Todas as mulheres mentem e falam verdades.
Todas são cruéis quando traídas
quando iludidas
quando menosprezadas.
Todas as mulheres matam:
um dia,
uma vida,
um amor,
uma chance,
um segundo de paixão.
E todas as mulheres envelhecem
perdem o sabor
ficam estéreis
ressecadas e frias.
Todas as mulheres morrem,
por um fio- filho.
Por uma ponte- homem.
E todas ressuscitam quando querem.
Mas só algumas são virgens,
mártires.
Todas as mulheres são universos
em terra,
em água,
em si,
no talvez,
na certeza,
em sonho.
(Todas) pecam,
padecem.
(Sâo) subversivas submersas subalternas (Mulheres)
Mas só algumas são damas,
rainhas,
esfinges,
um jogo.
Mulheres são,
mulheres vão,
mulheres não - começo.
Só mulheres gozam.
Só fêmeas parem.
Só esposas são obedientes.
Só amantes são eternas.
Só Vênus AMOR
Só Helena GUERRA.
Só Circe VENENO.
Só Medusa TORMENTO.
Só mulheres parem HOMENS
e mulheres amam homens
e mulheres... e mulheres... e mulheres.

sábado, 3 de março de 2012

ESCUTE O PROGRAMA RADIOFÔNICO ALACAZUM !



DOMINGO, 4 DE MARÇO
DAS 8 ÀS 9 DA MANHÃ
ESCUTE:
ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
RÁDIO: RIO UNA FM 87,9

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Poema de Michel Andrade Pinto

Na 250° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 8 de janeiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia: Animais de Michel Andrade Pinto, contido no Livro: Construções Poéticas do Colégio Social de Valença.


Animais

Eu amo os animais
Acho-os muito legais
Eles fazem bem pra mim
E eu vou viver com eles
Até o fim.

Os insetos pousam nas flores,
Existem pássaros de várias cores
Os cachorros sabem latir
E os leões sabem rugir.

Eu tinha um Ramster
Que era meu amigão
E ele vai ficar sempre
No meu coração.

Gato, passarinho, papagaio, leão
Borboleta, cavalo, morcego e um cão
Todos eles são bonitos
E o que eu mais gosto
É o camaleão.

O que eu mais gosto dos camalões
É que eles mudam de cor
No local onde eles vivem
Não faz nenhum calor.


Outro animal que eu gosto
É o pinguim,
Ele não sabe voar
Mas usa as asas para nadar
E a vida dele é assim
Essa é a vida do pinguim.

Os animais gostam
De correr e pular,
Mas eu gosto é de brincar
Com meus amigos e com os animais
Porque todos eles
São muitos legais.

Existem animais
Em todas as partes do mundo,
Do Brasil e até do Japão
E olha que esse mundo
É bem grandão!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Flores de Manuel


Manuel

Na 238° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de setembro de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 usufruimos da beleza da poesia de Manuel que participou do TAL- talentos artisticos literários.

Flores

Flores...
São flores
São azuis
São lindas e graciosas

Flores...
São pretas e vermelhas
São cores
São cheias de amores
São cheias de felicidade!

Flores...
São pássaros de luz e cores
São luzes a colorir o mundo
São cheiros de magia que caminham no ar!

Flores...
São cheiros dos cheiros
Flores são flores!


terça-feira, 26 de julho de 2011

Os encantos da morte de Alfredo Neto


Na 229° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 24 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 divulgamos o lançamento do livro: Os encantos da morte de Alfredo Neto.

sábado, 16 de abril de 2011

Encontro com a LEITURA na Pizzaria OS MARTINEZ



O prazer pela leitura invade as instalações da Pizzaria OS MARTINEZ, rua Quintino Bocaiúva, 57, centro. Valença-Bahia. Tel: 75- 3641-9416/ 75- 8131-1416. O projeto ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em parceria com a Pizzaria OS MARTINEZ oferece leitura gratuita para os clientes. Para quem não sabe o ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER é PONTO DE LEITURA NO BRASIL. Faz parte do PNLL- plano nacional do livro e leitura.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

O mar, de Gabriella Tavares

Na 212° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de março de 2011, transmissão pela Rio Una FM 87,9 apreciamos o poema de Gabriella Tavares que vive na cidade de Valença-Bahia e que é ouvinte-leitora do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.

O mar

O mar traz em suas águas
A cor do céu
O brilho do olhar,
O esplendor do criador
e a leveza do ar.

O mar também mostra
O resultado da ação humana,
com a redução das usa belas águas,
A destruição da natureza
Pela inteligência desumana.

O mar está revoltado
Trazendo Tsunamis desastrosos
O resultado da humanidade
Está trazendo remorsos.

O homem está acabando
Com a natureza, o mar e o ar
E que será do futuro
se a água acabar?

Gabriella Tavares

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ouvinte-leitora ALACAZUM visita a Pizzaria Os Martinez

Nilda Santos Barbosa, Celeste Martinez e Alexandro


"Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves.. " assim diz a canção. Digo mais: amigo é um ser de exclusiva escolha nossa. É uma conquista que gradativamente faz parte de nossa vida. O trabalho que tenho realizado através do Rádio nestes quase 5 anos, me possibilitou conquistar amigos. Conquistar amigos através das ondas do rádio, onde o penhor é a voz . No caso do programa radiofônico ALACAZUM : PALAVRAS PARA ENTRETER.
E quando as palavras para entreter não entram mais na casa das pessoas por algum motivo?
O que fazer?
É o caso da Nilda Santos Barbosa, que vive na zona rural da cidade de Valença e que por motivos de abrangência das ondas eletromagnéticas já não usufrue mais dos textos, da música, da interação com outras pessoas de outras localidade...
O que fazer?
A Nilda fez que nem o provérbio: Se Maomé não vai a montanha... Ela planejou um tempo e foi até a Pizzaria Os Martinez me visitar e degustar a deliciosa pizza com a família.
O esposo, simples e tímido (principalmente) preferiu não participar da fotografia. Disse que não gosta. Sente vergonha. Respeitei a decisão dele e fiz questão de registrar este momento tão singular com a fantástica fotografia, acima representada (Nilda, Eu e Alexandro, seu filho). Muitas imagens tenho guardado ao longo deste caminho feito de PALAVRAS PARA ENTRETE e uma delas é a coleção de amizades, tal rosário de pequenas contas de sentimentos reservados que se refletem em alguns momentos quando um escuta o outro.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Por onde anda o Renato Batista dos Santos?

Renato Batista dos Santos
Na 75º edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, exibido em 06 de abril de 2008, entrevistamos o então estudante de Física pela Universidade Federal da Bahia-Brasil (UFBA) Renato Batista dos Santos. Depois de quase 3 anos retomamos o diálogo com Renato através do Facebook e descobrimos que ele se encontra na Suécia fazendo uns trabalhos de pesquisa. Quando retorne agendaremos uma entrevista com o dignissimo estudante.

Após contato via Facbook, o amigo Renato envia a seguinte mensagem:
Sobre mim,
Estudei até a minha sexta série na cidade de Taperoá (1998). Em 1999, me mudei para Valença, onde, no mesmo ano, cursei a sétima e oitava série (suplência) na Escola Gentil Paraíso Martins (Complexo), no turno noturno e durante a tarde estudei no colégio Augusta Messias (conhecido como colégio da Urbis), onde recebi a homenagem dos três melhores alunos da série. Neste mesmo ano, fiz o concurso do CEFET (hoje, Instituto Federal da Bahia - IFBA), para o ensino médio (o qual fui aprovado). Fiz o ensino médio no CEFET durante o período de 2000 a 2002, sendo que no final de 2001, prestei o concurso para técnico em informática, sendo aprovado em terceiro lugar. Assim, no ano de 2002, fiz terceiro ano do ensino médio durante o dia e à noite, fiz os dois semestres do curso de informática (o qual tinha duração de um ano e meio). No ano de 2003, por necessidade e insatisfação com curso, tranquei o técnico de informática. Comecei a dar aulas particulares no período matutino e no período vespertino, comecei a me preparar para o vestibular, estudando no pré-vestibular do antigo colégio Paulo Freire (o qual por falta de alunos, acabou fechando na metade do ano) e no período da noite dei aula de química, física e matemática no colégio Gentil Paraíso Martins. Neste mesmo ano ganhei uma bolsa de estudo na escola Fisk, a qual estudava todos os sábados pela manhã e, durante as horas livres. No final de 2002, me inscrevi para o vestibular na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e para o vestibular da Universidade Federal da Bahia (UFBA) para o curso de física. Por curiosidade, me inscrevi, no último dia da segunda prorrogação da data de inscrição do vestibular da UFBA, por incentivo de um grande amigo (“Tiagão”, hoje formado em língua estrangeira na UFBA). Passei nas duas universidades, sendo aprovado em sexto lugar na UEFS. No segundo semestre de 2004 iniciei a graduação na UFBA (a qual, depois de dois meses, enfrentei uma greve de 4 meses), terminando no ano de 2008 o bacharelado e no mesmo ano iniciando o mestrado na mesma instituição. No ano de 2006, fui convidado a fazer parte do Grupo de Física de Superfícies e Materiais (GSUMA) do instituto de física da UFBA, o qual sou membro até hoje. Durante o período de graduação, participei de diversos congressos e escolas de verão. Sendo que em uma dessas escolas, recebi o prêmio de um dos melhores trabalhos do evento (Na escola de Verão do Instituto Tecnológico da Aeronáutica-ITA, onde são selecionados trabalhos de todo o Brasil). A notícia dessa premiação foi tema do caderno dez do jornal Atarde da semana do dia 03 de Março de 2008. No ano de 2010, concluir o mestrado e a licenciatura em física. Faltando menos de 8 meses para concluir o mestrado, fui convidado para uma visita de dois meses na universidade de Linköping (Suécia), onde pude desenvolver um bom trabalho, e assim retornando para mais três meses após a conclusão do mestrado.

sábado, 3 de julho de 2010

BILHETE A FELICIDADE DE JOSÉ LEONE

Na 180° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 27 de junho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos mais uma vez para apreciação do ouvinte-leitor ALACAZUM o poema: Bilhete a Felicidade do professor José Leone, da cidade de Aratuipe, Bahia. Este poema foi revelado pelo Sr. José Lopez, amigo e parceiro cultural do ALACAZUM que ofereceu uma caixa de chocolate para quem acertasse o nome do autor do poema. Este poema foi declamado pelo autor na década de 1950 quando da inauguração do primeiro colégio estadual da cidade de Valença. O premiado foi João Matheus que vive no bairro da Graça.

Bilhete a Felicidade


Felicidade! Você mente tanto!
Você só serve para nos enganar
Você promete tanta coisa boa!
Afirma tanto para depois negar!


Felicidade se você soubesse
O quanto dói uma desilusão
Você seria muito mais humana
Teria pena do meu coração.


Pensei um dia que você tivesse
Alguma coisa para me ofertar
Agora vejo que você promete
Só pelo gosto de nos enganar!


Felicidade você se recorda
Daquele sonho que nos deu cantando
Daquele sonho que morreu tão cedo
Pois você mesma terminou matando!


Felicidade vou dizer-lhe agora!
Não quero vê-la mais em meu caminho
Você agora pode ir-se embora!
Prefiro mesmo caminhar sozinho!


Professor José Leone- Aratuípe- Ba

terça-feira, 26 de maio de 2009

Calafeto

Poema da escritora Amália Grimaldi, lido na 129° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 24 de maio de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM.
Fumaça negra... betume...
Calafeto...
Lama negra...
Margem do Uma.
Paisagem concreta...
-Amanhã o homem paga...
Conjectura...
-Falta madeira
Lamenta...
-É o tal do “ibama”...
Negócio desfeito...
-O que digo para o homem?
-Betume está caro...
-Tenho vergonha na cara...
Fiado crescendo...
Sem afeto vou vivendo,
Pois nos dias de hoje
Barco já não faço mais...
-Pois, do Uma a Igrapiúna,
madeira já não tem mais...
-Vivo de calafeto...
-Pois barco- já não faço mais...

Valença, dezembro de 1991 – Amália Grimaldi

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Você já participou de uma relação COMENSAL?

Tubarão e Rêmora -relação ecológica (comensalismo)

Apesar do alto grau de organização expressa nas sociedades de insetos, a exemplo das abelhas, cupins e formigas, não podemos comparar com os mesmos mecanismos que regem as sociedades humanas.
Uma colméia de abelhas, chega a reunir mais de cinqüenta mil indivíduos, que não sobreviveriam senão em grupo, enquanto que nas sociedades humanas, os relacionamentos mínimos entre três membros ou entre dois, não conseguem ser gerenciados nos menores obstáculos, a ponto de em muitos casos usarem métodos violentos para extinguir uns aos outros.
Embora tanto em uma sociedade quanto em outra, possamos presenciar sinais parecidos: como a luta e competição; divisão de atividades e funções. Por mais que as lutas físicas por alimento, água, luz, território sejam expressos de forma diferentes. Principalmente as demarcações de territórios, principio de todas as guerras existentes no mundo.
É evidente que as rivalidades entre as espécies não são recentes, é de sempre a agitação, o reboliço, a comichão ocasionada pela vida em favor da vida. Desde o micro dos elementos ao macro, nos deparamos com conflitos em prol da preservação da espécie. Segundo Darwin que vença o mais forte.
Hoje, me proponho a refletir sobre as interações entre os seres de uma determinada comunidade e me basearei nas relações ecológicas. Foi aí, neste ponto de apreensão do raciocínio que a mente vislumbrou uma imagem fantástica: um hipopótamo com a boca escancarada tendo Tchiluandas pousadas em seu interior, realizando faxinas entre seus dentes.
Quantos casos não podem ser apontados nas sociedades humanas?
E aí me lembrei do caso de “fulano” que se dispunha a realizar favores a "sicrano" e não a "beltrano". A síntese de minha analise foi de que entre "fulano" e "sicrano" havia uma afinidade ou conveniência que justificava a atitude deste em relação ao outro.
Seria uma relação harmônica?
No reino animal sem dúvida, mais se transportamos para as relações humanas seria uma troca de interesses. Levando-se em conta o modelo operacional que vigora no mercado onde o capital humano é valorizado pelo peso, cor e principalmente pela embalagem. Muito raramente pelo líquido que contém.
Uma outra forma de relação ecológica é da rêmora (ou peixe-piolho) e o tubarão. Quando o pequeno peixe se agarra nas ventosas do tubarão viabilizando o transporte e possível obtenção de alimentos, a rêmora se beneficia com a associação, enquanto que o tubarão aparentemente não obtém nenhum beneficio, embora não sofra prejuízo. Novamente nos deparamos nas sociedades humanas casos parecidos. É neste “convidar à mesa”, significado do termo comensalismo que se desenrola as teias das relações humanas.

Você já participou de uma relação comensal*?
Quem fazia o papel da rêmora?
Quem fazia o papel do tubarão?
Penso que nas relações ecológicas entre as espécies, estes tipos de associações seriam denominadas harmônicas, por que, diferente dos seres humanos, estes não depõem intenções em suas atividades trabalhistas. Alias não existe nem a idéia do que seja trabalho. Só os seres humanos podem racionalizar as ações das suas atividades físicas e psíquicas.
Os Tchiluandas ao extrairem dos dentes dos hipopótamos as migalhas de alimentos para sua sobrevivência não estão recebendo remuneração por isso, simplesmente exercem a ação que lhes possibilita alimentar-se. O mesmo ocorre com a rêmora. Ela não paga taxa de locomoção ou ticket restaurante. As plantas epífitas, a exemplo das orquídeas, bromélias e samambaias que vivem sobre os troncos de árvores não pagam mensalidades pelo condomínio. É assim em todas as relações ecológicas. Porém quando direcionamos a reflexão para as relações humanas surgem às intenções e sem sombra de dúvida podemos identificar o comensalismo desarmônico, perverso, carregado de intenções e interesses.

Você já participou de uma relação comensal*?
Quem fazia o papel da rêmora?
Quem fazia o papel do tubarão?
Celeste Martinez - Escritora
*Comensalismo - É um tipo de relação ecológica entre duas espécies que vivem juntas. O termo comensal significa algo como "convidado à mesa".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MANIFESTO DA ARTE POSER

O Manifesto Poser foi escrito por Horacio Martinez e Gugui Martinez na cidade de Valença Bahia no dia 08 de Agosto de 2008.


MANIFESTO POSER


Baseado nos princípios de liberdade de expressão e completo descomprometimento com regras medíocres que permeiam os recintos decadentes de qualquer escola artística a partir desta data instala-se a ARTE POSER.
Para a ARTE POSER o que vale é a energia psíquica, o potencial artístico que libera o performático.
A ARTE POSER se apropria do instante para revelar-se. A obra esta no ser humano mais do que em qualquer material modelável ou qualquer objeto externo à condição humana.
Ao contrário do termo “Posar” que significa prostrar-se momentaneamente diante de uma câmara ou diante de alguém como modelo, na ARTE POSER, essa atitude é paradoxal por que ao mesmo tempo em que se demonstra como modelo em fase de transformação para a obra de arte, é a obra de arte em fase de transformação para um novo modelo. POSER é por isso a atitude performática de alguém diante de um público. A ARTE POSER se baseia nestas atitudes performáticas, criadas por um ou mais artistas para revelar exacerbadamente a energia psíquica que resulta no potencial artístico que libera o performático. Quem se propõe a isso, não é um modelo passivo, inerte. Não é uma peça modelável, um corpo sonolento, uma massa espojada aleatoriamente. Não é um quadro, uma escultura, um desenho, uma instalação. É um quadro, uma escultura, um desenho, uma instalação em uma ação performática. E por assim se revelar passa a chamar-se ARTISTA POSER todo aquele que se apropriando de uma idéia, de um tema, transforma o reservatório da energia psíquica, em uma ação capaz de provocar um constrangimento coletivo. Entenda-se por constrangimento coletivo a ação de provocar no público o sentimento de repulsão até a causa da polêmica. A ARTE POSER não pode ser separada do artista. O artista é a arte, a obra de arte, o veículo, a matéria prima, o expoente, o exposto, o exótico, o ótico, o obvio. O ARTISTA POSER, encerra uma originalidade quase ingênua embora debochante, uma fragilidade adocicada embora agressivamente agridoce.

1- A arte poser pode ser desenvolvida em qualquer espaço.
2- O artista Poser não se importa com elogios ou criticas. Ele é o centro das atenções. Ele é a própria obra.
3- Cada um pode usar a sua obra de arte interior.
4- Para o artista Poser todas as pessoas são obras de arte mais nem todas sabem utilizar seu potencial Poser.
5- O artista Poser pode ser natural ou artificial, o importante é o impacto de sua atitude.
6- O artista Poser independe de convites para participar de qualquer evento de arte.
7- O artista Poser nunca se irrita ante a ira do semelhante (que ainda não assumiu a arte Poser)
8- O artista Poser nunca paga para expor em nenhuma galeria, salão ou bienais de arte.
9- Na arte poser o que vale é o ser humano.
10- A ARTE POSER está em constante evolução apoiada por depoimentos e atitudes dos que ainda não assumiram a ARTE POSER mais que contribuem sensivelmente para sua manifestação enquanto ARTE. (redigido às 20:00 horas do dia 10 de agosto de 2008)


Valença, 08 de agosto de 2008

domingo, 11 de maio de 2008

Alacazum para você!!

Ana Josefina Tellechea, Ícaro Santos Silva, Celeste Martinez e Bruno Santos Silva
O ouvinte-leitor do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, em sua 80° edição, foi privilegiado com belo repertório musical selecionado pelos jovens estudantes Ana Josefina Tellechea e Ícaro Santos Silva, que alegraram a manhã de domingo com a magia da boa música.

Ícaro Santos Silva, estudante do curso de Sistemas de Informação pela Faculdade Zacarias de Góes - FAZAG, Celeste Martinez e Bruno Santos Silva (irmão do Ícaro)

Ana Josefina Tellechea estudante de Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB- Campus XV e Celeste Martinez do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
Ana Josefina Tellechea (voz), Ícaro Santos Silva (violão)e Bruno Santos Silva(triângulo)
Ana Josefina Tellechea se expressando musicalmente, na 80° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

quinta-feira, 6 de março de 2008

Amália Grimaldi fazendo leitura de um de seus poemas.



"Gosto de pintar com palavras... procuro ler fractais no orvalho, projeções de réstias de luz ...na minha rotina de escritora, procuro abrir janelas de ilusão em salas esvasiadas de formas prefiguradas, procurando enxergar paisagens de desejos e de possibilidades, em busca de verdades...
AMÁLIA GRIMALDI- escritora