terça-feira, 15 de setembro de 2009

Manguezal

Na 145° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 13 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM realizamos a leitura do poema: Manguezal autoria de Amália Grimaldi.



Abstração e cores...
Luz, reflexos e sombras
Formas retorcidas
que a natureza incorpora
Visão e realidade...
Ambiente marinho
Berço morno envolvente
Acalanto de espécies...
que ao mar voltarão...
Rio Taquarí - a foz
Pelas dunas e areais,
mutante caminho faz...
Ao encontro do oceano vai
Manguezal
Mistura de águas
Mistura de cores
Visão e realidade.
Retirado do livro: Quando de Amália Grimaldi publicado no ano de 2007

Manguezal

Na 145° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 13 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 HKZ AM informamos sobre a importância dos manguezais.



O Manguezal, também chamado de mangal ou mangue, é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicais.


Os manguezais desempenham importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.


Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades que vivem em seu entorno.



Estima-se que, em todo o planeta, existam cerca de 172.000 km² de manguezais. Desse total, cerca de 15%, ou seja, cerca de 26.000 km², distribuem-se pelo litoral do Brasil, desde o estado do Amapá até Laguna, em Santa Catarina.


Em Pernambuco existem cerca de 270 quilômetros quadrados de manguezais; na Paraíba, cerca de 160 quilômetros quadrados; o Maranhão detém 85% dos manguezais da região norte-nordeste, o que equivale a 500 mil hectares. A ilha de Fernando de Noronha é a possuidora da menor extensão de manguezal no país.


Os mangais ocorrem ao longo de toda a costa de Moçambique, com exceção das zonas de dunas costeiras, mas são mais abundantes na região norte, tropical, cobrindo uma área estimada em cerca de 400 mil hectares.




Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hora do Conto


Na 145° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 13 de setembro de 2009, transmissão da Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM realizamos a leitura do conto: A raposa e o gato dos Irmãos Grimm.

Um dia, o gato encontrou a raposa no bosque e disse para si mesmo: vou cumprimentá-la.Ela é tão inteligente, tão experiente, tão respeitada por todo mundo...
E fez uma saudação amigável:
- Bom dia, querida Dona Raposa! Como tem passado? Como tem levado a vida, agora que as coisas andam tão caras?
A raposa ficou inchada de orgulho. Olhou o gato de alto a baixo e levou algum tempo para resolver se respondia ou não. Finalmente disse:
-Dobre a língua, seu patife lambedor de bigodes, seu palhaço de meia-tigela, seu pilantra caçador de ratos, você nãi se enxerga? Quem você pensa que é? Como ousa me perguntar como eu tenho passado? Quem é você? Que é que você sabe? O que aprendeu? Que artes domina?
-Só uma- respondeu o gato, modestamente.
- E qual é, se mal pergunto?
- Quando os cachorros correm atrás de mim, consigo escapar, subindo numa árvore.
-Só isso? - disse a raposa.- Pois eu sou senhora de mil artes e além disso tenho um monte de truques que dariam para encher um baú... Fico de coração apertado só de pensar como você é indefeso. Venha comigo, vou lhe ensinar a escapar dos cachorros.
Justamente nesse momento, apareceu um caçador com quatro cachorros. O gato deu um pulo rápido para o tronco de uma árvore e foi lá para cima, para o meio da copa, onde as folhas e os galhos o esconderam por completo.
-Abra o baú, Dona Raposa, abra o baú!- gritava o gato.
Mas não adiantou nada. Os cachorros já tinham agarrado a raposa, que estava bem presa e imóvel nas patas deles.
-Que pena, Dona Raposa! - disse o gato. - Veja a encrenca em que a senhora está, com todas as suas mil artes. Se pelo menos soubesse subir em árvores, como eu, salvava a sua vida....

Retirado do livro: Irmão Grimm- Jacob e Wilhelm Grimm- Tradução e adaptação de Ana Maria Machado. Contos de Grimm- Animais Encantados. Ministério da Educação FNDE

Boletim PNLL nº 172 - 07 a 13/09/2009‏

Pré-sal e cultura


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou as novas propostas para exploração petrolífera do Pré-Sal na última segunda-feira. Dentre as novas regras está a criação de um Fundo Social que beneficiará projetos e programas que atuem nas áreas de desenvolvimento da cultura, da educação, da inovação científica e tecnológica, além da sustentabilidade ambiental e do combate à pobreza no país. Segundo Lula, essa será uma maneira mais democrática de explorar os recursos do petróleo, visando a diminuição das desigualdades sociais no país.

Bienal do Rio de Janeiro


Começa na próxima quinta, dia 10, a 14ª edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A expectativa dos organizadores é que 600 mil pessoas passem pelo Riocentro até o encerramento em 20 de setembro. Um dos destaques é a Floresta de Livros, espaço de 800 m² dedicado às crianças, onde "árvores falantes" declamam trechos literários. O PNLL contará com 150 m² para apresentar as ações cadastradas e os kits do programa Ponto de Leitura, do Ministério da Cultura. Também em um ponto do estande, a Cátedra Unesco de Leitura apresentará pesquisas relacionadas à leitura e formação do leitor. O PNLL está localizado no Pavilhão Verde, avenida S16.

Fonte: Boletim PNLL nº 172 - 07 a 13/09/2009‏

Fiesta del Libro na Colômbia

Já Medellin, na Colômbia, faz a sua Fiesta del Libro y la Cultura até o dia 20 de setembro, quando também lança o seu "Plan Municipal de Lectura - Medellin, una ciudad para leer y escribir". As atividades acontecem no Jardim Botânico da cidade, o que possibilitará, na concepção dos organizadores, substituir a "tradicional feira de livro em recinto fechado e chão duro" por uma "autêntica celebração em campo aberto, em um ambiente fresco, verde e natural", um espaço "mais apropriado para convocar a cidadania e para se aproximar do livro com respeito, tranquilidade e alegria". O diretor executivo do PNLL também participa deste evento, proferindo no dia 12 a conferência "Los planes de lectura en la región, como procesos de transformación social y construcción de ciudadania".
Fonte: Boletim PNLL nº 172 - 07 a 13/09/2009‏

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Os lírios



(Lírios-Vicent Van Gogh,1889)


Certa madrugada fria

irei de cabelos soltos

ver como crescem os lírios.

Quero saber como crescem

simples e belos – perfeitos! –

ao abandono dos campos.

Antes que o sol apareça,

neblina rompe neblina

com vestes brancas, irei.

Irei no maior sigilo

para que ninguém perceba

contendo a respiração.

Sobre a terra muito fria

dobrando meus frios joelhos

farei perguntas à terra.

Depois de ouvir-lhe o segredo

deitada por entre os lírios

adormecerei tranqüila.

Henriqueta Lisboa
Fonte: Lisboa, H. 2001. Melhores poemas. SP, Global. Poema originalmente publicado em 1945.

Quadro: A hora do brinde



O quadro: A hora do brinde, já é tradição no programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, este é o momento de brindar com o ouvinte-leitor e informar a importância da água na vida dos seres vivos.

Você sabia que uma pessoa deve ingerir diariamente uma quantidade de água que represente pelo menos 3% de seu peso? O que significa que a média de água por pessoa é aproximadamente 2 litros por dia!

A Hora do Conto

Na 144° edição do programa radifônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 209, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM fizemos a leitura do conto: O Café de Humberto de Campos.


Aquele pequeno café da rua General Câmara, quase no canto da Primeiro de Março, era,
talvez, o mais afreguesado da cidade. A concorrência entre as duas e as quarto, quando os
empregados do grande comércio do bairro saem para tomar a sua canequinha, era enorme.
As mesas apertavam-se umas de encontro às outras, e tamanha era a falta de espaço e de
cadeiras, que o sr. Joaquim, dono do estabelecimento, tomou, um dia, uma resolução
inteligente.

- De hoje em diante - disse - o café, a quem o tomar de pé, custará mais barato.

E fazendo o preço:

- A freguês sentado, dois tostões; a freguês em pé, cento e sessenta!

Foi nessa casa afreguesadíssima que o Antônio Dias foi ter, uma tarde, com a garganta
ardendo de poeira e o estômago em protestos, com fome. Desempregado há quase um mês,
havia devorado, já, todo o pequeno saldo que o patrão lhe entregara. O colarinho sujo, os
punhos pegajosos, as botinas sem graxa, a barba de oito dias, a roupa sem escova, diziam o
que vinha sendo a sua vida, percorrendo o comércio, à procura de uma colocação.
Antes de entrar no café, o Antônio consultou os recursos: restava-lhe apenas um tostão, um
ínfimo níquel de cem mil réis, que se perdia, miúdo, no fundo imenso do bolso, e que ele
acariciava de instante a instante, com grandes sustos no coração. Certo de que a moeda
estava ali, enfiou pela casa, parou entre as mesas, e, perscrutando o ambiente, procurou,
com os olhos, um "garçon".

Um acorreu, solícito:

- Um cafezinho?

- Quanto custa um café? - indagou, tímido, o Antônio.

- Sentado, dois tostões... De pé, cento e sessenta.

O rapaz esfriou. A moeda de cem mil réis suava-lhe na mão suja, mergulhada no bolso.
Excitado pelo cheiro do café, o organismo recusava distanciar-se dali, os pés pregados no
chão. E foi, então, quando o desgraçado teve uma idéia.
- Mocó, - gemeu, dê-me um por um tostão...

E quase chorando:

- Eu tomo de cócoras!...

O que é mais eficiente para secar roupas: muito vento ou muito sol?

Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre a importância do vento na secagem das roupas.


Gabriela Portilho
Revista Mundo Estranho – 08/2009


Por incrível que pareça, o vento é mais eficaz que o sol na secagem das roupas. Ele movimenta as partículas de ar, que se chocam com as moléculas de água do tecido, agilizando a sua evaporação. Já o calor do Sol provoca um processo semelhante a esse, só que mais lentamente. Para testar a teoria, coloque uma roupa molhada para secar ao sol dentro de uma caixa de vidro fechada e ponha a mesma roupa em um quarto escuro com bastante ventilação. Outro fator que influencia na secagem é a umidade do ar. Nos dias de ar seco, as moléculas de água que saem do tecido se agrupam com mais facilidade na atmosfera. O tipo de tecido também modifica essa equação: roupas de fibras mais porosas, como o linho, favorecem o escoamento da água, enquanto tecidos de fibras mais densas e fechadas, como a lã, dificultam a evaporação.



Fonte: Planeta Sustentável

Filematologia

"O beijo", por Francesco Hayez.

Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM falamos sobre o beijo.
Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida.
Filematologia é a ciência que se dedica ao estudo do beijo, o qual se pode definir por "acto de poisar os lábios nalguma pessoa, ser ou coisa em sinal de amor, afeição ou veneração". Não há consenso entre os antropólogos sobre o beijo como um acto instintivo ou fruto de aprendizagem; sabe-se porém que permite a leitura subconsciente das feromonas do parceiro para um possível reconhecimento de compatibilidade biológica.
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Qual a forma mais ecológica de morrer?




Inara Chayamiti

Revista Superinteressante – 07/2009



Já há quem pense em como ir desta para a melhor sem deixar o mundo pior. Não há consenso de qual é a alternativa mais ecológica, já que todas têm algum defeito: a cremação joga CO2 na atmosfera, e soluções como transformar em diamante ou jogar no espaço obviamente consomem muita energia. Alguns especialistas apontam o método freeze-dry, por enquanto disponível apenas na Suécia, como a forma menos agressiva de deixar este mundo. Parece coisa de ficção científica, como você confere no quadro abaixo. “Em resumo, o enterro mais ‘verde’ é o que evita desperdício de recursos, não utiliza substâncias tóxicas e opta por materiais biodegradáveis sem risco de extinção e protege áreas ameaçadas”, explica o biólogo Billy Campbell, fundador do primeiro cemitério verde dos EUA, o Ramsey Creek, em funcionamento desde 1996. O problema dos cemitérios tradicionais (destino final de 80% dos brasileiros) é que 75% deles não respeitam determinações técnicas e acabam poluindo o ambiente com necrochorume (a substância tóxica produzida pelo cadáver em decomposição). Um corpo de 70 quilos gera 30 quilos de necrochorume, por exemplo. “Os micro-organismos são levados pela água para fora do cemitério por quilômetros de distância, causando doenças como tétano, hepatite, febre tifoide e disenteria”, diz o geólogo e professor da Universidade São Judas Tadeu, Leziro Marques Silva.

Enquete

A enquete desta semana ofereceu o seguinte questionamento: De quem é esta frase? A maioria dos homens se apaixona por Gilda mas acorda comigo. Oferecemos 3 opções:
1- Rita Hayworth
2- Jessica Lange
3- Marlene Dietrich

O resultado foi o seguinte:
66% dos internautas optaram pelo ítem n° 01
25% pelo ítem n° 02
8% ítem n° 03

A resposta correta é Rita Hayworth. Parabéns aos que acertaram!

Dica de Leitura


Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, oferecemos como dica de leitura o conto: O curioso caso de Benjamin Button de F. Scott Fitzgerald .

Dica de Cinema

Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650KHZ AM oferecemos como dica de cinema o filme:


O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Kimberly Scott, Jason Flemyng, Taraji Henson, Elle Fanning, Mahershalalhashbaz Ali, Emma Degerstedt.
Direção: David Fincher
Gênero: Drama
Duração: 167 min.
Distribuidora: Warner Bros.
Estreia: 16 de Janeiro de 2009
Sinopse: "Eu nasci em circunstâncias incomuns."


Assim começa O Curioso Caso de Benjamin Button, adaptação do romance de 1920 de F. Scott Fitzgerald sobre um homem que nasce com oitenta e poucos anos e rejuvenesce a cada dia que passa. Um homem, como qualquer um de nós, que não pode parar o tempo. A partir da Nova Orleans do final da I Guerra Mundial, em 1918, adentrando o século XXI, o filme percorre uma jornada tão incomum quanto pode ser a da vida de qualquer pessoa, através da grandiosa história de um homem nem tão comum assim, das pessoas e lugares que ele descobre ao longo do caminho, dos amores que encontra, dos que perde, das alegrias da vida e das tristezas da morte e do que permanece além do tempo.


Curiosidades: » Dirigido por David Fincher (de Seven – Os Sete Crimes Capitais, Clube da Luta e Zodíaco), o filme é baseado em conto de F.Scott Fitzgerald e estrelado por Brad Pitt e Cathe Blanchett. Recebeu 5 indicações ao Globo de Outro, incluindo a categoria Melhor Filme e Melhor Diretor (David Fincher).

Fonte:http://www.cinepop.com.br/filmes/curiosocasodebenjamin.htm

Quadro: Desafio Musical

Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, oferecemos como desafio musical, analisando a letra da canção para questionamento entre os ouvintes-leitores. A música selecionada foi:

Boato na interpretação de Elza Soares .

Composição: João Roberto Kelly



Você foi um boato
Só agora eu sei
Em quem acreditei
Andou de boca em boca
No meu coração
Até que um dia
Desmentiu minha ilusão
Você foi a mentira
Que deixou saudade
Todo boato
Tem um fundo de verdade

Haja o que houver
Custe o que custar
Hoje de você eu quero paz
Sei que vou chorar
Todo o meu sofrer
Boato só o tempo desfaz
Você foi a mentira
Que deixou saudade
Todo boato
Tem um fundo de verdade

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quadro: A Hora do Conto

Na 144° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, realizamos a leitura do conto:Uma Rapariga Apressada de Humberto de Campos




A honesta avozinha começou primeiro por dar um par de bofetadas na pequena desavergonhada, e, depois, enquanto a rapariga chorava a bom chorar; vermelha como uma papoula, fez-lhe este discurso:


- É, pois, verdade, teres um amante? E confessas, ousas confessar? Um amante! E só com dezesseis anos! Com os olhos baixos, o arzinho modesto, parece que não quebras um prato, e chegaste já a esse ponto no deboche e no cinismo! Quem te visse julgaria só em bonecas ou num bebê japonês e, afinal, a boneca que a menina tinha na cabeça é um homem! Quevergonha! É para uma pessoa fugir, meter-se pelo chão a baixo! Como? Foi essa a educação que recebeste? Não tendo na família senão bons e virtuosos exemplos, como pudeste cometer uma falta tão grande? É preciso, palavra de honra, que tivesses o diabo no corpo!Mas o que mais exasperava a avó era ter a Luizinha conseguido enganá-la, apesar davigilância que sobre ela tinha exercido.


- Porque, enfim, posso dize-lo afoitamente, eu guardava-te noite e dia! Há três anos que estás na minha companhia, e nunca saíste sozinha senão duas vezes: a primeira, há oito dias, durante cinco minutos para comprar linha e agulhas, e a segunda anteontem, durante uma hora, para ires a Batignolles ver a tua tia que está doente. E uma hora só foi bastante para te aniquilares! As mais doidas, esperam que lhes façam a corte, resistem um mês, seis meses, mesmo um ano, mas tu, não, tu estavas muito apressada! Ah! brejeira! Numa hora, tu...


Mas a rapariga, que, mesmo chorando, era bonita, interrompeu:

- Não avozinha, não; estás enganada; não foi dessa vez.

E desatando em choro:

- Foi da primeira...

Os Jardins Suspensos da Babilônia

Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck.


Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre :Os Jardins Suspensos da Babilônia .


Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico já foram encontrados, além de um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei Nabucodonosor, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra. Chegava-se a eles por uma escada de mármore. Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C., no sul da Mesopotâmia, na Babilônia. Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos. Suspeita-se que sua destruição tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de Nabucodonosor, pois há boatos de que os jardins foram construídos sobre seu palácio.

Fonte: Wikipédia

O que escutamos na 144° edição do ALACAZUM

Na 144° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM escutamos as seguintes músicas:


BG Vozes da Primavera de Strauss
Último pau-de-arara com Quinteto Violado de Pernambuco
Jardim da Babilõnia com Rita Lee
Perfume de Mulher com Astor Piazzola
Boato com Elza Soares
Beijinho Doce com Nalva Aguiar
Malandragem com Cássia Elen
Do jeito que a vida quer com Benito de Paula

Expressão: Pau-de-arara

Na 144° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER informamos sobre a expressão popular: Pau-de-arara.



A expressão "pau-de-arara" designa os caminhões que transportavam retirantes nordestinos. Os que, em grupo, fugiam da seca e se iam ao Sul. Dois ilustres representantes dessas levas são o próprio presidente Lula e a deputada Luiza Erundina.


Na origem, "pau-de-arara" é o cabo usado para transportar aves, como a arara. As pernas dos bichos são amarradas e, entre elas, uma trave apoiada nos ombros dos transportadores. Por analogia, os caminhões que conduzem nordestinos para o Sul ficaram conhecidos como paus-de-arara porque os migrantes vêm agarrados nas varas da armação da carroceria, em situação parecida à das aves. Com o tempo, a palavra passou a denominar o próprio migrante.


Além do transporte de migrantes, os paus-de-arara também levam romeiros, grande parte para Juazeiro do Norte, no Ceará. Lá vão agradecer ou pedir graças ao padre Cícero, o Padim Ciço, adorado como santo.





No tempo do regime militar, o pau-de-arara foi método de tortura usado contra presos. Nele, o indivíduo, com pés e mãos amarrados, é erguido por um pau que passa entre suas pernas e braços. Imobilizado, é espancado e fica à mercê do torturador, que promove sessões de afogamento simulado, choques elétricos e outras monstruosidades.







Fonte: Márcio Cotrim é autor, dentre outras obras, dos livros O Pulo do Gato I e II (Geração Editorial). E-mail: marcio.cotrim@correioweb.com.br www.marciocotrim.com.br

Pneus

Na 144° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre: pneus


Quanto é reciclado?

57% das 175 mil toneladas de carcaça que, se estima, são descartadas por ano foram destinadas a fornos de cimento no Brasil.Nos Estados Unidos, o percentual gira em torno de 73%, ou 685 mil das 940 mil toneladas de carcaças jogadas fora por ano.O Brasil produziu em 2001 43 milhões de unidades de pneus e em 2002, 45 milhões, somando um passivo ambiental de 30 milhões de pneus. Os EUA, que geram 275 milhões de pneus velhos por ano, têm em estoque cerca de 3 bilhões de carcaças.Não há dados no Brasil sobre taxas referentes às demais formas de reciclagem de pneus. Contudo, os remoldadores (que reformam pneus velhos) também dizem ter recolhido em 2002 quase 3,8 milhões de carcaças, que foram prioritariamente enviadas para a Usina de produção de gás da Petrobrás no Paraná.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sete de Setembro

Na 144° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 06 de setembro de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM fizemos a leitura do poema: Sete de Setembro de Casimiro de Abreu em homenagem ao dia da Independência do Brasil.



Foi um dia de glória! - O povo altivo
Trocou sorrindo as vozes de cativo
Pelo cantar das festas!
O leão indomável do deserto
Bramiu sobrerbo, dos grilhões liberto,
No meio das florestas!
Lá no Ipiranga do Brasil o Marte
Enrolado nas dobras do estadarte
Erguia o augusto porte;
Cercada a fronte dos lauréis da glória
Soltou tremendo o brado aa vitória
Independência ou Morte!
O santo amor dos corações ardentes
Achou eco no peito dos valentes,
No campo e na cidade
E nos salões - do pescador nos lares,
Livres soaram hinos populares
Á voz da liberdade!
Anos correram;- no torrão fecundo
Ao sol de fogo deste novo-mundo
A semente brotou;
E, franca e leda, a geração nascente
Á copa altiva da árvore frondante
Segura se abrigou!
Á roda da bandeira sacrossanta
Um povo esperançoso se levanta
Infante e a sorrir!
A nação do letargo se desperta,
E - livre- marcha pela estrada aberta
Ás glórias do porvir!
O país na alegria todo imerso,
Velava atento á roda só dum berço...
Era o vosso, Senhor!
Vós do trono feliz doce renovo,
Vede agora, Senhor , na voz do povo
Quão grande é seu amor!
Casimiro de Abreu

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Amor

Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zôo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que,
maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado,
mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo,
a mãe,
pelo menos a Terra.

Vladimir Maiakovski (1893-1930)




Antítese

Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009 transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM falamos sobre: Antítese.


Antítese é uma figura de linguagem (figuras de estilo) que consiste na exposição de idéias opostas. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Esse recurso foi especialmente utilizado pelos autores do período Barroco. O contraste que se estabelece serve, essencialmente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que não se conseguiria com a exposição isolada dos mesmos. É uma figura relacionada e muitas vezes confundida com o paradoxo. Várias antíteses podem ser feitas através de Amor e Ódio, Sol e Chuva, Paraíso e Inferno, Deus e Diabo.


A antítese é a figura mais utilizada no Barroco, estilo de época conhecido como arte do conflito, em que também há presença de paradoxos, por apresentar oposições nas idéias expressas.

Exemplos:

"Nasce o Sol e não dura mais que um dia; Depois da Luz se segue à noite escura; Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas e alegria.


Sendo antítese, as palavras “luz e noite escura” e “tristezas e alegrias”.


Fonte: Wikipédia

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Composição: Carlos Drummond de Andrade

Quadro: A Hora do Brinde


Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM falamos sobre a importãncia da água na vida dos seres vivos ao mesmo tempo em que é um pretexto para saúdar e brindar com os amigos.

Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite em quase 100% das pessoas em regime. Falta de água é o fator número um da causa de fadiga durante o dia. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas costas en nas juntas em 80% das pessoas que sofrem desses males.

Soneto da Separação

Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM falamos sobre: Antítese, utilizando algumas letras de músicas e sonetos, como o que segue.


Em "Soneto da Separação", um dos mais populares de Vinícius de Morais, as antíteses também são presentes:


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

O poema é quase todo composto com antíteses. Há as seguintes relações antitéticas que se dão ao longo dos dois quartetos de dois tercetos, assim:


riso x pranto;
calma x vento;
triste x contente;
próximo x distante.

Os empregos das antíteses revelam as mudanças na relação amorosa que se processam de uma forma abrupta e inesperada. Há um outro recurso, num belíssimo arranjo de antíteses, que o poeta utiliza para acentuar o dinamismo que caracteriza o poema: o emprego da forma verbal "Fez-se" e de sua forma contrária "desfez".

Fonte: Jorge Viana de Moraes, professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação na área de letras, faz mestrado em língua portuguesa e filologia pela Universidade de São Paulo .

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

HOJE: 3 ANOS DO ALACAZUM!

FELIZ ANIVERSÁRIO ALACAZUM!
3 DE SETEMBRO DE 2006 - 3 SETEMBRO DE 2009
3 ANOS DE SUCESSO!
O ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER AGRADECE A TODOS OS PARCEIROS CULTURAIS E AMIGOS!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Casa e Comida

Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER oferecemos como questionamento a música: Casa e comida na interpretação da cantora Núbia Lafayette. O público participou dizendo que não é só casa e comida que faz a mulher feliz. Analise a letra da música.


Desculpe, meu amor, o que eu lhe digo,
Mas meu bem, não é comigo, que você deve lamentar,
Você nunca foi um bom marido,
Não cumprindo o prometido que jurou aos pés do altar.
É triste confessar, mas é preciso,
Você não teve juízo em dizer que não me quis,
Perdoa, meu amor, não sou fingida,
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz,
Noites, quantas noites, eu passava,
Por você abandonada, a chorar na solidão,
E quando eu reclamava, você ria,
Me dizendo que ficava, no escritório, no serão.
Agora você tenha paciência,
Eu lhe peço, por clemência,
Deixe em paz meu coração.
Repito o que todo mundo diz:
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz.
Noites, quantas noites, eu passava,
Por você abandonada, a chorar na solidão,
E quando eu reclamava, você ria,
Me dizendo que ficava, no escritório, no serão.
Agora você tenha paciência,
Eu lhe peço, por clemência,
Deixe em paz meu coração.
Repito o que todo mundo diz:
Não é só casa e comida, que faz a mulher feliz.
Composição: Rossini Pinto

Certas Coisas

Na 143° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER trabalhamos com o tema: Antítese tendo como referência a letra de algumas músicas.



Composição: Lulu Santos / Nelson Motta

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

O que escutamos na 143° edição do ALACAZUM

Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM escutamos as seguintes músicas:


BG perdido Street Blues
Mal necessário com Rebeca da Mata
Casa e comida na interpretação da Núbia Lafaiete
Libertango com Astor Piazzola
Certas coisas com Lulu Santos
Vambora com Adriana Calcanhoto
Mais um Lamento com Céu
The Mamas e The Papas

The Mamas & the Papas

The Mamas & the Papas foi um grupo vocal formado em Nova Iorque, Estados Unidos, nos anos 1960, por John Phillips (responsável pelas composições do grupo), Michelle Phillips, 'Mama' Cass Elliot e Denny Doherty. Entre 1966 e 1968, alcançaram retumbantes sucessos nas paradas de todo o mundo com canções como “Monday, Monday” e "California Dreamin'", até hoje suas canções mais conhecidas.


O The Mamas & The Papas foi uma das únicas bandas norte-americanas a conseguir manter o sucesso e rivalizar com a Invasão Britânica. O grupo gravou e se apresentou de 1965 a 1968, lançando cinco álbuns e emplacando dez sucessos entre os compactos mais vendidos.


O sucesso do grupo se deve as belas harmonizações vocais, acompanhamento de excelentes músicos de estúdio em seus discos e a sua participação na contracultura sessentista. O grupo também deixou um legado de exelentes releituras de vários sucessos de outros artistas dos anos 1960, como “I Call Your Name”, “Do You Wanna Dance”, “My Girl” e “Twist and Shout”.



Mais informações: Wikipédia

Do You Wanna Dance?

Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como apreciação musical retornando aos belos momentos da década de 60 a música: Do you wanna dance?




Do you wanna dance and hold my hand ?
Tell me that I’m your man Baby, do you wanna dance ?
Do you wanna dance under the moonlight ?
Squeeze and kiss me all through the night Baby, do you wanna dance ?
Do you wanna dance girl and hold my hand ?
Tell me that I’m your man Baby, do you wanna dance ?
Do you wanna dance under the moonlight ?
Love me girl all through the night Baby, do you wanna dance ?
Johnny Rivers
Composição: Bobby Freeman

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Soneto: Alma minha gentil que te partiste

Este soneto foi lido na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Vale~ça 650 Khz AM, quando falamos sobre: Antítese


Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luis Vaz de Camões

Os Glaciais

Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER informamos sobre os glaciais na Argentina.

A terra do Glacial Perito Moreno alberga mais gigantes de gelo, lagos deslumbrantes, o célebre Fitz Roy e amplas costas de mar turquesa. Sulcada pelos ventos, sua paisagem imensa e selvagem convida à descoberta.


A província constitui o extremo continental sul da República Argentina, na região patagônica. Insere-se de forma de cunha, recebendo a influência de duas massas extremamente importantes: a Atlântica e a Pacífica. Divisa ao norte com a província de Chubut; ao oeste com Chile, ao sul com Chile e o Estreito de Magalhães e ao leste com o Oceano Atlântico.


A superfície total é de 243.943 Km2. É a segunda província em extensão depois de Buenos Aires. Sua capital é a cidade de Río Gallegos. Outras cidades importantes são Río Turbio, Puerto San Julián, El Calafate e Caleta Olivia, para mencionar algumas.

A Universidade Nacional da Patagônia Austral tem sede nas cidades de Río Gallegos, Caleta Olivia, San Julián e Río Turbio. Com mais de 30 cursos de graduação e pós-graduação, ano a ano aumenta a quantidade de estudantes que a elegem.Suas terras albergam um dos ícones do turismo na Argentina, o Glacial Perito Moreno, visitado a cada ano por turistas de todo o mundo. Porém, este gigante de gelo não é seu único atrativo: lagos deslumbrantes, mais e mais glaciais, picos montanhosos, covas com mãos milenares, um bosque petrificado, a estepe patagônica, chácaras e estâncias, praias com alcantilados e o oceano azul mais turquesa que se possa imaginar.

Fonte:http://www.pt.argentina.ar/_pt/turismo/C1410-santa-cruz-a-patagonia-infinita.php

Dica de Leitura: O monstro e outros contos de Humberto de Campos


Na 143° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, oferecemos como dica de leitura o livro: O monstro e outros contos de Humberto de Campos que pode ser acessado no seguinte endereço eletrônico:


Neste endereço eletrônico você usufruir da leitura do livro: o monstro e outros contos de Humberto de Campos além de outros títulos.

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=7539




Boletim PNLL nº 170 - 24 a 30/08/2009‏


Fundo Pró-leitura avança


Na última terça-feira, o Ministro Juca Ferreira recebeu presidentes e representantes das entidades do setor produtivo do livro para ouvir sugestões do setor a respeito da minuta do Projeto de Lei encaminhada pelo MinC e que cria o Fundo Setorial do Livro e Leitura (FSLL) - Fundo Pró-Leitura. Na reunião, o ministro, a secretária de Articulação Institucional, Silvana Meirelles e o diretor de Livro e Leitura, Fabiano dos Santos, reafirmaram a firme decisão do governo, o que envolve além do MinC e do MEC, o Ministério da Fazenda, em fazer tramitar o mais rápido possível o PL de forma que até o final do ano ele seja aprovado pelo Congresso Nacional, passando a vigorar em 2010. O Ministro e seus assessores se mostraram acessíveis para ouvir as ponderações do setor produtivo e em breve se pronunciarão oficialmente sobre as propostas recebidas.




Fundo Pró-leitura II


O secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, que acompanha e auxilia na articulação deste debate entre a sociedade e o governo, espera que as partes cheguem rapidamente a uma conclusão positiva para o desenvolvimento dos quatro eixos do Plano: "O estabelecimento do Fundo é uma condição indispensável para converter o PNLL em Política de Estado, objetivo maior da sociedade civil e do governo que, juntos, criaram o Plano em 2006. Com a consolidação dos quatro eixos do PNLL, que após três anos é referência no mundo ibero-americano, a criação do fundo poderá financiar as ações em prol da leitura de maneira permanente e é a garantia material de que há um futuro promissor para a conquista de novos leitores. Ou seja, garantia de que o Brasil poderá aspirar, de fato, a ser um país de cidadãos plenos, exercendo seu direito à leitura."

sábado, 29 de agosto de 2009

Na 142° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 142° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de agosto de 2009, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz AM falamos sobre o cinema Western e apreciamos algumas das mais belas trilhas sonoras relacionadas ao tema. Agradecemos a audiência e aguardamos você no próximo domingo com mais palavras para entreter.

ALACAZUM PARA VOCÊ!

Eldorado


Alegre e elegante,
Um cavaleiro galante,
Sob brilho de sol e sombra
Viajara um montão
Cantando uma canção
Em busca do Eldorado.
Logo ele ficou idoso
O cavaleiro corajoso
E caiu no peito uma sombra
Quando ele não achou
Nenhum pedaço de chão
Parecido com o Eldorado.
E, enquanto seu poder
Já o deixava à mercê
Cruzou uma peregrina sombra.
"Sombra", disse primeiro,"
Qual será o paradeiro
Dessa terra do Eldorado?"
"Sobre as Montanhas
Da Lua,
Pelo Vale da Sombra,
"Cavalgue, cavalgue, sem medo"
Respondeu a sombra em segredo"
Se você busca o Eldorado!"
Edgar Allan Poe(*Boston, 19/01/1809 – †Baltimore, 07/10/1849)
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

O que significa o termo Velho oeste, oeste selvagem ou faroeste?

Velho oeste, Oeste selvagem ou faroeste (em inglês: old west, wild west ou far west), são os termos com que se denomina popularmente o período e episódios históricos que tiveram lugar no século XIX durante a expansão da fronteira dos Estados Unidos da América para a costa Oceano Pacífico. Embora a colonização do território tenha começado no século XVI com a chegada dos europeus, o objetivo de alcançar a costa oeste deveu-se principalmente à iniciativa governamental do presidente Thomas Jefferson, depois da Compra da Luisiana em 1803. A expansão da fronteira foi considerada como uma oportunidade de riqueza e progresso. Esta incessante e prolongada migração de gentes para o oeste deslocou culturas ancestrais e oprimiu minorias étnicas de ameríndios. Em contraste, o período suscitou importantes avanços na indústria, comunicações e agricultura, à custa em vários casos de uma intensa exploração dos recursos humanos e naturais. Estes eventos históricos, origem de um mito nacional nos Estados Unidos, têm sido recreados por diversas manifestações de arte. No cinema, o género designa-se western e narra historias de cowboys, pioneiros, ameríndios, garimpeiros, empresários, etc. Histórias de gentes de variada condição que empreenderam a aventura do oeste com a esperança de alcançar o êxito pessoal mas que acabaram muitas vezes confrontados com a justiça ou com a fatalidade do destino. Os estudos actuais consideram que por trás desta mistificação esconde-se uma realidade complexa e que há a tendência de reconsiderar o papel de todos os actores que participaram naquela conjuntura social, económica e cultural que foi a fronteira dos EUA no século XIX.




Fonte: Wikipédia

E o cinema faroeste ou Western?

O início do cinema western como conhecido hoje em dia foi em 1903, com o filme de aproximadamente dez minutos chamado “Grande Roubo do Trem” (The Great Train Robbery). Antes do filme todo material produzido sobre o Oeste era constituído basicamente por documentários. O filme foi um grande sucesso na época de seu lançamento. Elementos que, posteriormente, seriam presentes nos westerns marcam presença no filme; roubo de trem, trocas de tiros e bandidos fugindo a cavalo. Relatos da época dizem que a audiência vibrava com as cenas de tiroteios, principalmente quando as armas eram apontadas para o público, o que causava um certo receio por parte de alguns. Com o tempo os faroestes foram se adaptando até que assumiram a forma consagrada do cinema western. Os anos dourados do western norte-americano, foram durante os trabalhos de dois dos principais diretores do gênero, John Ford e Howard Hawks. John Ford, considerado por muitos o maior diretor de westerns de todos os tempos, contribuiu com obras como No Tempo das Diligências (Stagecoach), Paixão dos Fortes (My Darling Clementine) e também Rastros de Ódio (The Searchers).






Fonte: Wikipédia

O que divulgava os filmes de faroeste ou Western, qual a ideologia implicita?

O faroeste, tido como um dos únicos gêneros cinematográficos genuinamente americanos, passa através de seu discurso elementos que apóiam o american way of life. Também, dependendo do contexto histórico da produção de cada um, noções e ideologias, uma vez que o auge da produção dos westerns foi durante a guerra fria, mais precisamente entre as décadas de 40 e 70. Sabendo disso, nos parece óbvio que sejam encontrados elementos contra o comunismo e com apoio claro ao capitalismo e colonialismo norte-americano. As exceções neste caso são os Spaghetti Westerns, que graças à sua origem européia acaba por se afastar dos objetivos de domesticação presente nos filmes americanos. Mas não sendo isentos de tentativas de transmissão de ideais. O que é sabido sobre o cinema faroeste é que todo ele se apóia em uma fórmula consagrada, que veio a ser, de certa forma, repetida de forma quase exaustivamente através da história. Essa fórmula, como dito anteriormente, tem uma finalidade comercial e também política. No entanto toda a fórmula não corresponde à realidade do século XIX, nos quais os faroestes são ambientados. Com tudo isso, o western não é apenas uma mera representação cinematográfica, e sim uma forma de expressão social e política. A simples denominação de western se refere ao Ocidente e sua forma civilizatória, em contraposição ao Oriente.

Fonte: Wikipédia

Paisagens

Nos filmes de western predominam dois tipos de ambientação: o do Oeste selvagem e o do Oeste da passagem para o século XX. Nessa segunda abordagem, pode ser citado o famoso e cultuado “Meu ódio será tua herança”_ no Brasil), no qual aparecem algumas tecnologias em seu início, como os primeiros carros, telégrafos, locomotivas e até aeroplanos. Em Butch Cassidy, Paul Newman experimenta uma bicicleta numa cena famosa. É comum a escolha dessa segunda ambientação por parte dos diretores e artistas, com o sentido de se fazer uma analogia ao fim do apogeu do western como gênero cinematográfico; ou mesmo o de alguns dos próprios artistas.
A ideia que daria origem aos westerns do tipo Oeste selvagem tem, talvez, o seu mais remoto precedente com os espectáculos sobre o wild west ("oeste selvagem") protagonizados por Buffalo Bill, a partir de 1883.


As paisagens são elementos de extrema importância nas películas de faroeste. É impossível acharmos um filme do gênero que não conte com uma cena em que não apareçam homens cavalgando por um deserto enorme. A paisagem é algo intrínseco ao Oeste americano. Durante o período de colonização fotógrafos e pintores reproduziam as paisagens áridas da região. Nos filmes toda a vastidão significa mais do que apenas um deserto. O amplo espaço desocupado simboliza na tela o mundo não civilizado, o mundo selvagem que aguarda a chegada da civilização. O mundo não civilizado e ocupado por nativos também não-civilizados. A idéia antagônica ao espaço aberto são as cidades, casas ou ranchos. Ao contrário da vastidão presente nas paisagens, o espaço é limitado, passa uma noção de fim. Opondo as duas idéias, temos de um lado, nas paisagens abertas, a idéia ilusória de liberdade e selvageria em oposição ao controle e comprometimento da vida em sociedade. O símbolo da casa aparece sempre para representar a família, o lar - novamente em oposição à vastidão externa - tendo como objetivo mostrar a paz e alegria que podem ser proporcionados por esta estrutura que é uma das bases do american way of life. É no antagonismo passado por essas duas idéias que se estabelece a base dos faroestes, sempre mostrando esta diferença da vida dita civilizada e da vida selvagem, caótica, fora de controle. Em alguns casos a paisagem serve como contexto para a animalização do homem. Por exemplo, no início do filme “Os Abutres Têm Fome”, no qual o filme começa com uma paisagem e takes de animais, até que temos um take do protagonista cavalgando pela mesma paisagem. Com isso o diretor nos passa a idéia de que o próprio homem é também um animal, quando exposto a este território aberto.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Herói


John Wayne

Ele sempre chega no momento certo para salvar a todos. Ele é correto, leva uma vida regrada, respeita a lei, a bandeira, mulheres e crianças; veste-se com roupas brancas e seu cavalo, que é seu melhor amigo, também é branco; solta palavras e tiros com o mesmo cuidado, luta sempre por justiça e não busca ganho pessoal.


Além disso ele é sempre um homem branco, anglo-saxão e protestante, o que remete à idéia do WASP (White, Anglo-Saxan, Protestant) que é a idéia do homem norte americano. Com uma análise um pouco mais profunda sobre o exterior do Herói, percebemos claramente um pouco do preconceito presente nos 'westerns'.


O Herói muitas vezes é alguém solitário, pode até ter uma família, mas nem sempre está com ela. A família costuma ser algo mais distante como um irmão ou irmã; é mais difícil que tenha uma esposa e filhos dos quais precise cuidar. É assim que os filmes nos apresentam a idéia do individualismo presente na sociedade Ocidental; a idéia da família é importante, mas não para o Herói; pessoas simples, os coadjuvantes, sim, esses constituem uma família. Entretanto o Herói passa a maior parte de seu tempo sozinho, lutando pela justiça e por tudo que ele acredita.

Fonte: Wikipédia

O Vilão



Imagem:Victor John Mature no filme: My Darling Clementine ( "Paixão dos fortes")

Do mesmo modo que o herói possui características que possibilitam sua fácil identificação, o vilão também é estereotipado. Ele costuma ser a personificação do mal, veste-se de preto, cavalga um cavalo preto e está predestinado a morrer. Costuma ter fala mansa e ser mulherengo; preocupa-se apenas com ganhos pessoais e tem uma capacidade de destruição enorme.


A questão racial e religiosa já é mais aberta quando se trata do vilão. Ele pode ser um homem branco, negro ou índio. Em muitos filmes o inimigo principal são os indígenas; o conflito entre homens brancos é praticamente inexistente, havendo apenas brigas entre os civilizados e os nativos selvagens.


Mais uma vez a diferença encontra-se nos Spaghetti Westerns, se o herói fica com traços mais próximos das características vilanescas, o mesmo acontece com o vilão, que não é mais a "personificação do mal". Com isso, somado ao comportamento não tão correto do herói, os dois perfis ficam cada vez mais próximos, transformando a identificação de quem é o herói e quem é vilão, muitas vezes, apenas decidido pela abordagem dada pelo diretor em cima das duas figuras.
O cinema western conta com uma característica interessante. Quando se trata de códigos de ética ou moral, mesmo o vilão os respeitam. Os homens, sejam de boa ou má índole, infringem leis sem nenhum peso aparente na consciência, - matam, roubam - porém nunca veremos nos faroestes um homem atirando pelas costas de outro. Os duelos são o meio de se lidar com um mal entendido, e eles são sempre, de certa forma, regrados e éticos.

Fonte: Wikipédia

As Mulheres


Joan Crawford no filme Johnny Guitar (1953)

A imagem feminina nos faroestes é sempre passada de duas formas. Ela pode ser dançarina, prostituta, estar sempre disposta a divertir os homens. O principal cenário em que elas aparecem são os Saloons, elemento corriqueiro nos westerns. Sua imagem não é passada como alguém de grande valor.


A outra possibilidade de mulher é a esposa ideal. Sempre ao lado do pioneiro, ela toma conta dos filhos, eventualmente cuida do rancho quando seu marido sai. É a imagem perfeita e desejada de uma esposa na época de produção dos faroestes. Com esta apresentação da imagem feminina, o ideal familiar é reforçado. Já que a mulher não serve apenas como objeto de desejo e uso para homem, mas sim como um alguém que está lá para apoiar e ajudar com que o homem civilizado cumpra sua missão de colonizar.

Fonte: Wikipédia

É a partir de então que surgem filmes como Johnny Guitar (1953), de Nicholas Ray, em que a mulher sai da condição de passividade e subordinação ao homem, atingido atributos de personagem ativo. A personagem Vienna, dona de um saloon interpretada por Joan Crawford, possui qualidades e defeitos, sendo ambígua como os personagens masculinos. A mulher deixa a condição de “pura”, e não mais assiste passivamente aos conflitos dos homens, mas age em sua própria defesa e sai em busca de seus objetivos.


As cidades


As cidades são compostas, geralmente, de apenas uma avenida principal onde se destacam o saloon (local de jogatina, álcool e, eventualmente, prostituição), e a cadeia, onde reside o xerife. A tecnologia da época aparece frequentemente a fazer contraponto às cidades jovens, sem outra lei que não a da força e das armas. Assim, o telégrafo (constantemente vandalizado por grupos de bandidos ou pelos índios), a locomotiva, e mesmo a imprensa aparecem como elementos que prenunciam a chegada da civilização e da ordem, e simbolizando a transitoridade do estilo de vida quase selvagem da fronteira ocidental. A crença no Destino Manifesto, pelo qual a posse do continente, do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, estava destinado, pela providência divina, aos Estados Unidos, é frequente entre as personagens que procuram o Oeste em busca de um futuro glorioso, movidos por ideais patriótico.

Fonte: Wikipédia