terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Para Ana que conheci na virtualidade

Para Ana que conheci na virtualidade.

Noite.
Pouco mais das vinte e três horas.
Ela aparece no monitor.
Ajeito o auricular.
Na janela a mensagem:
“Posso te escutar mas não posso falar”.
Iniciamos o diálogo seguindo esta regra.
Na página virtual, o rosto dela são sorrisos.
Não preciso escutá-la.
E se não fosse possível ler suas mensagens digitalizadas...
O sorriso dela, diz palavras respostas.
Palavras perguntas – muito mais respostas –
- Você escreve poemas? Pergunto.
- Sim. Ela responde e na tela se expressa a concretização poética da resposta:

Inicio o caminho da leitura.
Balbucio.
Tropeço em alguns termos vestidos de desabitualidade.
Pareço criança aprendendo por primeira vez vocábulos.
Todo cuidado pra não cair.
Mas o ritmo me toma pela mão e sou absorvida pela poesia.
Ana, é poesia.
Ana, é dança.
Ana, é música.
Duvido de sua existência.
Por quê?
Como pode caber tanta essência de poesia em alguém?
Mesmo sem escutar o timbre da sua voz,
Escuto-a.
Sei,
Sinto,
A personalidade do tom da voz de Ana.
É assim: (                        )
Só eu posso escutar.
Pergunto em que mundo ela habita.
São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Ela responde.
Logo ali, após as águas do atlântico.
Duvido mais uma vez da existência de Ana.
Como pode caber tanta essência de música em alguém?
Despeço-me. O sono rende-me.
Deitada, vistorio as gavetas com seus arquivos.
Revisto o sorriso de Ana.
Fecho os olhos.
Durmo.
Nenhum vestígio dela no calabouço da minha noite.
Quando amanheço...
 todavia recordo Ana.
E novamente duvido da sua existência.
Como pode caber tanta humanidade em alguém?
Apresso-me por desvendar o enigma.
Ligo o PC.
Abro a página do face book.
Procuro Ana.
Ei-la.
Envio solicitação de mensagem.
E...
até hoje aguardo resposta que não vem.

Valença, Bahia, 20 de janeiro de 2014

Celeste Martinez

Pare de tomar a pilula de Odair José

Na  336º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 19 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema: Literatura e Música na década de 1970; apresentamos como desafio musical a música: Pare de tomar a pilula de Odair José. Música que foi censurada na década de 1970.







A Cristaleira da mãe da Ivonete de Macária Andrade

Na  336º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 19 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema: Literatura e Música na década de 1970, apreciamos a poesia: A cristaleira da mãe da Ivonete, autoria da professora Macária Andrade que havia falecido nesta semana.

A Cristaleira da mãe de Ivonete

Simpática, forte, começando a grisalhar, era assim a mãe de Ivonete, a dona da cristaleira. Chamava-se D. Onélia. Morava no começo do Pasto da Fonte; hoje, rua Sete de Setembro.
Não sei o que minha mãe foi fazer lá. Do que me recordo é que, passados os momentos das apresentações e timidez, Ivonete apareceu, trazendo quatro ou cinco companheiras, moradoras das proximidades. Todas, não passávamos de sete a nove anos de idade. Coincidentemente, cultivávamos os mesmos gostos, as mesmas inclinações: pintanças.Éramos lideradas pela filha da dona da casa.
Enquanto os adultos conversavam, começamos a trabalhar. Contamos estórias, jogamos baralho, brincamos de roda... Até aí, tudo bem! Acontece que o tédio foi tomando conta de todas nós. Muita monotonia para umas pirralhas com tanta energia acumulada e que já precisavam “ esquentar as turbinas”.
Foi então que um dos “anjinhos” ( sei lá se fui eu) sugeriu: - vamos brincar de “picula”. Aclamado por unanimidade, foi eleito o arcanjo-mor, que logo passou a ditar as regras do jogo. Por exemplo: estaria “piculado”, o Serafim que triscasse a cristaleira.
A brincadeira repetia-se, continuava... A gritaria também... Uma delícia! Um paraíso na terra.
No calor do corre-corre, do pega-pega pra não deixar “picular”, um dos anjinhos não triscou, empurrou a vidraceira, quero dizer, a cristaleira é que tombou, quebrando tudo que havia dentro, fora e sobre...
Foi um Deus-nos-acuda!... Eu não fui..., nem eu...., eu também, não... De repente, todo mundo escafedeu. Sabem pra quem sobrou? Claro! Pra mim, que não tive pra onde correr.
Tadinha da mamãe! Teve que assumir, sozinha, o prejuízo da cristaleira e de todos os “cristais”.
Fui dormir naquela noite com a bunda quente, por certo vermelha, pelas palmadas que levei ao chegarmos em casa. Acho até que, por essas e tantas outras a que já havia me acostumado, fiquei “ desbundada”, melhor dizendo, para não fugir ao significado correto da palavra, sou, em algumas oportunidades, desbundada.

Macária Andrade 

Receita, de Nicolas Behr

Na  336º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 19 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema: Literatura e Música na década de 1970, apreciamos a poesia: Receita de Nicolas Behr
Receita
Ingredientes:
2 conflitos de gerações
4 esperanças perdidas
3 litros de sangue fervido
5 sonhos eróticos
2 canções dos Beatles

Modo de Preparar
Dissolva os sonhos eróticos
Nos dois litros de sangue fervido
E deixe gelar seu coração
Leve a mistura ao fogo
Adicionando dois conflitos de gerações
Às esperanças perdidas
Corte tudo em pedacinhos
E repita com as canções dos Beatles
O mesmo processo usado com os sonhos eróticos
Mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver
Parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha
Mas os resultados não serão os mesmos
Sirva o poema simplesmente ou com ilusões

Nicolas Behr

Na 335° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 335º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 12 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, revivemos a abertura do programa de rádio do radialista baiano, Nilton Moura Costa, na década de 1970 e apreciamos a leitura do texto: Medo da eternidade de Clarice Lispector.

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
 Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, ás vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começava a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora, que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
-Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamos-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente sem parar. Até que não suportei mais e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que aconteceu! - Disse eu em fingido espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou.
- Já lhe disse, repetiu a minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca pro acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Clarice Lispector

Agosto 1964 de Ferreira Gullar

Na 335º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 12 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, revivemos a abertura do programa de rádio do radialista baiano, Nilton Moura Costa, na década de 1970 e apreciamos a leitura do poema: Agosto de 1964 de Ferreira Gullar.

Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
 mercados, butiques,
viajo
num õnibus Estrada de Ferro-Leblon.
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras.

O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógios de liláses, concretismo,
neoconcretismo, ficções da juventude, adeus,
que a vida
eu a compro à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.

Digo adeus à ilusão
mas não ao  mundo. Mas não à vida,
meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,

da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do terror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira.

Ferreira Gullar 

Escutamos: Minha Filosofia

Na 335º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, onde recordamos o mote proferido pelo radialista baiano, já falecido, Nilton Moura Costa, apreciamos a música: Minha Filosofia com Casuarina

Minha filosofia de Aluisio Machado


Vai passar esse meu mal estar
Esse nó na garganta                  
Deixe estar
O próprio tempo dirá
Á gua demais mata a planta.
Tudo que é muito é demais
Peço me perdoe a redundância
Entre entrelinhas só quero lembrar
Que  a terra fértil um dia se cansa
É uma questão de esperar

Relógio que atrasa não adianta

E remédio que cura também pode matar
Como água demais mata a planta

domingo, 19 de janeiro de 2014

Radialista: Nilton Moura Costa

Na 335º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 12 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, revivemos a abertura do programa de rádio do radialista baiano, Nilton Moura Costa, na década de 1970. Utilizamos a música: Eu te amo meu Brasil ( 1970) com os Incríveis e a locutora Celeste Martinez, apoiada nas memórias de infância, abriu com o seguinte texto:

“ Acorda minha gente!
Levanta a cabeça não esmoreça
Pra frente é que se anda
Vamos trabalhar!
O homem de cabeça baixa
É uma pessoa derrotada
Arrasada e que não serve para coisa alguma.”

Contamos com a participação do professor Jorge ( Universidade Católica do Salvador ) que respondeu o desafio.

Abertura do seriado de TV : Batman


Pode parecer bobagem mas curtia bastante as sessões da tarde com seus seriados. Um dos preferido: Batman com sua trilha sonora e sua abertura carregada de onomatopeias .

Seriado: Batman


Na 335º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 12 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, informamos sobre o  seriado de TV “Batman” que estreou na rede americana ABC no dia 12 de janeiro de 1966.

Escutamos: Eu te amo meu Brasil, com a banda Os Incríveis


Na 335º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 12 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, revivemos a abertura do programa de rádio do radialista baiano, Nilton Moura Costa, na década de 1970. Utilizamos a música: Eu te amo meu Brasil ( 1970) com os Incríveis.

Na 334° edição do Alacazum palavras para entreter


Na 334º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Sonho, apreciamos o texto: Os dois que sonharam de Jorge Luis Borges, retirado do livro: Historia Universal de la infâmia.

 El historiador arábigo El Ixaquí refiere este sucesso:

“Cuentan los hombres dignos de fe ( pero solo Alá es omnisciente y poderoso y misiricordioso y no duerme ), que hubo em El Cairo um hombre poseedor de riquezas, pero tan magnánimo y liberal que todas lãs perdió menos la casa de su padre, y que se vio forzado a trabajar para ganar-se el pan. Trabajó tanto que el sueño lo rindió uma noche debajo de uma higuera de su jardín y vio em el sueño um hombre empapado que se saco de la boca uma moneda de oro y Le dijo: “ Tu fortuna está em Persia, em Isfaján; vete a buscarla”. A la madrugada siguiente se desperto y emprendió el largo viaje y afrontó los peligros de los desiertos, de lãs naves, de los piratas, de los idólatras, de los rios, de lãs fieras e de los hombres. Llegó al fin a Isfaján, pero em el recinto de esa ciudad lo sorprendió la noche y se tendió a dormir em el pátio de uma mezquita. Había, junto a la mezquita, uma casa y por el decreto de Dios Todopoderoso, uma pandilla de ladrones atavesó la mezquita y se metió em la casa, y lãs personas que dormían se despertaron com ele estruendo de los ladrones y pidieron socorro. Los vecinos también gritaron, hasta que el capitán de los serenos de aquel distrito acudió com sus hombres y los bandoleros huyeron por la azotea. El capitán hizo registrar la mezquita y em Ella dieron com el hombre de El Cairo, y Le menudearon tales azotes com varas de bambu que estuvo cerca de la muerte. A los dos dias recobro el sentido em la cárcel. El capitán lo mando buscar y Le dijo: Quién eres y cuál es tu pátria? El outro declaro “ Soy de la ciudad famosa de El Cairo y mi nombre es Mohamed El Magrebí”. El capitán Le preguntó: Qué te trajo a Persia? El outro opto por la verdad y Le dijo: Um hombre me ordeno em um sueño que viniera a Isfaján, porque ahí estaba mi fortuna. Ya estoy em Isfaján y veo que esa fortuna que prometió deben ser los azotes que tan generosamente me diste”.
Ante semejantes palabras, el capitán se rio hasta descubrir lãs muelas Del juicio y acabó por decirle: “ Hombre destinado y crédulo, três veces He soñado com uma casa em la ciudad de El Cairo em cujo fondo hay um jardín, y em el jardín um reloj de sol y después Del reloj de sol uma Higuera y luego de la higuera uma fuente, y bajo la fuente um tesoro. No He dado el menor crédito a esa mentira. Tú, sin embargo, engendro de uma mula com um demônio, hás ido errando de ciudad em ciudade, bajo la sola fe de tu sueño. Que no te vuelva a ver em Isfaján. Toma estas monedas e vete”
“ El hombre lãs tomo y regresó a la pátria. Debajo de la fuente de su jardín ( que era la Del sueño Del capitán) desenterro el tesoro. Así Dios Le Dio bendición y lo recompenso y exalto. Dios es el Generoso, el Oculto.

Del libro de lãs 1001 Noches, noche 351)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Eu tenho um sonho de Martin Luther King



A apresentadora Celeste Martinez com o livro: O jovem Martin Luther King de Christy Whitman



Na 334º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema, versou sobre “Sonho”, relembramos fragmentos do discurso do jovem líder negro Martin Luther King, cujo mote: Eu tenho um sonho, proferido no dia 28 de agosto de 1963, na capital norte-americana, com mais de 300 mil pessoas, entre brancos, negros, estudantes, donas de casa, agricultores, cantores, que vieram em caravanas do norte, sul, leste e oeste do país, se reuniram na ladeira do monumento de Washington e seguiram até o memorial Lincoln.

‘Há cem anos, um grande americano, cuja sombra simbólica aqui se projeta sobre nós, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que haviam se consumido nas chamas da injustiça. Chegou como uma alvorada para encerrar a longa noite de seus cativeiros.
Porém, passados cem anos, o negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do negro ainda é tristemente invalidada pelos grilhões da segregação e cadeias da discriminação. Cem anos depois, o negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontra exilado em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para discutir essa vergonhosa condição.
 De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para cobrar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Essa nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade.
Hoje é obvio que aquela America não pagou essa nota promissória. Em vez de honrar aquela obrigação sagrada, a America deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com “ fundos insuficientes”. Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidades nesta nação. Assim, nós viemos trocar esse cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar aas riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar a America dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.

(... ) fragmento do discurso de Martin Luther King




Escutamos: Itamara Koorax


Na 334º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema, versou sobre “Sonho”,  apreciamos a poesia musicada, autoria de Martinho da Vila e interpretada pela cantora carioca Itamara Koorax, considerada por dois anos consecutivos ( 2008- 2009)  a terceira melhor cantora de jazz do mundo.


Sonho de um sonho

Sonhei
que estava sonhando um sonho sonhado
o sonho de um sonho
magnetizado
As mentes abertas
sem bicos calados
juventude alerta
os seres alados
sonho meu
Eu sonhava que sonhava
Sonhei
que eu era um rei que reinava como um ser comum
era um por milhares, milhares por um
ai meu deus
falso sonho que eu sonhava
ai de mim
eu sonhei que sonhava
mas sonhei

Martinho da Vila

domingo, 5 de janeiro de 2014

Eros e Psique de Fernando Pessoa

Na 334° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 ás 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Sonho, a apresentadora Celeste Martinez interpretou texto de Fernando Pessoa.



Celeste Martinez, apresentadora do Alacazum palavras para entreter interpretando texto de Fernando Pessoa


Eros e Psique

Conta a lenda que dormia
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um infante, que viria
De além do muro da estrada.

 Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que a Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o destino...
Ela dormindo encantada
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

Fragmento do poema Eros e Psique de Fernando Pessoa


A vida es sueño de Calderón de la Barca

Celeste Martinez interpreta fragmento da obra: A vida es sueño de Calderón de la Barca

A vida é sonho de Calderón de la Barca



Na 334° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Sonho, a apresentadora Celeste Martinez realizou a leitura de fragmento da obra: A vida é sonho de Calderón de la Barca





Celeste Martinez interpretando fragmento da obra: La vida es sueño de Calderón de la Barca


Escena Decimonovena

Segismundo, Es verdade, pues reprimamos esta fiera condición,
esta furia, esta ambición,
por si alguna vez soñamos;
y sí haremos, pues estamos
en mundo tan singular,
que el vivir sólo es soñar;
y la experiencia me enseña
que el hombre que vive sueña
lo que es hasta dispertar.
Sueña el rey que es rey, y vive
con este engaño mandando,
disponiendo y gobernando;
y este aplauso, que recibe
prestado, en el viento escribe;
y en cenizas le convierte

la muerte ( desdicha fuerte)






terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado falando sobre educação e informamos sobre dicas de leitura.

Confira 8 dicas para encorajar os seus alunos a amarem a leitura:

1. Crie um lugar confortável para que eles possam ler;
2. Converse com os estudantes sobre o livro durante e após a leitura;
3. Se o aluno tiver um autor favorito, encoraje-o a conhecer a sua obra completa; 
4. Leve os estudantes para a biblioteca da escola e incentive o aluguel de livros semanalmente;
5. Utilize livros ilustrados, como gibis e quadrinhos;
6. Use a tecnologia a seu favor por meio de e-books e livros em PDF; 
7. Invente pequenos prêmios para os estudantes que cumprirem as metas de leitura;
8. Procure livros que foram transformados em filme e promova atividades que comparem as duas formas de contar a história.

Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br/2013/12/11/dicas-para-encorajar-os-seus-alunos-a-amarem-a-leitura

Texto de João Ubaldo Ribeiro


Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado, cujo tema foi educação e citamos o seguinte texto do baiano João Ubaldo Ribeiro. Vale a leitura.


Precisa-se de matéria prima para construir um país de João Ubaldo Ribeiro

A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como povo. 

Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. 

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal, deixando os demais onde estão.

Pertenço ao país onde as empresas privadas são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos ...e para eles mesmos. 

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu puxar a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito.

Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. 

Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. 

Onde pessoas fazem gatos para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. 

Onde não existe a cultura pela leitura - exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é "muito chato ter que ler" e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica. 

Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis que só servem para afundar ao que não tem, encher o saco ao que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. 

Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre.

Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos do Fernando Henrique e do Lula, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem "molhei" a mão de um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Dirceu é culpado, melhor sou eu como brasileiro, apesar de ainda hoje de manhã passei para trás um cliente através de uma fraude, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.

Como matéria prima de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa esperteza brasileira congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, eleitos por nós.

Nascidos aqui, não em outra parte... Me entristeço. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? 

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente sacaneados!!! É muito gostoso ser brasileiro. Mas quando essa brasilinidade autóctone* começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, aí a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias. 

Nós temos que mudar, um novo governador com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada. Está muito claro.... Somos nós os que temos que mudar. 

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda nos acontecendo: desculpamos a mediocridade mediante programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. 

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe - sim, exigir-lhe - que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro que o encontrarei quando me olhar no espelho. Aí está. Não preciso procurá-lo em outro lado.

E você, o que pensa?

domingo, 29 de dezembro de 2013

Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter

A escritora e apresentadora do Alacazum palavras para entreter interpretando a poesia do amigo, professor Maikson Machado


Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado, Pedagogo pela Universidade do Estado da Bahia- UNEB - Campus XV Valença BA; especialista em Pedagogia Social pela Faculdade de Educação Vasco da Gama, cujo tema versou sobre educação.

Escutamos: Dulce Neves



Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado, conversando sobre Educação e apreciamos a belíssima música de Dulce Neves da Guinea Bissau.

Presença do amigo, professor Maikson Machado

O amigo, professor Maikson Machado e o artista visual Horacio Martinez

Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado, Pedagogo pela Universidade do Estado da Bahia- UNEB, Campus XV Valença, BA que nos brindou com inúmeras informações a respeito da educação. Muito bom este encontro quando finalizamos a última edição do calendário 2013.

Presença do amigo, professor Maikson Machado

O amigo, professor Maikson Machado com a escritora e apresentadora do Alacazum Celeste Martinez 


Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado, pedagogo pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB- Campus XV Valença BA, especialista em Pedagogia Social pela Faculdade de Educação Vasco da Gama. O tema versou sobre Educação.

Poesia de Maikson Machado

Celeste Martinez interpreta poesia do amigo, professor Maikson Machado


Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos com a presença do professor Maikson Machado, pedagogo pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB- Campus XV Valença Ba. especialista em Pedagogia  Social pela Faculdade de Educação Vasco da Gama. A escritora e apresentadora Celeste Martinez, interpretou um de seus poemas.


Há negras nuvens
E um pássaro distraído no céu
O vento sopra baixo
Quase sem forças
Para insano: Gritas!
Voa
Há negras penas em mim
E uma necessidade tola de não saber o visível
Volta, volta em marolas o vendo
Despindo-me
Há negras nuvens em mim.

Maikson Machado

Tema: Educação

Professor Maikson Machado- Pedagogo formado pela Universidade do Estado da Bahia- UNEB, Campus XV, Valença BA; Especialista em Pedagogia Social pela Faculdade de Educação Vasco da Gama.

Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado. O tema versou sobre educação.

Presença do amigo, professor Maikson Machado



Na 333° edição do Alacazum palavras para entreter, que foi  ao ar no dia 29 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM contamos com a presença do amigo, professor Maikson Machado. Pedagogo formado pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB Campus XV Valença BA; especialista em Pedagogia Social pela Faculdade de Educação Vasco da Gama, que nos brindou com informações e confronto de ideias relacionadas ao mundo da educação.

Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema foi Natal, apreciamos a poesia de Fernando Pessoa.


Natal

Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo Deus é só uma palavra.
Não procures nem creias, tudo é oculto.

Fernando Pessoa

Escutamos Retrofoguetes

Na 332° edição Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM apreciamos como BG a música: O velhinho com Retrofoguetes.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Canto de Natal de Manuel Bandeira

Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013 das  8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo  87,9 Rio Una FM, fizemos a leitura do texto: Canto de Natal de Manuel Bandeira.

Canto de Natal

O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.

Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.

Vem para sofrer
A morte na cruz.
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.

Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.

Manuel Bandeira 

Poesia de Varne Acosta

Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013 das  8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo  87,9 Rio Una FM, fizemos a leitura do texto do artista visual Varne Acosta.

Nenhuma casa tem

Nenhuma casa tem a doçura dos violinos mas folhas verdes desse mato orvalhado. Nenhuma a dança das borboletas, dos colibris e voos rasantes de pássaros canoros.
Quem tem essa sabedoria de falar em silêncio da natureza e minhas origens com tanta beleza e simplicidade. E a voz da brisa que vem do mar...
Qual delas tem formigas e besouros, nadando nas folha secas das árvores floridas. Aqui tem a música da cigarra e o canto distante de um galo pedrez. Que poeta, poetou essa clareira da mata atlântica que tanto me inspira. Não! Nenhum outro lugar é porta do céu! Nenhum outro lugar diz mais, compreende melhor e tolera tanto. Cenário sem paredes aprisionando meus voos, ao invés horizontes arborizados dando liberdade e saciando a sede do meu olhar. A cada ângulo, o espirito  da surpresa. Aqui, onde os troncos seduzem de amor os gravatás, enquanto as matracas tagareleiam verdade sem saber, que ouço e entendo tudo que elas dizem.

Autor: Varne Acosta 

Poesia de Maria do Carmo Gaspar de Oliveira

Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013 das  8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo  87,9 Rio Una FM informamos mais um livro como dica de leitura: Reminiscências de Maria do Carmo Gaspar de Oliveira.  O texto: Bem-me-que. Malmequer foi lido neste dia pela escritora Celeste Martinez.

Bem-me-quer. Malmequer

Na clareia da mata virgem mostraram-me umas florzinhas pequenininhas e disseram-me que era o bem-me-quer. Pense uma coisa que você deseja e vá tirando as pétalas assim: Bem-me-quer, malmequer. Se no final der bem-me-quer é porque você alcançará o que pediu. Que descoberta linda! Comecei radiosa, a desfolhar uma por uma: bem-me-quer, malmequer, fazendo várias vezes com as florezinhas que ia colhendo. Essa é a sensitiva, apontaram-me. Toquei nela. Encostei meus dedos e ela se fechou toda. Porque, heim? Perguntei intrigada. E surpresa com o que via e sentia. A florzinha não gostava de levar puxõezinhos-de-orelha de mamãe quando fazia alguma traquinada. E, então, emburrava triste e sentida. Traquinagem da qual ainda não tinha consciência. Mas que fazia parte de meu mundo de lazer. Identifiquei-me, de imediato com a sensitiva.

Autoria: Maria do Carmo Gaspar de Oliveira 

Dica de Leitura: Codex Seraphinianus de Luigi Serafini


Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013 das  8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo  87,9 Rio Una FM, a locutora Celeste Martinez informou sobre o livro: Codex Seraphinianus de Luigi Serafini lido por ela no mês de ausência. 

domingo, 22 de dezembro de 2013

O vendedor de Cebolas, crônica de Celeste Martinez


Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013 das 8 às 9 horas da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM apreciamos a leitura da crônica: o vendedor de cebolas, autoria de Celeste Martinez e interpretada por ela.

Escutamos: Noite Feliz com o palhaço Carequinha



Na 332° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de dezembro de 2013 das 8 às 9 horas da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM apreciamos a canção natalina: Noite Feliz na voz do palhaço Carequinha. Que também serviu como desafio musical.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Visitando a Rede Tribuna de rádio e televisão em Vitória, ES



Em companhia do locutor Gian na rede Tribuna de rádio AM em Vitória ES


Visitando a rede Tribuna de rádio e televisão em Vitória ES



ALACAZUM DE FÉRIAS

Desde o dia 19 de novembro, o Alacazum palavras para entreter saiu de férias entretanto estão sendo exibidos edições passadas. A exemplo da  leitura do livro: O gato malhado e a andorinha Sinhá do Jorge Amado e fragmentos de outros programas das últimas edições ao vivo do mês de novembro.