quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Rádio Clube de Valença AM 650 Khz

Gilson Cícero, técnico em Gravação da Rádio Clube de Valença AM 650 Khz

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008, concluímos o tema do domingo anterior quando falamos sobre a breve história da rádio AM no Brasil contextualizando o retorno das atividades da Rádio Clube de Valença AM 650 Hkz. Neste segundo momento, escutamos o depoimento do técnico em gravação Gilson Cícero, que nos brindou com importantes informações sobre as nomeclaturas AM e FM e também optou pela música: "As muralhas do teu quarto são bem altas mas eu posso te alcançar" interpretada pelo cantor brasileiro Vando, para recordar estes momentos da história da rádio AM no Brasil.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

As muralhas do teu quarto são bem altas mas eu posso te alcançar




Quero ser pra sempre seu grande herói um
valente cavaleiro invadindo teus domínios de
paixão
Tipo Dom Quixote ou Dartagnan
Conquistando teus moinhos
Me perdendo nos caminhos do teu coração
Quero ser assim, teu aventureiro
O velho companheiro
Súdito leal pra toda vida
O amante verdadeiro
Que te abraça e que te abriga
Na tua fortaleza
Noite fria ou quente
Eu chego de repente disfarçado de luar
As muralhas do teu quarto são bem altas mas eu posso te alcançar
Beleza, encanto
Teu carinho eu quero tanto
É o tesouro que eu preciso conquistar
Beleza, riqueza sem fim
Desafio toda guarda do castelo
E vou buscar você pra mim
Autores: Marquihos/ Gilson Mendonça/ Person
Canta: Vando

Mostra Fotográfica BICHO DE RUA

O ALACAZUM recebeu mensagem eletrônica da Fernanda Melonio que diz o seguinte:

Com o objetivo de conscientizar adultos e crianças, a exposição fotográfica "Bicho de Rua" procura mostrar um lado de nossas cidades a que geralmente não damos atenção: animais que vivem nas ruas, ou mesmo em casas, mas que não são tratados com o devido respeito e dignidade.


Longe de ser apenas uma exposição fotográfica, é uma campanha de cidadania que procura mostrar às pessoas a importância da adoção de um bicho de rua e o quanto este ato requer responsabilidade, amor e consciência. Ao sair de uma situação de abandono e desprezo para o convívio e aceitação em um lar, os animais conseguem demonstrar, tanto quanto os seres humanos, a felicidade, gratidão e paz de um relacionamento respeitoso.


A exposição conta com fotografias de Carolina Leipnitz, Ivânia Trento, Eduardo Wagner Costa, Aline Gobbi, Heinz Schnack, Daniele Ferrari Spohr e Fernanda Melonio. O evento será feito em benefício da Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis (APASFA) e tem o patrocínio de Maria da Graça Simões Castoldi, H. Meyer, Blog JazzMan! e Fruteira Casa Velha.http://bichoderua.carbonmade.com/

Agenda Internacional ALACAZUM

Aos Domingos das 20h às 21h POPULAR FM 90.9MHz (Lisboa) ou em http://www.popularfm.com/


Na emissão do passado Domingo, dia 23 de Novembro, demos início ao passatempo que irá oferecer no dia 21 de Dezembro um pacote de dez CDs com dez emissões diferentes do Radionovela. Apurámos assim, o primeiro finalista. Nas próximas três emissões iremos continuar a apurar mais ouvintes. Recordámos ainda novelas, como Barriga de Aluguer, Tieta, Pantanal, A Outra, Raínha da Sucata entre outras...


Ouve aqui a emissão do dia 9 de Novembro de 2008.
http://www.zshare.net/audio/51805518cab805e7/

Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.
http://www.zshare.net/download/51805518cab805e7/

2° momento ALACAZUM



Brindando o segundo momento, após leitura do conto: "A tirana"da escritora brasileira Dinah Silveira de Queiroz, escutamos a música: Alegria Alegria na interpretação do cantor e compositor baiano Caetano Veloso.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A TIRANA

Na 103° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER fizemos a leitura do seguinte texto:

Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria, seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito. Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos aqueles patifes, e agora chegara o seu momento. Sua casa era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina mais feroz.
Durante anos conseguiu ser mais elogiada, adulada, festejada do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com os novos elementos, com os estranhos entrando na família, começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em companhia da mãe, sem te coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Sua cama não fora desfeita, Em cima da mesa de cabeceira estava o bilhete: “Mamãe – A senhora não quer minha mulher- eu também vou embora”. Era a revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou a almoçar tranquilamente as suas saladas.
Depois, como conseqüência da insubordinação, houve a debandada. Os filhos e os netos se arranjaram como puderam, fora de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete. Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava. Só lhe faltava – e como doía! – o povo oprimido, que só de povo oprimido vivem os governantes de vocação, e ela tinha o governo na massa do sangue. No seu isolamento, já velha, a senhora arquitetava planos. Por fim, decidiu-se. Alugaria os quartos vazios. E por um aluguel tão barato, que os inquilinos lhe seriam gratos até pelas zangas. Pôs anúncios, escolheu com delícia requintada as novas vítimas, e em breve tinha a casa povoada.
- Muito melhor ter inquilinos do que filho para se mandar- pensava, uma musiquinha alegre e marcial entoando por dentro. Agora, aos oitenta e três anos, ela ainda tinha bons ouvidos. Sabia muito bem que os inquilinos falavam mal de seu gênio. Falavam, por trás, espumavam de raiva, mas continuavam fazendo corte fingida. Isso ela não podia permitir, esses desabafos. Arranjou empregado – espiões que lhe contavam as conversas: - “Quem quiser morar em minha casa me deve respeito também nas ausências- esbravejava. Mas, no meio daquele rebanho de pessoas que ela dominava, havia uma a quem seu poder não alcançava. Era um saudável americano, sempre lépido, sempre jovial, que recebia visitas de patrícios, e com eles dava gargalhas estrondosas. Aquelas risadas eram um punhal em seu coração.
-Será que ele está rindo de mim? Mas por que esse diabo anda tão contente? Que alegria sem quê nem pra quê é essa?
A verdade é que o americano fugia do seu domínio, pois em sua língua se refugiava se banhava, se confortava e se retemperava. Com ele nem espião dava certo. E a velhinha, aos oitenta e três anos põe os óculos, procura a seção de anúncios no jornal e acerta a primeira aula com um professor de inglês: - Olhe aqui, mister. O senhor tem que me arranjar aulas diárias. Preciso aprender inglês, bem depressa, para saber, afinal, se o danado do americano ainda falando de mim!
Aos oitenta e três anos, a velhinha se propõe a estudar, no entusiasmo de conquistar a última praça d´armas.Foi o próprio professor quem desfiou esse reconto da senhora tirana. Diz ele que a dama já conseguiu traduzir umas coisinhas que o americano murmura, de dentes cerrados.

Dinah Silveira de Queiroz – Livro: SELETA

Jovem Guarda


Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008, concluímos o tema do domingo anterior falando sobre a breve história da rádio AM no Brasil -década de 60, época em que se vive no Brasil o fenômeno da Jovem Guarda. A jovem guarda, encontrava no Rádio AM um espaço complementar ao da TV. Este também é o momento em que surgem locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo; com destaque para Haroldo de Andrade da Rádio Globo AM (RJ). Se popularizam os programas esportivos e policiais, com destaque para “Cidade contra o Crime”, da super Rádio Tupi, apresentado por Samuel Correia, falecido em 1996.

Big Boy


Nesta década de 60, outra Rádio AM (RJ) se tornava um marco do gênero, a rádio Mundial AM do sistema Globo de Rádio que em seus quadros tinha o lendário DJ BIG BOY depois repórter do Jornal “Hoje”(Rede Globo) e coordenador de Eldo Pop FM, Rádio de Rock dos anos 70. BIG BOY faleceu de ataque cardíaco em 1977. Foi ele quem contribuiu para a divulgação da música norte-americana no Brasil.

Ditadura Militar



É nesta época também que o Brasil vive o golpe militar de 1964 e é instituído o Ato Institucional n° 5 ou AI 5 que determinava censura total a imprensa e revogava as punições ao abuso de poder das autoridades policiais e militares.

O livro: “ 1968: o ano que ainda não acabou” de Zuenir Ventura contém relatos detalhados sobre as reuniões que resultaram neste Ato Institucional que durou 10 anos e custou a vida de muita gente. Na mesma época do AI-5, o governo Costa e Silva investiu no surgimento do rádio FM, que em regiões mais desenvolvidas (capitais do Sul e Sudeste) seguia o formato musical sisudo e tocando musak (a chamada música ambiente, orquestrada mas sem compromissos eruditos), música romântica e música clássica, algo como uma linhagem ortodoxa do "adulto contemporâneo" (a trinca Ray Conniff, Bee Gees e Filarmônica de Londres, só para citar três exemplos dessas tendências). Nas outras regiões, as FMs passavam clones de programação de rádio AM nos horários de pico e nas horas vagas tocavam música popular e artistas oriundos da Jovem Guarda, que já eram tidos como "caretas" pelos jovens da época.

"Sintonia" com Moraes Moreira



Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, concluímos o tema do domingo anterior quando falamos sobre a breve história da rádio AM no Brasil contextualizando o retorno das atividades da Rádio Clube de Valença AM 650 Hkz. Neste primeiro momento, escutamos o depoimento do jornalista policial Roberto Melo que nos brindou com curiosidades do inicio de sua carreira e fatos marcantes que ele presenciou. A música que marcou a sua carreira profissional foi: "Sintonia" com Moraes Moreira.

Breve história da rádio AM no brasil – década de 70

O rádio AM, que era tido como "subversivo" em 1969, nos anos posteriores a 1974, quando a ditadura se afrouxou, através do governo Ernesto Geisel, passou a ser considerado como o rádio de "brega". Apesar disso, sua popularidade e credibilidade continuavam intatas e a juventude ainda ouvia as emissoras AM.Em 1970, o locutor Edmo Zarife (falecido em 1999, quando pertencia ao quadro de locutores da Globo AM / RJ) gravou a célebre vinheta "Brasil", que até hoje é usada quando o Brasil vence em qualquer modalidade esportiva, seja futebol, tênis, Fórmula Um, vôlei, etc.. A princípio a vinheta era usada apenas para a Copa do Mundo do México, mas imediatamente ela se popularizou.


Locutores como Paulo Giovani, Paulo Barbosa e Paulo Lopes se tornariam os "paulos" de grande prestígio do rádio AM. Desses três, só o primeiro não atua mais no rádio, trabalhando hoje como publicitário e empresário, mas mesmo assim sendo uma grande referência do rádio AM até hoje.Nessa época se destacava também a então repórter do programa "Fantástico" (Rede Globo de Televisão), Cidinha Campos. Ela se consagrou, nos anos 70 e 80, como apresentadora do "Cidinha Livre", que incluía debates, variedades e até um quadro em que ela fazia críticas à Rede Globo, comentando seus programas.O rádio FM ganhava força na segunda metade dos anos 70, naquele mesmo esquema citado acima, só que competindo com outros perfis. Havia o perfil "rádio rock", de caráter experimental, feito pelas rádios Eldorado FM (vulgo Eldo Pop, RJ), e Excelsior FM (SP), e o perfil "pop eclético", predominantemente festivo, lançado pela Rádio Cidade (RJ), em 1977 (infelizmente a Rádio Cidade hoje renega este perfil, através de um arremedo de milésima categoria de rádio de rock).


Entre os anos 60 e 70, uma emissora AM já abraçava o perfil rock, a Federal AM, do grupo de Adolpho Bloch (Manchete) que, ao acabar em 1974, mudando sua sede de Niterói para o Rio de Janeiro, virou Manchete AM.O perfil popularesco, influenciado pelos programas de auditório (Chacrinha, Edson "Bolinha" Curi, Raul Gil, Silvio Santos), passava a ser formatado em FM, e uma das primeiras emissoras foi a 98 FM (RJ), que passou a ocupar o mesmo espaço da agonizante Eldo Pop.

Breve História da Rádio AM no Brasil -Anos 80 / Primeira Metade

A princípio o rádio AM continua com popularidade similar a dos anos 70. Mas o rádio FM avança em popularidade crescente, sobretudo entre os jovens. A segmentação das FMs em estilos musicais diferentes começa a ser uma realidade, com rádios de adulto contemporâneo de diversos níveis, como o pop (que inclui música romântica e disco music) e o sofisticado (somente jazz, blues, soft rock e MPB), além da popularização das rádios de rock a partir da Fluminense FM (Niterói) e 97 FM (ABC paulista), entre outras.Entre os anos de 1984 e 1989, o rádio carioca passava por uma ótima fase que, se não era 100%, era acima da média. A segmentação era seguida com a mínima decência possível, nenhuma FM parasitava o perfil do rádio AM, havia rádios de rock com linguagem realmente rock e repertório abrangente, rádios light com repertório light, e rádios pop que não conseguiam convencer com suas posturas pseudo-alternativas, o que lhes impedia de avançar na postura pseudo-roqueira. Ah, e o rádio AM tinha sua audiência consolidada, sua programação diversificada que praticamente não incluía pregações evangélicas de baixo escalão.

Anos 80 / Segunda metade - O rádio AM, em 1985, sofre um duro golpe, tanto pelo esnobismo de adolescentes de classe média, que tinham preconceito a coisas antigas, quanto pela politicagem, através das concessões de rádio e TV promovidas pelo governo de José Sarney a todos aqueles que, políticos ou não, apoiavam o esquema de politicagem da direita brasileira. Assim, muitos donos de rádio FM, que não tinham (nem têm) competência para controlar rádio, acabaram por fazer expandir os arremedos de rádio AM nas FMs, acostumando mal a audiência a ouvir "rádio AM" diluído e em som de FM. Começaram as primeiras queixas sobre o som do rádio AM, de que seu som é ruim pra baixo. Na verdade, rádio AM só tem som ruim em duas condições: primeira, quando os equipamentos de som ou radiotransmissores não conseguem uma sintonia decente do rádio AM devido a constantes chiados, "pipocamento" e péssima recepção (os aparelhos de som atuais são terríveis nesse sentido); segunda, quando as emissoras AM possuem baixa potência, muitas por próprio desleixo de seus donos, completos sovinas, ignorantes e leigos em rádio.A Rádio Jornal do Brasil AM, ou apenas JB AM, do Rio de Janeiro, com sua programação dedicada à música adulta sofisticada e ao jornalismo, chegando a ter um programa de jazz apresentado pelo humorista (e conhecedor de música) Jô Soares, chegou a ter qualidade de estéreo, com sonoridade dolby e grande potência. Curiosamente, uma FM pirata de Salvador (BA), em 1990 repassava o som da JB AM, com programação mais musical e qualitativa que a Band FM local (ainda conhecida na Bahia com o pomposo nome de Rádio Bandeirantes), que parecia bem mais uma rádio pirata com programação tipo rádio AM. A "JB AM" era vizinha justamente dessa Band FM.

Saxofone porque chora” com Abel Ferreira



“Brindando a terceira e última parte da entrevista do senhor Nono, escutamos a música: "Saxofone porque chora” com Abel Ferreira.

103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008, través da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM fizemos neste quinto momento uma singela homenagem ao senhor Claudionor Gomes Souza, popularmente conhecido por senhor Nono, que reside no bairro da Vila Operária da cidade de Valença, Bahia, ele que participou por muitos anos da orquestra Filarmônica 24 de outubro. Homenageando ao senhor Nono, o ALACAZUM, enlarguece homenagem e reconhecimentos a todos os que fizeram e continuam fazendo a história da orquestra Filarmônica 24 de outubro. Inicia-se desta forma mais um quadro do programa ALACAZUM que é o resgate da memória coletiva da cidade de Valença, Bahia. “Porque ao entrar em contato com a história do local onde vive, o ser humano, entra em contato com sua própria história. Ao preservar, a sua história, preserva a história de seu grupo social, desenvolvendo um processo de identidade social e cultural”. A entrevista foi realizada a 5 meses atrás, período em que a Rádio Clube de Valença esteve fora do ar ( via rádio freqüência) Contamos com a colaboração da Bia, filha do senhor Nono (que foi quem agendou entrevista e organizou para que tudo ocorresse bem) contamos ainda com a colaboração do jovem Web Desing Gugui Martinez que fez a edição. Privilegiaremos as pessoas de terceira idade com mais de 70 anos, nas seguintes profissões: engraxates, alfaiates, barbeiros, carpinteiros, doceiras, agricultores, artesãos, artistas navais, operários da fábrica, feirantes, educadores, políticos, escritores, etc.

Sociedade Filarmônica União Sanfelixta da cidade de São Félix,Cachoeira, Bahia



Brindando a segunda parte da entrevista do senhor Nono apreciamos Ana Tereza (Jazz) da Sociedade Filarmônica União Sanfelixta da cidade de São Félix,Cachoeira, Bahia.

Homenagem ao Senhor Claudionor Gomes Souza



O senhor Nono reside na Vila Operária a mais de 60 anos. O surgimento da Vila Operária nasceu com a fábrica de tecidos. A Vila Operária, da fábrica Nossa Senhora do Amparo, foi construída num dos períodos mais prósperos daquela industria, sete anos após ter sido ampliada com a incorporação dos filatórios da Fábrica Todos os Santos. Foi no ano de 1919, na administração do engenheiro Raul Malbouisson. A primeira etapa das obras foi contratada com o engenheiro Eurico Coutinho. Em 1922, inaugura-se a primeira etapa da Vila com 143 casas. Em 1928, amplia-se e mais 23 casas são cedidas aos operários, mediante módicos aluguéis. Em 1934, inaugura-se uma nova escola, uma creche e um jardim de infância que são confiados às irmãs franciscanas. No ano de 1971, a Companhia Valença Industrial em colaboração com a Prefeitura efetua o calçamento da Vila Operária.

História da Filarmônica no Brasil



A Filarmônica 24 de outubro, foi fundada no dia 25 de março de 1932, conforme informações obtidas pelo senhor Nono. Em 2 de junho de 1975, foi considerada de utilidade pública do Estado, pelo decreto lei n° 3.831 de 24 de setembro de 1980. Segundo o professor Alfredo José Moura de Assis “A história das sociedades filarmônicas brasileiras remota ao período em que D.João VI chegou ao Brasil. Acompanhando a corte estava a banda da armada real de Portugal- um conjunto musical militar muito conhecido na Europa. Segundo a Wikipédia (biblioteca eletrônica) uma orquestra é um agrupamento instrumental, utilizado sobretudo para a execução de música erudita. A orquestras completas, dá-se o nome de “orquestra sinfônica” ou “orquestras filarmônicas”. Quanto ao uso destes prefixos o que os distingue, é a maneira como é mantida. A orquestra filarmônica, é mantida por instituição privada enquanto a sinfônica, por instituição pública.

19 de abril da Lira Filarmônica Manoel Clemente da cidade de Nazaré das Farinhas.



Brindando a primeira parte da entrevista do senhora Nono apreciamos o dobrado 19 de abril da Lira Filarmônica Manoel Clemente da cidade de Nazaré das Farinhas.

Homenagem ao senhor Claudionor Gomes Souza


O senhor Claudionor Gomes Souza (Sr. Nono) reside na Vila Operária a mais de 60 anos, mesmo tempo em que está casado com a senhora Beatriz Souza. Foi operário da fábrica- a Companhia Valença Industrial – primeiramente, chamava-se Fábrica Todos os Santos – primeira grande industria instalada na Bahia e uma das mais importantes do país à época. Foi projetada e instalada pelo engenheiro norte-americano Carson, convertendo a força hidráulica do rio Uma em energia cinética, através de rodas d ´água. Mais tarde, o engenheiro, Augusto Frederico de Lacerda, formado nos Estados Unidos da América e responsável por outros notáveis projetos de engenheiros como o elevador hidráulico da Conceição em Salvador- moderniza a industria com a instalação de turbinas geradoras e motores elétricos.

7° momento ALACAZUM



Brindando o sétimo momento após leitura da crônica: O pombo Enigmático de Paulo Mendes Campos , escutamos a música: “Deusa do Amor” na interpretação do cantor e compositor brasileiro Moreno Veloso.


103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008 através da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, instigamos o público com o canto do Sábia e contamos neste sexto momento com a participação do ouvinte-leitor Rogeris, pai e Rogeris filho do bairro da Urbis; Naira do centro; Taís do bairro do Tento; Edvando Santos da Fazenda São Estevão em Feira de Santana, Bahia. “Apreciamos a leitura da crônica: O pombo Enigmático” do escritor brasileiro Paulo Mendes Campos.

O pombo enigmático

Paulo Mendes Campos

Na inelutável necessidade do amor (era quase primavera), pombo e pomba marcaram um encontro galante quando voavam e revoavam no azul do Rio de Janeiro. Era bem de manhãzinha.

-Às quatro em ponto me casarei contigo no mais alto beiral – disse o pombo.

- Candelária? – perguntou a noiva.

- Do lado norte – respondeu ele.
- Tá – assentiu com alegria e pudor a pomba.

Pois, às quatro azul em ponto, a pomba pontualíssima pousava pensativamente no beiral. O pombo? O pombo não.

A pombinha, que era branca sem exagero, arrulhava, humilhada e ofendida com o atraso, contemplando acima do campanário todas as ossibilidades da rosa-dos-ventos. Mas na paisagem do céu voavam só velozes andorinhas garotas, porque as andorinhas mais velhas enfileiravam-se nas cornijas, pensando na morte, como gente fina, lá dentro, nos dias solenes de missa de réquiem.

Quatro e dez. Quatro e um quarto. Uma pomba sozinha, á mercê quem sabe de um gavião, lendário mas possível. Sol e sombra. Como custa a passar um quarto de hora para uma noiva que espera o noivo no mais alto beiral. Como a brisa é triste. Como se humilha em revolta a noiva branca.

Ah, arrulhou de repente a pomba, quando distinguiu, indignada, o pombo que chegava, o pombo que chegava caminhando pelo beiral mais alto, do outro lado, lá onde, um pouco além, gritavam esganadas as gaivotas do mar pardo do mercado. Irônica, perguntou a pomba:

-Perdeste a noção do templo?

-Perdão, por Deus, perdão-respondeu o pombo: - Tardo, mas ardo. Olha que tarde!...

- Que tarde? – perguntou a pomba.

- Que tarde! Que azul! Que tarde azul!

-Mas e eu?! – disse a pomba. - Sozinha aqui em cima!

- A tarde era tão bonita – disse o pombo gravemente – a tarde era tão bonita, que era um crime voar, vir voando.

- Mas e eu?! Eu!? – queixava-se a pomba.

- A tarde era tão bonita – explicou o pombo com doce paciência – que eu vim andando, que eu tinha de vir andando, meu amor.

103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008 através da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, instigamos o público com o canto do Sábia e contamos neste sétimo momento com a participação do ouvinte-leitor Júnior, do bairro São Félix; Ana Rita, do bairro da Urbis; Vanessa, do bairro da graça; Antonio do bairro da Graça, cidade de Valença-Bahia. Contamos com a participação da jovem poetiza valenciana Queila Santos, estudante do Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins, da cidade de Valença, Bahia que nos brindou com belos poemas de sua autoria.

Cidade Negra


Após leitura do terceiro poema da jovem poetiza valenciana Queila Santos, escutamos a música: Extra” com Cidade Negra e Gilberto Gil.

Barão Vermelho



Após leitura do segundo poema da jovem poetiza valenciana Queila Santos, escutamos a música: O poeta está vivo” com Barão Vermelho.

Buena Vista Social Club



Após leitura do primeiro poema da jovem poetiza valenciana Queila Santos, escutamos a música: Amor de loca juventud com Buena Vista Social Club.

8° momento ALACAZUM



Brindando o oitavo momento após leitura da poema: “ Vida, Morte e Amor” do radialista esportivo baiano, Nilton Batista, escutamos a música: “Deus lhe Pague” na interpretação do cantor e compositor brasileiro Chico Buarque.

103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008 através da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, instigamos o público com o canto do Sábia e contamos neste oitavo momento com a participação do ouvinte-leitor Valdomiro, residente no Condomínio Novo Horizonte, cidade de Valença-Bahia. Informamos sobre a necessidade de beber água diariamente e seu valor nutricional para o organismo. “Apreciamos a leitura do poema: “Vida, Morte e Amor” do radialista esportivo Nilton Batista ele que faz o programa: ‘Direto ao Assunto” na Rádio Clube de Valença 650 Khz AM.

VIDA, MORTE E AMOR



Autor: Nilton Batista- radialista esportivo baiano

Tenho tudo e nada tenho,
Sou feliz, sou infeliz
Vejo tudo e nada olho
Sou água, sou óleo
Sou vida, sou morte
Sou o começo do que já teve fim
O inicío do que ainda nem veio
Sou bicho, sou gente, sou pássaro
Sem você nem sei quem sou
Sou o resto da sobra
Indeciso sem caminho
Criança sem colo
Morador sem vizinho
Alguém no mundo buscando seu mundo
Tentando se achar
Sem saber como e onde
Sou festa, tenho tudo
Mas que pena nada mais resta
Até o sol desistiu
A lua nem quis aparecer
Agora estou sozinho
Morto, vivo, me desculpe
Eu já vou
O que me importa é que tudo passa
Mas o amor fica
O amor nunca abandona
Com ele a vida brota
Onde o deserto já parecia absoluto.




9° momento ALACAZUM



Brindando o nono momento após leitura da poema: “ Caminho” do escritor português Camilo Pessanha, escutamos a música: “Leva eu Sodade” na interpretação de Nilo Amaro e seus cantores de Ébano.

103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008 através da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, instigamos o público com o canto do Sábia e contamos neste nono momento com a participação do ouvinte-leitor Werson, residente na segunda travessa de Fátima, bairro do Lava-Pés, cidade de Valença-Bahia. Escutamos a segunda parte da entrevista do artesão baiano Manu Val, recém chegado a cidade de Valença-Bahia e que gentilmente concedeu entrevista para o ALACAZUM e apreciamos a leitura do poema: Caminho de Camilo Pessanha, considerado como a maior expressão do Simbolismo em Portugal.

Caminho



I

Tenho sonhos cruéis; n' alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...




Saudade desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...




Porque a dor, esta falta d' harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d´agora,



Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.



Pessanha, Camilo. ‘Caminho'. Apud: Amora, Antonio Soares. Presença da Literatura Portuguesa. V. IV Simbolismo. São Paulo, DIFEL, 1969, pág. 77.



10° momento ALACAZUM



Brindando o décimo momento após leitura da crônica: A cidade de Óbvio do escritor brasileiro Luis Fernando Veríssimo, escutamos a música: “Brasil Pandeiro” com os Novos Baianos.

103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 103° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER que foi ao ar no dia 23 de novembro de 2008 através da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, instigamos o público com o canto do Sábia e contamos neste décimo momento com a participação do ouvinte-leitor Domingos Agenor dos Passos, morador da rua Emílio Café no bairro da Urbis, cidade de Valença-Bahia. Escutamos a segunda parte da entrevista do artesão baiano Manu Val, recém chegado a cidade de Valença-Bahia e que gentilmente concedeu entrevista para o ALACAZUM. Apreciamos a leitura da crônica: A cidade do Óbvio de Luis Fernando Verissimo. A professora Socorro, residente no Bairro da Graça participou do programa quando da contribuição de informações referentes ao Novo Acordo Ortográfico, artigo retirado da revista Correio do dia 16 de novembro de 2008. O Novo Acordo Ortográfico entra em vigor no ano que vem, mas só será cobrado oficialmente a partir de 2013. No entanto, todos devem começar a se preparar para as mudanças da língua portuguesa, principalmente quem participa de concursos públicos.


A cidade de Óbvio

É fácil localizar a cidade de Óbvio. Ela fica exatamente onde você esperava que ela ficasse e, inclusive, está identificada no mapa pela palavra “Óbvio”. Quem for de carro deve seguir as indicações na estrada até chegar onde quer ir: é Óbvio. Pode-se ir de ônibus, tendo o cuidado de pegar um ônibus que não vá para outro lugar, ou de trem, desde que se desça na estação certa. O nome da cidade, Óbvio, está escrito na estação com letras. Se o nome na estação for outro, não é Óbvio. É claro.

Em Óbvio tem uma praça central onde ficam a igreja matriz e a prefeitura. A igreja é usada para missas, enquanto a administração da cidade se concentra, convenientemente, na prefeitura.

Apesar de uma certa mesmice, as casas de Óbvio, todas feitas com material de construção, se distinguem por certos detalhes arquitetônicos, como janelas e portas que se abrem e fecham. Existem ruas. A cidade é cheia de lugares-comuns.


Em Óbvio conversa-se pouco. Primeiro, porque desde a fundação da cidade ninguém jamais teve um pensamento original e os assuntos se repetem. Segundo, porque as pessoas, quando se encontram, não precisam dizer nada. Em Óbvio está tudo na cara.Óbvio fica logo depois de Evidente para quem vai a Redundância.

Os principais produtos da região são os truísmos e as coisas feitas ali mesmo. Quando a temperatura baixa, faz frio, mas os termômetros sobem quando esquenta.E Óbvio tem uma peculiaridade quanto ao clima. Lá só chove no molhado.


Luis Fernando Veríssimo- cronista, jornalista e publicitário brasileiro. Em suas crônicas, sobressaem o humor e a crítica social.

Mudanças na língua portuguesa não são novidades

Essa não será a primeira vez que os brasileiros vão ter que reaprender a escrever o próprio idioma. Em 1971 houve um outro acordo que tentava diminuir as diferenças entre as grafias de Portugal e Brasil e, nessa época, foram eliminados mais de dois terços dos acentos que causavam diferenças entre as ortografias.

Muitas pessoas só trabalham com prazos, mas o professor Thiago alerta que não é aconselhável deixar para aprender de última hora, uma vez que o nível de complexidade da língua se manteve. “A melhor maneira de aprender a redigir é a leitura”, garante.

Por isso, os educadores são os primeiros a começar a se preparar. Desde já, os professores estão explicando as novas regras, como faz Sidney Lima, 47, que dá aulas de português há 25 anos. Apesar de não concordar com o Acordo, o professor ensina aos seus alunos de cursinhos preparatórios o que muda a partir do ano que vem. No período de transição não se poderá descontar pontos na correção de material onde as regras antigas vigorarem.



Portugueses são contrários ao Acordo Ortográfico

Muitos portugueses não estão satisfeitos com o novo Acordo Ortográfico, mesmo por que serão muitas as regras modificadas em Portugal. Por lá, o poeta e escritor Vasco Graça Mouro lidera um manifesto contrário, junto com outras personalidades do país, pois, para eles, as mudanças privilegiam, sobretudo, interesses dos brasileiros.

Discordâncias no Lançamento de Dicionários

Apesar de as mudanças já terem sido anunciadas, os dois dicionários mais importantes do país – Aurélio e Houasiss – não entraram num consenso sobre as novas regras ortográficas e divergem na nova escrita de algumas palavras. A Academia Brasileira de Letras –ABL já prometeu apresentar uma definição final, mas só em fevereiro.

Atualizações “ on line” para editores de texto

Claro que a informática também terá que se adaptar ao novo Acordo Ortográfico, principalmente os corretores dos editores de textos. A BrOffice.org já lançou um verificador atualizado, disponível no site: www.broffice.org/verotografico. A Microsoft também anunciou a atualização gratuita do pacote Office dentro do prazo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

102° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER

Na 102° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, que foi ao ar no dia 16 de novembro de 2008 cujo tema foi: A breve história do rádio AM no Brasil, apreciamos vários depoimentos dos que fazem a história da Rádio Clube de Valença 650 Khz AM, foram eles: Arnaldo Santana, Dorgival Lemos, Nilton Batista e o sonoplasta "Gato da Bahia". Apreciamos também as belas palavras do professor Dário Loureiro Guimarães, gestor educacional da Faculdade de Ciências Educacionais -FACE - Diretor Geral das Rádio FM e AM da cidade de Valença-Bahia e também liderança política da região do Baixo Sul da Bahia. Foram realizadas leitura do conto de Machado de Assis, "Negritude: questão de consciência", conto de Nivaldo Lariú; poema da escritora Amália Grimaldi; poema de Eugénio de Castro, escutamos diferentes músicas contextualizando as várias décadas da história da rádio AM no Brasil, apreciamos a fruta: melancia e ficamos sabendo do seu valor nutricional e informações do Boletim PNLL.

1° momento do ALACAZUM



Brindando o primeiro momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 102° edição, após falarmos sobre a breve história da rádio AM no Brasil e após leitura do conto: "Cantigas de Esponsais" de Machado de Assis, escutamos a música: "Danúbio Azul" de Johann Strauss .

Datas Importantes

1887 - Henrich Rudolph Hertz descobre as ondas de rádio.
1893 - Padre Roberto Landell de Moura, faz a primeira transmissão de palavra falada, sem fios, através de ondas eletromagnéticas.
1896 - Gluglielmo Marconi realiza as primeiras transmissões sem fios.
1922 - Primeira transmissão radiofônica oficial brasileira.
1923 - Roquette Pinto e Henrique Morize fundam a primeira emissora brasileira Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.É feita a primeira transmissão de rádio em cadeia no mundo, envolvendo a WEAF e a WNAC, de Boston.No dia 30 de novembro é criada a Sociedade Rádio Educadora Paulista - PRA-E.
1926 - John Baird realiza as primeiras transmissões de imagens
1931 - É fundada a PRB 9 - Rádio Record de São Paulo.
No início dos anos 30 o Brasil já tinha 29 emissoras de rádio, transmitindo óperas, músicas e textos instrutivos.
1932 - O Governo de Getúlio Vragas autoriza a publicidadee em rádio.
Ademar Casé estréia seu programa na Rádio Philips. Casé (avô da atriz Regina Casé) criou o 1º jingle do rádio brasileiro: "Oh! Padeiro desta rua/Tenha sempre na lembrança/Não me traga outro pão/Que não seja o pão Bragança..."

1933 - O americano Edwing Armstrong demonstra o sistema FM para os executivos da RCA.
1934 - Criada a Rádio Difusora, apelidada de "Som de Cristal", onde surge o termo "radialista", inventado por Nicolau Tuma.
1935 - Acontece na Alemanha, a primeira emissão oficial de TV.Assis Chateaubriand inaugura em 25 de setembro a PRG-3, Rádio Tupi do RJ.
1936 - Em Londres é inaugurada a estação de TV da BBC.
Ao som de "Luar do Sertão", às 21 horas do dia 12 de setembro, ouvia-se: "Alô, alô Brasil! Aqui fala a Rádio Nacional do Rio de Janeiro!". Surge a PRE-8, adquirida por apenas 50 contos de réis da Rádio Philips.
O ano de 1936 marca também a estréia no rádio de Ary Barroso . Um polêmico narrador esportivo que tocava gaita quando narrava os gols. Tornou-se uma das mais importantes figuras do Rádio. Começou na Rádio Cruzeiro do Sul, do Rio de Janeiro. Apresentador de vários programas de sucesso e compositor da música "Aquarela do Brasil", entre outras.
1938 - Início da televisão na Rússia.
No dia das bruxas, a rádio americana CBS, apresenta o programa "A Guerra dos Mundos", com Orson Welles, que simula uma invasão de marcianos aos Estados Unidos. O realismo era tamanho que uma onda de pânico tomou conta do País. O locutor anunciava: "Atenção senhoras e senhores ouvintes... os marcianos estão invadindo a Terra...". A emissora teve que interromper a transmissão tamanha foi a confusão.
Também em 1938 acontece a primeira transmissão esportiva em rede nacional no Brasil, na Copa de 38, por Leonardo Gagliano Neto, da Rádio Clube do Brasil do RJ.
1939 - O americano Edwin Armstrong inicia operação da primeira FM em Alpine, New Jersey.
Almirante ("a maior patente do rádio!") chamava-se Henrique Foréis Domingues. Fez sucesso nas décadas de 30 e 40. Criou o primeiro programa de auditório do rádio barsileiro, chamado "Caixa de Perguntas". Em 1939, na Rádio Nacional.
1941 - Em 12 de julho, começa a transmissão da primeira rádio novela do País, que foi apresentada durante cerca de três anos, pela PRE-8, Rádio Nacional do RJ. Era a novela "Em Busca da Felicidade" . A seguir foi a vez de "O Direito de Nascer".
Na década de 40 entra no ar o primeiro jornal falado do rádio brasileiro: o "Grande Jornal Falado Tupi", de São Paulo. Surge o noticiário mais importante do rádio brasileir: o "Repórter Esso". A primeira transmissão aconteceu às 12h45min do dia 28 de agosto de 1941, quando a voz de Romeu Fernandez anunciou o ataque de aviões da Alemanha à Normandia, durante a 2ª Guerra Mundial. O gaúcho Heron Domingues marcou a história do rádio apresentando durante anos o "Repórter Esso". Em São Paulo a transmissão era feita pela Record PRB-9. O humorista Chico Anysio começou no rádio, na década de 40, produzindo e apresentando programas, entre eles o "Rua da Alegria", na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. 1942 - Abelardo Barbosa (Chacrinha) surgiu no final dos anos 30, na PRA-8 Rádio Clube de Pernambuco. Em 1942 ele foi para a Rádio Difusora Fluminense. A partir de então ficou conhecido como Chacrinha, pois a emissora ficava numa chácara em Niterói. É criado o "Cassino do Chacrinha". Em 1959 o "Velho Guerreiro" estréia na Televisão.
1946 - Surgem os gravadores de fita magnética, dando maior agilidade ao rádio.
1948 - Na Rádio Nacional faz sucesso o programa "Balança mas não cai".
Num dia 1º de abril, em algum ano próximo à Copa de 1950, o locutor esportivo Geraldo José de Almeida, da Rádio Record, irradia um jogo inteiro do time do São Paulo, que estava excursionando pela Europa. No final da partida um resultado que chocou os torcedores: o São Paulo havia perdido por 7 X 0. No dia seguinte a Rádio Record anuncia que tudo não passou de uma farsa. O jogo nem tinha acontecido. Era brinacadeira do dia da mentira.
1950 - A TV BBC de Londres realiza a primeira transmissão de imagens para além do Canal da Mancha.
É inaugurada oficialmente a primeira emissora de televisão brasileira: TV Tupi de São Paulo, no dia 18 de setembro.
1951 - É inaugurada a TV Tupi do Rio de Janeiro.
1953 -
A cantora Emilinha Borba, que começou na Rádio Cruzeiro do Sul, foi consagrada a "Rainha do Rádio", na Rádio Nacional, em 1953.
1954 - Inventada em 1940 por Peter Goldmark a TV a cores entra em funcionamento..
1962 - Primeira transmissão via satélite.
1962 - Em 27 de novembro, é criada a Associação Brasileira de Rádio e Televisão - ABERT.
1965 - O Brasil é integrado no Sistema Intelsat.
1965 - Inauguração do MIS - Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro
1967 - Criado no dia 25 de fevereiro o Ministério das Comunicações.

Cronologia do Rádio


24 de maio de 1844 - Samuel F. B. Morse envia a primeira mensagem à distância através do telégrafo. O primeiro sistema de comunicação de longa distância que o mundo conheceu.

1850 - O alemão Daniel Ruhmkoff inventa um aparelho capaz de transformar baixa tensão de uma pilha em alta tensão: surge o primeiro emissor de ondas eletromagnéticas.
1853 - O físico australiano Julius Willheim Gintl prova ser possível enviar várias mensagens simultaneamente por uma única linha telegráfica.
1867 - O alemão Siemens cria o dínamo.
1875 - Surge o primeiro serviço permanente de notícias por cabo. No mesmo ano, Alexandre Graham Bell inventa o transdutor magnético, ou microfone.

1893 - O padre e cientista brasileiro Roberto Landell de Moura realizou a primeira transmissão falada, sem fios, por ondas eletromagnéticas. Sua experiência mais importante - praticamente desconhecida do mundo - foi em São Paulo, quando transmitiu por telegrafia sem fio do alto da avenida Paulista para o alto de Sant'Ana. Todos os equipamentos usados forma inventandos pelo próprio Landell de Moura, com patentes registradas no Brasil em 9 de março de 1901.

1900 - Marconi consegue a patente por um processo que permite ao operador do equipamento selecionar um comprimento específico de onda. Em fevereiro deste ano surge a primeira estação comercial, localizada na ilha alemã de Borkum.

1901 - Marconi realiza a primeira transmissão transatlântica. Usando o código Morse, o cientista consegue transmitir entre Poldhu na Comualha britânica e St. John, Newfoundland.

Fonte: http://paginas.terra.com.br/arte/sarmentocampos/Historia.htm

A Mídia Rádio no Brasil

Depois da televisão, o rádio é o meio de comunicação de maior alcance no país. Em 2001, 88% da população do país ouve rádio AM ou FM pelo menos uma vez por semana, segundo pesquisa da Ipsos-Marplan referente ao primeiro semestre de 2001 fita em nove estados brasileiros mais povoados. Segundo dados do Ministério das Comunicações, o Brasil possui aproximadamente 3.000 emissoras de rádio, sendo que distribuídas aproximadamente em 50% para AM e FM. Assim como a televisão, uma emissora de rádio só pode entrar no ar se obtiver concessão do governo federal. Para isso é preciso vencer concorrência publica aberta pelo Ministério das Comunicações ( pelo menos em tese ). A concessão vale por 10 anos e é renovável, mas só tem validade legal após deliberação do Congresso Nacional. Em meados de 2001, o Ministério das Comunicações divulga o seu novo anteprojeto de lei para regular a matéria. A proposta original concentra as decisões no Poder Executivo, o que enfraquece a Agencia Nacional de Telecomunicações ( Anatel ), que em tese é o órgão regulatório do setor.

Aspectos Regulatórios


Segundo a definição da Lei Geral de Telecomunicações do Brasil de 1997, Radiodifusão é o serviço de telecomunicações que permite a transmissão de sons (radiodifusão sonora) ou a transmissão de sons e imagens (televisão), destinado ao recebimento direto e livre pelo público. E a definição legal de OC - Ondas Curtas - é a modulação em amplitude (AM), cuja portadora está compreendida na faixa de freqüência de 5 950 kHz até 26 100 kHz. A outorga para execução dos serviços de Radiodifusão OC, será precedido de um processo licitatório, observadas as disposições legais e regulamentares. Toda a parte referente à utilização do espectro radioelétrico é administrada pela Agencia Nacional de Telecomunicações - ANATEL, conforme definido na Lei Geral de Telecomunicações.Para verificar as rádios legalmente instaladas ou verificar se existe algum canal disponível para utilização, é necessária uma consulta ao Plano Básico de Radiodifusão OC. Este Plano é a relação de canais aprovados pela ANATEL para todo o país com as respectivas características. Atualmente, a ANATEL mantém todas as informações atualizadas na Internet, tais como processos em andamento, consultas públicas e todas as leis e normatizações referentes ao setor de telecomunicações.



Rádio Digital - A Nova Geração


Rádio digital - como a televisão, o radio deverá ter sua versão digital. As radio AM terão a mesma qualidade das atuais FM, transmitindo em estéreo. Por sua vez, as FMs devem oferecer qualidade próxima à dos CDs. Além disto, o mostrador de um aparelho domestico ou de automóvel poderá exibir por exemplo, uma serie de informações adicionais, como o nome das emissoras, cotações de moedas estrangeiras e outras. Disputam o mercado o sistema americano, da empresas Ibiquity, e o europeu, desenvolvido pelo consorcio DRM ( Digital Rádio Mondiale ). Ambos são variantes de um mesmo padrão, o IBOC ( In Band On Channel ). Há ainda o padrão Eureka 147, europeu, que opera em outra freqüência, e o japonês NISDB-T, ainda em desenvolvimento, mas os dois terão dificuldades de aceitação no BRasil, por não permitir a digitalização em FM e AM. O IBOC transmite simultaneamente sinais analógicos e digitais, que facilita a transição das emissoras que operam analogicamente. Por isso, é provável que será o preferido pelos radiodifusões, tanto dos EUA como da maioria dos paises latino-americnos, já que a transição é mais barata e segura.

Ano Nacional Machado de Assis

O Ano Nacional Machado de Assis foi instituído pela Lei nº 11.522 para assinalar o centenário da morte do escritor. O acordo - que prevê o desenvolvimento de ações conjuntas para o Ano Nacional Machado de Assis, em 2008 - foi firmado pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, e pelo presidente da ABL, o ministro Marcos Vinícios Rodrigues Vilaça. Pelo MinC, também estavam presentes na cerimônia o secretário executivo Juca Ferreira e Jeférson Assumção, coordenador-geral do Livro e Leitura.

Cantiga de Esponsais

Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas antigas, que eram todo o recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa cantada; podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles anos remotos. Não lhe chamo a atenção para os padres e os sacristãos, nem para o sermão, nem para as mantilhas das senhoras graves, os calções, as cabeleiras, as sanefas, as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra, que é excelente, limito-me a mostrar-lhes uma cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a orquestra, com alma e devoção.
Chama-se Romão Pires; terá sessenta anos, não menos, nasceu no Valongo, ou por esses lados. É bom músico e bom homem; todos os músicos gostam dele. Mestre Romão é o nome familiar; e dizer familiar e público era a mesma coisa em tal matéria e naquele tempo. “Quem rege a missa é mestre Romão” -, equivalia a esta outra forma de anúncio, anos depois: “Entra em cena o ator João Caetano”, - ou então: “O ator Martinho cantará uma de suas melhores árias”. Era o tempero certo, o chamariz delicado e popular. Mestre Romão rege a festa! Quem não conhecia mestre Romão, com o seu ar circunspecto, olhos no chão, riso triste, e passo demorado? Tudo isso desaparecia à frente da orquestra; então a vida derramava-se pro todo o corpo e todos os gestos do mestre; o olhar acendia-se, o riso iluminava-se: era outro. Não que a missa fosse dele; esta, por exemplo, que ele rege agora no Carmo é de José Maurício; mas ele rege-a com o mesmo amor que empregaria, se a missa fosse sua.


Fragmento do conto: "Cantigas de Esponsais" de Machado de Assis, retirado do livro:" Histórias sem data". Homenagem aos 100 anos de sua morte.

POEMA DA SEMANA - Declamado‏

O poeta português Euclides Cavaco envia a seguinte mensagem:

Olá bons amigos

CONTRIÇÃO , é uma visão poética deste nosso mundo conturbado
manifesta neste soneto que poderá ver em poema da semana ou aqui:http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Contricao/index.htm

Calorosas saudações do amigo
Euclides Cavaco

Agenda Internacional ALACAZUM

O comunicador português Sérgio Teixeira do programa radiofônico: Radionovela de Lisboa- Portugal envia a seguinte mensagem:

Aos Domingos das 20h às 21h POPULAR FM 90.9MHz (Lisboa) ou em www.popularfm.com


Na emissão do passado Domingo, dia 16 de Novembro, a segunda parte foi inteiramente dedicada a temas da novela "A OUTRA", que acabou nesse mesmo dia na TVI.

Na primeira parte, recordámos as novelas Dancin'Days, Desejo Proíbido, Fera Ferida, Floribela entre outras...

Ouve aqui a emissão do dia 16 de Outubro de 2007. http://www.zshare.net/audio/5146309596dafc18/

Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.
http://www.zshare.net/download/5146309596dafc18/


Na emissão do passado Domingo, dia 9 de Novembro, ouvimos nomes da música tais como, Tom Jobim, Elis Regina, Roberta Sá, Diogo Nogueira, Seu Jorge, Alceu Valença entre outros... Ouvimos ainda Pedro Coelho e Lara Afonso e ficámos a conhecer uma das músicas do novo trabalho de Lenine. Tivemos ainda oportunidade de saber alguns do nomeados para a 9ª edição dos Grammy Latino a realizar no dia 13 de Novembro em Houston nos Estados Unidos.
Ouve aqui a emissão do dia 9 de Novembro de 2008.




Para fazer o download do ficheiro mp3 carrega aqui.
http://www.zshare.net/download/51160787e938ac94/

2° momento do ALACAZUM




Brindando o segundo momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, em sua 102° edição, após falarmos sobre a breve história da rádio AM no Brasil- década de 20, leitura do poema: O sonho de Eugénio de Castro, depoimento do radialista Nilton Batista- acompanhado da bela dica de leitura: Pedagogia do Oprimido do Paulo Freire; Leitura do texto: Negritude: uma questão de Consciência; Boletim PNLL, escutamos a música: Apanhei-te Cavaquinho na interpretação da cantora baiana, Baby do Brasil.

Dica de leitura

Nesta 102° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, a dica de leitura ficou a cargo do comunicador Nilton Batista, que nos brindou com um belo depoimento, revelando curiosidades do mundo do rádio. Depoimento este permeado de poesia e magia. A dica de leitura foi: Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire. O ALACAZUM agradece ao radialista Nilton Batista pela participação e pela contribuição literária.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Negritude: Uma questão de Consciência

Quando um 13 de maio se transforma em 20 de novembro



Para nós negros 13 de maio de 1888, representa um golpe no processo da luta dos movimentos que exigiam o fim real da escravidão e do preconceito racial, com a recuperação da cidadania e da dignidade por uma sociedade republicana e democrática no Brasil. A Lei Áurea, bem como as demais leis predecessoras: como Lei do Ventre Livre, ou Lei do Sexagenário, só revelaram o engodo de uma alforria formal, que na prática jogaria o negro na marginalização social. Daí o movimento negro, buscar no 20 de novembro de 1695, data do Combate Glorioso em que Zumbi dos Palmares resistiu até a morte contra o ataque do Poder Imperial da época, nossa verdadeira data de luta por uma sociedade mais justa e sem preconceito racial.

O 13 de maio, fica apenas como o reconhecimento de que o Estado brasileiro tem uma divida moral e monetária para com a população negra. Monetária porque foram mais de duzentos anos de trabalho não remunerado; moral porque a escravidão do negro representa o pior holocausto da sociedade moderna.

Osvaldo José da Silva, retirado do livro: Nossas Raízes Africanas . Organização Vilson Caetano de Sousa Júnior.

Boletim PNLL – Edição nº 129 – 10 a 16/11/2008‏

Projeto fortalece a formação leitora na Bahia


O projeto Pequenos, mas grandes leitores, sediado em Feira de Santana, na Bahia, tem como objetivo enriquecer a formação leitora da comunidade escolar e seus arredores. Integrante do Eixo 3 do PNLL (Valorização do Livro e da Leitura), o programa teve como motivação inicial superar as dificuldades de aprendizagem relacionadas à leitura e à escrita. Ou seja, os alunos liam pouco e não tinham acesso ao livro. Hoje, vinculando a leitura ao prazer e incorporando atividades como a narração de histórias em escolas e campanhas de doação de livros, são atendidas aproximadamente 700 pessoas.

Preço do livro pode subir no próximo ano


Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico, deve acontecer um reajuste de 6% a 12 % nos preços dos livros no próximo ano. O aumento seria resultado de três fatores: crescimento no preço do papel e dissídios dos trabalhadores da indústria gráfica e das editoras que devem ficar acima de anos anteriores. Porém, o consumo de livros não tem previsão de redução em 2009, já que o governo não irá interromper seu programa de compras de livros.

Livros raros são leiloados em Portugal


Está sendo leiloada no Porto (Portugal), parte consagrada à literatura da biblioteca pertencente ao bibliófilo José de Oliveira Bastos. Entre os 2.800 livros, primeiras edições de obras de Eça de Queiróz e Camilo Castelo Branco e exemplares raros de José Régio, Miguel Torga e Antero de Quental. Segundo reportagem da Agência Lusa, registrando a opinião do livreiro Manuel Ferreira, entre os vários núcleos desta biblioteca "o mais notável é, sem hesitação, o de Camilo. Não sendo uma biblioteca camiliana completa, tem algumas das peças mais raras da bibliografia camiliana". Há ainda "o raríssimo Missal Bracarense de Frei Baltasar Limpo, notável monumento litúrgico e tipográfico, impresso em Lyon, França, em 1558, assim como um valioso acervo epistolar, de grande importância para a história da arte em Portugal, dirigido ao investigador Flávio Gonçalves".

Um Sonho

Na messe , que enlourece, estremece a quermesse...
O sol, celestial girasol, esmorece...
E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas, fluindo a fina flor dos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas,cítaras,sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos Graves Suaves...
Flor! enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol,o celestial girasol,esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos,
Flor!à flor destes floridos fenos...
Soam vesperais as Vésperas...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros...
Como aqui se está bem!
Além freme a quermesse...
- Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos
Beijos se beijam,
Flor!à flor dos frescos fenos...
As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros...
Cornamusas e crotalos,
Cítolas,cítaras,sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em Suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos Graves, Suaves...
Três da manhã.
Desperto incerto...
E essa quermesse?
E a Flor que sonho? e o sonho?
Ah!tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz,luz com lumes amenos,
Chora o vento lá fora,à flor dos flóreos fenos...
Eugénio de Castro
Arcachon,12 de julho de 1889.

3° momento ALACAZUM




Brindando o terceiro momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 102° edição, após falarmos sobre a história do rádio AM no Brasil, focalizando a década de 30, escutamos a música: "Carinhoso" na interpretação de Pixinguinha.

Nessa Ontoniel se lenhou

Ói, na moral, cê vai achar que é culhuda, mas certa feita, véspera de São João, tava eu mais Ontoniel, amigo-irmão meu, cumeno água num cacete armado defronte ao Mercado de Itapoã, sentados em dois tamboretes de junto do meio-fio.

Eu tava dando boas gaitadas com a ningrinhagem de Ontoniel, que inticava com um verdureiro, mangando do sujeito na maior descaração porque o tabuleiro das verduras tava todo troncho e armengado, com uns maxixes e uns tomates pecos espalhados por cima dos mói de coentro.

Por trás de Ontoniel, um vira-lata todo fuleiro tirava uma madorna.

Mas cê sabe que menino adora aprontar. Menino tem arte com o cão! Um desassuntado de um galeguinho carregador de feira colocou devagarinho uma bomba de junto do pobre do cachorro e ripou fogo! O vira-lata saiu picado e passou azuretado por baixo do tamborete de Ontoniel, que se desequilibrou e caiu de cabeça no buraco da boca-de-lobo, e ficou enganchado com a cara lá dentro.

Resultado: juntou gente como quê e foi o maior enxame pra desatolar o pobre coitado, que desmentiu os dois braços e ficou com caroara nas pernas e dor de espinjela caída. E ainda se retou quando o tal verdureiro fez:"ô, mais tá! Tinha mais é que se estrompar e lenhar com a boca toda pra mão ter mais como espalitar os dentes nem ficar ai se amostrando e xuetando dos outros!".


Dicionário de Baianês de Nivaldo Lariú

Beatles







Na 102° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, após escutarmos depoimento do comunicador Arnaldo Santana, que faz parte da história da rádio Am na cidade de Valença- Bahia, escutamos a música: "Because" dos Beatles.

Melancia



Na 102° edição do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER informamos sobre a melancia (Citrullus lanatus)fruta rasteira, originária da África, é cultivada ou aparece quase espontaneamente em várias regiões do Brasil, geralmente em áreas secas e de solo arenoso.

A planta é rasteira e anual, com folhas triangulares e trilobuladas e flores pequenas e amareladas, gerando um fruto arredondado ou alongado, de polpa vermelha, suculenta e doce, com alto teor de água (Cerca de 90%) e diâmetro variável entre 25 e 75cm.

A casca é verde e lustrosa, com estrias de verde-escuro no sentido do comprimento.


Sua composição, além do alto teor de água, inclui açúcar, vitaminas do complexo B e sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.

A produção brasileira foi estimada pelo IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 144 mil toneladas de frutos em 1991, concentrada principalmente nos estados da Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

História da Rádio AM no Brasil - Década de 20


Nessa época, o rádio funcionava sem fins comerciais. Não havia ainda a chamada publicidade no rádio, que só viria em 1927 e ganharia fôlego nos anos 30.

Antes disso, haviam as chamadas "rádios clubes" ou "rádios sociedades", ou seja, rádios com programação elitista e raio de irradiação limitado, organizadas por pessoas da alta burguesia, que além de sustentarem as emissoras, forneciam suas coleções de discos, geralmente de música clássica.

Este detalhe foi resgatado de alguma forma pela Rádio Fluminense FM de Niterói, entre 1982 e 1985, pois sua programação rock era proveniente de discos pertencentes a seus próprios produtores (uma rádio hoje em dia funciona com acervos impessoais fornecidos pelas gravadoras), colecionadores assumidos de discos.

Gal Costa


Na 102° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER, após escutarmos depoimento do comunicador Dorgival Lemos, que faz parte da história da rádio AM na cidade de Valença-Bahia, escutamos a música: "Me faz bem", na interpretação da cantora baiana Gal Costa.

História da Rádio Am no Brasil - Década de 30



1936 - Surge a Rádio Nacional, PRK-30, no Rio de Janeiro. Ela se tornaria um marco na história do rádio, com seus programas de auditório, suas comédias e suas radionovelas. Entre o final dos anos 30 e a primeira metade dos anos 50 a Nacional seria uma das líderes de audiência do rádio brasileiro, exportando sua programação, gravada e dias depois transmitida, em outras cidades brasileiras.Nessa época as pessoas poderiam ir para os estúdios das rádios, verdadeiros teatros, para assistir ao vivo à programação realizada. Era época de grandes emoções, em que as pessoas podiam ver pessoalmente os comunicadores em ação.
1938 - Surge a Rádio Globo do Rio de Janeiro, que décadas depois seria a rádio AM mais popular do país, renovando o fôlego do rádio que havia sido abalado com o surgimento da televisão. É dessa época a vinheta de "O Globo no ar", até hoje utilizada tanto pela Globo AM do Rio de Janeiro como a sua similar de São Paulo.
Nesta mesma época, o Estado Novo, instaurado no ano anterior, começava a esboçar uma estratégia de cativação populista da população, e a música brasileira dominante no período, como as marchinhas de carnaval, foram estimuladas no ufanismo do governo de Getúlio Vargas entre o final dos anos 30 e começo dos anos 40.
Ainda em 1938, é realizada a primeira transmissão esportiva em rede nacional de rádio. Ela foi realizada durante a Copa de 1938, na Rádio Clube do Brasil (então DF), narrada por Leonardo Gagliano Neto.

4° momento do ALACAZUM



Brindando o quarto momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 102° edição, após falar sobre a história da rádio AM no Brasil- Década de 40 e leitura do poema: Mãos" da escritora Amália Grimaldi, escutamos a música: "Marina" interpretada por Dorival Caymmi.

Mãos...


"O homem pensa porque tem mãos. Anaxágoras..."

Instrumento incomparável
Máquina alguma poderá igualar
Dão formas à idéias e.... expectativas
Quaisquer que sejam
as suas origens,
raça ou nacionalidade,
destreza manual,
objetos produzem...
Jamais serão iguais,
o homem e a cultura...
Expressão e liberdade,
do fazer manual.

Mãos...

Instrumento incomparável...

Amália Grimaldi - Livro: Quando

História da rádio AM no Brasil - Década de 40



Em 1941, surge o Repórter Esso, patrocinado pela famosa companhia norte-americana de combustíveis, que lhe emprestava o nome. As notícias eram redigidas pela United Press International, e traduzidas para o português pela equipe do informativo. Era o principal veículo de informação sobre os fatos internacionais, sobretudo a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnam.

O programa chegou a ter sua versão televisiva, que teve entre os apresentadores o mesmo locutor da versão radiofônica, o gaúcho Heron Domingues. Heron foi considerado um dos melhores locutores noticiaristas da história, e faleceu aos 50 anos, em 1974, depois de anunciar uma notícia na televisão, quando sofreu um enfarte.
Um dos últimos apresentadores do Repórter Esso, que locucionou as últimas transmissões radiofônicas do programa em 1968, o comunicador Roberto Figueiredo se tornou, duas décadas depois, um dos comunicadores de sucesso no rádio carioca, com passagens pela Super Rádio Tupi e Rádio Globo do Rio de Janeiro.

No final dos anos 40, a Rádio Record de São Paulo faz uma brincadeira com os ouvintes. Era primeiro de abril e o narrador esportivo Geraldo José de Almeida narra uma partida entre o time de São Paulo com um time europeu, realizada naquele continente. O clube paulista perde por 7 a 0. No dia seguinte, a emissora desfaz a farsa: o jogo nem sequer aconteceu. Mas foi um grande susto para os torcedores sãopaulinos, isso foi.

Será que a história do panettone é verdadeira?

Dizem que a origem do panetone é uma história de amor. Lá pelo século 15, um jovem milanês, membro da família Atellini, apaixonou-se pela linda filha de Toni, um padeiro de modos rudes que não aprovava o namoro. Persistente e com o objetivo de impressionar o velho padeiro, o rapaz disfarçou-se de ajudante na padaria do futuro sogro. Passados alguns dias de trabalho, depois de várias tentativas, inventou um maravilhoso pão com frutas, de extrema delicadeza e de sabor especial. O formato do pão, totalmente diferente, imitava uma cúpula de igreja. O jovem presenteou com o pão o futuro sogro e alcançou a tão sonhada permissão para casar com sua amada. O sucesso do pão foi imediato e a nova iguaria passou a ser conhecida como o pão da padaria do Toni, depois Pão do Toni e, com o tempo, simplesmente, Panetone.

5° momento ALACAZUM



Brindando o quinto momento do programa radiofônico ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER em sua 102° edição, após falarmos sobre a história do rádio AM no Brasil, focalizando a década de 50, escutamos a música: "Eu sei que vou te amar" na interpretação da cantora brasileira Alcione.

História do rádio AM no Brasil - Década de 50


Surge a televisão e o rádio é obrigado a se transformar. Já se falava na ameaça de extinção do veículo rádio, o que não ocorreu.
Aos poucos o formato dos programas de auditório e das radionovelas migra do rádio para a TV.

A pioneira emissora de TV foi a Tupi de São Paulo.

Surgem as primeiras transmissões de radiojornalismo e as transmissões esportivas, que apareceram nos anos 30, se multiplicam e ganham mais popularidade.

A Rádio Continental de São Paulo é uma das pioneiras na reportagem de rua.Um dos pioneiros repórteres de rua do Brasil era conhecido como Tico-Tico, que nos anos 50 garantia credibilidade e entretenimento com sua inteligência e humor.

Era habilidoso na busca de informações, encarando até viagem em navio.

Tico-Tico se destacava mais que seus entrevistados, não por atrapalhar a resposta deles (como infelizmente fazem alguns apresentadores de tevê atualmente), mas pelo seu talento peculiar.

Surgem neste período as rádios Bandeirantes AM e Panamericana AM (que em 1966 passaria a se chamar Jovem Pan AM e, a partir de 1976, Jovem Pan 1, para diferenciar da emissora FM, chamada Jovem Pan 2, dedicada à música pop).
Em 1955 surge a primeira transmissão experimental de rádio FM, pela Rádio Imprensa, no Rio de Janeiro, extinta no fim de dezembro de 2000.

Sua introdutora foi a empresária Anna Khoury, que havia fundado a Rádio Eldorado AM no Rio de Janeiro e se desligou desta emissora por divergir do grupo de Roberto Marinho (jornal O Globo), que adquiriu a emissora.

A transmissão da Imprensa FM se reduzia às instalações da emissora, constituindo-se de uma frequência de onda que ligava os transmissores ao estúdio da emissora, similar a de uma linha telefônica privativa.

A Imprensa FM, que ampliou suas transmissões a partir dos anos 60, tinha sua programação sem objetivos comerciais, com música e informação.

Seu perfil era light, com algumas inclinações populares, porém sem aderir ao refinamento grosseiro do pop baba romântico nem à baixaria reinante na mídia, e nos últimos anos abrigava alguns programas de rock.

A Imprensa foi extinta na virada de 2000 para 2001, quando passou a ser a nova Jovem Pan Rio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

101° edição do ALACAZUM PALAVRAS PARA ENTRETER




No domingo dia 9 de novembro de 2008 reapresentamos a edição de número 100.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Radionovela sugere a 3ª Mostra de Cinema Brasileiro‏

Vários filmes brasileiros estarão em exibição no Cinema São Jorge, em Lisboa, nos dias 7, 8 e 9 de Novembro.

A programação dos filmes é a seguinte:

* Dia 8 (Sábado):

às 16h - A Casa do Tom, de Ana Jobim
às 18h30 - Os Desafinados, de Walter Lima Jr
às 22h - Caixa Dois, de Bruno Barreto

* Dia 9 (Domingo):

às 16h - Cartola, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
às 18h30 - A Via Láctea, de Lina Chamie
às 22h - Nome Próprio, de Murillo Sales

Os bilhetes custam 3,50 € e podem ser comprados na bilheteria do Cinema São Jorge já a partir de hoje.
Para os sócios da Casa do Brasil há 50 cêntimos de desconto. Basta apresentar o cartão de sócio ou, então, um recibo das quotas pagas.


Mais informações através do site: www.fund-luso-brasileira.org

RADIONOVELA - www.radionovela.com.ptAos Domingos das 20h às 21h POPULAR FM
90.9MHz (Lisboa) ou em www.popularfm.com

Poema da semana feito fado

O poeta português Euclides Cavaco envia poema da semana.

Olá amigos especiais

MAJESTOSO CACILHEIRO é o poema desta semana feito fado ,quase que em jeito de visita virtual à nossa Lisboa, ao qual o nosso talentoso amigo Alfredo Louro empresta a sua timbrada voz.Ouça-o em poema da semana ou aqui neste link:http://www.euclidescavaco.com/Fados_E_Musicas/Majestoso_Cacilheiro/index.htm

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

‘Ara wara kosi me fara’ (1)

Este artigo foi repudiado para publicação, pelo jornal Valença Agora- periodico da cidade de Valença-Bahia- no dia 05 de novembro de 2008

‘Ara wara kosi me fara’ (1)

Para o Sr. Ramiro Campelo

Naquela calorosa manhã do dia 26, décimo mês do calendário cristão, ano de dois mil e oito, não eram apenas pessoas reunidas no adro da Igreja do Amparo comemorando a lavagem de suas escadarias; eram energias que circulavam em torno das rodas de samba, dos capoeiristas, das mães e pais de santo, dos devotos católicos, dos turistas, dos vendedores ambulantes, dos profissionais de segurança, de toda gente, reunidos num mesmo momento dentro de um único sentimento religioso.

Era uma bela manhã de primavera digno das comemorações, digno dos cultos, digno dos cânticos: ‘Ara wara kosi me fara’ (Todos unidos no mesmo corpo, nada há no mundo que possa contra mim). Foi aí que me abordou o pensamento fazendo reflexão a uma entrevista do senhor Ramiro Campelo (prefeito eleito com 43,19% dos votos válidos) quando este ressaltou que dentre as inúmeras ações de seu governo, constaria a valorização a diversidade cultural e religiosa afro-descendente e também sua intenção em transformar o Teatro Municipal de Valença em Palácio da Raça Negra. Nada mais justo do que valorizar estas tradições, que por longos anos foram marginalizadas. Se um dirigente político vislumbra tais ações como prioridades, nada mais coerente do que aplaudir tal ação. Ao demonstrar este sentimento de valorização da diversidade cultural da região, o Sr. Ramiro Campelo, demonstra conhecimento das atuais ações do governo federal e estadual, quando da II Conferência Estadual de Cultura (2), ocorrido em 2007, em Feira de Santana, que diz:

· Criar e garantir centro de referência afro-descendente que incentive a valorização, a divulgação e o apoio pedagógico, financeiro e de infra-estrutura à cultura afro-descendente;
· Promover, em nível estadual, a igualdade e respeito à diversidade cultural e religiosa Afro-descendente;
· Identificar, valorizar e dar suporte aos grupos artísticos e artistas individuais afro-descendentes, tais como hip hop, rap, reggae, samba de roda e outros do gênero negro, como forma de expressão artística e patrimônio imaterial.

Por que para os ‘tontos’ que disparam vocábulos irreconhecíveis e ainda censuram que a valorização da raça negra não deve ser prioridade de governo, para estes que aparecem munidos com seus termômetros econômicos, medindo a pobreza da região, - pobreza esta, legado das diferenças sociais, onde a raça negra e o ameríndio foram os mais afetados e continuam sendo - para estes, não existirá amanhã. Nem mesmo o hoje conta como verdade. Estes ficarão remoendo células podres de um passado nojento e nunca discutirão alternativas.

Naquela divina manhã, no topo da maior elevação existente na cidade de Valença – a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, padroeira da cidade e onde uma expressiva multidão estava presente – percebia-se as três dimensões que circundam o conceito de cultura: a simbólica, social e econômica. Ali estavam identificados através da fala, da indumentária, dos ritos, costumes, crenças... A sintonia que nos circunscreve como cidadãos possuidores de pequenas verdades (singularidades) e onde se entrelaça o social, dando-nos a representatividade em um território, município, estado, nação.

E a dimensão econômica?

Novamente o pensamento fez passagem na abordagem feita pelo Sr. Ramiro Campelo quando da estimulação aos pequenos empreendedores e ali mesmo no adro da igreja do Amparo, podíamos perceber o pequeno comércio que se desenvolve em torno das festas de largo: a baiana do acarajé, os vendedores ambulantes, o parque de diversões, os fornecedores, os transportes urbanos e marítimos, os donos de imóveis, restaurantes, bares, as costureiras, os ornamentadores, etc.

Segundo a Superintendência de Cultura do Estado da Bahia (3): ‘A diversidade e a criatividade de nossa produção cultural são incontestáveis e a visibilidade crescente de sua importância econômica é demonstrada pelos números que registram a cultura respondendo por 5% dos empregos formais do Brasil (IPEA) e por 5% do PIB Nacional (Mercosul Cultural). Esta abordagem abre caminhos que contribuem para consolidar um ambiente fomentador de desenvolvimento das atividades culturais e organização das cadeias produtivas, dos arranjos produtivos culturais locais e de sistemas articulados com a economia do entretenimento e do lazer.

Ao contrário do que alguns pensam que um distrito industrial seria a solução. Ainda mais, para os que desconhecem o verdadeiro conceito da palavra ‘indústria’. A indústria não está somente na cidade como no passado. A indústria está no campo, na agricultura familiar, no trabalho das doceiras, costureiras, no mangue, artesãos, turismo. Principalmente a indústria que não polui, que preserva. Segundo Luis G. Sousa (4), a indústria é todo esse conglomerado de empresas pequenas ou quase pequenas, cujos participantes não têm uma corrida frenética em busca do lucro extra-normal, ou econômico, para a formação de um poder de mercado que sobressaia, frente a todos que comungam das mesmas oportunidades de atuação no mercado livre entre consumidores e produtores. Faz-se necessário sim, estimular os potenciais produtivos num movimento de empreendedorismo e protagonismo para que ocorra a sustentabilidade das ações de desenvolvimento que estão sendo postas em prática no território de identidade do Baixo Sul.

Entre o ver e o enxergar. Quantos realmente enxergam? Mais ainda: quantos vislumbram?

Do adro da Igreja do Amparo, cercado por balaustrada, perfazendo um ângulo de 180° pouso o olhar na extensiva geografia: o rio Una, lânguido, secular, resistente; o verdor da paisagem e os mosaicos coloridos das habitações, distribuídos aqui, ali, além, acolá.

Volvendo então o corpo em sentido contrário, confronto-me com a Igreja do século XVIII, com sua fachada mais larga que alta, recém pintada em branco e azul, com suas cinco portas superpostas por igual número de janelas, divididas em três partes por pilastras coríntias, torre terminada por cúpulas em meia-laranja e revestido de azulejos azuis e brancos. Mais não é só isto que empolga meu olhar na terapia da contemplação, o que me envolve neste ato é o calor humano, os bons fluidos, os hinos de louvor, os pedidos de prosperidade e os sons dos atabaques envolvidos pelas vozes humanas emanando a mais bela prece aos santos e orixás. Palavras cantadas regadas de devoção e amor.

Este novo momento que se confirma no panorama político da região está respaldado pela confiança do povo em um governo próspero. O povo assim decidiu. Por isso não queremos ‘aves de agouro’ rondando as nossas cabeças. Queremos sim os hinos em louvor a Nossa Senhora do Amparo, as cantigas nos terreiros que diz: ‘Ara wara kosi me fara’ (Todos unidos no mesmo corpo, nada há no mundo que possa contra mim).

Necessitamos criar novas propostas. Não acatar a crise dos ianques como apuro para a nossa economia e sim estímulo para novas investidas. Acima de tudo refletir que somos habitantes de um mesmo território de identidade e que não podemos nos afastar de nossas responsabilidades como cidadãos, comprometidos com o desenvolvimento de nossa cidade.


Celeste Martinez – escritora

Referências:

(1) Cantiga nos terreiros (Todos unidos no mesmo corpo, nada há no mundo que possa contra mim). SOUSA JR., Vilson Caetano (Org.) Nossas Raízes Africanas. São Paulo: 2004

(2) Caderno de Cultura 2, jan/fev 08. Resultados da II Conferência Estadual de Cultura-Governo da Bahia/Ministério da Cultura

(3) Apostila: A Cultura como Dimensão Estruturante das Políticas Públicas. Superintendência de Cultura/ Diretoria de Projetos para o desenvolvimento da Cultura

(4) Site: www.eumed.net/libros/2005