domingo, 13 de abril de 2014

O mar, de Amanda Duarte Silva

Na 347° edição do Alacazum palavras para entreter , apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez; que foi ao ar no dia 13 de abril de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,  apreciamos a poesia: O mar, de Amanda Duarte Silva do Colégio Social de Valença BA, poesia que integra o livro: Construções Poéticas - a palavra viva dos alunos e alunas do Social -

O mar

 No vai e vem das ondas
Começo a nadar
Mas quando estou cansada
Vou descansar.

De manhã cedinho
Eu quero ir para o mar
Mas tomo um cafezinho
Antes de ir nadar

Na hora de sair
É só alegria
Para a varanda devo ir
Ouvir histórias da titia

Amanda Duarte SIlva

Livro: Minha Querida Assombração de Reginaldo Prandi

Na 347° edição do Alacazum palavras para entreter , apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez; que foi ao ar no dia 13 de abril de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,  oferecemos como desafio para a conquista de 1 caixa de chocolate – oferecimento da Pizzaria os Martinez e 1 revistinha da turma da Mônica do Mauricio de Sousa, socializamos o título do livro: Minha  Querida Assombração de Reginaldo Prandi e ilustração de Rodrigo Rosa da Companhia das Letrinhas, que envolve o projeto: Leitura e Companhia do Colégio Social de Valença, através do Sistema COC, em parceria com a Companhia das Letras e a Person com alunos e alunas do Fundamental 1 e 2.

O que significa: bater uma caixa?

Na 347° edição do Alacazum palavras para entreter , apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez; que foi ao ar no dia 13 de abril de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM,  oferecemos como desafio para a conquista de 1 caixa de chocolate – oferecimento da Pizzaria os Martinez e 1 revistinha da turma da Mônica do Mauricio de Sousa, a seguinte pergunta: O que significa a expressão:  Bater  uma caixa ? segundo o Dicionário de Baianês do Nivaldo Lariú. A resposta:  Levar um papo.

sábado, 12 de abril de 2014

Sobre a inconstância ou “era ocasião da Páscoa" -Celeste Martinez






Sobre a inconstância ou “era ocasião da Páscoa" -Celeste Martinez

Que os seres humanos ponderem suas atitudes e mudem de opinião segundo a satisfação pessoal é natural mas que a volúpia constante seja encarada como ponderações sensatas tenho cá minhas dúvidas.

Fico matutando a inconstância das atitudes humanas principalmente quando se trata de atitudes coletivas. E foi aí que me recordei de um fato histórico de mais de dois mil anos. Sim, isto mesmo. Um fato que diz respeito aos seres humanos, aos sentimentos humanos, às atitudes humanas. Neste fato que envolve não um ser humano mas milhares de seres humanos em uma única investida. Faço questão de reproduzir na integra a passagem histórica que retrata esta inconstância dos seres humanos, retirado do livro sagrado: A bíblia.

“Então o Governador perguntou”:

—Qual dos dois vocês querem que eu solte?

— Barrabás! — responderam eles.

Pilatos perguntou:

—Que farei com Jesus, que é chamado de Messias?

—Crucifica! — responderam todos.

Ele perguntou:

—Que crime ele cometeu?

Aí começaram a gritar bem alto:

—Crucifica!

Então Pilatos viu que não conseguia nada e que o povo estava começando a se revoltar. Aí mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:

—Eu não sou responsável pela morte deste homem. “Isso é com vocês.”

Neste fragmento retirado do livro sagrado, notamos a inconstância do povo e a hipocrisia de Pilatos.

Este mesmo povo que condenou Jesus foi o mesmo que presenciou o milagre dos pães que alimentou mais ou menos cinco mil pessoas. Esta mesma multidão foi aquela que ficou admirada quando viu os mudos falarem, os aleijados e coxos andarem e os cegos enxergarem. Foi esta mesma multidão que viu o milagre do menino epilético e de quantas pessoas se atreveram a apedrejar Maria Madalena e não o fizeram. Foi esta mesma multidão que tinha consciência do milagre realizado por Jesus com Lázaro, a cura dos leprosos e outras infinidades de milagres realizadas pelo Mestre. Mais naquele instante diante de Pilatos esta mesma multidão mudou de opinião e não relutaram em afirmar que Jesus deveria ser crucificado. A multidão estava diante de um palco onde eram exibidas duas pessoas com históricos bem definidos. Barrabás por sua vida desregrada, violenta, sádica, perversa, hedionda. Jesus por sua pacificidade, por seu amor. Ambos estavam diante daquela multidão vestidos com sua história e a multidão enxergava isso. Mas foram capazes de negar os acontecimentos verídicos anteriores que eles participaram, usufruíram e até levantaram bandeiras.

E aí pergunto:

O que faz uma multidão mudar de opinião tão repentinamente?

Na mesma passagem do livro de Mateus diz:

“Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus convenceram a multidão a pedir ao governador Pilatos que soltasse Barrabás e condenasse Jesus à morte”

De que forma estes lideres convenceram o povo?

O aumento dos impostos era o que mais amedrontava a escoria desta época. E foi sem duvida o meio utilizado para coagir a multidão. Sempre a necessidade física como ponto chave para a coação.

Em outra passagem da bíblia, diz:

“ Pilatos sabia muito bem que os líderes judeus haviam entregado Jesus porque tinham inveja dele”.

Nota-se aí a hipocrisia de Pilatos. Ele sabia mais lavou as mãos diante do povo.

E por que os lideres judeus invejavam Jesus?

Simplesmente por que Jesus contestava aquela antiga forma de regime. Jesus contestava os meios sangrentos utilizados para alcançar o espiritual. Os sacrifícios. A rigorosa lei e seus impostos. Jesus não levantou nenhuma espada. Não confabulou revoluções que necessitassem invasões de territórios ou mortes para a tomada de tronos. Jesus simplesmente utilizou a palavra amor para nivelar as relações humanas. Jesus resgatava a humanidade àquela época esquecida. E esta contestação através da palavra e não da espada incomodava os lideres da época.

Michel Foucault (Microfisica do Poder) diz sobre os diferentes micros poderes que agem sutilmente nas relações pessoais e não separadamente. Cada um exercendo um poder sobre o outro. Este fato secular é um exercício para entender as atuais configurações de poder nesta microfisica do poder. Apesar de este fato histórico ter mais de dois mil anos as relações humanas continuam a seguir a mesma ordem. Apesar de que já não nos ameaça mais os impostos. Já convivemos com ele como uma ferida mal cicatrizada. Dói, mais faz parte do nosso corpo que por muitas vezes esquecemos que vive com a gente. Não temos o lugar chamado Gólgota (que quer dizer lugar da caveira”) onde levavam os condenados para a crucificação. Cotidianamente somos crucificados ao abrir a porta para a vida e por fatalidades nos acomete um acidente na calçada, na mesa de cirurgia, no atendimento médico no posto de saúde, no desrespeito, na incompreensão, no preconceito, etc.

Estamos novamente na semana da Páscoa e outro Barrabás será libertado em lugar de Jesus. Alguém lavará as mãos e o povo em uníssono dirá:

—Crucifica!

São as constantes injustiças a que presenciamos diariamente e muitas vezes calamos. Este dito Barrabás caminha no meio do povo e todos reconhecem o depravado mais por medo o saúdam. E só dentro de suas casas (mesmo assim cochichando por que as paredes têm ouvidos) comentam algo contra. Mas só dentro de suas casas.

Enquanto as necessidades físicas prevalecerem mais que a consciência sempre a cada Páscoa um Barrabás será solto, um Jesus será crucificado e não faltará alguém se fingindo o bonzinho lavando as mãos para não arcar com nenhuma responsabilidade. E não precisará dois mil anos para se reconhecer que alguém foi injustiçado por que já se internalizou tanto a hipocrisia, já se internalizou tanto os desejos materiais, as vaidades que qualquer forma de morte será encarada como um jogo de vídeo game ou como um bang bang a italiana.

> Imagem - "Dê-nos Barrabás!", ilustração do volume 9 de The Bible and its Story Taught by One Thousand Picture Lessons, de 1910.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Alcazum palavras para entreter na Rádio Tribuna de Vitória - ES


A escritora e locutora Celeste Martinez do Alacazum palavras para entreter em entrevista ao vivo no programa do Gean Feitosa da Rádio Tribuna na cidade de Vitória ES, em companhia do médico Norton Scarton, Violeta Martinez e Carmen Scarton .

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Poesia de Mariana Figueiredo do Colégio Social de Valença Bahia

Celeste Martinez - escritora e locutora do Alacazum interpretando a poesia da aluna Mariana Figueiredo do Colégio Social de Valença Ba

domingo, 6 de abril de 2014

O escritor Edson Marques segue o blog Alacazum palavras para entreter




Quem segue o blog Alacazum palavras para entreter é o escritor Edson Marques Autor dos livros "Mude", "Solidão a Mil", "Teoria do Acaso", "Manual da Separação" e "Cooperativa de Trabalho", entre outros. Estudou Filosofia na USP. Consultor.Criador da Xtratego Ferment. Site: www.EdsonMarques.com /// Autor do poema Mude, muitas vezes atribuído erradamente a Clarice Lispector, Pedro Bial e Paulo Coelho, etc. Tal poema foi publicado em livro pela Pandabooks, com prefácio de Antonio Abujamra. E também gravado na faixa 4 do CD Filtro Solar do Pedro Bial. "Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade, etc." /// Enfim, sou bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade e amante de todos os meus amores... /// No fundo, eu amo a liberdade como se não pudesse amar outra coisa: no céu da minha boca não há fogos de artifício: só estrelas!

Clotilde Tavares visita o Blog Alacazum palavras para entreter

A escritora pernambucana Clotilde Tavares visita o blog Alacazum palavras para entreter e deixa comentário:
Foi uma excelente surpresa e um grande prazer encontrar meu livro sendo lido em um programa de rádio! Um grande abraço.

Na 346° edição do Alacazum palavras para entreter

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 30 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a música:  Vela branca sobre o mar com Oswaldo Neri Santiago.

Vela branca sobre o mar

Vi
no mar negro mar do teu olhar
como uma espuma a flutuar
a vela branca do amor
e a correnteza da ilusão
ia afastando a embarcação
do abrolho pérfido da dor
Deus jamais, pois nos meus
a luz dos olhos teus.
Ah! se eu amasse assim
o mar pra mim
era um jardim

Vi no negro mar do teu olhar
a vela branca do amor
mas vejo só no meu vogar
a dor.

Composição: José Maria de Abreu e Oswaldo Santiago



Fonte da imagem: Mercado Livre


Cinzento, poesia de Florbela Espanca

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 30 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a poesia: Cinzento, da poetiza portuguesa Florbela Espanca.

Cinzento


Poeiras de crepúsculos cinzentos.
Lindas rendas velhinhas, em pedaços,
Prendem-se aos meus cabelos, aos meus braços,
Como brancos fantasmas, sonolentos...

Monges soturnos deslizando lentos,
Devagarinho, em misteriosos passos...
Perde-se a luz em lânguidos cansaços...
Ergue-se a minha cruz dos desalentos!

Poeiras de crepúsculos tristonhos,
Lembram-me o fumo leve dos meus sonhos,
A névoa das saudades que deixaste!

Hora em que o teu olhar me deslumbrou...
Hora em que a tua boca me beijou...
Hora em que fumo e névoa te  tornaste....


Florbela Espanca 

Letra: Babalu de Margarita Lecuona

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 30 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,  escutamos também a versão da música: Babalu, autoria de Margarita Lecuona, na interpretação de Edson Cordeiro.

 Babalu

Babalu, Babalu
Babalu, aye
Babalu, aye

Ta empesando el velorio
que le haceno Babalu
Dame diecisiete velas
Pa ponerle en cruz
Dame un taco de tabaco Mayenye
Y un jarrito de agua ardiente
Dame un poco de dinero Mayenye
Pa me dá la suerte

Alegria, poesia de Déborah Versiani Santos

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 30 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a poesia: Alegria, autoria de Déborah Versiani Santos, aluna do Colégio Social de Valença - Parceiro Cultural do Alacazum -

Alegria

A alegria é uma coisa,
Bem atrapalhada
Já chega na casa dos outros,
Dando Gargalhada!

Quando alguém está doente,
É só telefonar,
Que a alegria vem depressa,
Para ver como você está!

Quando você está triste,
Não precisa nem reclamar,
Pois a alegria vem voando,
Para o seu dia alegrar!

Déborah Versiani Santos 

Mensagem de Aniversário da professora Leo Porto

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 30 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, a professora Leo Porto- do Colégio Social de Valença, enviou através das páginas virtuais, mensagem de Feliz Aniversário para a locutora Celeste Martinez que aniversariou neste dia 30 de março. Segue a mensagem enviada pela professora Leo Porto:

Parabéns, Celeste, que Deus  conceda sempre essa paz de espírito para animar a vida das pessoas . Hoje, você escolheu muito bem o poema da Déborah para declamar, ALEGRIA, uma de suas características...
Feliz Aniversário! 

Escutamos: Babalu na versão de Angela Maria

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 30 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a música afro-cubana, autoria de Margarita Lecuona, na interpretação belíssima da cantora Ângela Maria.


 Fonte da imagem:   http://maniadecolecionar.loja2.com.br/

Valença, de Aristóteles Roseira Tavares

Na  346° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 3o de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,  apreciamos a poesia: Valença, terra da promissão do falecido Aristóteles Roseira Tavares, enviada para o Alacazum pela senhora Rosimeire Roseira , filha do escrivão. O texto foi publicado no dia 18 de fevereiro de 1973 , em jornal de nossa cidade, provavelmente o Jornal Manacá do Zé de Buca. 

Na 345° edição do Alacazum palavras para entreter

Na  345° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 23 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,  apreciamos a música do Samba Chula de São Brás.

Homenagem, poesia do Guilherme de Assis Neto

Na  345° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 23 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM,  apreciamos as belas palavras dedicadas pelo estudante do Colégio Social de Valença BA, Guilherme de Assis Neto para suas professoras Jamile e Cau Almeida.

Homenagem

Eu gostaria de homenagear minha pró Jamile. Ela é muito boa, apesar das broncas, caras feias, voz grossa... Ela tem cuidado, ela é uma pessoa carinhosa...

Se não tivesse ela, o que seria de nós?
Reclama quando erramos besteira,
Ameaça tirar o que gostamos...
Ela é muito importante para nós.

Pró Jamile faz muitas piadinhas.
Pró Cláudia fica séria,
Mas solta algumas piadinhas também,
As vezes reclama de nós,
Muitas vezes com razão.

Guilherme de Assis Neto

Sobremesa, poesia de Guilherme de Assis Neto

Na  345° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 23 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a poesia: Sobremesa do estudante do Fundamental I do Colégio Social de Valença BA - parceiro cultural do Alacazum. A poesia se encontra no livro: Construções Poéticas.

Sobremesa

Quando comemos
Prometem algo
Seja nossa mãe ou qualquer pessoa.

Venha, filho, para
Sobremesa...
Hum, tá deliciosa...
Quem não gosta?

Quem não gosta
Do que a mãe faz?
Cada Delícia!



Escutamos: Maria Bethânia

Na  345° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 23 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM,  lançamos como desafio musical a música: Explode Coração com Maria Bethânia.

Música: Domingo à tarde com Nelson Ned

Na  345° edição do Alacazum palavras  para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que  foi   ao ar no dia 23 de março de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM,  lançamos como desafio musical a música: Domingo à tarde na voz inesquecível de Nelson Ned.

Domingo à tarde

O que é que você vai fazer domingo à tarde,
Pois eu quero convidar você para sair comigo,
Passear por aí  numa rua qualquer da cidade, 
Vou dizer pra você tanta coisa que ninguém eu digo.

Eu não tenho nada pra fazer domingo à tarde,
Pois domingo é um dia tão triste pra quem vive sozinho.

Quando eu vejo um casal namorando,
é que eu sinto a verdade
É tão triste passar o domingo sem ter um carinho.

Se você vive tão só, sei que vai me entender
Sem amor é muito mais difícil a gente viver.
Pela última vez responda, mas diga a verdade,
Pois eu quero sair com você domingo a tarde.

Composição. Nelson Ned

Amar e ser amado de Castro Alves

Na 345° edição do Alacazum palavras para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 23 de março de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM apreciamos a poesia de Castro Alves.

Amar e ser Amado

Amar e ser Amado
com que anelo
com quanto ardor
este adorado sonho
acalentei em meu delírio ardente
por essas doces noites de desvelo.
Ser amado por ti
o teu alento
a bafejar-me a abrasadora frente
em teus olhos miram meu pensamento
sentir em mim tu ´alma
ter só vida pra tão puro e celeste sentimento.

Ver nossas vidas quais dois mansos rios
juntos, juntos, perderem-se no oceano...
beijar teus dedos em delírio insano
nossas almas unidas
nosso alento
confundido também
amante-amado
como um anjo feliz...
Que pensamento?

Castro Alves

terça-feira, 1 de abril de 2014

Na 344° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 344° edição do Alacazum palavras para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez; que foi ao ar no dia 16 de março de 2014, das 8 às 9 h , transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos como base para o tema o livro: Casa Grande e Senzala em quadrinhos do Gilberto Freire. Utilizamos o livro: Armazém do Folclore do Ricardo Azevedo para as advinhas. A caixa de chocolate foi o incentivo para as pesquisas. E apreciamos a poesia de Diego Passos Trindade, 9 ano do ensino Fundamental da Escola Sesi Candeias no livro: 1 Festival Sesi Literário.

Procurei, mas não achei

Procurei um coração
Mas não tinha o amor
Achei o fogo
Mas não tinha o calor

Procurei uma rosa
Mas não tinha perfume
Achei o pisca-pisca
Olhei, era um vagalume

Procurei um poema
Mas não tinham versos
Achei o Planeta Terra
Mas não estava no universo

Fui atrás da amizade
Mas não tinha um amigo
Me dei conta, eu não era nada
Fui atrás do infinito

Diego Passos Trindade

É assim que eu gostaria de ser lembrada!

Celeste Martinez - do Alacazum palavras para entreter com crianças do Colégio Social de Valença BA - instituição de ensino privado que no dia 31 de março de 2014, lançou o Projeto: Leitura e Companhia.

" E eu não sabia que a minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé"


Celeste Martinez contando história para as crianças do Colégio Social de Valença-BA 
parceiro cultural do Alacazum palavras para entreter.


No dia 31 de março de 2014, o Alacazum palavras para entreter - programa radiofônico voltado para o incentivo a leitura, com mais de oito anos de atuação na cidade de Valença Ba e conquistado edital do Governo Federal - MinC como Ponto de Leitura no Brasil, conforme publicação em Diário Oficial da União Portaria 92 de 18 de dezembro de 2008, que vai ao ar aos domingos das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM - foi convidado pelo Colégio Social de Valença- BA instituição de ensino privado, para abrilhantar a abertura do Projeto: Leitura e Companhia. A professora Leo Porto, que fez o convite, pediu para contar uma história. Pensei: que história poderia prender a atenção das crianças sendo criativa e inovadora? A caminho fui pensando e na cabeça apareceu o livro: Robinson Crusoé de Daniel Defoe. Logo em seguida a poesia: Infância de Carlos Drummond de Andrade. Pronto, estava apreendido a ideia. Levei o livro de poesia do Drummond e muitas alegrias no coração. Ao apresentar-me , a professora Leo Porto perguntou quantas crianças ali conheciam o programa Alacazum palavras para entreter. E para surpresa, muitas levantaram os braços. Até, que Cláudio Paulo - filho do Defensor Público Carlos Vasconcelos Maia Filho e Tati, levantou-se dizendo que conhecia e foi ele que anunciou a minha chegada. Quanta emoção. E foi assim, entre a leitura de Infância de Drummond que introduzi a minha história, digo, a história fascinante do Alacazum palavras para entreter.

" E eu não sabia que a minha história era mais bonita que a de Robinson Crusoé " Carlos D. Andrade