sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Eu tenho um sonho de Martin Luther King



A apresentadora Celeste Martinez com o livro: O jovem Martin Luther King de Christy Whitman



Na 334º edição do Alacazum palavras para entreter que foi ao ar no dia 5 de janeiro de 2014, das 8 às 9 h da manhã de domingo, transmissão ao vivo 87,9 Rio Uma FM, cujo tema, versou sobre “Sonho”, relembramos fragmentos do discurso do jovem líder negro Martin Luther King, cujo mote: Eu tenho um sonho, proferido no dia 28 de agosto de 1963, na capital norte-americana, com mais de 300 mil pessoas, entre brancos, negros, estudantes, donas de casa, agricultores, cantores, que vieram em caravanas do norte, sul, leste e oeste do país, se reuniram na ladeira do monumento de Washington e seguiram até o memorial Lincoln.

‘Há cem anos, um grande americano, cuja sombra simbólica aqui se projeta sobre nós, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que haviam se consumido nas chamas da injustiça. Chegou como uma alvorada para encerrar a longa noite de seus cativeiros.
Porém, passados cem anos, o negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do negro ainda é tristemente invalidada pelos grilhões da segregação e cadeias da discriminação. Cem anos depois, o negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontra exilado em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para discutir essa vergonhosa condição.
 De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para cobrar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Essa nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade.
Hoje é obvio que aquela America não pagou essa nota promissória. Em vez de honrar aquela obrigação sagrada, a America deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com “ fundos insuficientes”. Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidades nesta nação. Assim, nós viemos trocar esse cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar aas riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar a America dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.

(... ) fragmento do discurso de Martin Luther King




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