domingo, 13 de julho de 2014

Qual a sua dica de leitura?


Na 358° edição do Alacazum Palavras para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 6 de julho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, perguntamos ao ouvinte-leitor Alacazum qual a sua dica de leitura.

Crédito da imagem: Wikipédia

Pesquisas na internet


Na 358° edição do Alacazum Palavras para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 6 de julho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM , socializamos, informação a respeito do cuidado em se pesquisar, principalmente quando se utiliza os recursos da internet. A garota Eloah Rodrigues, que vive na cidade de Niterói, estudando sobre a vida do poeta inglês William Shakespeare, deparou-se com o quadro de informação, ilustrado acima. Existe um recurso da própria enciclopédia eletrônica que dá acesso ao arquivamento de novas informações descartando a que possivelmente esteja incorreta. Foi o que fez a Eloah.

Poesia: Mulheres, autoria de Celeste Martinez

A escritora Celeste Martinez declamando a sua poesia


Na 358° edição do Alacazum Palavras para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 6 de julho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a poesia: Mulheres, autoria de Celeste Martinez.

domingo, 6 de julho de 2014

Na 357° edição do Alacazum Palavras Para Entreter

 Fonte da imagem: Wikipédia


Nesta edição falamos um pouco sobre os antigos armazéns ou vendas como eram chamadas. Relembramos a venda do senhor Coroinha, na antiga rua da Taboca ( Duque de Caxias ) na cidade de Valença e a venda do Senhor João França no povoado de Gamboa do Morro de São Paulo- Cairu Bahia

Antigas garrafas de refrigerantes da marca Bilz


Antigas garrafas de refrigerantes da marca Bilz  com tampas de porcelana, relatada no texto: O armazém do Barrio de Daniel Cheruna

O Arnazém do Barrio de Daniel Cheruna


Na 357° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 29 de junho de 2014 das 8 às 9 h apreciamos o relato de Daniel Cheruna cujo tema armazém.


O Armazém do Barrio de Daniel Cheruna

O Armazém do Barrio, estava na esquina de minha casa ( Espanha e Risso ) . Pertencia a Henrique e Pepe Camarasa; o primeiro, muito formal, porém simpático; o segundo mais robusto, não tão politicamente correto e um pouco mais jovem. Viviam os dois solteiros na casa de sua mãe já anciã. A casa que está em pé e sempre foi velha, conserva ainda todos os atributos de quando foi construida. Desabitada, resiste em abrigar seus queridos fantasmas, enfrentando com valentia o transcursso do tempo.

O enorme local que faz parte de uma construção maior, que inclui o que foi a vivenda com seu enorme patio, estava destinado a duas funções bem diferenciadas. Sobre a esquina propriamente dita, o armazém; e com entrada sobre a rua Espanha, o depósito de bebidas onde geralmente havia bicicletas encostadas sobre a parede, esperando a saida de seus donos para levá-los de volta ao lar. As vezes ziguezagueando mais que o prudente, embora as ruas de então não oferecessem demasiado risco. Mais perigosas eram as situações que costumavam apresentar-se na varanda quando alguma discurssão começava dentro do boliche e devia continuar ao ar livre por decisão de Pepe que tinha bem definido os limites da tolerância que não podia transgredir-se para permitir a permanencia dos concorrentes. Por algum motivo ele tinha este setor do negocio sobre sua responsabilidade. Sabia que se tinha que fazer-se cargo da situação aplicando sua autoridade e força bruta, não duvidaria um segundo em tomar cartas no assunto. As regras eram claras; lá fora estava o espaço público, porém ali dentro teriam que respeitar o lugar; do contrario não se permitia pisar novamente. Mas nem todos os clientes eram encrenqueiros, muitos tinham o “porre alegre” e as reuniões tornavam-se verdadeiros entretenimentos. Se palpitava um clima festivo e de camaradagem como em um clube de amigos, onde se falava de tudo e se ria muito; As vezes a alegria se tornava tão transbordante que era necessário moderar a situação para não atrapalhar os clientes que do outro lado faziam suas compras diárias em outro setor do armazem, atendido por Henrique que mantinha com elegância um lápis na orelha direita, ferramenta fundamental de sua atividade. Fazia as contas com numeros grandes e claros sobre uma folha de papel cinza que logo cortaba com a mão e fazia a função de fatura ou ticket. O mesmo papel que usava para enrolar a herva e todos os produtos soltos que eram comuns naquela epoca, como o acuçar moido ou em cubos ( que era a preferida de minha família porque diziam que adocava mais ); produtos que envolvia com uma habilidade incrivel, com bordas tipo as empanada que asegurava perfeitamente sua borda.
Depois da compra nunca faltava “la yapa” ( o caramelo ou alguma outra cortesia da casa ) e o comentário do dia era imprescindivel antes ou depois. Os dotes de comunicador social, fazia dele um experto em varias questões mais principalmente àquelas relacionadas ao tempo. A maioria fazia suas compras em cadernetas ( a negra com capa plástica e folhas com linhas e duas colunas para as anotações). Minha alegria consistia a cada tempo em comprar um alfajor e uma bolita Bilz ( limonada efervercente que conservava seu nome de quando tinha uma bolinha no gargalho para conservar seu lacre hermético)
Outra função social muito importante que cumpria o negocio dos Camarasa era seu telefone de caixão preso na parede da oficina ou deposito de mercadorias onde entravamos, desprendia o auricular, girava varias vezes a manivela fixada a direita do aparelho e dizia a operadora que nos atendia com que numero queriamos comunicar.

Existia outro na padaria em frente porem este era mais popular. Igualmente não era muito a demanda já que muito poucos tinha linha telefonica em suas casas para poder chamar-se; mas em muitos casos nos tirava de apuros e eles jamais se mostravam aborrecidos por ter que emprestar-los; inclusive deixando de atender alguém para guiar-nos até o lugar exato. Para o qual era necessario levantar uma tabua de madeira do mostrador e atravessar o setor do bar saudando atentamente a quem ali estivesse. Tenho em minha mente os altos tetos, o reboco de barro e os pisos de tijolo vermelho. As vitrines de madeira dura e escura como os enormes mostradores e as estantes que cobriam praticamente toda a parede, exibindo tanto comestivel como caldeirões, baldes e bacias. Praticamente um armazém de ramo geral. Do mesmo modo que conservo a recordação dos cheiros, mistura de especieis com umidade que fazia único e reconhecivel o ambiente mesmo com os olhos fechados. Os irmãos eram muito queridos. E eles sabiam; por isso tinham aparentemente uma vida feliz. Sabiam que estavam cumprindo uma importante missão para o seu bairro. Hoje, podem descansar em paz, seguros de que, quem compartilhou essa etapa; os recordaremos sempre e lhes estaremos infinitamente agradecidos por tudo que nos deram.


Video de Celeste Martinez

Celeste Martinez - escritora e locutora do Alacazum Palavras Para Entreter - interpretando a crônica: O amor sem ar ou a quase morte do amor, de sua autoria.

Crônica: O amor sem ar ou a quase morte do amor de Celeste Martinez

 Na 357° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 29 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9, apreciamos a crônica: O amor sem ar ou a quase morte do amor, autoria de Celeste Martinez e que foi publicado no Jornal Valença Agora


Estavam as quatro repousadas no coração do poeta quando uma delas, a primeira,resolveu fugir. Andou, Andou, Aonde, Antes, Alguns, Amantes, Admirados Almejavam Augusto a Aurora. Teria que seguir esta sequência, consequência de sua primazia na coordenada alfabética. Saiu em busca do inalcancável. Enquanto isso, no coração do poeta, ouvia-se:

- Mor, mor, mor!

Seria a morte?

Seria a moral da história jamais escrita e tal corvo batia à porta?

Nada indagou este que escreve. Apenas sentiu o que sentia monossílabicamente:

- Mor, mor, mor!

Então a décima terceira letra do alfabeto, olhando em volta notou a falta da primeira. Gritou:

- Ó ò ó ó !

A décima quinta letra aturdida com o grito, sacudiou o companheiro ao lado dizendo:

- Acorda "erre".

- Rato roeu a roupa do rei de roma? - perguntou atônito -

- Não. O " a" fugiu.

- O que será de nós? O que será do amor?

- Precisamos encontrá-la. Disse a consoante. E entre "emes" ò ó" e "erres" elas seguiram. Que sentido teria morar em coração triste?

Mas como escapar da melancolia?

Aproveitaram o espirro do escritor: Atchimmmmmm!

E desceram pelas escadarias dos repetidos "emes".

Fora da aorta uma sílaba apenas: " Mor" - a quase morte do amor.

Porém desejava silabicamente encontrar o "ar" que respiravam mutuamente e retornar ao coração daquele que pinta com palavras a emoção.

De repente, ei-lo: substantivo masculino, primeira letra do nosso alfabeto, sentada na calçada, cabisbaixa tristonha.

- Olá, disse em uníssono o "eme", o "o" e o "erre".

E ao rever as letras juntas, o " a" falou:

- Amigas, quero abraçá-las!

E foi um tal de "a" abraçand o "o", abrançando o "eme", abraçando o "erre". Após seguiram as quatro, digo, seguiu a palabra ao encontro do poeta, que naquela manhã do dia cinco, acordou a prima Vera para esperá-las.

E o amor novamente acomodou-se no coração do poeta que tomado de súbita felicidade escreveu para alguém que muito ama:

Valença, cinco de setembro de 2012
Queri...

Bem, o que foi escrito não será aqui revelado. São coisas do amor. Saga de um triângulo amoroso entre o escritor, palaà sílaba "mor" que trocu o caminhao que conduz a morte pelo Ar do Amor.

Celeste martinez
 

sábado, 5 de julho de 2014

Escutamos: Meu Grito com Agnaldo Timóteo

Na 357° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 29 de junho de 2014, falamos um pouco sobre armazéns e dedicamos a música: Meu grito, autoria de Roberto Carlos, interpretado pelo cantos Agnaldo Timóteo, à avó Dorinha, 94 anos.

Na 356° edição do Alacazum Palavras Para Entreter

O poeta cordelista, Daniel Pereira ao lado da escritora e apresentadora do Alacazum Palavras para Entreter, Celeste Martinez. Na 356° edição, exclusivamente dedicado ao amigo Daniel, que não via a 30 anos.









A seca do Nordeste do poeta Daniel Pereira

Na 356° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 22 de junho de 2014 das 8 às 9 h, contamos com a presença do poeta cordelista Daniel Pereira. O cordel " Os temperos da cachaça " foi apresentado e a condutora do programa, amiga de muitos anos do poeta reviveu os fragmentos do livreto: " A seca do Nordeste" que lhe foi ofertado a 30 anos pelo amigo cordelista.

A seca do Nordeste

Eu vou escrever uma história
Não sei se passo no teste
Mais o Pai da Criação
Que tem um poder celeste
Vai me ajudar a falar
Sobre a seca do Nordeste.

Jesus é tão Poderoso
É o Pai da Criação
Não vai deixar o sertanejo
Passar tanta privação
Breve ele manda chuva
Para molhar todo o sertão

Tudo aqui é sofrimento
As fazendas estão deserta
Sem água e sem comida
O gado tem a morte certa
Fome doença e pobresa
É só isto que nos resta.

domingo, 22 de junho de 2014

O amigo Cordelista Daniel Pereira no Alacazum Palavras Para Entreter


Após muitos anos, re-encontro um amigo cordelista Daniel Pereira e o convido ao Alacazum Palavras Para Entreter. Foi uma bela manhã Alacazum regada a versos musicados. Obrigada, amigo!

A seca do Nordeste de Daniel Pereira




Este exemplar de literatura de cordel, autoria do cordelista Daniel Pereira, pertence à escritora Celeste Martinez que recebeu de presente do autor a exatamente 31 anos atrás, em bom estado de conservação, hoje mostra-se para o mundo por que re-encontrei o amigo Daniel Pereira, convidado especial desta 356° edição do dia 22 de junho de 2014, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9

Os temperos da cachaça, cordel de Daniel Pereira


O Cordelista Daniel Pereira recitando seus versos: Os temperos da cachaça na 356° edição do Alacazum Palavras Para Entreter do dia 22 de junho de 2014

O cordelista Daniel Pereira visita o Alacazum Palavras Para Entreter

O artista visual e sócio-proprietário da Pizzaria os Martinez ao lado do poeta cordelista, Daniel Pereira na 356° edição do Alacazum Palavras para Entreter do dia 22 de junho de 2014 quando apresentou seu novo livreto

Vídeo do conto: Um abraço, autoria de Andressa Verena


A escritora e locutora Celeste Martinez, interpretando o conto: Um Abraço, da jovem escritora, Andressa Verena que vive na cidade de Valença BA

Conto: Um Abraço, de Andressa Verena

Na 356° edição do Alacazum Palavras Para Entreter apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez que foi ao ar no dia 22 de junho de 2014, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9, apresentamos o poeta cordelista Daniel Pereira, amigo de muitos anos que retorna à cidade com um novo livreto. O nosso encontro foi ao acaso na Pizzaria os Martinez e esta edição foi um improviso. Melhor improvisar e garatir a magia do re-encontro valorizando pessoas do povo que criam constantemente sem muitos recursos. O programa foi encantado. Aproveitamos para realizar a leitura do conto: Um abraço escrito pela jovem Andressa Verena, filha da professora Luz Andrea.

Um Abraço

Essa história se passa em um país lá no novo continente, chamado Brasil em uma pequena cidade do interior do estado de Minas Gerais que se chamava Serenopólis.

Vocês já devem imaginar por que era assim chamada essa cidade, pois por lá reinava a serenidade, os seus moradores, desde pessoas até os animais eram de paz, e todos tinham muita paciência e carinho por tudo que faziam.

Dona Francisca, mãe, ficara viúva recentemente, e agora sozinha com sua ainda pequena filha, procurava um lugar para viver melhor que na capital, pois desejava que a filha tivesse uma vida longe da poluição e do perigo. Procurava um lugar pacato e hospitaleiro, onde pudesse ter um quintal com brinquedos para sua pequena, uma praça para passear no fim da tarde e assim sua filha ter muitas amizades.

Ela pesquisou até que encontrou esse lugar, que dizia ser bem sereno e pacato. Então Dona Francisca resolveu se mudar para lá com sua pequena filha de apenas dois meses.

Retirou toda as suas economias e comprou uma casinha na pequena Serenopólis e lá foi viver com sua pequenina filha que se chamava Rita.
Rita era pequenina, tinha olhos grandes e pretos como duas maduras jabuticabas, a pequena cabeça coberto por fartos cachinhos dourados, era sem dúvida um bebê muito bonito e agitado.

Mas por alguma razão desconhecida, a pequenina Rita chorava o dia inteiro, de tanto que chorava avermelhava igualzinho a um tomate maduro, chorava que chorava até soluçar.

Para preocupação de sua mãe e angústia dos vizinhos por que devido ao choro incessante da Ritinha já não se podia, mas dormir sossegado. As senhoras mais velhas da cidade foram vê o que havia com aquela criancinha.

Sua mãe fazia de tudo para ela não chorar, mais não adiantava, aquele chororô fez a cidade virar de cabeça para baixo. O padeiro reclamava, o medico reclamava, o padre reclamava, pois já não podia rezar sua homilia. As senhoras reclamavam e até as outras crianças reclamavam daquela ladainha.

A única solução era mandar rezar uma missa para ver se solucionava o problema pois como ainda não era batizada podia ser mal assombrada a pobre Ritinha pelos pagõeszinhos que gostavam de brincar com essas criancinhas. E foi mandado rezar mas parecia que isso tinha irritado ainda mais a criança , que chorava mais alto ainda.

A pequena Rita foi levada ao médico que lhe passou um rémedio para gases.Poderia ser cólica. Mais o choro não parou. Foi chamada então a senhora benzendeira que rezou a menina de ventre caido e lhe mandou dá chá de erva doce e assim se passaram os dias, tudo que se sabia e podia imaginar foi tentado para fazer a menina parar de chorar, mais todas as soluções tentadas pela Dona Francisca e vizinhanças só fazia a filha chorar, chorar até avermelhar e soluçar.

Então quando sua mãe já cansada de tanta reclamação começou a chorar daqui pra lá e de lá pra cá com a filhinha nos braços a balançar então uma lágrima cai no rosto da Ritinha que de repente parou de chorar e com os olhinhos arregalados olhou para sua mãe com um pequeno sorriso, e com suas mãozinhas pequeninas agarrou a camisa de Dona Francisca e suspendeu seus pequenos braços como se fosse um abraço.

A mãe muito emocionada abraçou carinhosamente sua filha enquanto lhe cantava doces melodias. E pela primeira vez a Ritinha ri e serenav, a mãe e toda vizinhança entendeu que o que mais queria a pequena RIta era o aconchego e o sereno embalo de um abraço. Deste dia em diante a família foi muito feliz e a pequena cidade de Serenopólis pode voltar a serenar.

Moral: Ás vezes as soluções para um problema está em pequenos e simples gestos, como um carinhoso abraço.

Andressa Verena

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter

A escritora e locutora Celeste Martinez interpretando a crônica de Nelson Rodrigues, intitulada: Complexo de vira-latas

Crõnica: Complexo de vira-latas de Nelson Rodrigues

Na 355° edição do Alacazum Palavras para Entreter apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das  8 às 9 h cujo tema: Complexo de vira-latas, expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues; apreciamos mais uma crônica de sua autoria, intitulada: Complexo de vira-latas.

Complexo de vira-latas


Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperaança masi frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: " O Brasil não vai nem se classificar" E, aqui, eu pergunto:

- Não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?

Eis a verdade, amigos: - desde 50 que o nosso futebol tem pudor de acreditar em si mesmo. A derrota frente aos uruguaios, na última batalha, ainda faz sofrer, na cara e na alma, qualquer brasileiro. Foi uma humilhação nacional e nada, absolutamente nada, pode curar. Dizem que tudo passa, mas eu vos digo: menos a dor-de-cotovelo  que nos ficou dos 2 X1. E custa crer que um escore tão pequeno possa causar uma dor tão grande. O tempo passou em vão sobre a derrota. Dir-se-ia que foi ontem, e não há oito anos, que, aos berros, Obdulio arrancou, de nós, o título. Eu disse "arrancou" como poderia dizer: "extraiu" de nós o título como se fosse um dente.

E hoje, se negamos o escrete de 58, não tenhamos dúvida: - é ainda a frustação de 50 que funciona. Gostaríamos talvez de acreditar na seleção. Mas o que nos trava é o seguinte: - o pânico de uma nova e irremediável desilusão. E guardamos, para nós mesmos, qualquer esperança. Só imagino uma coisa: - se o Brasil vence na Suécia, se volta campeão do mundo! Ah!. a fé que escondemos, a fé que negamos, rebentaria todas as comportas e 60 milhões de brasileiros iam acabar no hospício.

Mas vejamos : _ o escrete brasileiro tem, realmente, possibilidades concretas?
 Eu poderia responder, simplesmente, "não". Mas eis a verdade:

- eu acredito no brasileiro, e pior do que isso: - sou de um patriotismo inatual e agressivo, digno de um granadeiro bigodudo. Tenho visto joga dores de outros países, inclusive os ex-fabulosos húngaros, que apanharam, aqui, do aspirante-enxertado do Flamengo. Pois bem: - não vi ninguém que se comparasse aos nossos. Fala-se num Puskas. Eu contra-argumento com um Ademir, um Didi, um Leônidas, um Jair, um Zizinho.

A pura, a santa verdade é a seguinte:- qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma:

- temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossas qualidades. Quero aludir ao que eu poderia chamar de " complexo de vira-latas". Estou a imaginar o espanto do leitor: " O que vem a ser isso"? Eu explico.

Por "Complexo de vira-latas" entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca voluntariamente em face do resto do mundo. Isto em tdos os setores e, sobretudo, no futebol. Dizer que nós nos julgamos " os maiores" é uma cínica inverdade. Em Wembley, por que perdemos? Por que, diante do quadro inglês, louro e sardento, a equipe brasileira ganiu de humildade. Jamais foi tão evidente e, eu diria mesmo, espetacular o nosso vira-latismo. Na já citada vergonha de 50, éramos superiores aos adversários. Além disso, levávamos a vantagem do empate.

Pois bem:  - e perdemos da maneira mais abjeta. Por um motivo muito simples: - por que Obdulio nos tratou a pontapés, como se vira-latas fôssemos.

Eu vos digo: - o problema do escrete não é mais de futebol, nem de técnica, nem de tática. Absolutamente. É um problema de fé em si mesmo.

O brasileiro precisa se convencer de que não é um vira-latas e que tem futebol para dar e vender, lá na Suécia. Uma vez  que ele se convença disso, ponham-no para correr em campo e ele precisará de dez para segurar, como o chinês da anedota.

Insisto: - para o escrete, ser ou não ser vira-latas, eis a questão.


Texto extraido do livro: As cem melhores crônicas brasileira.

Escutamos: Leva eu Soldade

 Jacobina ao violão, Nilo Amaro, solista à frente, e os cantores de ébano ao fundo. Junho de 1963.


Na 355° edição do Alacazum Palavras para Entreter apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das 8 às 9 h cujo tema: Complexo de Vira- Latas, expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, abrimos parentêses para apreciar a música: Leva eu soldade, interpretada pelo conjunto musical: Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano, uma contribuição do amigo ouvinte-leitor Adilson Pereira.


ô leva eu
minha saudade
eu também quero ir
minha saudade
quando na ladeira
tenho medo de cair
leva eu
minha saudade
menina tu não te lembra
minha saudade
daquela tarde fagueira
minha sodade
tu te esqueces
e eu me lembro
ai que saudade matadeira
leva eu
minha saudade
na noite de são joão
no terreiro uma bacia
que é pra vê se para o ano
o meu amor ainda me vê via
leva eu

Autoria: Tito Neto e Alveltino Cavalcanti
 
 
Crédito da imagem: http://jacobinaarteviva.blogspot.com.br/

Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano



Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das 8 às 9 h  transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Complexo de Vira-Latas, expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, tivemos o prazer de socializar a música: Leva eu ( soldade) com Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano, contribuição ao amigo e ouvinte-leitor do Alacazum, Adilson Pereira; que se empenhou também em enviar uma biografia resumida do grupo musical. Obrigada, Adilson pelo carinho e dedicação com o nosso programa de rádio. Alacazum pra você!
Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano - Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela.

O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil.

Um de seus maiores sucessos foi a gravação de Leva eu (Sodade)" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

SELEÇÃO DE OURO - 20 SUCESSOS - NILO AMARO E SEUS CANTORES DE ÉBANO - 2000

Esse é o tipo do disco que se enquadra na categoria péssima capa, ótimo CD. Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano apareceram na MPB no início dos anos 60 e fizeram uma espécie de gospel à brasileira.

Era um coro de vozes negras com algo de brejeirice em números os mais ecléticos possíveis, indo do sertanejo (Fiz a Cama na Varanda, Vaqueiro Prevenido) ao pop internacional de então (Tammy).

Infelizmente, depois de gravar dois álbuns na Odeon (em 1961 e 1963) – reeditados nesta coletânea quase na íntegra – ainda gravaram um ou outro álbum em selos menores e desapareceram.

Uma pena, porque é originalíssimo e renovador e deixou para a posteridade pelo menos um sucesso – Leva Eu Sodade ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir..."), do qual os cinqüentões devem se lembrar.

Nilo tem voz agradável, mas quem dá o toque especial em várias faixas é Noriel Vilela e sua voz de baixo antante - que chega a ser engraçado em determinado momento, mas depois de umas três músicas o ouvinte entra no clima.

Bastante afinado, o grupo contava com ainda com vozes masculinas e femininas de diversos matizes.

Seu uníssono quase sacro chega a comover em números de mistério, com um pé no nosso folclore interiorano, como A Lenda do Abaeté, A Lenda do Rio Amazonas, Azulão, Minha Graúna, Canção de Ninar Meu Bem, Urutau, alternando-os com sambas-canções bem cariocas rearranjados, Suas Mãos e Devaneio, e até um pré-iê iê iê, Eu e Você.

De fundo religioso, apenas alguns spirituais no original em inglês datadas aproximadamente de 1865 – Down By the Riverside e Nobody Knows the Trouble I’ve Seen – que voltaram ao sucesso nos anos 50 em vozes como as de
Nat King Cole.

Nesse clima criado pelo estalar os dedos, há uma canção deliciosa em português, Boa Noite. Num momento em que ter voz não é muito valorizado, é bonito ver o que um belo coro delas é capaz de fazer.

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004.



Vídeo da Crônica: Pra que essa gana destrutiva e bestial? de Nelson Rodrigues


Celeste Martinez interpretando a crônica de Nelson Rodrigues na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter do dia 15 de junho de 2014

Pra que essa gana destrutiva e bestial? Crônica de Nelson Rodrigues

Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez, que foi ao ar no dia  15 de junho de 2014 das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: " Complexo de Vira- Latas" expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues; apreciamos a crônica: Pra que essa gana destrutia e bestial?

Amigos, fui testemunha, certa vez de um fato prodigioso. Imaginem vocês que eu ia passando pelo cemitério, quando lá chegou um enterro. Alguém me esperava numa esquina próxima. Mas há um "charme" na morte, há um apelo que ninguém resiste. Entre um casamento, um batizado ou um enterro, qualquer um prefere o velório, embora este último não tenha os guaranás e os salgadinhos dos dois primeiros.

Diante de um caixão, o sujeito faz sempre esta reflexão egoista e estimulante " ainda bem que eu não sou o defunto". Mas, como ia dizendo: espiava eu o enterro, quando aconteceu uma coisa inédita: a multidão desandou a bater palmas. Nada se compara e nada descreve o meu assombro mudo. Pela primeira vez, eu via um defunto aplaudido. A meu lado, um cavaleiro berrava: Bravos! Bravíssimo! E só faltava pedir bbis como na ópera.

Ainda hoje me pergunto que méritos especiais e deslumbrantes teria esse cadáver para merecer tamanha apoteose fúnebre. Não impotam as razões o fato em si já constitui um escândalo bem singular. Assim, debaixo de palmas, lá foi enterrado o homem e posso imaginar a perplexidade dos vermes que se preparavam para roer-lhe as pobres carnes lívidas.
Da porta do cemitério passo para o Maracanã. Eu quero comparar as duas coisas: o defunto aplaudido e os jogos vaiados. Tão impróprias, inadequadas, insólitas como a apoteose fúnebre foram as vaias de sábado e domingo. Em dois dias, flagelamos quatro times, e com uma violência, uma implacabilidade nunca vistas.
No primeiro momento, ninguém soube o que pensar, o que dizer. Apareceram logo dois ou três paspalhões desfraldando a tese da sabedoria e infalibilidade de todas as vaias.Um colega puxou-me pelo braço e cochichou: " O povo não erra nunca". Eu ia concordar. Súbito, porém, penso que esse mesmo povo salvou Barrabás e condenou Cristo. Enquanto cruscificava o Messias, a multidão carregava o Barrabás na bandeja e de maçã na boca, como um leitão assado.
De mais a mais, pode-se ter dado o caso da " vaia induzida". Parte da crônica, com efeito não sabe admirar, não gosta de admirar, e vive metendo o pau nos nosso jogos e nos nossos craques. Leiam os nossos comentários. Eles só vêem peladas por toda a parte. E assim tentam cavar entre o torcedor e o futebol um abismo irreversível.Pra que essa gana destrutiva e bestial? Amigos, só Freud, em sua tumba poderá explicar o por quê.

Lembro-me de certo crônista que num domingo foi desfeitado pelo caçula, pela mulher e pela criada. Até o vira-latas da família rosnou contra ele. Quando o desgraçado saiu para o Maracanã, ventava fogo.

Claro que, nesta tarde, ele desandou o jogo, os craques, o juiz e os bandeirinhas. E ninguém podia imaginar que, por trás de sua fúria, estavam seus dramas, frustações e vergonhas familiares. Mas voltemos  à vaia. Como era fato novo, não tinhamos meios e modos para um julgamento imediato. E ninguém viu o obvio. Pergunto: que óbvio? Vaiava-se ali o maior futebol do mundo. Sim, vaiava-se o futebol bicampeão do mundo. Outro óbvio, que convém enxergar, é o da tal "vaia induzida" e, portanto sem nenhuma justiça e nenhuma sabedoria.
Esse desamor não levará o Brasil a tricampeonato nenhum. O torcedor precisa saber que, em certa crônica, há uma aridez de três desertos. E a hora é de simpatia, de apoio, de estímulo, de solidariedade. Será que o futebol brasileiro tem que se exilar para ser aplaudigo? Será que nossos times só podem ser amadaos em outros idiomas?

domingo, 15 de junho de 2014

Poesia: Amanheci nos braços da saudade de Celeste Martinez


Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: " Complexo de vira- latas" expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues. Apreciamos também a poesia: Amanheci nos braços da saudade autoria da escritora Celeste Martinez. Este poema foi publicado no Jornal Valença Agora do dia 25 a 31 de outubro de 2012, ano XI , n° 391

Amanheci nos braços da saudade

Assim que abri os olhos
eu a enxerguei
olhava para mim com olhar nostálgico.
Vestia a mesma tonalidade de bege quando da última vez que nos encontramos.
Fitei as tuas retinas
e vi um passado luminoso.
Ela sorriu.
Era madrugada
e meus olhos desabotoavam insônia.
Não sei de onde surgiram tantas fotografias
que caiam diante de mim como precipitações invíseis.
Fui vislumbrando bem lentamente cada imagem.
Que sensação agradável aquela!
Inda mais, ela abraçou-me com tal encantamento
que eu, a cama, o cobertor, as fotografias, eram solúveis
materialidades metafóricas.
Aliás
o mesmo sentimento que amarrotava o tempo do abraço!
O vento invadiu repentino o quarto
rosnou ao meu ouvido o indecifrável!
E mais uma vez senti aquela pontada de nostalgia - a mesma contida em teus belos olhos -
Foi então que percebi que havia amanhecido
e que a saudade me acolhia em seus braços.

Celeste Martinez

Poesia: Amanheci nos braços da saudade de Celeste Martinez

Celeste Martinez interpretando a sua poesia


Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: " Complexo de vira- latas" expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues. Apreciamos além de duas crônicas de Nelson Rodrigues; a poesia: Amanheci nos braços da saudade, da escritora e locutora Celeste Martinez que foi publicado no Jornal Valença Agora de 25 a 31 de outubro de 2012, ano XI , n° 391

Dica de Leitura: À sombra das chuteiras imortais de Nelson Rodrigues


Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: " Complexo de vira- latas" expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues. Sugerimos como dica de leitura, o livro: À sombra das chuteiras Imortais - crônicas de futebol de Nelson Rodrigues.

Vídeo da apresentação da 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter

Celeste Martinez


Na 355° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 15 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: " Complexo de vira- latas" expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues.

Na 354° edição do Alacazum Palavras Para Entreter


Na 354° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 8 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos ao vivo com depoimentos belíssimos de Dona Glorinha da Vila e Dona Dorinha - 95 anos de idade - sobre as novenas de Santo Antonio - considerado o Santo Casamenteiro. Contamos ainda com a participação da Dona Nini, que vive no bairro do Tento, que foi homenageada com a música: Na Serra da Mantiqueira na voz da Inezita Barroso. Esta canção foi um pedido feito por Dona Nini a muito tempo e que foi concretizado nesta edição. Ela ficou bastante emocionada.



Crédito da imagem: Enciclopédia Eletrônica - Wikipédia

Quem é Inezita Barroso?

Inezita Barroso

Ignez Magdalena Aranha de Lima ou simplesmente Inezita Barroso, adotou o sobrenome "Barroso" por ter casado com o advogado cearense Adolfo Cabral Barroso. Nasceu na cidade de São Paulo no dia 4 de março de 1925. Cantora, atriz, instrumentista, folclorista, professora, Doutora Honoris Causa em Folclore e Arte Digital pela Universidade de Lisboa; apresentadora de rádio e televisão brasileira, atuando também em shows, discos, cinema e teatro.
Crédito da imagem e informação: Enciclopédia Eletrônica - Wikipédia

Na 354° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 8 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos ao vivo com depoimentos belíssimos de Dona Glorinha da Vila e Dona Dorinha - 95 anos de idade - sobre as novenas de Santo Antonio - considerado o Santo Casamenteiro. Contamos ainda com a participação da Dona Nini, que vive no bairro do Tento, que foi homenageada com a música: Na Serra da Mantiqueira na voz da Inezita Barroso. Esta canção foi um pedido feito por Dona Nini a muito tempo e que foi concretizado nesta edição. Ela ficou bastante emocionada.

Em homenagem a amiga Nini que vive no Bairro do Tento - Valença Bahia








Na 354° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 8 de junho de 2014 das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, contamos ao vivo com depoimentos belíssimos de Dona Glorinha da Vila e Dona Dorinha - 95 anos de idade - sobre as novenas de Santo Antonio - considerado o Santo Casamenteiro. Contamos ainda com a participação da Dona Nini, que vive no bairro do Tento, que foi homenageada com a música: Na Serra da Mantiqueira na voz da Inezita Barroso. Esta canção foi um pedido feito por Dona Nini a muito tempo e que foi concretizado nesta edição. Ela ficou bastante emocionada.

Na Serra da Mantiqueira
Sob a fronde da Mangueira
Que ela em moça viu plantar,
Sentadinha no seu banco
Mãe Maria vai sonhar.

Dos amores do passado
Só lhe resta o filho amado
Que lhe dá felicidade.
Ele é todo o seu encanto
Sua vida, o fruto santo
Da longíncua mocidade.

E nas nuvens, que correndo
Vão no céu aparecendo
Pra no ocaso descansar
Ela vê os belos dias
De venturas e alegria
Que não mais hão de voltar.

Eis porém que veio a guerra
Abalando toda a serra
Com o rugido do canhão
E a velhinha amargurada
Viu seu filho lá na estrada
Se sumir num batalhão.

Segurando o rosário
No seu banco solitário
Mãe Maria reza agora,
Pede a Deus ardentemente
Que lhe mande o filho ausente
Que já tanto se demora.

E, numa tarde ao sol poente,
Ela escuta de repente
A voz meiga do rapaz
Que lhe diz, tal como em vida:
' Muito em breve mãe querisa
Lá no céu me encontrarás".

Gastão Formenti


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Projeto Mais Cultura nas Escolas (MEC/MinC)



Eu, Celeste Martinez, participando como oficineira do projeto produzido pela Rosza Filmes Produções na escola municipal Aloísio Evangelista Fonseca em Guaibim - distrito de Valença BA -

domingo, 8 de junho de 2014

Conto: As duas rãs de Rosane Pamplona e Sônia Magalhães


A escritora e locutora Celeste Martinez contando a história: As duas rãs, de tradição japonesa, contido no livro: O homem que contava histórias de Rosane Pamplona e Sônia Magalhães. Na 354° edição do dia 8 de junho de 2014, quando contamos ao vivo com depoimentos belíssimos de Dona Glorinha da Vila e Dona Dorinha - 95 anos - que nos contou sobre as novenas de Santo Antonio na cidade de Valença Bahia.

sábado, 7 de junho de 2014

Vídeo da 353° edição cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos.

A escritora e locutora Celeste Martinez na 353° edição do Alacazum



Na 353° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014 das 8 às 9 h da manhã, transmissão 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos, filmamos um trecho da apresentação do programa.

Qual a diferença entre medicamento e rémedio?


Na 353° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014 das 8 às 9 h da manhã, transmissão 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos, indagamos do público ouvinte-leitor qual a diferença entre medicamento e rémedio? Todas as respostas afirmaram que medicamento precisa de prescrição médica enquanto rémedio não. No entanto quando questionados a exemplificar o que seria rémedio, todos deram como exemplo medicamentos vendidos nas fármacias; aqueles tidos como inofencivos e que são comprados sem receita médica.

Segundo a enciclopédia eletrônica - Wikipédia - medicamento é produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática,curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.

Quanto a rémedio , é qualquer substância ou recurso utilizado para obter cura ou alívio. Não precisa ser reconhecida quimicamente. Ex: banho, massagem, chás, alimentação saudável, pomadas caseiras, unguento, etc.

Poema: A Lágrima, de Augusto dos Anjos


Na 353° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014 das 8 às 9 h da manhã, transmissão 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos, apreciamos a poesia: A Lágrima, de Augusto dos Anjos.

A Lágrima

Faça-me o obséquio de trazer reunidos
Clorureto de sódio, água e albumina...
Ah! basta isto, porque isto é que origina
a lágrima de todos os vencidos.
A farmacologia e a medicina
com a relatividade dos sentidos
desconhecem os mil desconhecidos segredos
dessa secreção divina.
O farmaceutico me obtemperou -
vem-me então a lembrança o pai ioiô
na ânsia psiquica da última eficácia
e log a lâgrima em meus olhos caí.
Ah! vale mais lembrar-me eu de meu
pai do que todas as drogas da fármacia.

Augusto dos Anjos

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O que fazer com medicamentos vencidos?


Na 353° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos, indagamos do ouvinte-leitor Alacazum, o que fazer com medicamentos com validades vencidas?

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA - todo medicamento com validade vencida deve ser descartado em farmacia que possuem programa de descarte.

Medicamentos Genéricos, o que é?


Na 353° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos, indagamos dos ouvintes- leitores o que significa medicamentos genéricos.
Segundo a enciclopédia eletrônica - wikipédia - "é um medicamento com a mesma substância ativ, forma farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação que o medicamento original, de marca. E principalmente, são intercambiáveis em relação ao medicamento de referência, ou seja, a troca pelo genérico é possível."
Os medicamentos genéricos brasileiros identificados por sua característica tarja amarela com uma letra "G" impressa na embalagem. Fonte da imagem e do texto: Wikipédia

Cores, poesia da Maria Luiza do Carmo Sousa


Na 353° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Recitar Bulas de Medicamentos, fizemos um parentêse para escutar a poesia : Cores, da aluna do Colégio Social de Valença Ba, Maria Luiza do Carmo Sousa, retirado do livro: Construções Poéticas – a palavra viva dos alunos do Social -




Cores

Tem verde,
Vermelho, Azul
Pensando bem,
O que rima com Azul?

Algumas cores
Eu não gosto muito
Como a rosa,
Marrom e Lilás

Mas as cores
Que eu amo mesmo
É o preto e o branco
Sempre bonitas.

Maria Luiza do Carmo Sousa

domingo, 1 de junho de 2014

Poesia: Bula, autoria de Celeste Martinez

Celeste Martinez declama a poesia: Bula, de sua autoria na 353° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 1 de junho de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Recitando bulas de medicamentos.

Na 352° edição do Alacazum Palavras Para Entreter

Na 352° edição do Alacazum Palavras para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 25 de maio de 2014 das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM , cujo tema: Poetas e escritores que perderam a visão ao longo da vida, iniciamos com os seguintes versos:

Quem nasceu cego da vida
e dela não se lucrou
não sente tanto se cego
como quem viu e cegou

Livro: Cantadores de Leonardo Mota Poesia e Linguagem do Sertão Cearense

Paixão, de Aurélien Panayotes Arnaud Houel

Na 352° edição do Alacazum palavras para entreter apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 25 de maio de 2014 das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Poetas e escritores que perderam a visão ao longo da vida, fizemos um parentese para apresentar a poesia do aluno Aurélien Panayotes Arnaud Houel, do Colégio Social de Valença Bahia - parceiro cultural do Alacazum.

Paixão

A paixão é boa
É alegre e às vezes, triste
Ela anima e magoa
E esse sentimento sempre ataca,
Alguém.

Ás vezes ela é malvada,
Tristeza e paixão vão te pegar
E depois, vão te dar uma quebrada.

Cuidado, ela te pega de surpresa
Quando você menos espera "pouf"
Você já era!

Aurélien Panayotes Arnaud Houel

Cego Aderaldo


Aderaldo Ferreira de Araújo
(* 24 de junho de 1878 + 29 de junho de 1967)
Ilustração: Jô Oliveira

 Fonte da imagem:http://acordacordel.blogspot.com.br/2013/06/o-cego-aderaldo.html

Na 352° edição do Alacazum palavras para entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez e que foi ao ar no dia 25 de maio de 2014, das 8 às 9 h, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Poetas e escritores que perderam a visão ao longo da vida. Entre os textos selecionados, a quadra do poeta repentista Aderaldo Ferreira de Araújo, conhecido por Cego Aderaldo.

Celeste Martinez, interpreta o poema de Perez Filho


Celeste Martinez recita a poesia: Eu amo a luz, do poeta Perez Filho

Eu amo a Luz de Perez Filho

Na 352° edição do Alacazum Palavras Para Entreter, apresentação da escritora e locutora Celeste Martinez que foi ao ar no dia 25 de maio de 2014, das 8 às 9 h transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Poetas e escritores que perderam a visão. Os textos selecionados foram:  A vida é uma poesia de Sílvio Alves Júnior - que vive na cidade de Valença Ba -,  Eu amo a luz do poeta paulistano Perez Filho; A Câmara das estátuas, conto do escritor argentino Jorge Luis Borges; quadra de cordel do poeta repentista cearense Aderaldo Ferreira de Araújo conhecido como o cego Aderaldo e a poesia Confessional do poeta Glauco Mattoso.

Eu amo a luz

Eu amo a luz e adoro a claridade
Do sol que nos tortura e nos castiga
E odeio a noite, fria escuridade
E traiçoeira, que se diz amiga.

Eu amo a luz que mostra a realidade
Que qual o vento a face nos fustiga
E odeio a noite mansa que a maldade
Vela o rosto humano e tece a intriga.

Eu amo a luz e sei que se na face
A alma não vemos como rude açoite
É porque talvez o mal já nos cegasse.

E, amando  a luz que o bem e o mal revela,
Odeio sempre mais e mais a noite
Vivendo acovardamente dentro dela.

Perez Filho