domingo, 17 de agosto de 2008

Água, terra, fogo e ar

Água
Terra
Fogo e ar
Conspiram ao meu favor.

Sinto
Aspiro
Vejo e toco
A sucessão do instante morto ao meus pés
RÉQUIEM PARA UM PARADIGMA.

Se todos os ápices
Se todos os vértices
Sedimentassem bases
O tempo desta espera expulsaria uma nova cria.

Provaria ao instante
Que a ARTE equivale a ARTE
O VAZIO ao VAZIO.


E QUE EU SOU A CLAVE!

Como submeter o futuro a esta conspiração?

Não podemos respirar dentro deste aquário.
A era está parindo um novo tempo e somos os TITÃS dentro de GAIA.

Celeste Martinez - escritora (retirado do livro: Valenciando- Antologia de escritores de Valença - Bahia - Brasil)



Estrada Decolores

Dálias brancas
Cacaus amarelos
E pimentas vermelhas
NA ESTRADA DECOLORES


Rosas rosas
Verdes mamões
E o vermelho do camarão
Que é fachada de um bar
NA ESTRADA DOS SABORES

Distantes craveiros
E palmeiras distantes
Num céu todo azul
Sensíveis opacas cores
De um verde amarelado das flores
De esguios quiabos


Violetas anêmonas
Entreabrem-se
São as flores dos saborosos maracujás.

Charmosíssimas noivas
São as flores dos laranjais
E um cheiro forte de café no ar

E os dendês
Dormentes
Dormem
Friamente no barro da estrada.

E os machados
Se aquecem com as carnes de envelhecidas jaqueiras
NA ESTRADA DAS DORES

Na estrada,
Terapia intensiva para a dor
Que traz a flor.

Celeste Martinez - escritora (retirado do livro: Valenciando- Antologia de escritores de Valença - Bahia - Brasil)


Bato a minha porta

Bato a minha porta e entro.
Recolho-me ao quarto.
Perco as chaves.
Acendo as luzes do pensamento e em suas paredes rabisco frases.
Dispo-me,
Visto-me,
De invisibilidade
e em suas entrelinhas traduzo-me.
Neste amplo e recolhido quarto
Existem ESPELHOS
E as únicas janelas existentes são meus olhos.
É noite nos poemas tristes
E frio em minha culpa por pensá-los.
Caem folhas,
Corre o vento,
Desce a chuva sobre as pedras das calçadas,
Discorre o sol nas cicatrizes dos corações,
Passam homens,
Super-homens.
Passam mulheres,
CUIDADO FRÁGEIS!
Passam querubins,
Passam sonhos transbordantes,
Cântaros,
Que se derramam dentro do quarto.

Celeste Martinez - escritora (retirado do livro: Valenciando- Antologia de escritores de Valença - Bahia - Brasil)


Neste domingo, 17 DE AGOSTO DE 2008, das 11 às 12 horas (hora de Brasília), aprecie alguns poemas do CD: "EU DESTILO LOUCURAS DOSADAS", especial poesia e música, no programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, com Celeste Martinez, pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM direto de Bahia - Brasil
Acesse: http://www.radioclubedevalenca.com.br/


En neste domingo, 17 de agosto de 2008, a las 11 horas de la mañana (hora de Brasília), desfrute los poemas do CD: YO DESTILO LOUCURAS DOSADAS", especial de poesia y musica, en el programa radiofónico ALACAZUM PALABRAS PARA ENTRETENER con Celeste Martinez por la Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM directo de Bahia - Brasil
Acesse: http://www.radioclubedevalenca.com.br/


In this Sunday, August 17, 2008, from 11 to 12 hours (hours of Brasilia), enjoy some poems on the CD: "EU DESTILO LOUCURAS DOSADAS," special poetry and music in radio programme ALACAZUM WORDS FOR ENTRETER, with Martinez by Celeste Radio Club of Valencia KHZ AM 650 Direct from Bahia - Brazil
Visit: http://www.radioclubedevalenca.com.br/

sábado, 16 de agosto de 2008

Veinticuatro horas

Veinticuatro horas son suficientes para vivir no más que esto.
Y cierro los ojos y el tiempo cambia su cronología.
Nuevamente abro las ventanas,
más veinticuatro horas de recomienzo
y más algunas horas para el sueño.
El principio y el fin.
Y nunca la muerte.
¿Dónde estará?
¿En qué bar deglute el aperitivo alentador para el trabajo duro pródigo de
embarque de fríos?
Sí, veinticuatro horas son suficientes para ver la aurora,
el atardecer,
la lluvia
la brisa,
el sol,
el mar,
el río.
Vomitar palabras sucias y corregirlas.
Pedir disculpas
volver a ser,
terminar el guión,
bailar con la vida.
Veinticuatro horas son necesarias para que el hombre viva en la ciudad
y vaya al
campo.
Veinticuatro horas para sentirse,
desvestirse,
observar el espejo, porque de él no podemos huir.
Y son veinticuatro horas corriendo, acomodando los sentidos a
las tristes figuras.
Oyendo reggae, axé music,
Jamás oyendo Bach
Veinticuatro horas para purificar los sentidos.
Beber agua.
Beber la risa y transformarla en lágrimas de lluvia que caen al
ritmo de los
veinticuatro tañidos de la campana.

Poema de Celeste Martinez
traduzido do português para o castellano pela escritora argentina Myriam Rozenberg

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Você já participou de uma relação COMENSAL?

Tubarão e Rêmora -relação ecológica (comensalismo)

Apesar do alto grau de organização expressa nas sociedades de insetos, a exemplo das abelhas, cupins e formigas, não podemos comparar com os mesmos mecanismos que regem as sociedades humanas.
Uma colméia de abelhas, chega a reunir mais de cinqüenta mil indivíduos, que não sobreviveriam senão em grupo, enquanto que nas sociedades humanas, os relacionamentos mínimos entre três membros ou entre dois, não conseguem ser gerenciados nos menores obstáculos, a ponto de em muitos casos usarem métodos violentos para extinguir uns aos outros.
Embora tanto em uma sociedade quanto em outra, possamos presenciar sinais parecidos: como a luta e competição; divisão de atividades e funções. Por mais que as lutas físicas por alimento, água, luz, território sejam expressos de forma diferentes. Principalmente as demarcações de territórios, principio de todas as guerras existentes no mundo.
É evidente que as rivalidades entre as espécies não são recentes, é de sempre a agitação, o reboliço, a comichão ocasionada pela vida em favor da vida. Desde o micro dos elementos ao macro, nos deparamos com conflitos em prol da preservação da espécie. Segundo Darwin que vença o mais forte.
Hoje, me proponho a refletir sobre as interações entre os seres de uma determinada comunidade e me basearei nas relações ecológicas. Foi aí, neste ponto de apreensão do raciocínio que a mente vislumbrou uma imagem fantástica: um hipopótamo com a boca escancarada tendo Tchiluandas pousadas em seu interior, realizando faxinas entre seus dentes.
Quantos casos não podem ser apontados nas sociedades humanas?
E aí me lembrei do caso de “fulano” que se dispunha a realizar favores a "sicrano" e não a "beltrano". A síntese de minha analise foi de que entre "fulano" e "sicrano" havia uma afinidade ou conveniência que justificava a atitude deste em relação ao outro.
Seria uma relação harmônica?
No reino animal sem dúvida, mais se transportamos para as relações humanas seria uma troca de interesses. Levando-se em conta o modelo operacional que vigora no mercado onde o capital humano é valorizado pelo peso, cor e principalmente pela embalagem. Muito raramente pelo líquido que contém.
Uma outra forma de relação ecológica é da rêmora (ou peixe-piolho) e o tubarão. Quando o pequeno peixe se agarra nas ventosas do tubarão viabilizando o transporte e possível obtenção de alimentos, a rêmora se beneficia com a associação, enquanto que o tubarão aparentemente não obtém nenhum beneficio, embora não sofra prejuízo. Novamente nos deparamos nas sociedades humanas casos parecidos. É neste “convidar à mesa”, significado do termo comensalismo que se desenrola as teias das relações humanas.

Você já participou de uma relação comensal*?
Quem fazia o papel da rêmora?
Quem fazia o papel do tubarão?
Penso que nas relações ecológicas entre as espécies, estes tipos de associações seriam denominadas harmônicas, por que, diferente dos seres humanos, estes não depõem intenções em suas atividades trabalhistas. Alias não existe nem a idéia do que seja trabalho. Só os seres humanos podem racionalizar as ações das suas atividades físicas e psíquicas.
Os Tchiluandas ao extrairem dos dentes dos hipopótamos as migalhas de alimentos para sua sobrevivência não estão recebendo remuneração por isso, simplesmente exercem a ação que lhes possibilita alimentar-se. O mesmo ocorre com a rêmora. Ela não paga taxa de locomoção ou ticket restaurante. As plantas epífitas, a exemplo das orquídeas, bromélias e samambaias que vivem sobre os troncos de árvores não pagam mensalidades pelo condomínio. É assim em todas as relações ecológicas. Porém quando direcionamos a reflexão para as relações humanas surgem às intenções e sem sombra de dúvida podemos identificar o comensalismo desarmônico, perverso, carregado de intenções e interesses.

Você já participou de uma relação comensal*?
Quem fazia o papel da rêmora?
Quem fazia o papel do tubarão?
Celeste Martinez - Escritora
*Comensalismo - É um tipo de relação ecológica entre duas espécies que vivem juntas. O termo comensal significa algo como "convidado à mesa".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MANIFESTO DA ARTE POSER

O Manifesto Poser foi escrito por Horacio Martinez e Gugui Martinez na cidade de Valença Bahia no dia 08 de Agosto de 2008.


MANIFESTO POSER


Baseado nos princípios de liberdade de expressão e completo descomprometimento com regras medíocres que permeiam os recintos decadentes de qualquer escola artística a partir desta data instala-se a ARTE POSER.
Para a ARTE POSER o que vale é a energia psíquica, o potencial artístico que libera o performático.
A ARTE POSER se apropria do instante para revelar-se. A obra esta no ser humano mais do que em qualquer material modelável ou qualquer objeto externo à condição humana.
Ao contrário do termo “Posar” que significa prostrar-se momentaneamente diante de uma câmara ou diante de alguém como modelo, na ARTE POSER, essa atitude é paradoxal por que ao mesmo tempo em que se demonstra como modelo em fase de transformação para a obra de arte, é a obra de arte em fase de transformação para um novo modelo. POSER é por isso a atitude performática de alguém diante de um público. A ARTE POSER se baseia nestas atitudes performáticas, criadas por um ou mais artistas para revelar exacerbadamente a energia psíquica que resulta no potencial artístico que libera o performático. Quem se propõe a isso, não é um modelo passivo, inerte. Não é uma peça modelável, um corpo sonolento, uma massa espojada aleatoriamente. Não é um quadro, uma escultura, um desenho, uma instalação. É um quadro, uma escultura, um desenho, uma instalação em uma ação performática. E por assim se revelar passa a chamar-se ARTISTA POSER todo aquele que se apropriando de uma idéia, de um tema, transforma o reservatório da energia psíquica, em uma ação capaz de provocar um constrangimento coletivo. Entenda-se por constrangimento coletivo a ação de provocar no público o sentimento de repulsão até a causa da polêmica. A ARTE POSER não pode ser separada do artista. O artista é a arte, a obra de arte, o veículo, a matéria prima, o expoente, o exposto, o exótico, o ótico, o obvio. O ARTISTA POSER, encerra uma originalidade quase ingênua embora debochante, uma fragilidade adocicada embora agressivamente agridoce.

1- A arte poser pode ser desenvolvida em qualquer espaço.
2- O artista Poser não se importa com elogios ou criticas. Ele é o centro das atenções. Ele é a própria obra.
3- Cada um pode usar a sua obra de arte interior.
4- Para o artista Poser todas as pessoas são obras de arte mais nem todas sabem utilizar seu potencial Poser.
5- O artista Poser pode ser natural ou artificial, o importante é o impacto de sua atitude.
6- O artista Poser independe de convites para participar de qualquer evento de arte.
7- O artista Poser nunca se irrita ante a ira do semelhante (que ainda não assumiu a arte Poser)
8- O artista Poser nunca paga para expor em nenhuma galeria, salão ou bienais de arte.
9- Na arte poser o que vale é o ser humano.
10- A ARTE POSER está em constante evolução apoiada por depoimentos e atitudes dos que ainda não assumiram a ARTE POSER mais que contribuem sensivelmente para sua manifestação enquanto ARTE. (redigido às 20:00 horas do dia 10 de agosto de 2008)


Valença, 08 de agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

91° edição ALACAZUM

No dia 10 de agosto de 2008, foi retransmitido a 89° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, cujo tema foi música popular brasileira, a transmissão foi via on line através da Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Morro de São Paulo - Bahia - Brasil

O povoado de Morro de São Paulo, Bahia, Brasil é um dos tantos paraisos localizados na ilha de Tinharé, municipio de Cairu, onde você pode desfrutar da beleza até se extasiar. É neste belo lugar que se encontra a mais antiga casa de massas : a Strega Spaghetteria


Strega Spaghetteria

Cercas elétricas

Sabe uma dessas manhãs em que ao acordar, você se depara com algo inusitável em termos de deformação da paisagem?

Não foi o dendezeiro do quintal ao lado que arrancaram depois da nossa ousadia em defende-lo. Não foi também o restante dos manguezais que cercam a nossa casa. Pois é, foi em uma dessas manhãs aterrorizantes ao olhar, que meu ser ficou congestionado de impressões inusitáveis. Não inusitável em termos de euforia que dignifica a alma e sim o choque diante da angustia do cotidiano em que as surpresas são sempre na maioria das vezes malignas.

Abri a porta de casa e olho em frente. A casa do vizinho toda cercada por essa tal de cerca elétrica. Não ficou só nisso, dobro a esquina e outra e mais outra. De repente toda a vizinhança estava fantasiada com este apetrecho recente, criado como forma de afastar o perigo do intruso em sua residência. Mais um recurso dos engendrosos do comércio. E fiquei com aquela sensação de que estava fora do rol dos que se acautelam ante um perigo eminente.

Como ser cauteloso se a vida é um vendaval constante?

Sou artista. Não aquele do seriado norte-americano que nunca morre e que você sabe desde o começo do filme que ele é o “mocinho”. Não, não sou este tipo de artista comercial. Sou dos que carregam pedras, dos que sangram as mãos, dos que machucam os pés, dos que transpiram e gosta das gotículas que caem salgando a boca. Eu aprecio essa vida de ser artista.

Sim, voltemos as cercas elétricas. Naquele instante me senti fora do contexto. E pensei: algo está por vir. Não é possível que toda essa gente de repente se prepare com cercas elétricas por nada. E então me posicionei a pensar qual o perigo eminente.

Uma invasão por seres extra-terrestres?

Uma invasão do exército além do atlântico?

Uma invasão por supostos inimigos de todos os vizinhos do meu bairro?

Por que essas questões devem ser levadas em conta já que no cotidiano já está impresso a violência urbana, a marginalidade, os assaltos, as violações, arrombamentos, a fome, a diferença de classe, as injustiças, o despotismo, a falta de oportunidade e outros tantos efeitos e ações dos que regem o lugar em que vivemos. Isto eu já sei e todos vocês também. Obviamente voltei a refletir que não poderia ser uma invasão extra-terrestre, não creio que estes seres estejam tão atrasados e tão deseducados para invadir o planeta terra. Tão pouco além do atlântico ou entre os nossos vizinhos mais próximos. Agora se todos esses distúrbios da vida social mal gerenciado, nos afetam diariamente e não temos as vantagens ou o direito que prescreve a lei, que é a segurança, não creio que cercas elétricas vão inibir o “inimigo”, que é um ser humano, que não é privilegiado, que não é avantajado por falsos títulos, que não comanda nenhuma instituição, que não desfruta de uma residência no mínimo estruturada com saneamento básico, que não desfruta do lazer, etcetera e etcetera e tal.

Não creio que estas ditas cercas elétricas vão inibir o mal de não ser acometido pelo sobressalto. Sabe por quê? Por que simplesmente estamos vivos. Basta está vivo para ser suceptivel aos sobressaltos. Esta manhã, meus olhos ficaram embotados de cercas elétricas e senti um calafrio percorrendo todo o meu corpo, talvez o choque por tantas cercas elétricas, talvez por pensar que o pânico chegou ao meu bairro e se instalou na casa de todos os meus vizinhos que têm cercas elétricas e que eu acordei tarde e não vi a mensagem escrita nos jornais que dizia que devemos nos preparar para os próximos dias de inverno.


Celeste Martinez- escritora

terça-feira, 5 de agosto de 2008

90° edição do ALACAZUM

No dia 3 de agosto de 2008, foi retransmitido a 88° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, cujo tema foi música gótica, a transmissão foi via on line através da Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM. Site: http://www.radioclubedevalenca.com.br/

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Fábio Luz

Era o ano de 1864. Precisamente 31 de julho de 1864. Em uma destas sedes de fazendas assobradadas, construídas em alvenaria de pedra, com planta tendente ao quadrado, recobertas por telhados de quatro águas, sem varanda... Destacando na parte térrea quatro janelas e uma porta central e no primeiro andar cinco janelas de guilhotina...

Aí neste sobrado, onde em seu interior encontravam-se em perfeito estado de conservação, móveis em estilo rococó, marquesas, consoles com pata de animal, mobílias austríacas de palhinhas, lustres de cristal e espelhos com molduras douradas...

Justamente neste ambiente polidamente arrumado, destacava-se no centro de um dos quartos (o quarto de casal) uma enorme cama, cuja cabeceira exibia volutas, rocalhas, flores e palmas, entalhadas em jacarandá. Em meio a volumosos lençóis de algodão branco, uma mulher, entre gemidos tímidos, suores transbordantes e expressões dolorosas, esforçava-se no sublime trabalho de parto. Outras pessoas acompanhavam de perto a agonia da mulher. Uma delas mantinha-se perto da cabeceira com uma toalha. As outras duas, permaneciam sentadas, cada uma de um lado da cama, segurando firmemente sua mão entre breves ladainhas. O médico animava a paciente com palavras incentivadoras, enquanto exercia sua função prática no resgate da criatura.

Além das fronteiras geográficas, no continente europeu, a três meses atrás neste mesmo ano, nascia o sociólogo e economista alemão Max Weber. Se manhã ou tarde, dia ou noite, não consta nos arquivos. Sabe-se apenas que chovia torrencialmente acompanhado de trovões e relâmpagos. Cercada por esses fenômenos físicos e os temores religiosos fundamentos de sua educação, a mulher rompeu um grito e este seguiu na mesma freqüência abrupta que o grito da criança e também do último trovão daquela ocasião. E para que conste nos registros, neste mesmo ano em Costa Rica, Irazu, o vulcão, eclode larvas incandescentes.

Esta cena tão comum do cotidiano, passaria despercebido se não fosse por um único detalhe: a criatura em questão era Fábio Lopes dos Santos Luz. Ilustre personagem da história de Valença- Bahia. Esta introdução poderia ser a verdade do nascimento de Fábio Luz cujos registros atuais são escassos, desprovidos de detalhes sobre sua família, porém convém aguçar a imaginação, resgatando a memória deste que lutou por uma sociedade mais justa e igualitária.

Àquela época, a povoação do Amparo, à margem do Rio Una, já havia sido elevada a Vila com o nome de Valença, em homenagem ao Marques de Valença, D. Afonso. E também por esta época, Valença participava ativamente do novo modelo de trabalho que começava a se configurar no mundo após a revolução industrial. Possuia uma fábrica de tecidos, que produzia diariamente 600 varas de pano. Era a maior fábrica de tecidos do império contando inclusive no ano de 1860 com a visita do imperador D. Pedro II. Caracterizava-se pelo emprego de mão de obra remunerada com grande participação feminina. Evidente que os salários eram baixos, entretanto a fábrica complementava através de serviços assistenciais, como moradia, alimentação, educação, etc. Vale destacar que até esta época (1864), o Brasil, continuava a manter cativos a grande população africana.

Nosso protagonista, Fábio Luz, não permanece por muito tempo na cidade de Valença, Bahia. Entre 1883 e 1888 estudou medicina na cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Neste período engaja-se nos ideais abolicionistas e republicanos. Mais foi somente na cidade do Rio de Janeiro que conhece as bases do Anarquismo Libertário. Como médico, trabalhou por muito tempo atendendo a população mais carente do Rio de Janeiro no período em que as epidemias assolavam a Capital Federal. Como educador promoveu a Universidade Popular destinada a formação cientifica e política dos operários. Fundou dois jornais: A Luta Social e Revolução Social. Escreveu para outros: A Plebe, A vida, Voz da União, Spartacus, etc., e entre suas produções literárias encontramos romances e novelas de temática social e orientação anárquica.

Se muitos dos habitantes da cidade de Valença, Bahia, neste dia 31 de julho de 2008 não reconhecem ou não recordam da data de nascimento do Fábio Luz é por que uma página da história da cidade de Valença, ficou esquecida. Neste dia 31 de julho, muitas coisas continuam adormecidas em muitos calabouços da memória. As ruas já não falam, os prédios não mais suspiram, as pessoas já não contam suas histórias, muitas delas adormecem nos retângulos frios dos cemitérios. Hoje, 31 de julho, a escravidão continua a existir, vestida sutilmente de liberdade, iludindo-nos a todos com suas facilidades de crédito em seis, doze, vinte e quatro vezes... O certo é que em algum lugar alguém recordará Fábio Luz e sua memória será mantida e seus ideais reflexionados.
O esquecimento é um frio ambulante, habituado aos desapegos, aos adeus. Segue sempre com o vento...Hoje será diferente!A memória, vestiu-se mais cedo, sentou-se no banco de madeira e resolveu contar sua história.

Viva Fábio Luz! Viva Valença da Bahia.
Celeste Martinez - Escritora
Segue outra teia de reflexão:

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Hoje, amanheci remoendo o pensar.
E o pensar é uma caverna nutrida de visões,
sabores...
Mastigo as vibrações que povoam meus sentidos
lentamente
e deixo-me levar pelo ritmo das mandíbulas
assim como quem se embriaga com visões ignotas...
Passa uma palavra
vestida de vontade
pousa em minha boca
provoca a comichão
(até aqui o poema foi interrompido. Pensou-se em dar continuidade no outro dia todavia o outro dia nunca aconteceu para o poema e este tornou-se um disforme)
Celeste Martinez
escritora
Ontem, dia 27 de julho de 2008, não foi exibido a edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER; pedimos a compreensão dos nossos ouvintes-leitores ao mesmo tempo que agradecemos aos nossos parceiros culturais que continuam conosco até o momento.

domingo, 20 de julho de 2008

89° edição ALACAZUM

Na 89° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 20 de julho de 2008 (via on line) abordamos a música popular brasileira (MPB) como segundo ítem de preferência musical dos nossos internautas (conforme enquete realizada anteriormente), nesta perspectiva elaboramos um tema: "Músicas, lendas e histórias brasileiras", privilegiando as seguintes lendas: "A lenda da Iara", que compreende a região norte do brasil e "A fonte dos Amores", que corresponde à região sul do Brasil, retiradas do livro: "Lendas Brasileiras" do Câmara Cascudo; ainda desfrutamos do conto: "A Mariquita", do professor Cid Teixeira, jornalista e historiador baiano; no quadro: Artes Visuais, o artista plástico Horacio Martinez abordou sobre a vida da pintora, gravadora e desenhista brasileira Anita Catarina Malfatti; oferecemos como dica de leitura, o livro: "Os Lusófonos" do cantor e compositor brasileiro, Martinho da Vila; no quadro das expressões populares informamos sobre o significado e a origem da seguinte expressão popular: "Será o Benedito"?; apresentamos ainda alguns fatos registrados na semana inclusive o falecimento da atriz brasileira Dercy Gonçalves e como complementação musical prestigiamos os seguintes artistas: Martinho da Vila, Clara Nunes, Miucha e Tom Jobim; Moraes Moreira, Maria Bethânia e Waldir Azevedo.
E não esqueça:
Escute aos domingos das 11 às 12 horas (hora de Brasília) o programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER http://www.alacazum.com/ com Celeste Martinez pela Rádio Clube de Valença 650 HKZ AM direto de Bahia - Brasil ou em http://www.radioclubedevalenca.com.br/

Na transmissão do programa radiofônico RADIONOVELA (direto de Lisboa - Portugal) http://www.radionovela.com.pt/do dia 06 de julho de 2008, o comunicador Sérgio Teixeira faz referência ao programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER.
Confira!
Ouve aqui a emissão do dia 6 de Julho de 2008.
Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.

A Mariquita



Todo bairro tem seus ícones, seus personagens que, de tanto referidos, terminam por serem transformados em representações da história da comunidade. Ali pelos anos trinta do século XX, todo o Rio Vermelho - Mariquita - gravitava em torno da pedreira do senhor Adolfo Moreira. Ali, onde hoje há um espaço de estacionamento do Hotel que foi Meridien e que agora tem outro nome, parece que é Pestana, se não me falha a memória, havia uma pedreira que todos os dias detonava um cartucho de dinamite, em plena cidade de Salvador, área urbana.
Ninguém estava reclamando, estava todo mundo tranquilo, detonava um canudo com um cartucho de dinamite às três da tarde e as pessoas, longe de se zangarem, conferiam os seus relógios, porque o paradigma era a denotação do dinamite da pedreira. Esse Adolfo Moreira, homem rico, morava numa casa que mais tarde, com a morte dele, e por sua vontade testamentária, se transformou numa casa de orfãs - Abrigo Hercília Moreira, nome da mãe dele. O Asilo foi doado a umas freiras que o mantêm ainda hoje.
Esse homem era um tipo curioso. Para se ter uma idéia: era o único morador do Rio Vermelho que, na época, tinha um automóvel. Era um homem gordíssimo. O automóvel já estava meio empenado com o peso dele de um lado, mas era o único: o carro do senhor Adolfo Moreira.
Ele se dava, não direi a um luxo, que era encanto para os garotos amigos dos seus filhos. Tinha, em casa, um viveiro de pássaros enorme. E era uma armação de ferro forrada de grades de tela e permitia que um homem lá entrasse com folga. Um homem, ou dois, ou três. Os passarinhos ficavam ali dentro, com algum ar de liberdade. Havia um cidadão que cuidava disso, com obrigação de colocar comida e água.
Um dia, era tempo de quaresma e o homem que devia cuidar dos passarinho, ou foi negligente ou teve um problema, qualquer, o fato é que ele não cuidou dos bichos. O senhor Adolfo Moreira surpreendeu os passarinhos dele com sede, e alguns já caídos, com fome. Ele pegou os meninos que estavam por ali, inclusive a mim e perguntou:
- Não é tempo de quaresma, agora?
- É, sim senhor. Foi a respeitosa resposta...
- Não é tempo de tomar bênção às mães?
- É, sim senhor.
- Já tomou à sua?
- Já sim, senhor. Não estou sabendo para onde ia com essa conversa toda. Vimos que pegou a porta do viveiro, abriu, segurou uma toalha que estava perto e saiu espantando, soltando os passarinhos.
- Vai cambada, vai tomar bênção às suas mães que é tempo de quaresma!
E espantou os passarinhos todos, que, desabituados à liberdade, foram na grande maioria morrer na praia em frente.

Cid Teixeira do livro: Histórias: minhas e alheias

Dica de Leitura


Na 89° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER oferecemos como dica de leitura o livro: Os Lusófonos do cantor e compositor brasileiro Martinho da Vila.
Martinho da Vila narra neste romance sua verdadeira epopéia por um entrelace de culturas tão diferentes na sua origem e tão aproximadas pelo calor do idioma, tornando-nos irmãos de nacionalidades diferentes. Sua vivência, sua vida, suas paixões, enfim, sua trajetória, que por vezes se mistura com a trajetória da cultura dos países de sua adoração.Mergulhe, explore, e identifique-se, em rota inversa, com os caminhos lusófonos. Esta pode ser a sua própria história.

Quadro: Artes Visuais

Performance do artista plástico Horacio Martinez
Na 89° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, o artista plástico Horacio Martinez, teceu comentários sobre a pintora, gravadora e desenherista brasileira, Anita Catarina Malfatti.

Anita Malfatti


Retrato de Anita Malfatti aos 23 anos
Anita Catarina Malfatti, nasceu em São Paulo no dia 2 de dezembro de 1889 e faleceu no mesmo estado no dia 6 de novembro de 1964. Foi uma pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira. Filha do engenheiro italiano Samuel Malfatti e de Betty Krug, norte-americana, mas de família alemã, foi a primeira artista brasileira a aderir ao modernismo, tendo sido uma das expositoras da mostra, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, que fazia parte da Semana de Arte Moderna de 1922.


Anita Malfatti - A ventania

Anita Malfatti - O farol
Anita Malfatti - Estudante
Na 89° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER apreciamos a leitura de duas lendas brasileiras, retiradas do livro: "Lendas Brasileiras" do Câmara Cascudo. A primeira: "A lenda da Iara", que representa o folclore da região norte do Brasil e a segunda: "Fonte dos Amores", que representa o folclore da região sul do Brasil.

Fonte dos Amores

"Quem for visitar o Passeio Público, e olhar a "Fonte dos Amores", verá que somente os dois jacarés, símbolo da cobiça astuciosa, resistiram e estão vivendo, mandíbulas abertas, através dos séculos..."

Fragmento da lenda "Fonte dos Amores" , do livro: Lendas Brasileiras do Câmara Cascudo.







Fonte dos Amores no Passeio Público do Rio de Janeiro - Brasil



Região Sul Brasileira



A Região Sul é uma das cinco grandes regiões em que é dividido o Brasil. Compreende os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que juntos totalizam uma superfície de 576.300,8 km². A Região Sul é a menor das regiões brasileiras e faz parte da região geoeconômica Centro-Sul. É um grande polo turístico, econômico e cultural, abrangendo grande influência européia, principalmente de origem italiana e germânica. A Região Sul apresenta altos índices sociais em vários aspectos: possui o maior IDH do Brasil, 0,807, e a segunda maior renda per capita do país, 13.208,00 reais, atrás apenas da Região Sudeste. A região é também a mais alfabetizada, 93,7% da população.
Faz fronteiras com o Uruguai ao sul, com a Argentina e com o Paraguai ao oeste, com a Região Centro-Oeste e com a Região Sudeste do Brasil ao norte e com o Oceano Atlântico ao leste.
Fonte: Wikipédia

Região Norte Brasileira


A Região Norte é uma das cinco regiões brasileiras. É formada por sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A Região Norte está localizada na região geoeconômica da Amazônia entre o Maciço das Guianas (ao norte), o Planalto Central (ao sul), a Cordilheira dos Andes (a oeste) e o Oceano Atlântico (a noroeste). Na região predomina o clima equatorial com exceção do norte do Pará, do sul do Amazonas e de Rondônia onde o clima é tropical.

Fonte: Wikipédia

Dia dois de fevereiro: dia de Iemanjá



Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
Pra salvar iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou

Dorival Caymmi

Vocabulário e informações

IARA - significa mãe d' água, senhora d' água, de í, água, e ara, senhora.
IGARAPÉ - braço de rio que penetra interior das terras, podendo apresentar condições de navegabilidade, ou então originar-se de veios de nascentes em determinados pontos.
IGAPÓ - floresta alagada.
IACUMÁ- remo
IURARÁ- tartaruga
IR DE BUBUIA - deslizar na correnteza, sem o impulso da jacumã, ao sabor das águas, descendo.
MATUPIRIS - peixinhos que andam em bandos pelas margens dos rios.
JAUARIS - palmeiras
O GIGANTE DOS RIOS - é o rio Amazonas.
PIRACEMA - cardume de peixe quando sobe os igarapés para desovar.
MURIZAL - aglomeração de muris, gramínea aquática muito encontradiça nos rios amazônicos.
JAÇANÃ - pequena ave pernalta, comum no Norte e Nordeste brasileiro.
PIRARUCU - pirá, peixe, urucu, vermelho

Fonte: Lendas Brasileiras - Câmara Cascudo

O que escutamos na 89° edição do ALACAZUM?




Ary Barroso

Ary Barroso

Ary de Resende Barroso, nasceu na cidade de Ubá, no dia 7 de novembro de 1903 e faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 9 de fevereiro de 1964. Foi um compositor brasileiro de música popular. Autor da bela música "Aquarela Brasileira", escrita no ano de 1930.

Aquarela Brasileira

Vejam essa maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela do Brasil em forma de aquarela
Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará, a ilha de Marajó
E a velha cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará, terra de Irapuã
De Iracema e Tupã
E fiquei radiante de alegria
Quando cheguei na Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia, do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipú
Assisti em Pernambuco
A festa do frevo e do maracatu
Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza, arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste, por todo o Centro-Oeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
No Rio dos sambas e batucadas
Dos malandros e mulatas
De requebros febris
Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E este lindo céu azul de anil
Emoldura em aquarela o meu Brasil.

Ary Barroso

Expressão Popular: SERÁ O BENEDITO?

  • Em 1930, João Pessoa, então presidente da Paraíba e candidato à vice-presidência da República na chapa de Getúlio Vargas, foi assassinado em Recife, por razões pessoais. Apesar disso, o pleito foi realizado na data aprazada, saindo vencedor o candidato paulista Júlio Prestes . Esse resultado não foi aceito por Getúlio e seus correligionários, que alegando a ocorrência de fraude na votação, incentivaram e promoveram rebeliões em vários estados, em um movimento golpista que acabou provocando a deposição do presidente Washington Luís, em 14 de outubro de 1930, e impedindo a posse do eleito.
  • Nomeado dias depois - 03 de novembro - pelos generais Tasso Fragoso, Mena Barreto, Leite de Castro e almirante Isaías de Noronha, como chefe de um governo provisório, Getúlio preocupou-se em substituir os presidentes estaduais nos quais não confiava, colocando no lugar de cada um deles, interventores que escolhia pessoalmente. Em 1934, convocada a Constituinte e elaborada uma nova Constituição para a República, Vargas foi eleito presidente pelos congressistas, para o quadriênio de 1934-38.
  • Em Minas Gerais falava-se no nome de vários possíveis candidatos ao cargo de interventor, entre eles o de Virgílio de Melo Franco e o do advogado Benedito Valadares Ribeiro (1892-1973), natural de Florestal, pequena cidade situada a 70 quilômetros de Belo Horizonte, mas residente em Pará de Minas, onde havia exercido sua profissão por longo período, até ser eleito vereador e depois prefeito municipal. Político extremamente ladino, muito experiente, e acima de tudo praticante exímio da difícil arte do não comprometimento, qualquer que fosse a situação, Valadares foi personagem principal de inúmeros casos interessantes, fictícios ou não, que corriam de boca em boca pelas alterosas.
  • Num deles, dizia-se que ao ser indagado sobre sua posição a respeito de determinado assunto relevante, ele respondeu com a maior seriedade: “Eu não sou contra, nem a favor, muito pelo contrário!” . O fato é que diante da hesitação do presidente em decidir qual seria o interventor mineiro, o povo temia que ele acabasse optando pelo pior de todos, e por isso se perguntava temeroso: “Será o Benedito?” .
  • E foi realmente. Em dezembro de 1933, Benedito Valadares tornou-se interventor em Minas Gerais, ocupando a chefia do executivo mineiro até 05 de novembro de 1945 (poucos dias depois da deposição de Getúlio Vargas), completando, portanto, um mandato de 11 anos consecutivos, façanha que provavelmente nenhum outro governador mineiro jamais alcançará. Desse fato histórico restou a expressão “Será o Benedito?”, usada sempre que alguém tem alguma dúvida sobre qualquer coisa.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2006

2008 ano internacional dos idiomas

Você sabia que antes da colonização européia, no Brasil existiam mais de mil linguas? Atualmente esses idiomas estão reduzidos a 180 línguas. Das 180 línguas, apenas 24 ou 13% têm mais de mil falantes; 108 línguas ou 60% têm entre cem e mil; enquanto que 50 línguas ou 27% têm menos de cem falantes e metade destas ou 13% têm menos de 50 falantes. O que demonstra que grande parte desses idiomas estão em sério risco de extinção.

Fonte: wikipédia
Na 89° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER divulgamos algumas notícias que integraram o panorama local, nacional e internacional, a exemplo da festa do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade de Valença- Bahia - Brasil, que é festejado todo ano no dia 20 de julho; a morte da atriz brasileira, Dercy Gonçalves, ocorrido no dia 19 de julho; a descoberta de mais uma estrela na via láctea; a exposição de Marcel Duchamp no MAM- São Paulo; a exposição multisensorial JUNGLE JAM, no MAM - Bahia e a iniciativa da cidade de Volta Redonda - Rio de Janeiro no investimento com veículos ecológicos (ecotáxis).

20 de julho de 2008: Festa do Sagrado Coração de Jesus - Valença - Bahia - Brasil

Mapa de localização da cidade de Valença - Bahia - Brasil

Mapa de localização da Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus - 1759 -( ou Igreja Matriz como é chamada) Valença -Bahia -Brasil



Morre Dercy Gonçalves

Faleceu no dia 19 de julho de 2008 (sábado) na cidade do Rio de Janeiro, vitíma de complicações decorrentes de uma pneumonia, a atriz brasileira Dolores Gonçalves Costa, popularmente conhecida como Dercy Gonçalves, contava com a idade de 101 anos de idade.

Conheça a trajetória da atriz Dercy Gonçalves: http://televisao.uol.com.br/ultnot/2008/07/19/ult4244u1198.jhtm

JUNGLE JAM no MAM - Bahia - Brasil


O Museu de Arte Moderna da Bahia
Convida para a Exposição: JUNGLE JAM
do coletivo de artistas CHELPA FERRO
Abertura: 21 de julho de 2008 - Segunda- feira, às 19 horas
Com o lançamento do livro: "CHELPA FERRO"
Conversa com os artistas: 22 de julho- Terça-feira, às 19 horas- Galeria 1
Exposição: de 22 de julho à 17 de agosto de 2008
Horários: de terça-feira a domingo das 13 horas às 19 horas
Sábado: das 13 horas às 21 horas
CAPELA DO MAM
71 3117 6139 / 6065

Exposição individual de Duchamp no MAM- São Paulo

Na quarta-feira, dia 16 de julho de 2008, foi aberto ao público a maior exposição individual do artista Marcel Duchamp, realizada na América do Sul, no Museu de Arte Moderna de São Paulo- Brasil.

Fonte: Folha on line

A flor Peônia


No site nippobrasil.com.br podemos ler uma linda história sobre a Princesa Peônia, escrita e ilustrada por Cláudio Seto.

Estrela Peony: com um brilho estimado de 3,2 milhões de sóis.

Imagem do telescópio Spitzer mostra a estrela Peony, na região central da Via Láctea
Pesquisadores detectaram o que julgam ser a segunda estrela mais brilhante da via láctea. A atual campeã é "Eta Carina" com uma luminosidade de 4,7 milhões de sóis. Segundo os pesquisadores, Peony (este é o nome do objeto, em homenagem a flor Peônia) está madura o suficiente para explodir em breve, em um processo chamado supernova "breve" que em astronomia significa qualquer período entre o agora e milhões de anos.
Fonte: Folha on line


Ecotáxis

Na quinta-feira, dia 17 de julho de 2008, começaram a circular na cidade de Volta Redonda ( Rio de Janeiro) os primeiros "ecotáxis" - triciclos usados para transporte público - Os novos meios de transporte, fazem parte do programa "Pedala Volta Redonda", que vai ser lançado nas comemorações dos 54 anos da cidade.
Fonte: O Globo on line

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Desenho de Gugui Martinez


Na 88° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 13 de julho de 2008 (via on line) trabalhamos com o tema: "Gótico", proveniente de enquete realizada semana antes onde se indagou sobre o gosto músical dos internautas. Baseados nisso, nossa programação abordou além da arquitetura gótica, (destacando Giotto de Bondone) o gótico (estilo de vida), a literatura que envolve este estilo. Entre os autores investigados, destacamos: Cruz e Sousa, Augusto dos Anjos, Charles Baudelaire, Edgar Allan Poe, na complementação musical apreciamos as seguintes bandas: Virgin Black, Tiamat, Venin Noir, Paradise Lost, Lacrimas Profundere e Theatre of Tragedy que têm em comun o gênero metal gótico. No quadro das expressões populares informamos sobre o significado e a origem da seguinte expressão popular: " É de tirar o chapéu". Na próxima edição do dia 20 de julho de 2008, abordaremos a música popular brasileira (MPB) como segundo ítem de preferência musical dos nossos internautas. Até lá! E não esqueça:
Escute aos domingos das 11 às 12 horas (hora de Brasilia) o programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER http://www.alacazum.com/ com a comunicadora Celeste Martinez pela Rádio Clube de Valença 650 HKZ AM direto de Bahia - Brasil ou em http://www.radioclubedevalenca.com.br/
ALACAZUM PARA VOCÊ!!!!!!!!!

Radionovela

Escute aos domingos das 16 às 17 horas (hora de Brasília) ou de 20 às 21 horas (hora de Portugal) o programa radiofônico: RADIONOVELA http://www.radionovela.com.pt/com o comunicador Sérgio Teixeira pela Popular Fm 90,9 MHZ direto de Lisboa- Portugal ou em http://www.popularfm.com/
Na transmissão do programa radiofônico RADIONOVELA do dia 06 de julho de 2008, o comunicador Sérgio Teixeira faz referência ao programa radiofônico ALACAZUM. Confira!
Ouve aqui a emissão do dia 6 de Julho de 2008.
http://www.zshare.net/audio/1487931483fcc531/
Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.
http://www.zshare.net/audio/1487931483fcc531/

Arquitetura gótica

O estilo gótico, foi um movimento cultural e artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XV, na Idade Média. O termo: " Arte Gótica" foi empregada por primeira vez por Giorgio Vasari no ano de 1550 e consta no seu livro sobre as vidas dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos. Possuía a principio carater depreciativo por que tanto para Vasari quanto para Ghiberti (outro estudioso do assunto) o intervalo compreendido entre a época de Constantino e o advento de Giotto, foi um período considerado nulo. Para estes estudiosos da arte, os pintores, escultores e arquitetos afastaram-se da tradição clássica, influenciados pelo novo ideal estético: O Gótico.