terça-feira, 27 de março de 2012

BG: Odeon de Ernesto Nazareth



Na 260° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos como BG o choro: Odeon de Ernesto Nazareth, composto no ano de 1910 em homenagem ao cinema de mesmo nome onde Ernesto Nazareth tocou piano por um bom par de tempo.
Ernesto Nazareth nasceu no dia 30 de março de 1863. Nos anos 40 Hubaldo Maurício escreve a primeira letra para o choro Odeon que foi gravado por Dircinha Costa ( 1963). Já no ano de 1968 a cantora Nara Leão escreve uma nova letra todavia não gostando pede ao poeta Vinicius de Moraes que o faça. Assim nasce a letra gravada por Nara com enfase no choro e não no cinema, então focado pela letra anterior. Ernesto Nazareth escreveu mais de 90 tangos, 20 polcas, 40 valsas e outros tantos choros. Alguns deste: Apanhei-te cavaquinho; Brejeiro, Dengoso, Travesso... Faleceu no ano de 1934. Segue a letra do choro Odeon escrito por Vinicius de Moraes.

Aí quem me dera
o meu chorinho
tanto tempo abandonado
e a melancolia que ela sentia
quando ouvia
ele fazer tanto chorar
ele me lembra
tanto, tanto, todo o encanto de um passado
que era lindo, era triste, era bom, igualzinho
a um chorinho chamado Odeon.



segunda-feira, 26 de março de 2012

História: Fiz voar o meu chapéu de Ana Maria Machado




Escutamos: Ciranda com Baianos e os Novos Caetanos

Na 260° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 25 de março de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos na finalização do programa a música: Ciranda com os Baianos e os Novos Caetanos em homenagem a Chico Anísio.

domingo, 25 de março de 2012

Na 259° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER


Na 259° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o poema do jovem Marcos Paixão da Matta Filho, estudante do Colégio Social de Valença. O poema do Marcos integra o livro: Construções Poéticas, trabalho elaborado por esta instituição de ensino.

Frutas, Flores e Amores

Sentado na rede da varanda
Como a cajamanga
Que lembra muito
O gosto da manga.

Gosto muito de frutas:
Cacau, banana e Kiwi
Já chupei a cajamanga
E agora falta o caqui.

Cheirei a flor
Era uma orquídea
Chegou um beija-flor
E deu uma sacudida.

Marcos Paixão da Matta Filho


Arte Poética de Jorge Luis Borges

Na 259° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o belíssimo poema de Jorge Luis Borges.

Arte Poética

Olhar o rio de tempo e água
e lembrar que o tempo é um outro rio.
Saber que nos perdemos como o rio
e que os rostos passam como a água.
Sentir que a vigília é outro sonho
que sonha e que a morte
que teme a nossa carne é esta morte
de cada noite, que se chama sonho.

Ver em um dia ou um ano um símbolo
dos dias do homem e de seus anos,
e converter o ultraje dos anos
em uma música, um rumor e um símbolo.
Ver na morte o sonho, no pôr-do-sol
um triste ouro, tal é a poesia
que é imortal e pobre. A poesia
volta como a aurora e o pôr-do-sol.

As vezes numa tarde uma cara
observa-nos do fundo de um espelho.
A arte deve ser como esse espelho
que nos revela nossa própria cara.

Contam que Ulisses, farto de prodígios
chorou de amor ao divisar sua Ítaca
de verde eternidade e não prodígioss.

Também é como o rio interminável
que passa e fica e é cristal de um mesmo
Heráclito inconstante, que é o mesmo
e é outro, como o rio interminável.

Jorge Luis Borges

BG: Carinhoso de Pixinguinha

Na 259° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia18 de março de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos como BG a composição musical "Carinhoso" autoria de Pixinguinha e João de Barro. Composta entre os anos de 1916/1917 sendo gravada com grande sucesso por Orlando Silva.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Escutamos: Samba da Bahia com Banda de Boca

Na 259° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Samba da Bahia com a Banda de Boca, grupo vocal brasileiro da Bahia ( 1999 ) começou como sexteto mas definiu-se como quinteto. Integrantes: Hiran Monteiro Neto Moura, Poliana Monteiro, Arno Jr e Fábio Eça. A principal característica do grupo é o canto a capela ( sem utilizar instrumentos com enfase na reprodução do som de instrumentos com a voz ).


Doutor Sabe- Tudo, de Heloisa Prieto

Na 259° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a história do folclore da Europa Central, contido no livro: Lá vem história da Heloisa Prieto, Doutor sabe- tudo.

Um vendedor de carvão ia todos os dias vender sua mercadoria na vila. Em sua caroça, todo sujo de carvão, ele olhou para os sábios do reino, que viviam muito bem vestidos, comendo sempre do bom e do melhor, e pensou:

"Veja só, eu trabalho tanto e vivo pobre e imundo. Esses aí não fazem nada e levam uma vida de rei"!

Foi então que ele resolveu vender tudo: a carroça, o cavalo e o carvão. Com o dinheiro, comprou um manto vermelho e vários livros. Foi para uma vila onde ninguém o conhecia e começou a andar pela praça. As pessoas disseram:

- Esse deve ser um grande sábio!

Vejam as roupas que veste, vejam os livros que carrega!

Acontece que os sábios da vila ficaram desconfiados e foram à hospedaria onde estava o vendedor de carvão testar seus conhecimentos. Quando viu que eles se aproximavam, o carvoeiro chamou um lacaio e disse-lhe que desse aos sábios o seguinte recado:

"Senhores, o mestre adoeceu e perdeu a voz temporariamente".

Mesmo assim, os sábios entraram, dizendo que se comunicariam com ele por meio de mímica. O primeiro sábio levantou o dedo para o céu: queria perguntar ao mestre se ele acreditava em Deus. O carvoeiro, achando que o sábio estava ameaçando espetar o dedo em seus olhos, ergueu o próprio dedo em resposta. O sábio saiu todo satisfeito, certo de que ambos concordavam sobre religião. Depois foi a vez do segundo sábio. Erguendo o punho, queria saber se o mestre achava que Deus governava o mundo. O carvoeiro, pensando que ia levar um soco, ergueu o próprio punho em resposta. O segundo sábio saiu feliz, certo de que ambos concordavam sobre as leis do universo. Todos os seus amigos concluíram que o carvoeiro era de fato um famoso sábio que chegara à vila.

Logo em seguida chegou à hospedaria um homem do povo. Fora roubado e desejava saber quem era o ladrão de suas moedas de ouro.

Ofereceu metade das moedas ao carvoeiro caso ele o ajudasse a recuperar o tesouro. O carvoeiro disse apenas:

- Volte daqui a três dias e eu lhe darei a resposta.

Os ladrões eram três jovens desordeiros que ficaram apavorados ao saber que sua vítima buscava a ajuda de um excelente mestre. Temendo ser descobertos, correram até o carvoeiro e disseram:

- Se o senhor não nos denunciar, devolveremos todo o dinheiro roubado!

O carvoeiro concordou. Apanhou as moedas, ficou com a metade delas e enviou a outra metade á vítima dos ladrões. Diante dessa vitória, muitos o procuraram para que os curasse de suas doenças. Observando que a maior parte das moléstias era imaginária, o carvoeiro declarou:
- Preciso fabricar remédios. Para isso tenho que arrancar um pedaço de pele do mais doente entre vocês para fazer a minha fórmula.

Mal ele acabou de falar, todos os doentes resolveram que estavam curados e a fama do doutor Sabe- tudo espalhou-se ainda mais. Porém, como já havia recebido dinheiro suficiente para aposentar-se, o antigo carvoeiro voltou á sua cidade natal, onde viveu feliz e respeitado até o final da vida.


Escutamos: A corda e a caçamba com Os originais do Samba

Na 259° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 18 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: A corda e a caçamba com o conjunto musical Os Originais do Samba.


domingo, 11 de março de 2012

Na 258° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 ás 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia: Com licença poética de Adélia Prado.


Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

Mulher, com Mariene de Castro

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Mulher com Mariene de Castro.

Abelha-Uruçu- ameaçada de extinção

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 informamos sobre a pequena ameaçada abelha- uruçu contido no livro acima fotografado.



AVISO!



HOJE, NÃO TEREMOS O PROGRAMA RADIOFÔNICO
ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER!


quinta-feira, 8 de março de 2012

8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Todas as mulheres fogem.
Ameaçadas,
Entram na jaula.
Apagam a luz da realidade e rezam,
Cantam hinos de misericórdia,
Rogam milagres,
Abortam paixões sonolentas
E sangram homens.
Todas pensam o “eu” livre
Mas todas têm úteros.
Todas têm mães e são madres.
Face da mesma face.
Todas as mulheres são pares.
Todas estão feridas e aguardam a chance do grito,
Do canto,
Do riso.
Mas todas voltam para o quarto e por três estações
Ficam preenchidas.
Todas são estátuas da liberdade
E calabouços de amor.
Todas as mulheres vestem luto,
Todas choram,
Fingem o gozo,
Matam o macho
E fazem aborto.
Todas as mulheres mentem
E falam verdades.
Todas são cruéis quando traídas,
Quando iludidas,
Quando menosprezadas.
Todas as mulheres matam,
Um dia,
Uma vida,
Um amor,
Uma chance,
Um segundo de paixão.
E todas as mulheres envelhecem,
Perdem o sabor,
Ficam estéreis,
Ressecadas e frias.
Todas as mulheres morrem
Por um fio – filho.
Por uma ponte- homem.
E todas ressuscitam quando querem.
Mas só algumas são virgens,
Mártires.
Todas as mulheres são universos,
Em terra,
Em água,
Em si,
No talvez,
Na certeza,
Em sonho.
(Todas) pecam,
Padecem.
(São) subversivas
Submersas
Subalternas
(Mulheres).
Mas só algumas são damas,
Rainhas,
Esfinges,
Um jogo.
Mulheres são,
Mulheres vão,
Mulheres não- começo.
Só mulheres gozam.
Só fêmeas parem.
Só esposas são obedientes,
Só amantes são eternas.
Só Vênus amor.
Só Helena guerra.
Só Circe veneno.
Só Medusa tormento.
Só mulheres parem homens
E mulheres amam homens
E mulheres...
E mulheres...
E mulheres...
Celeste Martinez
Do livro: Valenciando –poesia e prosa
Antologia de escritores de Valença
Secretaria da Cultura e Turismo, 2005

terça-feira, 6 de março de 2012

Papagaio- Verdadeiro


Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura: Papagaio- Verdadeiro de José Santos e Laurabeatriz retirado do livro: Rimas da Floresta.

Papagaio- Verdadeiro

Moro ainda
Neste ovo
Bem durinho
E paradão.

Mas cá dentro
Estou vivinho
E já batuca
Um coração.

Quem esperar
Um tempinho
Poderá
Me conhecer.

Logo Quebro
Essa casca.

E o que todos
Vão dizer?

Um papagaio!

Que lindo que ele é!
Dá o pé, louro! Dá o pé...



Estupido Cupido com Celly Campelo

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Estupido Cupido com Celly Campelo.


domingo, 4 de março de 2012

BG:Bongolia com Incredible Bongo Band

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos como BG, a música: Bongolia com Incredible Bongo Bang.

Mulheres, de Celeste Martinez

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a poesia, Mulheres de Celeste Martinez.


Todas as mulheres fogem
ameaçadas entram na jaula
apagam a luz da realidade e rezam
cantam hinos de misericórdia
rogam milagres
abortam paixões sonolentas
e sangram homens.
Todas pensam o "EU" livre
mais todas têm úteros
todas têm mães
e são madres
face da mesma face
Todas as mulheres são pares.
Todas estão feridas e aguardam a chance do grito
do canto
do riso.
Mas todas voltam para o quarto e por três estações ficam preenchidas.
Todas são estátuas da liberdade e calabouços de amor.
Todas as mulheres vestem luto,
todas choram,
fingem o gozo,
matam o macho e fazem aborto.
Todas as mulheres mentem e falam verdades.
Todas são cruéis quando traídas
quando iludidas
quando menosprezadas.
Todas as mulheres matam:
um dia,
uma vida,
um amor,
uma chance,
um segundo de paixão.
E todas as mulheres envelhecem
perdem o sabor
ficam estéreis
ressecadas e frias.
Todas as mulheres morrem,
por um fio- filho.
Por uma ponte- homem.
E todas ressuscitam quando querem.
Mas só algumas são virgens,
mártires.
Todas as mulheres são universos
em terra,
em água,
em si,
no talvez,
na certeza,
em sonho.
(Todas) pecam,
padecem.
(Sâo) subversivas submersas subalternas (Mulheres)
Mas só algumas são damas,
rainhas,
esfinges,
um jogo.
Mulheres são,
mulheres vão,
mulheres não - começo.
Só mulheres gozam.
Só fêmeas parem.
Só esposas são obedientes.
Só amantes são eternas.
Só Vênus AMOR
Só Helena GUERRA.
Só Circe VENENO.
Só Medusa TORMENTO.
Só mulheres parem HOMENS
e mulheres amam homens
e mulheres... e mulheres... e mulheres.

Chica da Silva, com Miriam Makeba

Na 258° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 4 de março de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos como finalização do programa a música: Chica da Silva com Miram Makeba.



sábado, 3 de março de 2012

ESCUTE O PROGRAMA RADIOFÔNICO ALACAZUM !



DOMINGO, 4 DE MARÇO
DAS 8 ÀS 9 DA MANHÃ
ESCUTE:
ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER
RÁDIO: RIO UNA FM 87,9

Na 257° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 257° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 26 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos o belo poema de Konstantinos Kaváfis, intitulado: Ìtaca.


Ítaca

Se partires um dia rumo a Ítaca,
faze votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídeon te intimidem;
Eles no teu caminho jamais encontrarás
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídeon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.

Faze votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez num porto
para correr às lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos
e perfumes sensuais de toda espécie,
quando houver, de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.

Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um home de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.


Cláudia, deixa eu dizer

Na 257° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 26 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: deixa eu dizer com Cláudia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

BG: Retrofoguetes

Na 257° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 29 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 escutamos como BG , a música dos Retrofoguetes. Trio instrumental brasileiro formado por Rex (Bateria) Ch Straatmann (Contrabaixo) e Morotó Slim (Guitarra).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O paraíso dos gatos de Heloisa Prieto


Na 257° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 26 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a história do folclore japonês: O paraíso dos gatos de Heloisa Prieto, retirado do livro: Lá vem história.


O que você quiser com Kassin

Na 257° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 26 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 escutamos: O que você quiser com Kassin.

Na 256° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a bela poesia de Olavo Bilac, A alvorada do Amor.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Escutamos: Atrás do trio elétrico com Caetano Veloso

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 escutamos, a música: Atrás do trio elétrico, com Caetano Veloso.

Escutamos: Lata d´ água na cabeça com Marlene

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 lançamos como desafio musical, a música: Lata d´água na cabeça na voz de Marlene, nome artístico de Victória Delfino dos Santos, nascida na cidade de São Paulo no ano de 1924. Tendo gravado mais de 4 mil canções em sua carreira, Marlene juntamente com Emilinha Borba foi um dos maiores mitos do rádio brasileiro em sua época de ouro.

Expressão: Por que cargas d´ água

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 informamos sobre a expressão popular: Por que cargas d´àgua, contido no livro: A casa da mãe Joana de Reinaldo Pimenta.

Entenda aí "Cargas- D´água" como chuvas torrenciais. Precipitações pluviométricas sempre serviram de desculpa para se faltar a um compromisso ou descumprir uma obrigação.
Quando se pergunta a alguém por que cargas-d´água fez ou deixou de fazer algo, pretende-se ouvir uma explicação para o inexplicável, mesmo que os interlocutores se achem no meio do deserto do Saara.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bran, o viajante do tempo, de Heloisa Prieto

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a história do folclore celta contido no livro: Lá vem História da Heloisa Prieto.

Bran era um grande navegador da Irlanda antiga. Certo dia ele encontrou uma linda varinha de prata. Então reuniu seus homens e balançou a varinha para testar se ela possuía algum poder mágico. No mesmo instante, surgiu ao seu lado uma jovem belíssima. Ela entoou uma melodiosa canção em que descrevia as maravilhas do mundo de onde viera. Nascera nas ilhas encantadas do Outro Mundo, nas quais não há tristeza ou sofrimento. Quando sua voz se calou, todos continuaram imóveis diante de tamanha surpresa, e, antes que alguém pudesse impedi-la, a jovem tirou a varinha das mãos de Bran, fez com ela um gesto e desapareceu.
Apaixonado pela jovem, Bran reuniu sua tripulação e imediatamente partiu numa viagem em busca das ilhas encantadas onde morava sua amada. Depois de muito navegar, a nau de Bran atravessou o limiar do mundo real e penetrou nas águas enfeitiçadas do universo mágico. As ondas do mar transformaram-se em flores e árvores aquáticas. Logo em seguida a nau de Bran chegou à ilha da Felicidade, e todos ficaram deslumbrados com sua grande beleza. Mas era difícil atracar, pois o mar estava muito bravio. Bran avistou sua amada e acenou-lhe. Ela então lançou uma corda mágica ao navio, que se amarrou à proa e o puxou até o porto.
Bran e os tripulantes do navio se casaram om as moças da ilha, exceto um, que queria regressar à Irlanda porque sentia saudade da namorada. O tempo foi passando e, embora Bran e seus amigos tivessem a impressão de que se encontravam na ilha havia apenas poucos meses, muitos anos tinham se passado.
Quando Bran voltou à terra natal para levar o amigo que não se casara, percebeu que tudo estava mudado. Havia uma estátua dele no meio do porto: Bran se tornara uma lenda.
- Fique conosco- disse ele ao amigo-, não desça do navio. Tudo mudou, estes são outros tempos. Venha, precisamos retornar à ilha mágica. Mas o amigo ignorou seus conselhos, lançou-se ao mar e nadou até a praia. Porém assim que fincou pé na areia, seu corpo se transformou numa estátua de cinzas que rapidamente se desvaneceu.
Os olhos de Bran encheram-se de lágrimas. "E se eu me perder no mar? E se não conseguir regressar à ilha?, pensou. Mas, nesse mesmo momento, a corda mágica de sua amada enroscou-se na proa da embarcação e Bran foi levado de volta à ilha da Felicidade, onde continua a viver até os dias de hoje.


O enredo de Orfeu, com Gabriel o Pensador

Na 256° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 19 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos no encerramento da programa, a música: O enredo de Orfeu com Gabriel o Pensador.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Na 255° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER


Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 cujo tema foi marchinhas de carnaval, apreciamos na abertura do programa a marcha rancho: Ô abre alas! autoria da maestrina Chiquinha Gonzaga.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A alma encantadora das ruas, João do Rio

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a leitura da crônica: Cordões de João do Rio.


Marchinha de Carnaval: Balancê, na voz de Carmem Miranda- 1937


Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 98,0 apreciamos a marchinha de carnaval: Balancê, na voz da Carmem Miranda.

Marchinha de Carnaval:Turma do Funil, com os Vocalistas Tropicais- 1956

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a marchinha de carnaval: Turma do Funil com os Vocalistas Tropicais.

Marchinha de Carnaval: Taí na voz de Carmem Miranda


Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a marchinha de Carnaval: Tai, na voz da inesquecível Carmem Miranda

Marchinha de Carnaval: Odalisca, na voz de Nelson Gonçalves,1947

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a marchinha de carnaval: Odalisca na voz de Nelson Gonçalves.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Marchinha de Carnaval: Confete com Francisco Alves, 1952

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a marchinha de carnaval: Confete na voz do cantor das multidões, Francisco Alves.

Confete

Pedacinho colorido de saudade

Ai, ai, ai, ai

Ao te ver na fantasia que usei

Confete, confesso que chorei.

Chorei, porque lembrei

O carnaval que passou,

Aquela Colombina,

Que comigo brincou!

Ai, ai, Confete

Saudade, do amor que se acabou.

Marchinha de Carnaval: Bandeira Branca com Dalva de Oliveira, 1970

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a marchinha: Bandeira Branca com Dalva de Oliveira.

Bandeira Branca, Amor
Não posso mais
Pela Saudade
Que me invade
Eu peço Paz.
Saudade mal de amor, de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira Branca
Eu peço paz.



O Morcego de Lima Barreto

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a crônica: O Morcego de Lima Barreto.


O carnaval é a expressão da nossa alegria. O ruído, o barulho, o tantã espancam a tristeza que há nas nossas almas, atordoam-nos e nos enche de prazer.

Todos nós vivemos para o carnaval. Criadas, patroas, doutores, soldados, todos pensamos o ano inteiro na folia carnavalesca.

O zabumba é que nos tira do espírito as graves preocupações da nossa árdua vida.

O pensamento do Sol inclemente só é afastado pelo regougar de um qualquer Iaiá me deixe.
Há para esse culto do carnaval sacerdotes abnegados.

O mais espontâneo, o mais desinteressado, o mais lídimo é certamente o Morcego.

Durante o ano todo, Morcego é um grave oficial da Diretoria dos Correios, mas, ao aproximar-se o carnaval, Morcego sai de sua gravidade burocrática, atira a máscara fora e sai para a rua.

A fantasia é exuberante e vária, e manifesta-se na modinha, no vestuário, nas bengalas, nos sapatos e nos cintos.

E então ele esquece tudo: a pátria, a família, a humanidade. Delicioso esquecimento!... Esquece e vende, dá, prodigaliza alegria durante dias seguidos.

Nas festas da passagem do ano, o herói foi o Morcego.

Passou dois dias dizendo pilhérias aqui, pagando ali; cantando acolá, sempre inédito, sempre novo, sem que as suas dependências com o Estado se manifestassem de qualquer forma.

Ele então não era mais a disciplina, a correção, a lei, o regulamento; era o coribante inebriado pela alegria de viver. Evoé, Bacelar!

Essa nossa triste vida, em país tão triste, precisa desses videntes de satisfação e de prazer; e a irreverência da sua alegria, a energia e atividade que põem em realizá-la, fazem vibrar as massas panurgianas dos respeitadores dos preconceitos.

Morcego é uma figura e uma instituição que protesta contra o formalismo, a convenção e as atitudes graves.

Eu o bendisse, amei-o, lembrando-me das sentenças falsamente proféticas do sanguinário positivismo do senhor Teixeira Mendes.

A vida não se acabará na caserna positivista enquanto os "morcegos" tiverem alegria...

Correio da Noite, Rio, 2-1-1915.


Marchinha de Carnaval: Estão voltando as flores, na voz da Dalva de Oliveira- 1961

Na 255° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 12 de fevereiro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a marchinha de carnaval: Estão voltando as flores com Dalva de Oliveira, uma composição do ano 1961.

Vê, estão voltando as flores

Vê, nessa manhã tão linda

Vê, como é bonita a vida

Vê, há esperança ainda

Vê, as nuvens vão passando

Vê, um novo céu se abirndo

Vê, o sol iluminando

Por onde nós vamos indo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Na 254° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 254° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 5 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos na abertura do programa o poema: Seu Zé da esteira da artista visual e escritora Amália Grimaldi contido no livro: Quando.

Seu Zé da esteira

Oito esteiras pedidas...
Medidas as varetas
Cortadas as palhetas
Algumas, do dendê
outras, da piaçava...
Ferramenta de trabalho,
presença cotidiana
o "estendar" e as tramas,
trançadas e tecidas...
Oito crianças tinha...
Mulher nova era a sua...
Nas palafitas viviam...
Coleta- sem pressa...
Gostava do que fazia...
Ao mangue disputavam
a comida do dia-a-dia...
De tardinha,
à casa voltavam.
Coleta às costas,
cada um carregando um tanto...
Ao processo da esteira,
toda a família se envolvia...
Seu Zé da esteira
homem trabalhador
vizinho invejoso tinha...
Cobrança de divida foi
Notícia correu de boca em boca...
Deixou orfão o "estendar"
e... uma vaga, lá no manguezal.



Chico Science

Na 254° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 5 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 homenageamos o músico Chico Science ( Francisco de Assis França) " que conseguiu organizar um movimento que fez da quarta pior cidade do mundo, no começo dos anos 1990, um centro de ebulição cultural" ( Segundo a revista BRASIL almanaque de cultura popular fevereiro de 2011) . O movimento Manguebeat.

BG: The Dead Billies

Na 254° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 5 de fevereiro de 2012, das 8 ás 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos como BG uma das músicas da banda baiana The Dead Billies de rockabilly liderada pelo carismático vocalista Moscabily seguidos por Morotó Slim, Joe Tromondo e Rex.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Clareira, de Adélia Prado



Na 254° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 5 de fevereiro de 2012 das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 desfrutamos da beleza da poesia de Adélia Prado.


Clareira



Seria tão bom, como já foi,

as comadres se visitarem nos domingos.

Os compadres fiquem na sala, cordiosos,

pitando e rapando a goela. Os meninos,

farejando e mijando com os cachorros.

Houve esta vida ou inventei?

Eu gosto de metafísica, só pra depois

pegar meu bastidor e bordar ponto de cruz,

falar as falas certas: a de Lurdes casou,

a daas Dores se forma, a vaca fez, aconteceu,

as santas missões vêm aí, vigiai e orai

que a vida é breve.

Agora que o destino do mundo pende do meu palpite,

quero um casal de compadres, molécula de santidade,

pra eu sobreviver.


Adélia Prado retirado do livro Bagagem

Escutamos Bidê ou Balde

Na 254° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 5 de fevereiro de 2012, das 8 às 9 da manhã de domingo, transmissão Rio Una FM 87,9 apreciamos a música: Me deixa desafinar com a banda de rock brasileira Bidê ou Balde, formada no ano de 1998 na cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul.