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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

IX Sarau Alacazum

IX Sarau Alacazum. Presenças de Adriano Pereira, Lucas Santana, Celeste Martinez e Elisete.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Na 418° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER


Na 418° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER apresentado pela escritora e locutora Celeste Martinez, exibido no dia 30 de agosto de 2015 das 8 às 9 h, de domingo. Transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9, escutamos: Manhãs de Setembro com Vanusa.

O menino que não tinha papel

Um mocinho que perdera i pai quando apenas contava quatro anos de idade, esforçava-se em se preparar para os axames; mas a mãe vivia miseralvelmente e não podia comprar-lhe papel, pincel e tinta. O rapaz, que se chamava Yang-su, aborreuceu-se muito com isto e duratne algum tempo não sabia o que fazer. Sem poder escrever, não podia estudar; e como havia de escrever sem papel?
Mas está provado que quando queremos de verdade uma coisa, encontraremos sempre uma solução. O menino vivia perto da costa e, descendo à praia, com um graveto, resolveu o problema, traçando na areia as palavras que teria escrito no papel.

Livro: Tesouro da Juventude

domingo, 16 de agosto de 2015

Brinquedo de Gigantes



 
Na 412° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, apresentado pela escritora Celeste Martinez , transmissão ao vivo pela emissora de rádio comunitária, Rio Una FM 87,9 no dia 19 de julho de 2015, das 8 às 9 h, apreciamos o conto de Hans Andersen, retirado do livro; Tesouro da Juventude, livro ofertado pela diretora  Carla Bittencout, da escola Municipal Maria Emília Gene Pirajá, em Barra Grande, Maraú, Bahia



Brinquedo de Gigantes

Em tempos muito longínquos havia na Alemanha gigantes nas montanhas. Numa delas um grande castelo, chamado Burg Niedeck e situado num dos pontos mais altos da Alsácia, servia de residência ao mais poderoso dos gigantes, que ali vivia com a esposa e família. Este gigante tinha uma filha chamada Frederica, tão alta como a torre da igreja do lugar vizinho.
Era uma criatura extremamente curiosa, amiga de meter o nariz por toda a parte e indagar de tudo e observar tudo que lhe tivesse proibido de tocar. Deixavam-ba andar pelas montanhas e brincar nas florestas e ela procurava sempre descer ao vale onde moravam os habitantes do país, os quais na sua maioria, eram lavradores dedicados à cultura dos cereais e da vinha, a que os gigantes não se podiam dedicar. Estes viviam do trabalho daqueles. Dizia a tradição que no dia em que um campones descobrisse o caminho para o castelo de Burg Niedeck, desapareceriam, como por encanto, todos os gigantes; mas Burg Niedeck estava situado num ponto quase inacessível e dificilmente se poderia lá chegar. Nunca ninguém tentara ir até ali.
Certo dia estava Frederica entretida a brincar a pouca distância do castelo, banhada pelos esplêndidos raios de sol.
O frondoso vale era fresco e verdejante e, não havendo ninguém que a impedisse, começou a descer a montanha.
De repente, e não sem grande surpresa, viu um camponês lavrando a terra com um arado cujos ferros brilhavam feridos pela luz do sol e ao qual estavam atrelados dosi lindos cavalos.
Do peito de Frederica escapou um grito de admiração e alegria, e ajoelhou-se junto ao grupo que tanto espanto lhe causava.
- Que linda coisa! Pensou ela.
- Vou levar para casa, para brincar.
Contentíssima, estendeu o lenço no chão, levantou com muito cuidado o arado e os cavalos e fez o mesmo com o lavrador, metendo tudo dentro do lenço; depois agarrou-o pelas quatro pontas e subiu, a corrrer, a montanha com inexcedível agilidade e alegria. O pai estava à porta da casa e, quando a viu, chegar, perguntou:
- Olá, menina, que te faz tão contente?
- Olha, papai – disse Frederica, estendendo o lenço. Encontrei um novo brinquedo; uma coisa que é uma maravilha.
E agarrou o arado, nos cavalos e no no camponês, mas o velho gigante franziu o sobrolho e moveu, contrariado a cabeça.
- Que fizeste! Só tens ideias tolas – ralhou ele- O camponês não é um brinquedo, nem essa máquina. Nunca ouviste dizer que assim que um lavrador chegue a Burg Niedeck, acabam para sempre os gigantes? Vai imediatamente levá-los para o vale e veremos se assim o encanto não desaparece.
Frederica foi, com tristeza, levar para o vale o arado, os cavalos e o lavrador. Mas naquela mesma noite desapareceram para sempre todos os gigantes.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Poesia de Celeste Martinez


Na 381° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação de Celeste Martinez, exibido no dia 14 de dezembro de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 contamos com as presenças das crianças Luis, Júlia Café e Andreia Vivian, integrantes do I CLUBE DA LEITURA ITINERANTE DA CIDADE DE VALENÇA BAHIA, projeto criado pelo ALACAZUM no dia 7 de dezembro de 2014, nas dependências da PIZZARI OS MARTINEZ, após doação de revistinhas pela professora Jussara Monteiro.
 
Nesta edição apreciamos o texto de autoria de Celeste Martinez, publicado no livro: Valenciando - antologia de escritores da cidade de valença bahia

Bato a minha porta e entro.
Recolho-me ao quarto.
Perco as chaves.
E acendo as luzes do pensamento e em suas paredes rabisco frases.
Dispo-me.
Visto-me de invisibilidade e em suas entrelinhas traduzo-me.
Neste amplo e recolhido quarto existem ESPELHOS
e as únicas janelas existentes são meus olhos.
É noite nos poemas tristes e frio em minha culpa por pensá-los.
Caem folhas
corre o vento
desce a chua sobre as pedras das calçadas
discorre o sol nas cicatrizes dos corações.
Passam homens
super-homens
Passam mulheres
cuidado: "frágeis"
Passam querubins
passam sonhos transbordantes.
Cântaros que se derrramam dentro do quarto.

Celeste Martinez

terça-feira, 15 de julho de 2014

Poesia de Celeste Martinez

Celeste Martinez recitando o seu poema



Na 359° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 13 de julho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Final da Copa do Mundo 2014, tivemos como convidado, o artista visual argentino Horacio Martinez, em um bate papo descontraído a respeito de futebol. Apreciamos a poesia da escritora Celeste Martinez, interpretada por ela mesma.


Bato a minha porta e entro. Recolho-me ao quarto.
Perco as chaves.
Acendo as luzes do pensamento
e em suas paredes rabisco frases.
Dispo-me.
Visto-me de invisibilidade
e em suas entrelinhas traduzo-me
Neste amplo e recolhido quarto
existem ESPELHOS
e as únicas janelas existentes
são os meus olhos.
É noite nos poemas tristes
e frio em minha culpa por pensá-los
Caem folhas
corre o vento
desce a chuva sobre as pedras das calçadas,
discorre o sol nas cicatrizes dos corações,
passam homens,
super-homens.
Passam mulheres,
cuidado, frágeis
Passam querubins
passam sonhos transbordantes
cântaros que se derramam dentro do quarto.

Poesia de Celeste Martinez no livro: Valenciando - Antologia de escritores da cidade de Valença Bahia

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dica de Leitura: Canção para chamar o vento da Rosana Rios e Eliana Martins


Na 351° edição do Alacazum palavras para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 18 de maio de 2014 das  8 às 9 h de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una  FM, cujo tema: “ Vamos chamar o vento” baseado na música: Vento  de Dorival Caymmi, sugerimos como dica de leitura, o livro: Canção para chamar o vento da Rosana Rios e Eliana Martins

segunda-feira, 7 de maio de 2012

História de tradição oriental Sufi

Na 265° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de abril de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a história: As estranhas surpresas da vida, contido no livro: Lá vem história da Heloísa Prieto.

Era uma vez uma bela jovem chamada Fátima cujo pai era um comerciante rico. Um dia, ele a avisou de que viajariam de navio para uma ilha onde tinha vários amigos com filhos da idade dela.
- Talvez você encontre um noivo entre esses rapazes - disse-lhe o pai.
Durante a viagem houve uma terrível tempestade em alto-mar.
Todos os tripulantes morreram, inclusive o pai de Fátima, e apenas ela conseguiu chegar até a praia, onde adormeceu de tanto cansaço.
Quando despertou, não sabendo o que fazer, saiu caminhando pela areia.
Uma família de tecelões que passava por ali a viu e, sentindo pena daquela moça tão linda e desamparada, convidou Fátima para morar em sua casa.
Assim, ela começou uma nova vida e, com o tempo, passou a gostar muito de ser tecelã e viver como eles.
Certa noite, porém, quando passeava na praia e olhava as estrelas Fátima foi raptada por piratas. Eles a levaram de navio para a cidade de Istambul e a puseram à venda como escrava na feira. A moça chorava muito. "Por que tenho que perder tudo pela segunda vez?", pensava.
Fátima foi comprada por um homem que se compadeceu dela, tão formosa e tão triste.Era um generoso construtor de navios que pensou que ela poderia ser uma boa companhia para sua esposa. A jovem sentiu-se tão grata pela atitude do homem que se tornou uma excelente ajudante da família. Além disso, aprendeu muito sobre construções de navios.
Vendo a eficiência da moça, o construtor a enviou a outra cidade, para que ela o ajudasse a vender suas embarcações.
 Pela segunda vez o navio em que Fátima viajava naufragou e ela foi a única sobrevivente. "Por que será que sofro tanto?" Por que não posso ser como as outras jovens: casar, ter filhos, ficar sempre no mesmo lugar?", ela pensava enquanto chorava, de novo numa praia desconhecida.
Acontece que na ilha a que ela chegara havia uma lenda sobre a vinda de uma mulher estrangeira que seria capaz de fabricar uma tenda para o imperador. Quando a viram na praia, os ministros imediatamente a conduziram até a corte, onde o imperador lhe perguntou:
-Minha jovem, você sabe fazer uma tenda?
E Fátima sabia, pois tinha sido uma ótima tecelã. Como naquela ilha não havia cordas, a jovem, lembrando-se de sua experiências, fez as cordas com linho. Depois, fabricou uma tela resistente para o suporte da tenda, recordando-se de seu trabalho na construção de navios. Ao ver a tenda pronta, apoiada nos mastros tão bem feitos por Fátima, o imperador ficou muito satisfeito. Deu-lhe bastante dinheiro e um belo palácio.
Na grande festa em sua homenagem, Fátima conheceu o príncipe com quem se casou e viveu feliz até ficar bem velhinha.
Certa manhã, admirando a saúde de seus netos, a beleza de seu palácio e toda a felicidade que a cercava, Fátima pensou: Como meu pai ficaria contente em me ver. Como a vida é cheia de surpresas! Se eu não tivesse naufragado, sofrido, me perdido nas praias, não teria chegado aqui, onde morava minha felicidade.


domingo, 11 de março de 2012

Abelha-Uruçu- ameaçada de extinção

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 informamos sobre a pequena ameaçada abelha- uruçu contido no livro acima fotografado.



terça-feira, 26 de julho de 2011

Os encantos da morte de Alfredo Neto


Na 229° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 24 de julho de 2011, transmissão Rio Una FM 87,9 divulgamos o lançamento do livro: Os encantos da morte de Alfredo Neto.

domingo, 25 de novembro de 2007

LIVRO: "CANTADORES" DO LEONARDO MOTA


Na 60ª edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, Celeste Martinez interpretou as quadras de amor do poeta repentista Cearense, João Mendes de Oliveira, retirado do livro: "Cantadores" do professor Leonardo Mota.
PASSEI PONTE, PASSEI RIO,
PASSEI TAMBÉM UM RIACHO:
QUANTO MAIS VEZ EU TE VEJO,
MAIS BONITINHA EU TE ACHO...
EU QUERO FALÁ CONTIGO
DEBAIXO DUM BOM SOMBRIO,
ONDE NÃO VENTE NEM CHOVA,
NÃO FAÇA CALÔ NEM FRIO.
DESDE A HORA EM QUE TE VI,
PERDIDO POR TI FIQUEI:
SE EU DE TI NÃO FÔ VALIDO,
NÃO SEI MAIS DE QUEM SEREI...
O MEU PÉ DE CRAVO BRANCO,
MINHA VARANDA DE PRATA,
TUA CHEGADA ME ALEGRA,
TUA SAÍDA ME MATA.
ESCREVI PRO CÉU SABENDO
TOU À ESPERA DO DESPACHO:
UM CORPO COMO ESSE TEU
CAÇO NA TERRA E NÃO ACHO!
QUEM TIVÉ SEU BEM NA VIDA
NÃO DIGA QUE SÓ É SEU:
QUANDO VÊ-LO EM BRAÇOS DE OUTRO,
HÁ DE CHORÁ CUMO EU!
João Mendes de Oliveira, o cantador de Juazeiro (Ceará)