segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Crônica para Gustavo Gomes que ama o ALACAZUM





Domingo, 24 de fevereiro de 2013. Manhã. Plantada frente ao espaço de frios do supermercado aguardo atendimento.  Entre as outras pessoas que esperam uma em particular, fisionomia conhecida. Animo-se a saudar e perguntar sobre fatos do cotidiano. Surpreende-me a recepção e a dinâmica do diálogo. Esta pessoa escuta o meu programa de rádio: O ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER. De repente seus olhos, desviam-se, buscando. Um garoto aproxima-se.
- Gustavo, esta é quem faz o ALACAZUM. Disse o homem olhando para o filho e apontando para mim.
O pequeno, apenas posicionou avidamente os olhos em minha direção e soltou um belo sorriso.
- Lembra filho: “Não vê, mas escuta”.
O homem referia-se ao quadro em que ofereço uma caixa de chocolate e para exercitar os sentidos, sacudo o objeto, proferindo tais palavras.
Outro amplo sorriso desabrochou no belo rosto infantil. Para ampliar o diálogo e colher a opinião do menino que até aquele momento só presenteava expressões, pergunto-lhe:
- Você gosta das histórias que conto?
Balançou a cabeça afirmativamente.
- E por que nunca ligou para concorrer à caixa de chocolate? Perguntei-lhe novamente.
- Sempre está ocupada a linha. Respondeu o pai.
- A audiência é disputadíssima. Complementei.
Voltei meus olhos com apuro para o pequeno Gustavo que permanecia próximo e curioso. Ele nada sabe do emudecimento do ALACAZUM por quatro domingos no mês de fevereiro de 2013. O pequeno não sabe de minha angustia por aguardar um veredicto de absolvição ou condenação. Nada comentei. Omiti minhas dores. Não faria bem para o instante onde fui presenteada com elogios, sorrisos e esperança.
- Eu já passei pelo ALACAZUM. Disse repentinamente Gustavo olhando para mim.
- Ah, você já passou em frente à sede da  emissora de rádio? Perguntei-lhe.
-Não. Intervém o pai. Ele está falando da PIZZARIA OS MARTINEZ . Pede-me sempre para ir lá. Não estou com tempo. Um dia iremos. Complementou.
- É hoje. Falou imperativamente o menino.
- Viu como ele fala? Disse o homem olhando para mim.
Observei mais uma vez Gustavo com seus belos olhos, distanciando-se, dada às mãos com o seu pai.
- Até logo! Disse-me.
Dos meus olhos arrotou uma muda tristeza em forma de invisíveis lágrimas. Mordi os lábios para que não saíssem. Não podia permitir que a angustia me abraçasse, ali, diante do frigorífico de carnes. Entre a tristeza expressa no aperto que se estreitava em minha garganta e a constatação alegre da importância do programa ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER na vida das crianças, adolescentes e adultos da cidade de Valença BA; optei pela segunda.
OS:  Nesta noite, o Gustavo, ( 6 anos de idade) aparece na PIZZARIA O MARTINEZ acompanho por seus pais: Adilson e Horiana. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

AVISO

Mais uma vez ficamos sem o programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER neste domingo. Até quando? Não sei. Verdade é que muitas crianças me perguntam quando o ALACAZUM vai voltar.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

AVISO!

Para quem visita o blog ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER e escuta o programa radiofônico aos domingos. Infelizmente, mais uma vez não foi ao ar o programa ALACAZUM. Estamos aguardando que a emissora conserte um equipamento. Obrigada, pela compreensão.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Diálogos entre o clã do Martinez



Violeta Martinez:
- Mãe, estou lendo: " Os contos de Belazarte" do Mário de Andrade.

- Belíssimo! Bem cinematográfico!

- É. Estou estudando a vida do Mário de Andrade.

- Por quê? Pergunta a mãe de Violeta Martinez.

- Minha mãe, estou lendo o Mário. Não é assim que você faz?

- É.

A resposta foi um seco " É " como estarrecida pela constatação.

Moral da história: O exemplo, é o melhor exemplo.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

AVISO:

Para os que visitam a página ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER e escutam o programa radiofônico através da emissora Rio Una FM 87,9. O programa deveria retornar no dia 3 de fevereiro mas por questões técnicas na emissora de rádio não foi possível. Quando solucione, retornaremos. Obrigada pela compreensão.

Celeste Martinez

As maravilhas de cada mundo


As maravilhas de cada mundo

Tenho uma amiga chamada Azaléia, que simplesmente gosta de viver. Viver sem adjetivos. É muito doente de corpo, mas seus risos são claros e constantes. Sua vida é difícil, mas é sua.
Um dia desses me disse que cada pessoa tinha em seu mundo sete maravilhas. Quais? Dependia da pessoa.
Ela então resolveu classificar as sete maravilhas de seu mundo.
Primeira: ter nascido. Ter nascido é um dom, existir, digo eu, é um milagre.
Segunda: seus cinco sentidos que incluem em forte dose o sexto. Com eles ela toca e sente e ouve e se comunica e tem prazer e experimenta a dor.
Terceira: sua capacidade de amar. Através dessa capacidade, menos comum do que se pensa, ela está sempre repleta de amor por alguns e por muitos, o que lhe alarga o peito.
Quarta: sua intuição. A intuição alcança-lhe o que o raciocínio não toca e que os sentidos não percebem.
Quinta: sua inteligência. Considera-se uma privilegiada por entender. Seu raciocínio é agudo e eficaz
Sexta: a harmonia. Conseguiu-a através dos seus esforços, e realmente ela é toda harmoniosa, em relação ao mundo em geral e o seu próprio mundo.
Sétima: a morte. Ela crê, teosoficamente, que depois da morte a alma se encarna em outro corpo, e tudo começa de novo, com a alegria das sete maravilhas renovadas.

Clarice Lispector- A descoberta do mundo

Eu te amo para sempre


                                       Eu te amo para sempre
Perguntou:
- Você me ama?
Respondeu:
- Sim. Para sempre.
Tornou a indagar:
- Por que mentes?
Revidou:
-Mentir, eu? Acreditas que minto?
- Sim. Disse convicta.
- Por favor, me esclareça para que compreenda melhor.
- Dizer que me ama para sempre é mentir por que ninguém vive para sempre.
- Evidente que vive na existência de cada um.
- Para sempre, é para sempre. Vide dicionário.
Foi buscar o minidicionário Houaiss e na página 680 encontrou:
“Sempre” (adv.) 1- durante todo o tempo; eternamente.
Ponderou a definição e percebeu que ambos tinham razão, entretanto a palavra eternamente,  soava igualzinho à palavra,  infinitamente, prolongando-se além da visão.
Seria “amar para sempre” o equivalente a prolongar somente a materialidade da existência?
E o amor, onde caberia além da morfologia de sua palavra?
Dizer que ama para sempre é deflagrar uma verdade do sentir.
E o sentir não precisa de palavras para traduzir-se.
Respirou fundo, falou:
- Te amo para sempre por que você existe além do que meus olhos enxergam, além dos incógnitos horizontes.
Ela sorriu e nada respondeu. Em seu silêncio estava escrito – muito embora em invisíveis letras – que ele falava a verdade. Ela só queria detalhar o prazer. Fazê-lo penetrável em todas as células de seu corpo. Prolongar aquela sensação de bem estar quando ele olhava para ela e dizia aquela banal frase: “Eu te amo para sempre”.
- E? Ele disse monossilabicamente intrigado.
- E, o quê? Ela perguntou.
- Você não acredita no amor que sinto por você?
- Acredito sim, seu bobo!
- E você, me ama? Desta vez foi ele que quis saber. Queria escutar uma frase que lhe aplacasse o ego ou uma ação que lhe calasse à boca em forma de desconcertante beijo.
Ela pensou em dizer: Sempre eu amo você. Desistiu. Por certo ele analisaria cada morfema e esta história do “amar para sempre” não terminaria. Apesar de que ela se sentia atraída com as indagações feitas por ele. Então resolveu engolir um monte de palavras que apressadas se encurralavam no palato de sua boca. Aproximou-se dele e fitou seus olhos. E bem lentamente pousou os seus lábios sobre os lábios dele, desabrochando suavium beijo dos amantes.
Quanto tempo durou, não soube calcular. Verdade é que logo em seguida, ele tentou falar e não conseguiu. Foi então que compreendeu que ela o amava para sempre na durabilidade daquele beijo e que quando ele acordasse do prazer, despertariam também todas as palavras e em seguida, o verbo “saber”; “ amar” e o advérbio “ sempre”. Pensou e se conteve. Naquele momento de olhos fechados, ambos sentiam. E os nós, que costuram desavenças ideológicas, contraíram amnésia. Naquele momento, bastava o beijo, elela.

                                                                          Valença, BA, 05 de fevereiro de 2013
 Celeste Martinez


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Na 294° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 294° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia do aluno Elias dos Santos Ribeiro da Escola Municipalizada Dr. Eraldo Tinoco, no bairro da Bolívia. A poesia faz parte do livro Sentimentos Poéticos produzido nas aulas das professoras Ester Borges, Leonor Porto e Zuleide Maria Araújo.

Não te dou um pássaro
Por que ele voa
Mas te dou paz
e alegria
Por que fica pra todo
dia.

Um pássaro não é briga
E nem avião
Um pássaro é paz,
alegria e tudo mais.

Elias dos Santos Ribeiro

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Felicidade de João Victor Araújo Oliveira

Na 294° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de dezembro de 2013 das 8 às 9 da manhã, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de João Victor Araújo Oliveira, estudante  da 4° série, da Escola Municipalizada Dr. Eraldo Tinoco, no bairro da Bolívia.  A poesia faz parte do livro: Sentimentos Poéticos, textos construídos nas aulas das professoras Ester Borges, Maria Leonor Porto e Zuleide Maria Araújo. A direção da escola é da professora Suzana Braga. Parabéns!

Eu vou falar de um sentimento que é a FELICIDADE. Eu fico muito feliz quando estou com a minha família, todos na alegria. Aí, sinto que não tem tristeza na casa, nem discussão, nem preocupação, só felicidade no ar. A felicidade não se encontra, se conquista.

João Victor Araújo Oliveira

Escutamos CANTIGAS DE RODAS

Na  294° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de dezembro de 2013 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos várias cantigas de rodas:  Peixe vivo, Fui no Itororó, Marinheiro só com Hélio Ziskind

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Jardim de Érica Elena Batista dos Santos

Na 294° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Érica dos Santos, estudante 4° série do Escola Municipalizada Dr. Eraldo Tinoco no bairro da Bolívia. Esta poesia está publicada em livro que foi produzido sob a direção das professoras: Estes Borges, Maria Leonor Porto e Zuleide Maria Araújo. A direção da escola a cargo da professora Suzana Braga.

O jardim

O jardim tem beleza
Tem perfume de arrasar
Flores coloridas, cada uma
vou cheirar.
Tem cores, tem borboletas,
Cada uma vou pegar

Jardim é lindo
Pássaros pra todo lado
Flores lindas de mil cores
Quem os ensina ser assim?

Érica Elena Batista dos Santos

Escutamos: Eu com palavra cantada

Na 294° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 30 de dezembro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Eu com o melhor da palavra cantada.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Na 293° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Vinicius de Moraes.

NATAL

De repente o sol raiou
e o galo cocoricou:
- Cristo nasceu!

O boi no campo perdido
Soltou um longo mugido:
-Aonde? Aonde?

Com seu balido tremido
Ligeiro diz o cordeiro:
 Em Belém! Em Belém!

Eis senão quando, num zurro
se ouve a risada do burro:
-Foi sim que eu estava lá!

E o papagaio que é gira
Pôs-se a falar: - É mentira!

Os bichos de pena, em bando
Reclamaram protestando.

O pombal todo arrulhava:
- Cruz Credo! Cruz Credo!

Brava
a arara a gritar começa:
- Mentira? Arara. Ora essa.

-Cristo nasceu! - canta o galo
-Aonde? - pergunta o boi
- Num estábulo! - o cavalo
contente rincha onde foi.
Bale o cordeiro também
-Em Belém! Em Belém!

E os bichos todos pegaram
o papagaio caturra
E de raiva lhe aplicaram
Uma grandíssima surra.

Vinicius de Moraes

Escutamos:Noite Feliz com o Palhaço Carequinha

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9, apreciamos a música do palhaço Carequinha.

BG: Bate o sino com Retrofoguetes

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a  música instrumental do Retrofoguetes.

Poesia para o Natal de Celeste Martinez

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Celeste Martinez condutora do programa ALACAZUM.

Poesia para o Natal

Nesta noite
aboliremos o retângulo das mesas
o quadrado de todas as prisões,
faremos a ceia no espaço do universo
colocaremos sobre a terra uma linda toalha branca
e de mãos dadas rezaremos antes da janta.
Nesta noite,
o sol se fará presente em nossa mente
e a lua cantará o opus 358
por sermos muitos cantando
por sermos muitos de mãos dadas,
não haverá espaço para a guerra
a guerra, não nascerá.
Nesta noite,
não teremos amigos distantes
teremos almas gêmeas que se encontram
e a lua
nova de poesia,
e o sol
quente de esperança,
emanarão energias para mais 365 dias
porque somos muitos em harmonia
será Natal todos os dias.
E o menino Jesus brincará com todos os meninos e meninas
e crescerá com todos os seres humanos.
Porque somos muitos ao redor da terra
porque é forte o nosso canto,
porque é forte o nosso ideal,
Nesta noite,
Poesia para o Natal.

Celeste Martinez

Escutamos: E nasceu Jesus com Retrofoguetes

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no  dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a música dos Retrofoguetes.

Soneto Natalino de João Santos

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de João Santos - o poeta açougueiro.


Soneto Natalino

É momento de comemorar o natal,
A suposta data do nascimento do menino sem igual
Ele veio para perdoar o pecador
E também aniquilar as obras do vil tentador.

Mas, hoje o dia do nascimento do salvador,
Foi convertido em uma mera data comercial
E o real sentido do natal está sendo esquecido
Pela maioria das pessoas do nosso planeta.

Porém, muitos acreditam e estão aquecidos,
Pela esperança de que um dia esta data
Seja lembrada não só como um período de lucros

Mas, de lembrar o nascimento de Jesus,
Aquele mesmo que foi pregado em uma cruz
Para que a humanidade possa se purificar em sua luz.

João A. Santos - o poeta açougueiro

Escutamos: Natal diferente com Arlindo Cruz

Na 293° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Natal diferente na interpretação de Arlindo Cruz, músico brasileiro, compositor e cantor de samba e pagode. Participou do grupo Fundo de Quintal.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Na 292° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 16 de dezembro de 2012 das  8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura do livro: O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado de Don e Audrey  Wood, oferecido pelo banco Itaú.

Escutamos: Rock do ratinho com o palhaço Carequinha

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 16 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 escutamos a música: Rock do ratinho com o palhaço Carequinha.

Escutamos Antonio Nóbrega

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 16 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 escutamos 1° movimento do concerto de Bach em ré menor para rabeca e flauta com Antonio Nóbrega.

Escutamos: Vale do Jucá com Siba

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 16 de dezembro de 2012 das 8 ás 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 escutamos a música: Vale do Jucá com Siba.

Lino de André Neves

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 16 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura do livro: Lino de André Neves, oferta do Itaú.

Escutamos: Alegria de domingo com Sambô ao vivo

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 16 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos na finalização do programa a música: Alegria de domingo com a banda Sambô ao vivo.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Poesia na Varanda de Sônia Junqueira

Na 292° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no  dia 16 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura do livro: Poesia na Varanda da Sônia Junqueira, livro ofertado pela Fundação Itaú.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Na 291° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER


Na 291° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema: Amor apreciamos a leitura de um dos fragmentos da carta de Sigmund Freud.

Carta de Sigmund Freud para Martha Bernays  em 7 de agosto de  1882

Amada, pequena menina,
Os astrônomos afirmam que as estrelas que hoje vemos reluzir começaram a arder há centenas de milhares de anos e talvez hoje estejam se extinguindo. Tal é a dimensão de distância que nos separa delas, até mesmo para um raio de luz, que sem se cansar, percorre mais de 40 mil milhas em um segundo.
Sempre foi difícil para mim imaginar isso, mas agora posso fazê-lo com facilidade quando penso como você sorri diante de  minhas cartas cordiais, enquanto minha alma sofre com dúvidas e preocupações, e quando penso como você se aborrece com a minha dureza e a minha desconfiança, enquanto uma medida de ternura, que luta em vão para se expressar, me preenche.
Há dois caminhos para evitar essa incongruência. O primeiro seria me abster de relatar uma atmosfera que supostamente não vai durar nem uma semana. O outro seria fazê-lo mantendo um olhar sereno, acima do teatrinho de máscaras que a vida vai encenando conosco.
Desprezamos o primeiro caminho, o caminho da preservação, porque ele pode acabar levando ao estranhamento. Por isso, somos obrigados a fazer aquilo que o segundo caminho nos recomenda.
( ...) O que nós, ligados de maneira tão íntima e tão insolúvel, teremos que fazer quando acontecer entre nós algo como aquilo que constituía o conteúdo de minhas últimas cartas. Se eu não estiver fisicamente exausto, vou empurrar para um segundo plano as poucas lembranças incômodas associadas aos meus esforços por você e me alegrar pensando em tudo de bom e de belo que vi em você, e em todos os sacrifícios que você fez por mim até hoje.
Você vai habituar-se a continuar amando o pobre homem, apesar de sua antipatia, de seus maus humores esporádicos e de seus julgamentos equivocados, e continuaremos a caminhar juntos alegremente. Se não me engano, hoje efetivamente você não é capaz de dedicar a mim todo o seu amor sem alguma dificuldade, e á custa de autocontrole- e eu só serei capaz de sorrir, ciente de minha vitória, quando você finalmente se tornar minha, seguindo o curso inevitável da natureza, como eu pretendia desde o começo.
( ... ) Amanhã voltarei a escrever uma cartinha, o dia de hoje é tão irritante e perturbador. Vamos fazer com que passe depressa, para dar lugar a um outro, melhor.
Com cordiais saudações à única e querida menina amada,

Teu SigmundCarta de Sigmund Freud para Martha Bernays  em 7 de agosto de  1882
Amada, pequena menina,
Os astrônomos afirmam que as estrelas que hoje vemos reluzir começaram a arder há centenas de milhares de anos e talvez hoje estejam se extinguindo. Tal é a dimensão de distância que nos separa delas, até mesmo para um raio de luz, que sem se cansar, percorre mais de 40 mil milhas em um segundo.
Sempre foi difícil para mim imaginar isso, mas agora posso fazê-lo com facilidade quando penso como você sorri diante de  minhas cartas cordiais, enquanto minha alma sofre com dúvidas e preocupações, e quando penso como você se aborrece com a minha dureza e a minha desconfiança, enquanto uma medida de ternura, que luta em vão para se expressar, me preenche.
Há dois caminhos para evitar essa incongruência. O primeiro seria me abster de relatar uma atmosfera que supostamente não vai durar nem uma semana. O outro seria fazê-lo mantendo um olhar sereno, acima do teatrinho de máscaras que a vida vai encenando conosco.
Desprezamos o primeiro caminho, o caminho da preservação, porque ele pode acabar levando ao estranhamento. Por isso, somos obrigados a fazer aquilo que o segundo caminho nos recomenda.
( ...) O que nós, ligados de maneira tão íntima e tão insolúvel, teremos que fazer quando acontecer entre nós algo como aquilo que constituía o conteúdo de minhas últimas cartas. Se eu não estiver fisicamente exausto, vou empurrar para um segundo plano as poucas lembranças incômodas associadas aos meus esforços por você e me alegrar pensando em tudo de bom e de belo que vi em você, e em todos os sacrifícios que você fez por mim até hoje.
Você vai habituar-se a continuar amando o pobre homem, apesar de sua antipatia, de seus maus humores esporádicos e de seus julgamentos equivocados, e continuaremos a caminhar juntos alegremente. Se não me engano, hoje efetivamente você não é capaz de dedicar a mim todo o seu amor sem alguma dificuldade, e á custa de autocontrole- e eu só serei capaz de sorrir, ciente de minha vitória, quando você finalmente se tornar minha, seguindo o curso inevitável da natureza, como eu pretendia desde o começo.
( ... ) Amanhã voltarei a escrever uma cartinha, o dia de hoje é tão irritante e perturbador. Vamos fazer com que passe depressa, para dar lugar a um outro, melhor.
Com cordiais saudações à única e querida menina amada,

Teu Sigmund

Imagem de D. Lucinha Teles

Na 291° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura do poema de D. Lucinha Telese, ouvinte-leitora do ALACAZUM que vive na cidade de Valença Bahia Brasil.

Imagem

Vejo a tua imagem refletida no espelho da minha alma
O teu olhar de um azul tão profundo como se fosse o infinito.
A tua boca, as tuas mãos,
O teu corpo inteiro está contido em mim.
Quiser eu ter a sabedoria dos deuses para te consolar
nas horas de angústias.
Ter o poder de voar como as gaivotas e te levar
por nuvens coloridas onde só encontrarias paz e tranquilidade.
Poder sobrevoar os oceanos e te levar por mares onde 
só ouvirias o sussurrar das ondas e verias as belezas 
que nas profundezas se encontram
Mas sou uma mortal, só tenho um poder, que é te amar
e te compreender, para toda a vida.

D. Lucinha Teles

Em 25/02/2002

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Pedra do Amor de Maria Cecília O. da Hora

Na  291° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema: Amor, apreciamos a leitura do poema: Pedra do Amor da estudante Maria Cecília Oliveira da Hora do Colégio Social de Valença  - parceiro cultural do ALACAZUM.

Pedra do Amor

Da pedra nasce o limo,
Do limo nasce a flor,
Da flor nasce o mel,
Do mel nasce o amor.
Do amor a esperança,
Da esperança a verdade,
Da verdade a paixão,
Da paixão a amizade.
Um jardim bem bonito,
E com muita flor,
Nele está a pedra,
A pedra do amor.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Na 290° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 290° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 falamos sobre o trovadorismo ou primeira época medieval - movimento literário da língua portuguesa.

Escutamos Juca Chaves

Na 290° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 escutamos a música de Juca Chaves.

Cantiga de Maldizer

Na 290° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema foi trovadorismo, apreciamos a cantiga de Maldizer.

Cantiga de Maldizer

Garcia López de Alfaro
sabei o que me aborrece:
o que daís saí muito caro a quem o tiver de obter
mas é barato o que dais se alguém o quiser vender.

Caros nos saem os panos
que pedir-vos ninguém ousa
mas por que os trazeis dois anos
barata parece a coisa.
O que dais saí muito caro a quem o tiver de obter
mas é barato o que daís se alguém o quiser vender.

Com espanto se me depara
numa só coisa o exemplo
dela sair muito cara
e barata ao mesmo tempo
o que dais sai muito caro a quem o tiver de obter
mas é barato o que dais se alguém o quiser vender.



   

Lembranças do passado de Josias Vianey

Na 290° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no  dia 9 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Josias Vianey residente na cidade de Valença. Poesia publicada no Jornal Valença Agora Semanal.


Lembrança do Passado

Homem genial
Quero pedir licença, antes de eu falar
Desculpe-me se alguma letra eu errar
Estou me referindo a um profissional
Não se pode negar
É o Dr. Mustafá
Filho de negociantes árabes, que na sua loja de tudo tinha,
de tecidos finos, roupas, a todo tipo de linhas
Menino dedicado, estudioso, trabalhador,
que para manter os estudos em detetive se formou.
Estudante abnegado, nunca lhe faltou a mente, pois
no naufrágio
da II Guerra ele foi um dos assistentes
Como médico, cirurgião e clínico, ele é muito respeitado
pelos próprios colegas e pacientes de quase todo o estado
Médico, filosofo e poeta são dons que se esmeram, por isso é
que é membro da academia AVELA
Bom filho, bom pai, bom amigo, bom irmão, bom avô, por
estes
motivos também lhe chamamos de doutor
Se eu falei alguma coisa errada, quero me desculpar, sal,
salve,
Dr. Mustafá.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Escutamos Xangai

Na  290° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 2 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 escutamos Xangaí.

Cariri: Este é meu lar de Tamiles Andrade

Na 290° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 2 de dezembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Tamiles Andrade finalista na Olimpíada de Língua Portuguesa 2012.

Cariri: Este é o meu lar

No lugar onde eu moro
Tem pássaros e muito mais
Capim e a terra
Onde ficam os bananais
Onde ficam os cacaueiros
Sem esquecer os laranjais.

Nas árvores que lá tem
Ficam os passarinhos a cantar,
Fica o colibri assanhado
Com suas flores a beijar.
E coloridas borboletas
Que fazem piruetas no ar.

No riacho onde eu vou
Tem até peixinhos dourados
E uma água bem gostosa
Que molha meus cacheados.
E uma pedra onde eu brinco
Quando chega os feriados.

Tem flores sortidas
Pequenas, grandes e perfumadas
Tem um lugar espaçoso
Onde fica a bicharada.
A vaquinha e o bezerro
A galinha e sua ninhada.

Tem as frutas gostosinhas:
Laranja, jaca, graviola.
Tem também as que não gosto
Pois, não são tão saborosas
Minha terra é tão rica
Veja que coisa gostosa!

Nas noites de lua cheia
Fico muito animada
Pega-pega, boi-vaqueiro
Roda e muita gargalhada
É certa a diversão
Com toda meninada.

Cariri, meu paraíso
Terra do meu coração
Assim posso definir
Meu pedacinho do chão.
Aqui vivo minha infância
Grata e de coração.

Sei que ainda sou criança
Mas mulher vou me tornar
Portanto conservo a esperança
Meu filho desfrutar
De tudo que hoje vivi
Nesta terra de luar.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Na 289° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Nivaldo Lariú na Flica- Festival Literário Internacional de Cachoeira 2012

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura do texto inserido no livro: Dicionário de Baianês de Nivaldo Lariú.

Escutamos: Só o ôme com Noriel Vilela

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 escutamos a música: Só o ôme com Noriel Vilela, cantor carioca com voz de baixo profundo, falecido no ano de 1974. Integrante do conjunto cantores de ébano.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Apologia à Vontade de Mustafá Rosemberg

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Mustafá Rosemberg, médico e Membro da Academia Valenciana de Educadores, Letras e Artes da cidade de Valença Bahia.

Apologia à Vontade

Vontade que me agarra aos teus tentáculos,
Prendo-me nos elos da paixão,
Sublimada por fluxos, quentes ósculos,
Prometidos em ânsias, ilusão.

Vontade que se expõe até em loucuras,
Ditando tuas regeras para o choro
Respondendo com lágrimas tão puras,
Tão brilhantes tal qual cântico em coro.

Vontade que enaltece amor constante,
Mais vibrante tão frágil frente à dor,
Vontade que impõe juras em instante
Perpetuadas num sonho multicor.

Vontade tangencia fulgor e risos
Descabida alegria, tela da vida,
Capaz de transformar pranto em sorrisos,
Cobrindo sofrimento sem guarida.

Vontade só com a dor não compete,
Tristonha irmã da cólera e da angústia,
Enrubesce vontade se promete,
Num golpe aniquilar com toda astúcia.

Vontade és apanágio da esperança,
Que vive em corações com grande ardor,
Tu és que muito pode e sempre alcança
Os píncaros do afeto. És mais que o amor.

Mustafá Rosemberg

Escutamos: Em boca fechada não entra mosca com Samba 6

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo, Rio Una FM 87,9 apreciamos o samba: Em boca fechada não entra mosca com Samba 6.

BG: O que queres tu de mim

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos como BG: o que queres tu de mim com Os Velhinhos Transviados Embalados.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ai se sêsse de Zé da Luz

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos na interpretação do grupo Cordel do Fogo encantado a poesia de Zé da Luz.

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois moresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o buxo do céu furasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virge toda fugisse.

Zé da Luz

Escutamos: ABC do Sertão com Luiz Gonzaga

Na 289° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: ABC do sertão com Luiz Gonzaga.

sábado, 24 de novembro de 2012

Na 288° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 288° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos na abertura do programa após leitura do livro de cordel, a música:  África Mamãe com Jovino dos Santos contido no álbum acima fotografado.

Rei Zumbi dos Palmares de Adauto Borges

Na 288° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema: Consciência Negra, apreciamos a literatura de cordel de Adauto Borges.

Escutamos: Cor de rosa com Mendes Brothers

Na 288° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Cor de rosa que faz parte do álbum acima fotografado.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Escutamos: Liberdade com a Orquestra Afro-Brasileira

Na 288° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Liberdade com a Orquestra Afro-Brasileira.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Luar de Lágrimas de Cruz e Sousa

Na 288° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de novembro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia de Cruz e Sousa.

Luar de Lágrimas

Nos estrelados, límpidos caminhos
Dos céus que um luar criva de prata e de ouro,
Abrem-se róseos e cheirosos ninhos,
E há muitas messes do bom trigo louro.

Os astros cantam meigas cavatinas
E na frescura as almas claras gozam
Alvoradas eternas, cristalinas,
E os Dons supremos, divinais esposam.

Lá, a florescência dos Desejos
Tem sempre um novo e original perfume,
Tudo rejuvenesce dentre harpejos
E dentre palmas verde se resume.

As próprias mocidades e as infâncias
Das coisas tem um esplendor infindo
E as imortalidades e as distâncias
Estão sempre florindo e reflorindo.