sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O corvo e o Pavão


Na 187° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 05 de setembro de 2010, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM apreciamos a fábula: O corvo e o pavão de Monteiro Lobato retirado do livro Sitio do Pica Pau Amarelo.

O Corvo e o Pavão


O pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo ao corvo:
- Repare como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das aves a mais formosa, a mais perfeita,não?
-Não há dúvida que você é o mais belo bicho- disse o corvo. Mas, perfeito? Alto lá!
- Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de penas?
O corvo respondeu:
-Noto que para abater o orgulho dos pavões a natureza lhes deu um par de patas que, faça-me o favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu...
O pavão, que nunca tinha reparado nos próprios pés, abaixou-se e contemplou-os longamente. E desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma.


Tinha razão o corvo: não há beleza sem senão.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fábula: O Sabiá e o Urubu



Na 187° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 05 de setembro de 2010, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM, homenagem aos 4 anos de existência do programa ALACAZUM, desfrutamos do mundo encantado das fábulas de Monteiro Lobato, retirado do livro: Sítio do Pica Pau Amarelo.


O Sabiá e o Urubu


Era à tardinha. Morria o sol no horizonte enquanto as sombras se alongavam na terra. Um sabiá cantava tão lindo que até as laranjeiras pareciam absortas à escuta.
Estorce-se de inveja o urubu e queixa-se:
- Mal abre o bico este passarinho e o mundo se enleva. Eu entretanto, sou um espantalho de que todos fogem com repugnância... Se ele chega, tudo se alegra; se eu me aproximo, todos recuam... ELe, dizem, traz felicidade, eu mau agouro....
A natureza foi injusta e cruel para comigo. Mas está em mim corrigir a natureza; mato-o, e desse modo me livro da raiva que seu gorjeios me provocam.
Pensando assim, aproximou-se do sabiá que ao vẽ-lo armou as asas para a fuga.
- Não tenha medo, amigo! Venho para mais perto a fim de melhor gozar as delícias do canto. Julga que por ser urubu não dou valor à obras-primas da arte? Vamos, lá cante! Cante ao pé de mim aquela melodia com que há pouco você extasiava a natureza.
O ingẽnuo sabiá deu crédito àqueles mentirosos grasnos e permitiu que ele se aproximasse o traiçoeiro urubu. Mas este, logo que o pilhou ao alcance, deu-lhe tamanha bicada que o fez cair moribundo.
Arquejante, com os olhos já envidrados, geme o passarinho.
- Que mal fiz eu para merecer tanta ferocidade?
- Que mal fez?É boa! Cantou!... Cantou divinamente bem, como nunca urubu nenhum há de cantar. Ter talento: eis o grande crime!...


A inveja não admite o mérito.



terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Peru Medroso

Gordo peru e lindo galo costumavam empoleirar-se na mesma árvore. A raposa os avistou certo dia e veio vindo contente, a lamber os beiços como quem diz: "Temos petisco hoje"!
Chegou. Ao avistá-lo o peru leva tamanho susto que por um triz não cai da árvore. Já o galo o que fez foi rir-se; e como sabia que trepar à árvore a raposa não trepava, fechou os olhos e adormeceu.
O peru, coitado, medroso como era, tremia como varas verdes e não tirava do inimigo os olhos.
- O galo não apanho, mas este peru cai-me no papo já... - pensou consigo a raposa.
E começou a fazer caretas medonhas, a dar pinotes, a roncar, a trincar os dentes, dando a impressão duma raposa louca. Pobre peru! Cada vez mais apavorado,não perdia de vista um só daqueles movimentos. Por fim tonteou, caiu do galho e veio ter aos dentes da raposa faminta.
- Estúpido animal!- exclamou o galo acordando. Morreu por excesso de cautelas. Tanta atenção ṕrestouaos arreganhos da raposa,tanto atendeu aso perigos que lá se foi, catapus...

A prudência manda não atentar demais aos perigos.

Fábulas de Monteiro Lobato retirado do livro: Sítio do Pica Pau Amarelo

Desafio Musical

Na 187° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 05 de setembro de 2010, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical: Sabiá na gaiola na interpretação de Carmélia ALves Curvello, nascida na cidade do Rio de Janeiro no dia 14 de fevereiro de 1923. Nomeada por Luiz Gonzaga como a Rainha do Baião. O grande sucesso de sua carreira foi : Sabiá na gaiola da década de1950.
. Reconhecida no Brasil e na América Latina, vendeu milhares de cópias, o que obrigou a gravadora Continental de Buenos Aires a abrir outra filial para conter a venda tão grande. Ganhou todos os prêmios importantes da época, que estão expostos em um museu. Foi croone da boate do hotel Copacabana Palace e cantou sambas no estilo de Carmem Miranda. É integrante do grupo "Cantoras do Rádio", formado em 1988, ao lado das amigas Ellen , Violeta e Carminha. O grupo está apresentando o espetáculo "Estão voltando as flores". Atualmente ainda mora em sua cidade natal e comanda um programa na Rádio Nacional, onde começou sua carreira.

Composição: Hervé Cordovil e Mário Vieira

Sabiá lá na gaiola
fez um buraquinho
Voou, voou, voou, voou
E a menina que gostava
Tanto do bichinho
Chorou, chorou, chorou, chorou


Sabiá fugiu pro terreiro
Foi cantar no abacateiro
E a menina vive a chamar
Vem cá sabiá, vem cá

Sabiá lá na gaiola...


A menina diz soluçando
Sabiá, estou te esperando
Sabiá responde de lá
Não chores que eu vou voltar

Fãbulas de Monteiro Lobato: A rã sábia

Na 187° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 05 de setembro de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM em comemoração aos 4 anos do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, completos no dia 03 de setembro, homenageamos os ouvintes-leitores com as fábulas de Monteiro Lobato, retiradas do livro: Sítio do Pica Pau Amarelo.


A rã sábia


Como a onça estivesse para casar-se, os animais todos andavam aos pulos, radiantes, com olhos na festa prometida. Só uma velha rã sabidona torcia o nariz àquilo.
O marreco observou-lhe o trejeito e disse:
- Grande enjoada! Que cara feia é essa, quando todos nós pinoteamos alegres no antegozo do festão?
-Por um motivo muito simples- respondeu a rã. Porque nós, como vivemos quietas, a filosofar, sabemos muito da vida e enxergamos mais longe do que vocês. Responda-me a isto: se o sol se casasse e em vez de torrar o mundo sozinho o fizesse ajudado por dona sol e por mais vários sóis filhotes? Que aconteceria?
-Secavam-se todas as águas, está claro.
- Isto mesmo. Secavam-se as águas e nós, rãs e peixes, levaríamos a breca. Pois calamidade semelhante vai cair sobre vocês. Casa-se a onça, e já de começo será ela e mais o marido a perseguirem os animais. Depois aparecem as oncinhas- e os animais terão que aguentar com a fome de toda a família. Ora, se um só apetite já nos faz tanto mal, que será quando forem três, quatro e cinco?
O marreco refletiu e concordou:
-É isso mesmo...


Pior que um inimigo, dois; pior que dois, três

sábado, 4 de setembro de 2010

NA 186° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 186° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos os versos de Augusto dos Anjos intitulado: Versos de Amor.

Parece muito doce aquela cana.
Descasco-a, provo-a, chupo-a... ilusão treda!
O amor, poeta, é como a cana azeda,
A toda a boca que o não prova engana.


Quis saber que era o amor, por experiência,
E hoje que, enfim, conheço o seu conteúdo,
Pudera eu ter, eu que idolatro o estudo,
Todas as ciências menos esta ciência!


Certo, este o amor não é que, em ânsias, amo
Mas certo, o egoísta amor este é que acinte
Amas, oposto a mim. Por conseguinte
Chamas amor aquilo que eu não chamo.


Oposto ideal ao meu ideal conservas.
Diverso é, pois, o ponto outro de vista
Consoante o qual, observo o amor, do egoísta
Modo de ver, consoante o qual, o observas.


Porque o amor, tal como eu o estou amando,
É Espírito, é éter, é substância fluida,
É assim como o ar que a gente pega e cuida,
Cuida, entretanto, não estar pegando!


E a transubstanciação de instintos rudes,
Imponderabilíssima e impalpável,
Que anda acima da carne miserável
Como anda a garça acima dos açudes!


Para reproduzir tal sentimento
Daqui por diante, atenta a orelha cauta,
Como Mársias - o inventor da flauta -
Vou inventar também outro instrumento!


Mas de tal arte e espécie tal fazê-lo
Ambiciono, que o idioma em que te eu falo
Possam todas as línguas decliná-lo
Possam todos os homens compreendê-lo!


Para que, enfim, chegando à última calma
Meu podre coração roto não role,
Integralmente desfibrado e mole,
Como um saco vazio dentro d'alma!


Fonte: www.biblio.com.br

Affonso Romano de Sant'Anna


Na 186° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos a crônica: O jogador e sua bola de Affonso Romano de Sant'Anna.

A VIDA É UMA VITRINA...

Na 186° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos o belo poema: A vida é uma vitrina de Graciette Salmon.

A Vida é uma vitrina de tecidos.
A gente, por instantes,
fica de olhos perdidos
na beleza das telas deslumbrantes.
Depois, entra na loja e vai comprar.
Caixeirinha gentil, a Ilusão
vem vender ao balcão
e não se cansa de mostrar,
não se cansa
de exibir delicados,
rendilhados,
leves panos de Sonho e de Esperança.
As mãos tocam de leve
na leveza das telas.
Não vá o gesto, por mais breve,
esgarçar uma delas!
Todas tão lindas! Mas a que fascina
não está ali na grande confusão
das peças espalhadas no balcão.
E a gente diz,
num ar feliz:
"Levo daquela rósea, muito fina,
exposta na vitrina."
Logo o Destino vem (da loja é o dono)
e fala sobranceiro, com entono:
"É artigo raro.
Marca, padrão e cor: - Felicidade.
É um artigo de alta qualidade
o mais caro
de todos os tecidos.
São cortes especiais...e estão vendidos!"
...................................................................
E a gente vai comprar do áspero pano
que se encontra na seção do Desengano.

(O Que Ficou Do Sonho)

Quadro: Zambra, Sembra, Samba


Na 186°edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 agosto de 2010, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM apreciamos o samba:Canta,canta minha gente com Martinho da Vila.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Desafio Musical


Na 186°edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio CLube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical a música Acorrentados na interpretação do cantor e ator Agnaldo Rayol.

CONTINUAÇÃO DA LEITURA DO LIVRO: A BOTIJA DE CLOTILDE TAVARES


Na 186° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao no dia 29 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM prosseguimos com a leitura do livro: A botija de CLotilde Tavares.

sábado, 28 de agosto de 2010

Na 185°edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 185° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos a seguinte fábula:


A CURA


CHU ERA UM CÉLEBRE MÉDICO DO ESTADO DE CHIN. HAVIA OPERADO DE UM TUMOR AO REI SUAN E CUIDAVA DAS HEMORROIDAS DO REI JUI. A AMBOS, OS HAVIA MELHORADO. UM TAL SENHOR CHANG QUE PADECIA DE UM TUMOR NAS COSTAS, ROGOU A CHU QUE O CURARÁ.
- AGORA ESTE DORSO JÁ NÃO ME PERTENCE, CUIDE DA MANEIRA QUE VOCÊ QUISER- DISSE O REI.
CHU O TRATOU E O CUROU.
É INDISCUTIVEL QUE CHU ERA EXCELENTE NA ARTE DE CURAR MAS A PLENA CONFIANÇA QUE CHANG LHE MANIFESTARA FOI TAMBÉM UM IMPORTANTISSIMO FATOR DESTA MELHORA.



Fábulas e relatos da antiga China de Ché Dsí que viveu no século IV e III a.c.

Dica de Cinema

Na 185°edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2o10, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como dica de cinema o filme: Amélie Poulain conforme ficha técnica:

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
(Fabuleux destin d'Amélie Poulain, Le, 2001) • Direção: Jean-Pierre Jeunet
• Roteiro: Guillaume Laurant (roteiro e diálogos), Jean-Pierre Jeunet (roteiro)
• Gênero: Comédia/Romance
• Origem: Alemanha/França
• Duração: 122 minutos
• Tipo: Longa-metragem

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

33 anos sem o rei do Rock



Na 185° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM relembramos 33 anos de ausência de Elvis Presley

Desafio Musical



Na 185° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical a música: Filho da Bahia na interpretação de Fafá de Belém.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quadro: Zambra, sembra, samba



Na 185° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos no quadro intitulado: Zambra, sembra, samba, o samba: Foi um rio que passou em minha vida com Paulinho da Viola.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quadro: A hora da Fábula

Na 185° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM desfrutamos da fábula : O lobo e o Cordeiro versão de Ruth Rocha

Um lobo estava bebendo água num riacho.
Um cordeirinho chegou e também começou a beber um pouco mais para baixo.
O lobo arreganhou os dentes e disse ao cordeiro:
- Como é que você tem a ousadia de vir sujar a água que eu estou bebendo?
- Como sujar? _ respondeu o cordeiro. _ A água corre daí pra cá, logo eu não posso estar sujando sua água.
- Não me responda! _ tornou o lobo furioso. _ Há seis meses seu pai me fez a mesma coisa!
- Há seis meses eu nem tinha nascido, como é que eu posso ter culpa disso? _ respondeu o cordeiro.
-Mas você estragou todo o meu pasto - tornou o lobo.
- Como é que eu posso ter estragado seu pasto se nem dentes eu tenho?
O lobo, não tendo mais como culpar o cordeiro, não disse mais nada, pulou sobre ele e o comeu.

Água para todos

Na 185° edição do programa radiofõnico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre a água.

Desde os primeiros seres humanos na terra, passaram-se milhões de anos para o mundo atingir 1 bilhão de habitantes. Isso ocorreu nos primeiros anos do século XIX, em plena era industrial. Até então, o consumo de água havia crescido de modo gradativo, acompanhando o lento aumento da população.

Com as novas formas de produção e a invenção das máquinas, houve um rápido desenvolvimento de vários setores da sociedade, acompando também de um rápido crescimento demográfico. O nível de vida e as exigências de uma sociedade mais moderna fizeram que a demanda por água, para cada habitante, também aumentasse. O número de cidades cresceu enormemente, o que gerou o aumento de atividades em outros setores ( como o agrícola e de pecuária) e a necessidade de maior produção de energia. Assim, à medida que aumentou o desenvolvimento econômico, aumentou também a demanda por recursos hídricos.


Retirado do livro: Água de Sonia Salem

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CONTINUAÇÃO DA LEITURA DO LIVRO: A BOTIJA DE CLOTILDE TAVARES



Na 185° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, apreciamos mais um capítulo do livro: A botija de Clotilde Tavares.

A Macônaria


Na 185° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 22 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre a Macônaria e entrevistamos um Macôn, o Sr. Antonino de Sousa Menezes, justamente na semana em que se comemora o dia do maçôn- 20 de agosto.

O nome macônaria provém do francês maçonnerie, que significa "construção". O termo maçon ou maçon deriva do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer "pedreiro", e do alemão metz "cortador de pedra". O termo maçom portanto é o aportuguesamento do inglês; maçonaria por extenso significa "associação de pedreiros."

sábado, 21 de agosto de 2010

NA 184° EDIÇÃO DO ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos inicialmente classificados poéticos da Roseana Murray poetisa e escritora de obras infanto-juvenil, nascida no dia 27 de junho de 1950.



Classificados Poéticos.

Roseana Murray

Menino que mora num planeta
azul feito a cauda de um cometa
quer se corresponder com alguém
de outra galáxia.
Neste planeta onde o menino mora
as coisas não vão tão bem assim:
o azul está ficando desbotado
e os homens brincam de guerra.
É só apertar um botão
que o planeta Terra vai pelos ares...
Então o menino procura com urgência
alguém de outra galáxia
para trocarem selos,
figurinhas
e esperanças.

A alimentação infantil na escola

Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM, informamos sobre a alimentação das crianças nos recintos das escolas.


Segundo dados do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro o plástico compõe até 20% do lixo doméstico. Só em São Paulo, isso representa, todos os dias, uma montanha de 1.200 toneladas exclusivamente de plástico, que encheriam cem caminhões lotados

Uma pesquisa feita no ano passado nos EUA mostrou que a produção, a estocagem, a conservação e o transporte de alimentos enlatados, embutidos e das redes de fast food são responsáveis por quase 20% da queima de combustíveis fósseis do país.

O consumo do alimento industrializado em si não é um problema. Médicos e nutricionistas recomendam barras de cereais, iogurtes ou pães de forma, por exemplo. Prejudiciais à saúde são os alimentos com validade vencida, os excessivamente calóricos, os que têm excesso de sódio e gordura saturada (animal) ou aqueles com gorduras trans em qualquer quantidade. Por isso, pais e mães devem ficar de olho nos rótulos para evitar que produtos com estas características façam parte da alimentação de seus filhos e ensinar seus filhos a escolher em função do conteúdo dos alimentos.

Uma alimentação equilibrada ajuda no controle de açúcares e gorduras, contribui para uma vida com mais qualidade e combate males como hipertensão, diabetes e obesidade, responsáveis por metade das mortes no Brasil, segundo o SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde.

Pesquisa de 2005 da Unifesp entre 8.800 estudantes de 10 a 15 anos de escolas públicas e privadas de São Paulo, que registrou 23% de crianças e jovens com excesso de peso, ou seja, um em cada quatro. Quando tomados apenas os meninos das escolas privadas, o percentual sobe para 38% deles com sobrepeso, dois em cada cinco. “Nos últimos 15 anos, registramos a duplicação do percentual de crianças e jovens com excesso de peso”, alerta o médico.

Para evitar problemas atuais e futuros com a balança, a definição da merenda que o aluno leva para a escola e a oferta da cantina da escola têm papel importante na educação da criança. Desde pequena, ela deve ser estimulada a boas escolhas para si, para a sociedade e para o meio ambiente. “O problema vem de casa e tem de começar a ser solucionado lá. A alimentação saudável tem início com o exemplo dos pais”, comenta Fisberg clínico do centro de Adolescência da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo),

“A cantina da escola não pode ser tratada apenas sob o ponto de vista comercial, ela tem uma contribuição educacional, nutricional e cidadã. Ela deve alimentar, nutrir e educar”, afirma Martha Amodio, 32, nutricionista especialista em nutrição clínica, consultora do Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo) e diretora clínica da empresa Comer e Aprender, que assessora a implantação de cantinas saudáveis nas escolas.

As principais inovações nos cardápios das cantinas escolares são a inclusão de sanduíches à base de vegetais e outros tipos de carne, salgados assados, bolos sem recheio ou cobertura, frutas frescas e picadas, sucos de frutas, água de coco e água mineral. “Não adianta simplesmente oferecer algumas frutas jogadas de qualquer jeito no balcão. Têm de ser antes de tudo higienizadas, frescas, atraentes e apresentadas de maneira ‘amigável’, ou seja, fáceis de comer”, alerta o médico. Em geral, nas escolas que adotaram novidades no cardápio, há uva (já retirada do cacho) e melancia, mamão, melão, morango, kiwi, maçã, pêra e banana (em pedaços), tudo servido em potes plásticos, que são reutilizáveis e recicláveis.

Para o pediatra, a variedade de escolha e a facilidade do acesso a outros alimentos pode quebrar com o padrão “coxinha-refrigerante-hambúrguer-batata frita”. “De vez em quando, não há problema, só não pode ser o padrão. Muita criança diz que não gosta de fruta e verdura porque não lhe é oferecido”, diz Fisberg. “Se oferecer, elas comem, e a maioria gosta.”

http://www.escolaresponsavel.com/index_arquivos/Page1940.htm

Poema ao farol da ilha rasa de Adalgisa Nery



Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 Khz Am, desfrutamos do poema: Poema ao farol da ilha rasa de Adalgisa Nery, nascida no dia 29 de outubro de 1905, no Rio de Janeiro e falecida em 07 de junho de 1980.

Crédito da pintura: Adalgisa Nery por seu ex-marido Ismael Nery

Poema ao farol da Ilha Rasa

O aviso da vida

Passa a noite inteira dentro do meu quarto

Piscando o olho.

Diz que vigia o meu sono

Lá da escuridão dos mares

E que me pajeia até o sol chegar.

Por isso grita em cores

Sobre meu corpo adormecido ou

Dividindo em compassos coloridos

As minhas longas insônias.

Branco

Vermelho

Branco

Vermelho

O farol é como a vida

Nunca me disse: Verde.

De Poemas (1937)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Desafio Musical


Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical a música: Esperanças Perdidas com Originais do Samba.
Esperanças Perdidas de Adeilton Alves e Délcio Carvalho

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CURIOSIDADE



Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRA PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre a expressão: Mão no trânsito, retirado do livro: A casa da mãe Joana de Reinaldo Pimenta.

Se você é daqueles que culpam o automóvel pelo caos do trânsito na sua cidade, pode ir mudando de ideia. O engarrafamento apareceu antes do automóvel. No século XIX, a movimentação de carruagens, carroças etc, nas ruas da cidade do Rio de Janeiro ficou tão intensa que, em 1847, o governo expediu um edital que estabelecia direções únicas nas vias masi movimentadas. Para orientar os condutores dos veículos, foi afixada em cada esquina uma placa de metal que exibia o desenho de uma mão com o dedo indicador estendido, apontando a direção do trânsito. No inicio do século XX, veio o automóvel, as placas das esquinas passaram a mostrar setas em vez de mãos, mas as expressões MÃO e CONTRA-MÃO já estavam consagradas pelo uso popular.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quadro: A hora do Samba



Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos o samba: O meu amor quer sambar na interpretação do Dudu Nobre.

João Eduardo de Salles Nobre, o Dudu Nobre (Rio de Janeiro, 6 de novembro de 1974) é um compositor e cantor brasileiro.
Filho do engenheiro João Nobre e Anita Nobre. Aos seis anos de idade, começou a estudar piano clássico, e aos nove ganhou o instrumento que se tornaria inseparável, o cavaquinho. Dudu foi casado com a modelo e dançarina Adriana Bombom e tem duas filhas com ela: Olívia e Thalita. É ainda irmão da porta-bandeira Lucinha Nobre, primo do cantor e ator Seu Jorge e afilhado do sambista Zeca Pagodinho.


Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CONTINUAÇÃO DA LEITURA DO LIVRO: A BOTIJA DE CLOTILDE TAVARES


Na 184° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 15 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650KHZ AM desfrutamos de mais um capítulo do livro: A Botija de Clotilde Tavares.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Na 183° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 183° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 01 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos na abertura do programa a poesia Ciúme do médico Mustafá Rosemberg de Sousa que reside na cidade de Valença Bahia.

Ciúme


Destrói toda razão de ser, aumenta a dor,
Escurece uma luz, da vela apaga a chama,
O tempo se entristece e perde o seu fulgor.
A vida se dissipa, alma viva reclama.

Humilhação e paixão reúnem com clamor
Idéias obsessivas. O egoísmo aclama
Ódio e depressão desvanecem o amor,
A raiva com delírio também inflama.

Soledade e agressão em núpcias se agitam
Dilapidada a mente, inveja doentia.
Em prantos se descobrem e se mortificam.


Imaginação fértil, plena de ridículo.
Paranóia instalada cheia de agonia
É psicopatia escrita no fascículo.


Mustafá Rosemberg de Sousa- Retirado do livro II Antologia de Escritores de Valença Bahia- Salvador Secretaria de Cultura Fundação Pedro Calmon 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Histórias à brasileira recontadas por Ana Maria Machado


Na 183° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 01 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM desfrutamos a história Maria Sapeba recontada por Ana Maria Machado.

Maria Sapeba



Há muitos e muitos anos, num lugar que era aqui, tudo era muito diferente.
Tinha muitas árvores com pássaros, muito bicho na mata, muito peixe nos rios e no mar.
E pouca gente, morando em casas de palha e andando sem roupa - os índios. Esses índios caçavam e pescavam muito bem. Com flexas, com armadilhas, ou com um cipó que eles jogavam na água e deixava os peixes tão tontos que dava para pegar com a mão.
Um dos peixes mais gostosos era o que nós chamamos de linguado. Os índios chamavam de marassapé.
É um peixe achatado, que gosta de ficar deitado no fundo do mar, disfarçado de areia. E para se disfarçar, ele foi ficando todo esquisito. Não é como os outros peixes, com um olho de cada lado e uma boca no meio da cara. O lado de baixo dele é inteiro liso e branco. No lado de cima, cor de areia, ficam a boca e os dois olhos. Bem toro e diferente.
Um dia, os índios estavam sossegados na sua caça e pesca, quando chegaram uns barcos enormes, cheios de velas, com uma gente esquisita dentro.
Tinham cabelo na cara, feito rabo de quati. Mas não era.
Tinham umas coisas coloridas no corpo, feito pena de pássaro. Mas não eram.
Tinham uma proteção nos pés, feito casco de caititu. Mas não era.
Era barba, era roupa, era bota.
Eram os portugueses que estavam chegando por aqui. E, imagine só, achavam que estavam descobrindo uma terra onde os índios já moravam havia um tempão.
Gostaram dessa terra e foram ficando, começando a viver junto dos índios, a aprender coisa com eles, a ensinar outras coisas.
Quem mais ensinou e aprendeu, no começo, foram os padres jesuítas.
Em pouco tempo, estavam falando a língua dos índios e morando em aldeias parecidas com as deles.
E fazendo versinhos e teatro para ensinar a eles histórias de Jesus, dos santos e dos anjos.
Esta é uma história que os índios contavam no fim de algum tempo. A história do peixe marassapé ou maracápeba, que eles começaram a chamar de Maria Sapeba. Uma mistura do jeitão índio de explicar os bichos com as histórias que eles ouviram dos jesuítas. Contavam que antigamente Nossa Senhora gostava muito de vir passear na beira da praia.
Jogava o manto azul e branco dela, lá de cima do céu, e ele cobria o mar, fazia tudo ficar bem calmo e azul, só aquela espuminha alva para enfeitar, boa pros anjos virem brincar...
Então ela descia para descansar um pouco.
Mas tinha que voltar quando a maré começasse a encher, que era pro manto dela não atrapalhar quando o mar precisava de onde grande e forte.
Todo mundo precisa ficar um pouco bravo de vez em quando. Mar também precisa. Todo mundo tem que respeitar. Até Nossa Senhora.
Um dia, Nossa Senhora se distraiu catando conchinha na areia e ficou sem saber se já era hora de voltar.
De repente, olhou no fundo do mar ali perto e viu um peixe chamado Maria Sapeba, que nesse tempo era igual aos outros, com olho e boca no lugar.
Então Nossa Senhora achou que o peixe devia saber como estava a maré e perguntou:
- Maria Sapeba, a maré enche ou vaza?
Mas o peixe, em vez de responder, fez careta, boca mole e remedou, fazendo uma voz engraçada:
- Maria Sapeba, a maré enche ou vaza?
Ela perguntou outra vez:
- Maria Sapeba, a maré enche ou vaza?
Mas o peixe estava achando muito divertido ficar implicando com ela. Por isso, só achou graça, fez careta e repetiu de boca torta, falando mole:
- Maria Sapeba, a maré enche ou vaza?
Três vezes Maria Sapeba remedou.
E Nossa Senhora resolveu ir embora, de qualquer jeito.
Mas o menino Jesus, que tudo vê e tudo sabe, não gostou nada daquela falta de respeito com a mãe dele.
E fez Maria Sapeba ficar com a boca torta para sempre, para aprender. E os anjinhos ainda fizeram mais: transformaram Maria Sapeba no peixe mais gostoso de todo o mar, que todo mundo quer pegar e comer.
Por isso Maria Sapeba nunca mais pôde ter descanso.
A não ser quando se achata toda na areia do fundo e fica bem escondida, para ninguém ver.
Coisa que ela logo aprendeu, bem esperta. Para, pelo menos desta vez, fazer uma coisa certa.


Histórias à Brasileira- A moura torta e outras histórias Recontadas por Ana Maria Machado Ilustrada por Odilon Moraes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DESAFIO MUSICAL


Na 183° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 01 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical a música: Desafio em quadras com a dupla popular sertaneja Alvarenga e Ranchinho.

Alvarenga e Ranchinho foi uma popular dupla sertaneja brasileira, formada em 1929 por Murilo Alvarenga (Itaúna, Minas Gerais, 22 de maio de 1911 - 18 de janeiro de 1978) e Diésis dos Anjos Gaia (Jacareí, São Paulo, 23 de maio de 1912 - 6 de julho de 1991).

A dupla sertaneja começou a carreira em apresentações em circos no interior de São Paulo no final da década de 1920. Em 1934, eles foram contratados pelo maestro Breno Rossi para cantar na Rádio São Paulo e, dois anos depois, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde gravaram o primeiro compacto, em 1936, com músicas de carnaval. Trabalharam durante dez anos no Cassino da Urca, onde aprimoraram o talento para a sátira política, uma das principais características do duo Alvarenga e Ranchinho. Por causa das sátiras, participaram de dezenas de campanhas eleitorais Também fizeram participações em mais de 30 filmes.
Por toda a carreira, a dupla se separou e voltou diversas vezes. Na década de 1970 se apresentaram principalmente em cidades do interior. Em 1973, a gravadora RCA lançou "Os Milionários do Riso", um LP ao vivo. A parceria chegaria ao fim cinco anos depois, com a morte de Alvarenga.

Fonte: Wkipédia

POESIA DA AMÁLIA GRIMALDI

Mais uma vez,
Voltei ao jardim
De densa folhagem...
Mais uma vez,
Voltei
A um tempo
Sem regresso.
A chuva de ontem,
Diluiu
A consciência mitológica
Da tua morada
No tempo...
Mais uma vez,
Senti vontade
De sentar
À grande mesa
Da varanda.
Senti vontade
Do café-com-pão...
Senti vontade
Da tua presença...
De conversar...
Mais uma vez,
As rolinhas voltaram,
Ciscando a terra molhada
Em busca
De insetos nutritivos...
Expansão continuada
De sobrevivência...
Mais uma vez,
Volto ao jardim interior.
Me perco,
Entre verdes intensos,
Para me achar
Posteriormente,
Abrindo
Janelas de ilusões,
Em salas
Esvaziadas de formas,
Mas, enxergando
A púrpura paisagem
Da melancolia...
Desmistificada
De desejos
E, de possibilidades...
Me entrego,
Ao puro deleite
Do café-com-pão...
Volto a um tempo,
Sem regresso....

Amália Grimaldi- retirado do livro II Antologia de Escritores de Valença Bahia. Secretaria de Cultura. Fundação Pedro Calmon, 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Medo da própria sombra



Na 183° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 01 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre a expressão popular: Medo da própria sombra.


A expressão faz referência à história de um famoso cavalo.
Quando, por volta de 340 a.C., Filoneico quis vender um lindo e fogoso cavalo para Filipe II, rei da Macedônia, ouviu poucas e boas na frente de várias pessoas:
- Que cavalo nervosinho é esse, Filoneico? É bonito, mas ninguém consegue domar. Para que é que serve um cavalo se nenhum homem pode ficar em cima dele?
- Eu posso, pai.
- Cala a boca, Alexandre. Você e sua mania de grandeza.
- Eu posso!
Filipe II se sente publicamente confrontado pelo próprio filho e o desafia de volta:
- Está bem. Se você, com 15 anos, conseguir o que nenhum homem consegue, o cavalo é seu. Se não, assim mesmo eu compro, mas você vai ter que me pagar.
Alexandre se aproxima do animal ( o cavalo ). De alguma forma, percebe que o bicho se agita quando vê a própria sombra e o põe de frente para o sol, de modo que a sombra fique projetada para trás. Alexandre monta e cavalga para a frente, sempre em linha reta, sob o aplauso da platéia.
Filipe II cumpre a palavra. Agora o cavalo é de Alexandre, que lhe dá o nome de Bucéfalo (literalmente, em grego, cabeça de boi).
Alexandre, o Grande, adorava Bucéfalo, seu companheiro de muitas lutas, morto na batalha contra o rei da Índia. Em sua homenagem, Alexandre mandou celebrar no local uma magnífica cerimônia fúnebre e fundou a cidade de Bucéfala.
Em português, bucéfalo significa cavalo fogoso e também sujeito imbecil, em alusão ao comportamento do animal, que tinha medo da própria sombra.

Retirado do livro A casa da Mãe Joana de Reinaldo Pimenta

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Quadro: A hora da Fábula

Na 183° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 01 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos a fábula: As rãs e Júpiter da Ruthe Rocha.


As rãs e Júpiter

Há muito tempo as rãs viviam pedindo a Júpiter, o rei dos deuses que lhes desse um rei.
Júpiter, um dia, achando graça no pedido, jogou no meio da lagoa um tronco no lugar do rei que elas pediam.
Num primeiro momento as rãs ficaram cheias de medo e olharam o tronco com grande respeito.
Mas como o tronco não se mexesse, elas perceberam que haviam sido enganadas.
Voltaram a Júpiter, pedindo-lhe um rei verdadeiro.
Júpiter, irritado, mandou-lhes uma cegonha como rei.
A cegonha começou a devorar as rãs, uma a uma.
Voltaram as rãs a Júpiter, agora para pedir que o rei fosse substituido.
Júpiter mandou as rãs embora, dizendo:
-Vocês não gostaram do primeiro rei que não incomodava ningúém. Pois agora aguentem este.

CONTINUAÇÃO DA LEITURA DO LIVRO: A BOTIJA DE CLOTILDE TAVARES



Na 183° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 01 de agosto de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos mais um capítulo do livro: A botija de Clotilde Tavares.

sábado, 31 de julho de 2010

Na 182° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos na abertura do programa a poesia do poeta valencianao Bira Lima.


Coração Manchado

Ah!
Quem me dera eu pudesse beber
Embriagar-me de tuas águas
Água doce/salgada
Alimentar-me do teu alimento- sem medo.
Mergulhar sobre tuas profundezas
Acalmar meus desejos
Banhar-me de tua cristalina
e tão salina água
Desconheço os irracionais sobreviventes
que somente exploram de ti
causadores do grande absintismo
que amarga o teu existir
Podres feito plásticos indestrutíveis
Sujos como os detritos canais
que desaguam sobre todo teu corpo
Mataram meu rio
Destruíram minhas contemplações
Choro contigo... meu RIO UNA,
paraíso encantador
Compartilhas comigo
toda tua dor.


Ubiraci Lima Oliveira, Bira Lima, como assina seus versos, é um jovem poeta nascido no dia 08/08/1970 no povoado de Corte de Pedra, município de Tancredo Neves, Bahia. Mora em Valença desde 1983, onde realizou o curso técnico de contabilidade. Aos dezessete anos de idade já exercia a função de redator da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Muncipal de Valença, Bira integra há 19 anos a equipe de contabilidade dessa mesma Prefeitura.

Este poema faz parte da II Antoligia de Escritores de Valença, organização Arazen Faz Galvão.

Dicas de Leitura



Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como dica de leitura o livro: Tchau de Lygia Bojunga.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sonho Antigo

Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos a poesia: Sonho Antigo de Ivanmar Batista de Queiroz (assina Ivanmar de Queiroz) nasceu na cidade de Valença Bahia, em 1956, filho de Ivan Araújo de Queiroz e Maria Batista de Queiroz. Desde a sua juventude escreve crônicas, poesias e letras musicais, participando ativamente de movimentos artísticos culturais e literários na sua cidade e em outros lugares da Bahia. Entre os anos de 1970 e 1980 ganha três festivais de música popular brasileira, um concurso de textos literários e, juntamente com outros artistas e poetas locais, organiza e realiza a I Semana de Artes de Valença. Paralelamente as suas atividades profissionais, a partir de 1970 até aos dias atuais envereda pelas atividades jornalísticas, sendo fundador, diretor, redator e editor de vários jornais em Valença e ocupando em dois governos deste municipio, a Assessoria de Imprensa e comunicação social. Em 1990 assume a cadeira de n° 37 da Academia de Letras do Recôncavo - ALER-, sendo o primeiro Valenciano a ingressar nessa entidade. O poema que apreciamos na edição n° 182 do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER faz parte da II Antologia de Escritores de Valença- Bahia, organização de Araken Vaz Galvão.



Sonho Antigo


Não me condeno porque sonho,
Atravesso o tempo sonhando
E vago
Em cada carruagem de fogo,
Em cada velho navio apodrecido
Que trago no peito
Arcabouço
Visionário da minha odisséia,
Clausuro desatino,
Delírio que me alheia da guerra.
Enquanto minha quimera torna,
Minha alma é uma fogueira medieval
E o meu coração
Um argonauta do céu.
Não sei onde estão os sonhos da minha infância
E da minha juventude,
Não importa onde guardo os meus sonhos.
Sonho é o que chega na hora de eu acordar.
Só quero seguir sossegado
Guardando cinzas e o gozo náufrago.
Por que não te amo?!
Por que não te odeio?!
O acaso não é o que sonho.
Por isso não sei se te amo,
Por isso não sei se te odeio.
Fito-te e te desejo
E o teu silêncio,
Aríete de frente ao meu exílio,
Rompe a bruma densa que nos separa
E em qualquer dia virá
Sem sentido
O sol que perdi.

Ivanmar de Queiroz- retirado do livro: II Antologia de Escritores de Valença- Ba

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fábula: A rã e o touro

Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETE que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como leitura a Fábula : A rã e o touro uma adaptação de Ruth Rocha.

Um grande touro passeava pela margem de um riacho.
A rã ficou com muita inveja do seu tamanho e da sua força.
Então começou a inchar, fazendo enorme esforço, para tentar ficar tão grande quanto o touro.
Perguntou a suas companheiras de riacho se estava do tamanho do touro.
Elas responderam que não.
A rã tornou a inchar e inchar. Ainda assim não alcançou o tamanho do touro.
Pela terceira vez tentou inchar; e fez isso com tanta força, que acabou explodindo, por culpa de tanta inveja.

Desafio Musical


Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como desafio musical a música: Tenha pena de mim com Aracy de Almeida.


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Hora da Fábula: A cigarra e a Formiga de Ruth Rocha



Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM usufruimos da belíssima fábula: A cigarra e a formiga versão de Ruth Rocha.

A cigarra passou todo o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos.
Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer.
A formiga então perguntou a ela:
- E o que é que você fez durante todo o verão?
-Durante o verão eu cantei- disse a cigarra.
E a formiga respondeu:
- Muito bem, pois agora dance!

Quadro: A hora do Samba

Dona Dalva Damiana

Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM criamos um novo quadro: A hora do Samba. E nesta edição privilegiamos o samba-de-roda Suerdieck, representado pela Dona Dalva Damiana da cidade de Cachoeira, Bahia.

Dona Dalva nasceu em Cachoeira em 27 de setembro de 1927, filha de Antônio José de Freitas e de Maria São Pedro de Freitas. O pai morreu cedo, com 51 anos, era sapateiro, e guarda municipal. A mãe foi mais longeva, morreu aos 97 anos.


Sua avó paterna chama-se Vicência Ribeiro da Costa. Dona Dalva não se lembra da data do nascimento dela, mas sabe que o aniversário era no dia de São José, isto é, 19 de março. Ela negociava com coco e peixe em Feira de Santana.


A avó materna, Maria Tereza de Jesus, faleceu no dia de ano novo, mas ela também não se lembra do ano. Ela lavava roupa no rio que passa no bairro do Caquende. “A roupa era bem lavada e até fervida”, conta ela, e tinha muitos fregueses.


Ambas as avós faleceram com mais de 80 anos – “talvez até mais”, acrescenta ela.

Sebastião Heber – Professor adjunto de Antropologia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e da Faculdade Dois de Julho, membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e da Academia Mater Salvatoris

terça-feira, 27 de julho de 2010

Você sabia que...

Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre as cigarras. Você sabia que as fêmeas das cigarras após botarem seus ovos morrem? Os ovos eclodem em seguida.

CONTINUAÇÃO DA LEITURA "A BOTIJA" DE CLOTILDE TAVARES


Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM apreciamos mais um capítulo do livro: A BOTIJA de Clotilde Tavares.

Você sabia que...



Na 182° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM informamos sobre a vida das abelhas. Você sabia que uma abelha rainha pode botar cerca de 3 mil ovos por dia?

sábado, 17 de julho de 2010

Na 181° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

YCATU


E assim vou
Com a fremente mão do mar em minhas coxas.
Minha paixão? Uma armadilha de água,
Rápida como peixes,
Lenta como medusas,
Muda como ostras.


Olga Savary


Retirado do livro: Os cem melhores poemas brasileiros do século
Este livro pertence ao Kit ponto de leitura do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

OLGA SAVARY



Na 181° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 11 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como leitura inicial o poema: Ycatu de Olga Savary, ela que nasceu em Belém do Pará no dia 21 de maio de 1933. Filha única do engenheiro eletricista russo Bruno Savary e da paraense Célia Nobre de Almeida, Olga estudou em Belém, Fortaleza e no Rio de Janeiro.

Na infância, absorveu fortemente os elementos da cultura da terra onde nasceu, transmitidos por sua família materna. Até os três anos de idade, teve a vida dividida entre Belém e Monte Alegre, no interior do Pará, cidade de seus avós maternos. Em 1936 seu pai, por motivo de trabalho, leva a família para o Nordeste, onde fixa moradia em Fortaleza.
Em 1942 os pais de Olga se separam, e ela vai para o Rio de Janeiro onde passa a morar com um irmão de sua mãe, começando a desenvolver suas habilidades literárias. Aos onze anos passa a redigir um jornalzinho, incentivada por um vizinho, para quem escrevia, sendo remunerada por isso. Sua mãe, no início, recriminava a vocação da filha, pois queria que ela se dedicasse à música, coisa que Olga detestava. Nesse tempo ela começa a escrever e a guardar seus escritos em um caderninho preto, que sempre era deixado com o bibliotecário da ABI para que sua mãe não o destruísse.
Sua convivência com a mãe tornar-se-á difícil ao ponto de a escritora, aos 16 anos, pensar em ir morar com o pai - desistindo por achar que ainda estaria muito perto da mãe. Contudo, aos 18 anos, Olga volta a Belém, indo morar com parentes e estudando no Colégio Moderno. Posteriormente decide voltar para o Rio, onde começa a alavancar sua carreira de escritora.
Correspondente de diversos periódicos no Brasil e no exterior, organizou várias antologias de poesia. Sua obra também está presente em diversas antologias brasileiras e internacionais, como a Antologia de Poesia da América Latina, editada nos Países Baixos, em 1994, com 18 poetas — inclusive dois prêmios Nobel: Pablo Neruda e Octavio Paz.
É poeta, como gosta de ser chamada, contista, romancista, crítica, tradutora e ensaísta. Traduziu mais de 40 obras de mestres hispano-americanos, como Borges, Cortázar, Carlos Fuentes, Lorca, Neruda, Octavio Paz, Jorge Semprún e Mário Vargas Llosa, e também os mestres japoneses do haicai - Bashô, Buson e Issa.
É membro do PEN Club, associação mundial de escritores, vinculada à Unesco, da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI - Associação Brasileira de Imprensa e do Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica. Foi presidente do Sindicato de Escritores do Estado do Rio de Janeiro em 1997-1998.


É também conhecida por ter sido a primeira mulher brasileira a lançar um livro inteiramente dedicado a poemas eróticos.
Colabora com vários jornais e revistas do Brasil e do exterior.


Fonte: Wikipédia

Dica de Leitura: Macunaíma de Mário de Andrade



Na 181° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 11 de julho de 2010, transmissão pela Rádio Clube de Valença 650 KHZ AM oferecemos como dica de leitura o livro: Macunaíma de Mário de Andrade. O livro utilizado pelo programa faz parte do KIT PONTOS DE LEITURA conquistado pelo ALACAZUM no I CONCURSO PONTOS DE LEITURA 2008: HOMENAGEM A MACHADO DE ASSIS DO GOVERNO FEDERAL.