segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2013 -

Na sexta-feira, 25 de outubro de 2013, a partir das 10 h, apreciei a mesa, cujo tema; O não legado da literatura com as presenças de Ewan Morrison, natural de Thurso, condado de Caithness, Escócia, ele que é escritor, cineasta, roteirista e ensaista, autor da trilogia; Swung ( 2005), Distance (2008) e Menage (2009) e Sérgio Rodrigues, ele que é jornalista, escritor, tradutor e crítico literário, colunista do portal Veja autor dos livros: Elza, a garota, o drible entre outro. Por não dominar o idioma inglês e não ter afinidade com a literatura do Morrison, não comprei o livro dele. Entretanto comprei o livro:Sobrescritos de Sérgio Rodrigues que não conhecia.

Gêge Nago e Lazzo



Na quinta-feira, dia 24 de outubro de 2013, as 22 h no largo do Carmo na cidade histórica da Cachoeira, aconteceu a belíssima apresentação musical com o coral africano Gêge Nagô e participação de Lazzo Matumbi

Livro: 1889 de Laurentino Gomes

Celeste Martinez do Alacazum palavras para entreter com o jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor da trilogia: 1808, 1822 e 1889.

Na fila de autógrafos


Após a mesa onde participaram os jornalistas Laurentino Gomes e Eduardo Bueno, dirigi-me ao espaço de autógrafos. Eu comprei o livro 1889, autoria de Laurentino Gomes e levei o antigo volume 1808 que pertence ao Ponto de Leitura Alacazum palavras para entreter, comodado com o Ministério da Cultura- MinC. Antes de entregar os volumes para o autógrafo, o jornalista e escritor, Laurentino Gomes promoveu diálogos. De muito bom humor este Laurentino Gomes.

Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2013 -


Na quinta-feira, 24 de outubro de 2013, a partir das 19 h, a mesa foi composta pelos jornalistas Laurentino Gomes e Eduardo Bueno com mediação de Aurélio Schommer. O tema: 1889 - Clientes, Coronéis e a República.

Livro: Chico Pinto de Ana Tereza Baptista

                                     A jornalista baiana Ana Tereza Baptista e Celeste Martinez

A jornalista baiana, Ana Tereza Baptista após as discussões decidiu ofertar para a platéia 2 livros de sua autoria, uma das contempladas fui eu. O livro: Chico Pinto - a voz que desafiou ditadores. Coleção Gente da Bahia, iniciativa da Assembleia Legislativa da Bahia.

Festa Literária Internacional de Cachoeira - Flica 2013 -


Logo que ingressei no Convento do Carmo, local destinado para as mesas de debate, encontro o ator e diretor baiano, Jackson Costa, amigo do meu filho Gugui. Não resisti e registrei o momento ao seu lado.  Nesta quinta-feira, 24 de outubro de 2013, ás 15 h o tema para a mesa cujo mediador foi Jackson Costa, foi: Vidas comuns, vidas notáveis. Os convidados foram: Mário Magalhães e Ana Tereza Baptista.

Na 323° edição do Alacazum palavras para entreter



Na 323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9, cujo tema: animais de estimação, animais em extinção, a sugestão de leitura foi o livro: rimas da floresta de  José Santos e Laurabeatriz- poesia para os animais ameaçados de extinção.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Leitura: O Agente secreto mico-leão-de-cara- dourada

Na  323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Animais de estimação e animais em extinção, apreciamos a leitura do texto: O agente secreto mico-leão-de-cara-dourada de José Santos e Laurabeatriz, do livro: Rimas da Floresta.

O valente mico-leão
Recebeu missão secreta
Que é pra ir de cipó
Ou então de bicicleta,
Até um acampamento
Montado na mata adentro.
Agir sempre na esperteza
E nunca ser violento.

Lá tem uma jaula cheia
De assustados macaquinhos
E gaiolas bem lotadas
De amigos passarinhos
Pois ele ali chegará
Sem fazer nenhum ruído
Depois que os bandoleiros
Já tenham todos dormido.

Irá pedir silêncio aos bichos,
Arrombará as suas celas
E fará com que essa turma
Passe sebo nas canelas.
Que saiam correndo depressa
Despistando as sentinelas
E só parem pra descansar
Bem perto da Venezuela.

E assim,
Chegamos ao fim
De mais uma incrível missão
Do agente mico-leão

Escutamos: Uma casa com bichinhos sempre é casa contente

Na  323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Animais de estimação e animais em extinção, escutamos: Uma casa com bichinhos sempre é casa contente com Vila Sésamo.

Todo mundo gosta de bichos
E os bichos gostam da gente
Uma casa com bichinhos 
Sempre é casa contente.
Eu tenho um cachorinho
Que gosta muito de mim
Ele dorme dentro de casa
E passeia pelo jardim
Onde eu vou ele vai
Meu amigo fiel
Ele adora roer um osso e brincar com bola de papel...

Marcos Valle

Alugando Abelhas

Na  323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Animais de estimação e animais em extinção, informamos sobre artigo de Roberta Marques professora da Universidade Estadual da Paraiba quando relata o aluguel de abelhas, devido a vários fatores entre eles o uso indiscriminado de venenos para matar os insetos; plantação de um só tipo de plantas, desmatamentos, etc. com isto a população de abelhas está cada vez menor. Para isso alguns apicultores começaram um novo negócio: aluguel de abelhas.

Música: As abelhas com Moraes Moreira


Na  323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM cujo tema: Animais de estimação e animais em extinção, escutamos: As abelhas com Moraes Moreira.

A abelha mestra
E as abelhinhas
Estão todas prontinhas
Para ir a festa

Que zumi, zumi
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Roçar com o jasmin

Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
E de volta pra rosa

Venham ver como dão mel as abelhinhas do céu

A abelha rainha estar sempre cansada
Engorada a pancinha
E não faz mais nada

Composição: Vinicius de Moraes

domingo, 20 de outubro de 2013

II Concurso Contação de Histórias Alacazum 2013

 Manuely Cardim, 7 anos contando história no Alacazum palavras para entreter
















Manuely Cardim, 7 anos, com seu pai, o artista visual Nen Cardim, na 323° edição do Alacazum palavras para entreter, no domingo 20 de outubro de 2013 dando inicio a Contação de Histórias para crianças de 7 a 12 anos que residem na cidade de Valença Bahia

Contação de Histórias

A escritora e apresentadora Celeste Martinez, Manuely Cardim, 7 anos e Nen, artista visual na 323° edição do Alacazum palavras para entreter, no domingo, 20 de outubro de 2013, quando iniciamos o II Concurso Contação de Histórias para crianças de 7 a 12 anos.

Manuely Cardim, 7 anos, conta história no Alacazum palavras para entreter


A escritora e apresentadora Celeste Martinez, Manuely Cardim, 7 anos e o artista visual Nen 

Na 323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 contamos com a participação de Manuely Cardim, 7 anos, acompanhada do seu pai, o artista visual Nen , que nos presenteou com uma belíssima história criada por ela.

Manuely Cardim, conta história


Na 323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM , deu-se inicio ao II Concurso de Contação de Histórias, destinado a crianças de 7 a 12 anos que residem na cidade de Valença Bahia. A garota Manuely Cardim, filha do artista visual Nen Cardim, com vários Prêmios conquistados e exposições nacionais e internacionais e de Cleide.

Aberta inscrições para II Concurso Contação de Histórias do Alacazum

Na 323° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 20 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema: Animais de estimação e animais em extinção; contamos com a participação ao vivo da garota Manuely Cardim, 7 anos, filha do artista visual Nen Cardim e Cleide. Ele com vários prêmios conquistados e exposições na Europa. Respeitadíssimo por suas obras de arte gigantes que retratam particularidades da arte naval em decadência da região. Foi aberto as inscrições para o II Concurso de Contação de Histórias no rádio, destinado a crianças de 7 a 12 anos de idade que residem na cidade de Valença Bahia. As inscrições acontecem na Pizzaria os Martinez, situada à rua Quintino Bocaiúva 57 centro, telefone: 75 3641- 9416 ou 75 8133 6005 com Celeste Martinez.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Espetáculo Bagunçu



No dia 10 de outubro de 2013, pouco mais das 20 horas fui apreciar o espetáculo “Bagunçu” da Companhia Operakata de teatro, grupo da cidade de Vitória da Conquista, Bahia, Brasil. Este projeto foi contemplado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – Setorial de Teatro 2012 e visa contribuir para o fomento às artes cênicas do interior baiano.

 Antes de ingressar no espaço do teatro naquela noite, dirigir o olhar à sinopse parte integrante de folder que fora distribuído gratuitamente. Após leitura, minha curiosidade disse-me que gostaria imensamente de  ir. Concordei com ela e ingressei no território destinado ao sentir. Uma senhora vestida de cantoria me abraçou e pelos trajes que vestia pensei que poderia ser amiga de Elomar.  Acomodei-me. Continuava a escutá-la e devido à penumbra do ambiente não pude identificar os rostos dos homens que estavam sentados na extremidade direita do palco.  A senhora cantoria ficou ao lado deles digo com eles digo neles.  Vestiu-os de musicalidade.  De repente a viola diminui o volume de sua fala e entra em cena a luz em forma de sombra. Mais ainda entra em cena a surpresa. Não, no palco entra o sobressalto, sobre a tranqüila cantoria toca o medo o seu atordoando barulho. Orquestra de vozes vomitando verbos avermelhados de pavor com sintomas de longos fastios. Uma babel onde todos não entendem o porquê da violência e por isso urinam verbos dementes, incompreensíveis.  O registro da data: 20 de outubro de 1895 abrem a página primeira da realidade. É necessário para nos alertar que a ficção  tem uma cicatriz de tortura. Serve-nos para matutar que naquele momento sagrado do sentir existe uma luz da realidade a nos espreitar com olhos atentos e vigilantes.
A trilha sonora auxilia a nitidez das imagens recitadas nas falas dos personagens. Na história que é relatada.
A indumentária contribui para aguçar a pobreza material, mas também sinalar a fotografia da época.
O cenário revela-nos que simples objetos, são suficientes para movimentar outros estádios da memória que não estão aquém do local nem das pessoas. Que vive ali, ao lado de todos. Na mesma geografia.
A iluminação serve para amenizar, ressaltar, elevar, apagar, extinguir o começo e o fim. O sono  e o pesadelo. O prazer e o desprazer.
Os atores e atrizes entrosados com a trama. Com soantes. Por mais que o uno torne-se universal.
Como quem ler um livro, gênero trágico, a platéia mais atenta pode perceber os altos e baixos da trama, sua conseqüência até o ato final. As rimas em forma de quadras revividas e cantadas pelos atores e atrizes soam como falas distantes de avós esquecida, que aos poucos nos aparece no imaginário à medida que a evocamos.
A platéia foi agraciada com um espetáculo elaborado a partir da pesquisa e embevecido de poesia. Poesia que dança, canta que se personifica em luz, penumbra, ora escuridão, em silêncio que ameniza o fim, mas que a gente pensa que não é.
O espetáculo se repetirá em outros lugares, entretanto este que apreciei é o único por que absorvi mais além do que meus olhos enxergaram. Aquém da minha audição.  Não existem para mim palavras para explicar o apreciar Bagunço e sim o sentir. O sentir não se explica. Sente-se.
Sim, sentem-se confortavelmente em uma cadeira, assim como eu fiz, quando tenha outra oportunidade de apreciar Bagunço e desabotoe teu corpo para a experimentação dos sensoriais elementos presentes na narrativa. Sinta, este espetáculo Bagunço, que não é Jagunço, que não é Bagunça, nem sincretismo. Junção personificação de outro vocábulo que ao ser digerido, é silabizado, balbuciado, soletrado em memória em cena.
Guardarei na página escrita da memória, a imagem do que apreendi no espetáculo e reterei  a divina sensação que me proporcionaram as gélidas e refrescantes gotículas desta seiva que caindo sobre mim, me abençoaram , perfumaram, protegeram. E eu, silenciosamente, acatei a prece como amuleto para os presságios.
Celeste Martinez. Valença, 11 de outubro de 2013



Na 322° edição do Alacazum palavras para entreter



Vídeo feito pelo Alacazum palavras para entreter no dia 13 de outubro de 2013 na 322° edição onde a escritora e apresentadora Celeste Martinez interpretou o texto do amigo Pedro Geraldo Nascimento, advogado e professor que vive na cidade de Valença Bahia. Muitas pessoas participaram do programa demonstrando a sua opinião e muitas insatisfações.

O Trânsito em transe de Pedro Geraldo Nascimento

Na 322º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema foi : Trânsito, apreciamos a crônica do amigo Pedro Geraldo Nascimento, advogado, professor.


"O trânsito em transe”

É elevado o número de veículos atualmente circulando nas ruas. As explicações são inúmeras: - acesso das classes menos favorecidas ao mercado de consumo e os diversos financiamentos disponíveis, os quais, muitas vezes, geram inadimplência e ações revisionais.

Acontece que a proporção entre os novos veículos e a ampliação das vias públicas é inversamente proporcional. Pelo contrário, o que bem identificamos são ruas e estradas esburacadas, sem a devida manutenção, embora o IPVA arrecadado anualmente destina-se também para tal finalidade.

Estar no tráfego na hora de pico (rush) é desumano e, em Valença não tem sido diferente. O nosso trânsito é um verdadeiro caos.

Com tudo devidamente combinado, o nosso trânsito é um péssimo exemplo de onde não devemos dirigir. Ruas mal conservadas. Muitas pessoas habilitadas, mas sem uma outra habilitação necessária. Não me refiro ao saber dirigir e, sim a educação no trânsito. Como nos falta à educação no trânsito.

Os quebras molas daqui foram projetados por pós-graduados em alpinismo, mais parecem montanhas. A falta de faixas de pedestres é evidente e também da falta de gentileza de alguns motoristas em dar preferência aos pedestres. Muitas vezes, contenho-me em dar preferência. Justifico, primeiro, porque muitos estranham, uma vez que tal ato se traduz num comportamento diferente e não estão acostumados com a gentileza. Segundo, porque sempre surge um motorista aloprado numa moto, em velocidade máxima, buscando o fim do mundo, de si próprio e dos seus conduzidos. Os nossos semáforos estão programados incorretamente e é comum aguardamos até cinco aberturas dos mesmos para que possamos seguir adiante e sempre embalados por buzinaços, não entendendo os buzinadores que eles além de provocarem a poluição sonora, as buzinas não fazem nenhum carro sair do lugar.

Eu, particularmente, tenho receio, até mesmo, de deixar o carro na reserva, diante dos 25/30 minutos de espera. O lado correto para ultrapassagem, aqui não existe. Esquerda ou direita - tanto faz, procedimento que se tornou praxe da maioria dos condutores de moto.

O trânsito é puro stress. Temos de tudo presenciar e silenciar, uma vez que um desafeto contraído neste espaço público poderá acarretar consequências nada agradáveis. Mas, apesar de tudo, ainda temos muita sorte, uma vez que ficamos anos sem semáforo numa via de grande circulação e não tenho conhecimento da ocorrência de qualquer acidente nesse período. Quando o tal semáforo foi instalado, foi até evento importante na cidade. Foi sim. Muita gente fotografou o referido equipamento e comemorou: “ temos sinaleira, temos sinaleira. Obrigado Senhor”. Quanta evolução! A cidade agora tem semáforo.

No destino para a feira-livre presenciamos momentos em que o trânsito está tão travado, tão confuso, que basta reeditar o “fuá de boi” que já existiu nesta cidade, para nos equipararmos com facilidade ao trânsito da Índia. Nos Caminhos da Índia, as castas seriam determinadas pelos anos e modelos dos carros. Observem como os carros tops de linha retratam o status social e a pose no trânsito, independentemente que estejam na situação retratada no primeiro parágrafo.

Ainda temos algumas ruas tão estreitas que se tornam mão única. O urbanismo não evoluiu e temos uma história mal conservada. Temos mais ingredientes: a Coleta do lixo, a manutenção de rede elétrica e até a poda de árvores em horários impróprios, engarrafando, encaixotando e asfixiando mais e mais o nosso trânsito.

Se você tiver qualquer compromisso inadiável, aconselho: - Vá ao seu destino com pelo menos 1 hora de antecedência.

O nosso trânsito está em transe. Sinal vermelho para ele.

Também não ouço as autoridades falarem em municipalização do trânsito e quais estratégias pretendem implementar, adotar para a sua melhoria. Ih! Engarrafou de novo.

Por sorte, nem tudo está perdido. O nosso trânsito, pelo menos, contribui para a nossa formação de motorista. Iniciamos inexperientes, alguns “barbeiros” e nos tornamos motoristas de rally.

Com a palavra os responsáveis...

Opa! Pedido engarrafado e encaixotado. Ah, nosso transe-to.

Dica de Cinema: Pateta: Senhor andante, senhor volante

Na 322º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM , cujo tema: Trânsito, sugerimos como dica de cinema, o filme: Pateta da Walt Disney

O que é Ciretran?

Na 322º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema: Trânsito informamos a respeito da Ciretran.
Ciretran o que é?
Circusncrição Regional de Trânsito - Ciretran. Orgão do Detran nos municipios do interior dos estados, que tem a responsabilidade de exigir e impor a obediência e o devido cumprimento da legislação de trânsito no âmbito de sua jurisdição. É também encarregada da aplicação de exames e vistorias de veículos.

Iniciativas na cidade de Valença Bahia

Na 322º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema foi : Trânsito, informamos a respeito de iniciativa da ACE/ CDL da cidade de Valença Bahia, publicado em site da entidade, datada do dia 20 de abril de 2012 quando o Senhor Ademir Costa Souza, naquela época presidente ACE e o Sr. Antonio Machado, vice-presidente da CDL colocaram-se a disposição para ajudar na organização do trânsito na cidade. Na época o Sr. José Aparecido, coordenador do Ciretran, relatou as dificuldades encontradas para organizar o trânsito no município. No site da instituição que retirei esta informação não relatava foram as dificuldades entretanto  o Sr. José Aparecido fazia referência que a organização do trânsito na cidade depende da Prefeitura Municipal, da população, da participação da sociedade civil organizada, entidades de classe, orgão municipal, ministério público... emfim todos. A pergunta é a seguinte e qual é a função da Ciretran?

Folha on line: Especialistas defendem redução do uso de carro em São Paulo

Na 322º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema foi : Trânsito, informamos a respeito de matéria publicada no dia 9 de outubro de 2013 na Folha on line, reportagem de Juliana Vitulskis.


Veja reportagem:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/10/1354025-especialistas-defendem-reducao-do-uso-de-carro.shtml

Poesia Concreta de Augusto de Campos

Na 322º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, cujo tema foi : Trânsito, apreciamos a poesia concreta de Augusto de Campos foi quem primeiro a nomeou na revista Noigandres na década de 50. Em algumas parte do mundo é também chamada de poesia visual por que procura estruturar o texto poético escrito a partir do espaço do seu suporte sendo ele a página de um livro ou não.

Na 321° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 321º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos mais uma vez a música tradicional do sertão da bahia no começo do século XX, do CD  Ô bela Alice.

Escutamos: Cachoeira com o grupo Gêge Nagô



Na 321º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 13 de outubro de 2013 das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, apreciamos a música: Cachoeira com o grupo Gêge Nagô de Cachoeira, Bahia, Brasil, após leitura da crônica de Celeste Martinez sobre esta cidade.  O termo Jeje- Nagô é utilizado para designar a fusão das culturas  Jeje e Nagô principalmente nas religiões afro-brasileiras onde são cultuados tanto vodun como orixás. 

domingo, 13 de outubro de 2013

3° edição da Festa Literária de Cachoeira - FLICA

A 3° edição da Festa Literária de Cachoeira ( Flica ) acontecerá entre os dias 23 a 27 de outubro de 2013 e irá reunir nomes da literatura nacional e internacional, na cidade de Cachoeira, Recôncavo Baiano. São eles: Cristovão Tezza, Makpta Valdina, Laurentino Gomes, Eduardo Bueno, Luiz Felipe Pondé, Sylvia Day, Fabrício Carpinejar e Pepetela.

Confira programação completa:http://g1.globo.com/bahia/flica/2013/noticia/2013/10/confira-programacao-completa-da-3-edicao-da-festa-literaria-de-cachoeira.html

domingo, 6 de outubro de 2013

Vídeo da Crônica: Cachoeira do Paraguassú de Celeste Martinez

Na 321º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 6 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, apreciamos a crônica: Cachoeira do Paraguassú - Recôncavo baiano da escritora e apresentador Celeste Martinez

Crônica de Celeste Martinez

Na 321º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 6 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, apreciamos a crônica: Cachoeira do Paraguassú da escritora Celeste Martinez 


Cachoeira do Paraguassú 


Foi assim minha chegada à Cachoeira, Recôncavo Baiano, naquela quase tarde anunciando 11 horas de um sábado dia 28 de setembro de 2013. Pronto desci da Topic, procurei acomodação. Fui à pousada D`Ajuda bem próximo onde seria realizado o evento. Definido o lugar, resolvi descer para o almoço. Antes, porém, decidir multiplicar algumas cópias do poema “mulheres” de minha autoria para o recital que aconteceria logo mais no Caruru dos sete poetas, quando ao público é permitido que declamem. Ingressei na lan house e um sujeito magro, dirigindo-se a mim, perguntou:

- É alguma coisa, professora?

Fiquei feliz em escutar esta denominação “professora” muito embora pudesse estar implícita, além da constatação geográfica de minha pessoa, uma estratégia de marketing. Disse que sim e lhe entreguei o poema. No espaço de tempo em que o moço dirigiu-se à máquina, uma mulher que estava no recinto, encostada à parede sem que percebesse vistoriou o papel para ver o que estava escrito. Foi quando, dirigindo-se a mim, falou:

− Gostei da poesia. E acrescentou:

− Todas as mulheres fogem. Era o fragmento inicial da minha poesia. E eu, impulsionada pela emoção, complementei:

− Ameaçadas, entram na jaula.

− Na jaula. Ela repetiu e reforçou: prisioneira de um homem.

− Vejo que compreendeu a poesia. Disse-lhe.

Ela sorriu e prontamente, tornou a falar:

- Quero comprar uma cópia.

- Oferto-lhe. Respondi.

O homem, encarregado de reproduzir o material, estendendo a mão, entregou-me o maço de folhas. Retirei uma e ofertei à mulher conforme prometido. Entreguei também a outra que ao meu lado aguardava atendimento. Paguei o serviço e sair. Quando nem bem alcanço à porta, às minhas costas, escuto uma terceira mulher que adentrava ao ambiente, perguntar:

- É poesia?


Não voltei a espalda para bisbilhotar as elaborações que foram traçadas entre elas. Caminhando pelas empedradas ruas de Cachoeira, levava comigo, aquela sensação boa de comungar com aquelas mulheres um momento de poesia. E se não conhecesse aquela cidade, poderia dizer que estava sonhando, que aquela cena foi surreal. Mais não,  sabia, que ali, naquele lugar, as ruas transpiram poesia e os seres humanos respiram o irmanar arte. E me encheu o coração de expectativa. Pensei: O que me aguardava logo mais?

Celeste Martinez - escritora, idealizadora, produtora e apresentadora do Alacazum palavras para entreter que vai ao ar aos domingos das 8 às 9 h da manhã, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM

Lydia Hortélio - CD Ô bela Alice

Na 321º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 6 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM, apreciamos a música : Ô rosa, rosa morena, música tradicional do sertão da Bahia, começo do século XX produzido pela escritora Lydia Hortélio.

Vídeo: Celeste Martinez interpreta texto de Lucinha Teles


Aconteceu na 321° edição do Alacazum palavras para entreter, neste domingo, 6 de outubro de 2013, das 8 ás 9 h da manhã, transmissão ao vivo 87,9 Rio Una FM

Poesia: Falsa Ilusão de Lucinha Teles

Na 321º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 6 de outubro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, apreciamos a poesia: Falsa Ilusão da Dona Lucinha Teles, ouvinte-leitora que vive nesta cidade de Valença Bahia,

Falsa Ilusão

Voando pelas florestas
Vivia um pássaro feliz
Comia frutos das árvores
Banhava-se nas orvalhadas
Das  manhãs primaveris.
Seu canto maravilhoso
Ecoava mata a dentro e,
Alegrava a todos os que
O ouvia naqueles doces
Momentos.


O dono daquelas terras
Ao ouvir o seu cantar,
Colocou uma armadilha
Para o aprisionar.

Conseguindo o seu intento,
Uma gaiola dourada ele,
O pássaro prendeu, dava-lhe
Alpiste, água fresca e também
Muito carinho, mas o animal
Vivia triste estando longe
Do ninho.


Ouvindo o seu cantar, o homem
Pensou assim: este pássaro é
Feliz vivendo junto a mim.

E o passarinho triste cantando
Lá no poleiro, cantava para
Esquecer a liberdade perdida,
Longe do seu habitat, da sua
Amada querida, pois cantando
Ele enganava a dor da separação
Porque ninguém é feliz vivendo
Numa prisão.

Lucinha Teles



sábado, 5 de outubro de 2013

Na 320° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, edição especialmente gravada e transmitida pela Rio Una FM 87,9 , prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil. Para este programa foram consultados os livros: Broquéis,  Faróis  e Antologia Poética de Cruz e Sousa.


Filho de Carolina, alforriada e do escravo Guilherme, João da Cruz nasceu no dia 24 de novembro de 1861, em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis (Santa Catarina).No entanto um proverbial acontecimento desde o berço resguardou a obra futura do  poeta, pois nasceu no lar de senhores brancos sem progênie e de coração generoso. O coronel Guilherme Xavier de Sousa e sua esposa D. Clarinda Fagundes de Sousa, dedicaram à tarefa de educar o garoto negro segundo normas, preceitos e instrumentos da cultura branca. É provavelmente aos poucos que João da Cruz começa a ser conhecido como João da Cruz e Sousa. Aos 8 anos recita poemas de sua autoria em salões, concertos e sociedades teatrais na província acanhada.  Apesar das dificuldades de 1871 a 1875 estuda no Ateneu Provincial Catarinense e tem acesso à cultura humanística, com o estudo do latim, grego, cultura moderna, literatura francesa e inglesa e ciências naturais.Em 1877 tem seus primeiros poemas publicados nos jornais da província. De passagem pela corte conhece a obra de vários franceses entre as quais a de Charles Baudelaire. Alvo de preconceito devido a cor da pele, um pequeno setor da elite de Desterro ajuda o jovem a se instalar no Rio de Janeiro. Em 1890, aos 28 anos de idade, o jovem Cruz e Sousa ainda imagina que na capital da Republica estará a salvo do preconceito. Afinal a abolição garantira o direito legal do negro à cidadania. Já instalado definitivamente no Rio de Janeiro, Cruz e Sousa publica seus versos em periódicos de pouco prestigio. A época os parnasianos, com seu culto à arte pela arte começavam a se impor e obtinham as vantagens da aceitação do publico que ansiava por uma arte aparentemente complexa, bem comportada. Nesse ambiente cultural, o chamado grupo dos novos – de que o poeta era líder – professava outras convições. O grupo dos novos avançando na direção do Simbolismo, aspirava a uma poética que pretendia a expressão indireta da emoção o que exigia procedimentos artísticos também novos: a acumulação de metáforas e de imagens que aludiam a um estado de espírito da subjetividade visionaria. Tratava-se de dar representação ao que só o poeta poderia ver. Em 1893, um editor lança as duas únicas obras que Cruz e Sousa viu editadas em vida: Missal, publicada em fevereiro e Broqueis em agosto. . Missal – palavra do vocabulário religioso indica o pequeno livro que contem as principais orações proferidas durante a missa e que o católico leva consigo para acompanhar a cerimônia litúrgica. Ao escolher como titulo de sua obra o termo missal, Cruz e Sousa já sinaliza que a arte é sua religião.

Sonata, de João da Cruz e Sousa





 João da Cruz e Sousa 

Sonata

Do imenso Mar maravilhoso, amargos,
Marulhosos murmurem compungentes
Cânticos virgens de emoções latentes,
Do sol nos mornos, mórbidos letargos...

Canções, leves canções de gondoleiros,
Canções do Amor, nostálgicas baladas,
Cantai com o Mar, com as ondas esverdeadas,
De lânguidos e trêmulos nevoeiros!

Tritões marinhos, belos deuses rudes,
Divindades dos tártaros abismos,
Vibrai, com os verdes e acres electrismos
Das vagas, flautas e harpas e alaúdes!

Ó Mar supremo, de fragrância crua,
De pomposas e de ásperas realezas,
Cantai, cantai os tédios e as tristezas
Que erram nas frias solidões da Lua...






Olhos, de Cruz e Sousa


Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013, de 8 às 9 h da manhã de domingo, edição especialmente gravada e transmitida pela Rio Uma FM 87,9 , prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil. Para este programa foram consultados os livros. Broquéis,  Faróis  e Antologia Poética de Cruz e Sousa.



Olhos

A Grécia d´Arte, a estranha claridade
Daquela Grécia de beleza e graça,
Passa, cantando, vai cantando e passa
Dos teus olhos na eterna castidade.

Toda a serena e altiva heroicidade
Que foi dos gregos a imortal couraça,
Aquele encanto e resplendor de raça
Constelada de antiga, majestade,

Da Atena flórea todo o viço louro
E as rosas e os mirtais e as pompas douro,
Odisséias e deuses e galeras...

Na sonolência de uma lua aziaga
Tudo em saudade nos teus olhos vaga,
Canta melancolias de outras eras!



Siderações de Cruz e Sousa


Quando no ano de 1896, teve que cuidar da esposa que enlouquecera ele não desistiu de escrever. Mesmo com o golpe da morte do pai no mesmo ano ele não desistiu da literatura. E quando faleceu no ano de 1898,  nos deixou a belíssima obra Faróis, onde estão guardadas os poemas que apreciamos na 320° do Alacazum palavras para entreter, especialmente gravado e transmitido pela Rio Una FM 87,9. 


Mesmo desfeitas as ilusões da fama, Cruz e Sousa persistia em sua arte. E os dilemas pessoais se somavam: em 1896, sua esposa enlouquece e é o poeta que cuida dela. No mesmo ano, morre o pai. Nos anos que se seguiam ate a sua morte – 1898, Cruz e Sousa, produziu o melhor de sua obra: Farois entregue a Nestor Vitor com o titulo definido e o conjunto dos poemas já organizados. Nos longos poemas e nos sonetos de Farois, Cruz e Sousa já abandonou o pendor parnasiano e seu simbolismo ganha feição muito particular. Permanecem as aliterações, as assonâncias, as sinestesias, as associações de imagens em encadeamentos livres, as repetições de palavras, os versos construídos apenas com advérbios ou adjetivos, os deslocamentos rítmicos criados pelos prolongamentos sintáticos de um verso ao verso seguinte, a recusa dos conteúdos referenciais.


Os poemas aqui declamados fazem parte do livro Farois.

Siderações

Para as estrelas de cristais gelados
As ânsias e os desejos vão subindo,
Galgando azuis e siderais noivados,
De nuvens brancas a amplidão vestindo

Num cortejo de cânticos alados
Os arcanjos, as cítaras ferindo,
Passam, das vestes nos troféus prateados,
As asas de ouro finamente abrindo...

Dos etéreos turíbulos de neve
Claro incenso aromal, límpido e leve,
Ondas nevoentas de visões levanta...

E as ânsias e os desejos infinitos
Vão com os arcanjos formulando ritos
De eternidade que nos astros canta....

Dica de Leitura: Broquéis e Faróis de Cruz e Sousa


Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013, de 8 às 9 h da manhã de domingo, edição especialmente gravada e transmitida pela Rio Uma FM 87,9 , prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil. Para este programa foram consultados os livros. Broquéis,  Faróis  e Antologia Poética de Cruz e Sousa.

O livro Broquéis,  deu inicio concreto ao simbolismo no Brasil.  Os poemas de Broquéis foram compreendidos como palavras sem sentido ou imitação sem valor. Mas a critica não apenas recusou Broquéis, como também tornou a obra objeto de parodias, com a imitação das maiúsculas, das reticências, dos neologismos, dos advérbios, dos excessos de adjetivos e de imagens, que haviam se tornado a marca das técnicas poéticas de Cruz e Sousa.  

Fonte: Livro Broquéis e Faróis. 

Seios de Cruz e Sousa


Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013, de 8 às 9 h da manhã de domingo, edição especialmente gravada e transmitida pela Rio Uma FM 87,9 , prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil. 

Seios

Magnólias tropicais, frutos cheirosos
Das árvores do mal fascinadoras,
Das negras mancenilhas tentadoras,
Dos vagos narcotismos venenosos,

Óasis brancos e miraculosos
Das frementes volúpias pecadoras
Nas paragens fatais, aterradoras
Do tédio, nos desertos tenebrosos...

Seios de aroma embriagador e langue,
Da aurora de ouro do esplendor do sangue,
A alma de sensações tantalizando.

Ò seios virginais, tálamos vivos,
Onde do amor nos êxtases lascivos

Velhos faunos febris dormem sonhando....

Projeto Sinfonia Dormente


Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013, de 8 às 9 h da manhã de domingo,  edição especialmente gravada e transmitida pela Rio Una Fm 87,9 , prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil. 

http://sinfoniadormente.blogspot.com.br/

Inez de Cruz e Sousa

Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013,  edição especialmente gravada, prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil. Complementando cada poema declamado pela apresentadora Celeste Martinez, escutou-se a poesia musicada Inez pelo Projeto Sinfonia Dormente.

Inez  

Tem teu nome a estranha graça
De uma galga verde, estranha.
Certo langor te adelgaça,
Certo encanto te acompanha.

És velada, quebradiça
Como teu nome é velado.
Certa flor curiosa viça
No teu corpo edenizado.

Chamam-te a Inez dos quebrantos,
A galga verde, a felina,
Amaranto de amaratos,
Das franzinas a franzina.

Teus olhos, langues aquários
Adormecidos de cisma,
Vivem mudos, solitários
Como uma treva que abisma.

Tua boca, vivo cravo
Sanguíneo, púrpuro, ardente,
De certa forma tem travo
Embora veladamente

És lírio de velho outono,
Meiga Inez, e de tal sorte
Que já vives no abandono,
Meio enevoada da morte.

Teu beijo, do rosmaninho
Tem o sainete amargoso...
Lembra a saudade de um vinho
Secreto, mas venenoso.

Por um mistério indizível
Não te é dado amar na terra.
Vem de longe o Indefinível.
Que os teus silêncios encerra!

Deus fechou-te a sete chaves
O coração lá no fundo...
Mas deu-te as asas de aves

Para irradiares no mundo.

Cristina Braga com manhã de carnaval

Na 320º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 29 de setembro de 2013,  edição especialmente gravada, prestigiamos o poeta Cruz e Sousa, representante do Simbolismo no Brasil, utilizamos como BG para a leitura dos poemas, a música instrumental: Manhã de carnaval com Cristina Braga, harpa brasileira.

Na 319° edição do Alacazum palavras para entreter

Na 319° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de setembro de 2013, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema Primavera, apreciamos a bela voz de Vanusa cantando Manhã de Setembro.

Escutamos: Primavera com Pato Fu

Na 319° edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 22 de setembro de 2013, das 8 às 9 horas de domingo, transmissão ao vivo Rio Una FM 87,9 cujo tema: Primavera, escutamos a música: Primavera com Pato Fu